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		<title>MATÉRIAS - CHASQUE PAMPEANO</title>
		<link>http://www.chasquepampeano.com.br</link>
		<description>MATÉRIAS DO CHASQUE PAMPEANO</description>
		<language>pt-br</language>
		<item>
			<title> Casa de M'Bororé</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=295</link>
			<description>&lt;p&gt;DO BLOG  ROGERIO BASTOS&lt;br /&gt;&amp;Eacute; uma lenda de inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o missioneira, t&amp;iacute;pica do Rio Grande do Sul. M&#039;boror&amp;eacute; era um &amp;iacute;ndio missioneiro muito amigo dos jesu&amp;iacute;tas, leal e temente a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jesu&amp;iacute;tas teriam constru&amp;iacute;do uma casa branca, sem portas e sem janelas, onde guardaram seus tesouros. Quando as miss&amp;otilde;es foram destru&amp;iacute;das e os jesu&amp;iacute;tas tiveram que fugir, deixaram o fiel &amp;iacute;ndio M&#039;boror&amp;eacute; encarregado de vigiar o tesouro (ouro, prata, pedras preciosas, alfaias, resplendores de santos, c&amp;aacute;lices de ouro maci&amp;ccedil;o e moedas de ouro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &amp;iacute;ndio velho ficou &amp;agrave; espera da volta dos jesu&amp;iacute;tas, como eles demoraram muito, o &amp;iacute;ndio ficou mais velho, adoeceu e morreu. Mesmo morto jamais deixou que algu&amp;eacute;m aproximar-se da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente j&amp;aacute; viu a casa, mas ningu&amp;eacute;m conseguiu se aproximar. O local &amp;eacute; marcado, mas quando voltam ao local, com outras pessoas e com ferramentas, a casa n&amp;atilde;o est&amp;aacute; mais l&amp;aacute;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conquistadores hisp&amp;acirc;nicos acreditavam na exist&amp;ecirc;ncia de uma cidade de Eldorado (Eldorado ou El Dorado &amp;eacute; uma antiga lenda narrada pelos &amp;iacute;ndios aos espanh&amp;oacute;is na &amp;eacute;poca da coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Am&amp;eacute;ricas. Falava de uma cidade feitas de ouro maci&amp;ccedil;o e cujos tesouros existiriam em quantidades inimagin&amp;aacute;veis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraido do livro:&lt;br /&gt;Manual do tradicionalismo&lt;br /&gt;Manoelito Savaris&amp;#65279;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2012-01-31 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Prosa Campeira - Encilha</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=294</link>
			<description>&lt;p&gt;BLOG DO  MTG&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Semanalmente, teremos aqui no Blog do Movimento, uma Prosa Campeira, onde trataremos de assuntos campeiros que s&amp;atilde;o importantes para a nossa vida tradicionalista. Nesta postagem seguem algumas dicas da maneira que uso para encilhar. Espero, principalmente, orientar um pouco aos jovens que participar&amp;atilde;o do Entrevero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BU&amp;Ccedil;AL: Lembrem-se, a primeira parte da encilha &amp;eacute; o bu&amp;ccedil;al. Sempre pegar o cavalo pelo cabresto. &amp;Eacute; errado colocar o freio antes de qualquer parte da encilha e tamb&amp;eacute;m segurar e amarrar o pingo pela r&amp;eacute;dea. Uma boa escova antes de come&amp;ccedil;ar a encilha deixa o pelo mais bonito e ajuda a tirar graveto que ficam no lombo do cavalo ocasionando um poss&amp;iacute;vel ferimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREIO: Sempre coloquei por segundo, pois quando se coloca o freio o cavalo sente que o pe&amp;atilde;o j&amp;aacute; tem dom&amp;iacute;nio sobre ele e se aqueta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAIXEIRO/XERG&amp;Atilde;O: A primeira pe&amp;ccedil;a que vai no lombo do cavalo, de l&amp;atilde; de ovelha que serve pra confortar os arreio no lombo do cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARONA: &amp;Eacute; usada depois do baixeiro, com a finalidade do suor do cavalo n&amp;atilde;o passar pro basto, evitando um poss&amp;iacute;vel apodrecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BASTO: O basto &amp;eacute; um dos arreios mais usados, &amp;eacute; bem simples, composto por costura, cabe&amp;ccedil;a e os bastos. Tem uma parte que &amp;eacute; conhecida como estribeira, espelho e travess&amp;atilde;o, j&amp;aacute; ouvi estas &amp;uacute;ltimas duas em diferentes partes do Estado, pendurado na argola do espelho est&amp;atilde;o os loros e abaixo os estribos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CINCHA: Composta por travess&amp;atilde;o, barrigueira, l&amp;aacute;tego (para apertar) e sobrel&amp;aacute;tego (para regular) na barriga do cavalo. Peonada, n&amp;atilde;o coloquem a barrigueira muito pra frente porque pode assar, e nem muito pra tr&amp;aacute;s, porque al&amp;eacute;m de tirar o f&amp;ocirc;lego do cavalo pode correr para tr&amp;aacute;s e afrouxar os arreios. Deixem a barrigueira no &quot;osso do peito&quot; do cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEITEIRA: Antes de apertar&amp;nbsp; a Cincha, coloca-se a peiteira e prende-se ela nas argolas da cincha. Esta pe&amp;ccedil;a &amp;eacute; usada geralmente em regi&amp;otilde;es onde o relevo &amp;eacute; mais acidentado, como a Serra Ga&amp;uacute;cha, com a finalidade dos arreios n&amp;atilde;o correr para tr&amp;aacute;s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RABICHO: O rabicho &amp;eacute; uma pe&amp;ccedil;a antiga e pouco conhecida, por&amp;eacute;m, bem simples, enquanto a peiteira n&amp;atilde;o deixa os arreios correr para tr&amp;aacute;s, o rabicho n&amp;atilde;o deixa correr para frente, &amp;eacute; apresilhado no basto e passa por baixo da cola do animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PELEGO: Usado bastante o preto da ovelha crioula, que serve pra um maior conforto pro pe&amp;atilde;o, bom lembrar que antigamente o pelego serviu de colch&amp;atilde;o pros antigos tropeiros, e ainda serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BADANA: Pe&amp;ccedil;a de couro utilizada mais no ver&amp;atilde;o, que serve para n&amp;atilde;o esquentar muito, e tamb&amp;eacute;m usada antigamente quando iam para bailes ou missas para n&amp;atilde;o ter na roupa fios do pelego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE CINCHA: Composta tamb&amp;eacute;m por travess&amp;atilde;o, barrigueira, l&amp;aacute;tego e sobrel&amp;aacute;tego e cinchador (esta pe&amp;ccedil;a que diferencia a cincha) &amp;eacute; ali onde &amp;eacute; apresilhado o la&amp;ccedil;o do pe&amp;atilde;o, s&amp;oacute; para salientar mesmo, o antigo cinchador &amp;eacute; um couro e uma argola na ponta preso na argola da cincha, hoje em dia &amp;eacute; comum ver uma pe&amp;ccedil;a chamada &quot;destorcedor&quot; no lugar do cinchador onde facilita pra destorcer o la&amp;ccedil;o. Lembrem-se de no entrevero explicar o que &amp;eacute; realmente um cinchador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LA&amp;Ccedil;O: O ga&amp;uacute;cho de antigamente, n&amp;atilde;o sa&amp;iacute;a de casa sem seu la&amp;ccedil;o, ate o la&amp;ccedil;o no tento do basto, empurre para o lado de la&amp;ccedil;ar, apresilhe a presilha no cinchador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mango na m&amp;atilde;o, espora&amp;nbsp; e chap&amp;eacute;u puxe o cavalo pra dar uns passos, veja se n&amp;atilde;o afrouxou os arreios, bote a ponta da bota de estribo, alce a perna e monte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrem-se sempre de usar a forma mais antiga que h&amp;aacute;, n&amp;atilde;o queiram inventar moda, somos tradicionalistas e zelamos pelo nosso antepassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas Uilliam de Quadros da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe&amp;atilde;o Farroupilha do Rio Grande do Sul 2011/2012&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2012-01-30 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>O PARABÉNS CRIOULO</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=293</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Umas das coisas not&amp;aacute;veis do ser ga&amp;uacute;cho &amp;eacute; buscar personaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de costumes que se aquerenciam aqui, ou seja, mania de dar jeito ga&amp;uacute;cho ao que vem de fora. Foi assim com a m&amp;uacute;sica, com a dan&amp;ccedil;a e outros costumes, como a missa que antes s&amp;oacute; se rezava em latim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aqui no sul que o Padre Paulo Aripe, ga&amp;uacute;cho de quatro costado, encilhou seu pingo, foi ao vaticano e cancheou o Papa, que lhe concedeu autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para rezar a missa a moda ga&amp;uacute;cha, oficializando assim a Missa Crioula, que ele por conta pr&amp;oacute;pria j&amp;aacute; rezava de quando em vez nos CTGs e acabou sendo aderida pela Igreja Cat&amp;oacute;lica &amp;aacute; rezar nos templos, influenciando&amp;nbsp; todos os credos a fazerem o mesmo, tendo assim seus cultos crioulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois dessa conquista do padre Paulo Aripe, que j&amp;aacute; mateia no c&amp;eacute;u perto de Deus, os negros norte-americanos foram ao PAPA pedir a mesma licen&amp;ccedil;a para realizarem suas missas carism&amp;aacute;ticas que viraram atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o tur&amp;iacute;stica nos Estados Unidos. Mas foi o padre ga&amp;uacute;cho de Uruguaina que na d&amp;eacute;cada de 1970 - primeiro mexeu na liturgia milenar cat&amp;oacute;lica, tanto que logo o vaticano acabou ordenando que as missas n&amp;atilde;o fossem mais rezadas em latim e sim, no idioma dos pa&amp;iacute;ses onde a igreja se encontrara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas n&amp;atilde;o paremos por ai, a mania de se agauchar tudo que n&amp;atilde;o &amp;eacute; nativo e aquerenciado aqui, antes da Missa Crioula, teve o Parab&amp;eacute;ns Crioulo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda d&amp;eacute;cada de 1900, o mundo ocidental passou a se alegrar nos dias de anivers&amp;aacute;rio de seus familiares em festas intimas, interpretando em coro o conhecido &quot;Happy Birthday to You&quot; de Robert Coleman, que parodiu a m&amp;uacute;sica criada em 1893, pelas professoras Mildred e Patricia Smith Hill de Kentucky - EUA.&amp;nbsp; No Brasil, em 1942 a paulista Bertha de Mello, comp&amp;ocirc;s a letra do nosso Parab&amp;eacute;ns a Voc&amp;ecirc;, abrasileirando o canto dos norte-americanos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para os ga&amp;uacute;chos isso era pouco, tanto que em 1958, dois q&amp;uuml;eras, um de General C&amp;acirc;mara - chamado Eleu Salvador e outro de Bag&amp;eacute; - chamado Dimas Costa, resolveram compor o Parab&amp;eacute;ns Crioulo, que felizmente hoje &amp;eacute; cantado em todas as festas de anivers&amp;aacute;rio de ga&amp;uacute;cho em qualquer quer&amp;ecirc;ncia, acolherado no Parab&amp;eacute;ns a Voc&amp;ecirc;, norte-americano, abrasileirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente eu acho isso magn&amp;iacute;fico, traduzir ao seu ambiente um costume estrangeiro que &amp;eacute; muito diferente de copiar, nesse caso &amp;eacute; nacionalizar um costume mundial, afinal todos um dia nascemos e precisamos lembrar disso por v&amp;aacute;rias raz&amp;otilde;es, s&amp;oacute;cio, econ&amp;ocirc;micas e pol&amp;iacute;ticas, mas sobre tudo para passarmos uma r&amp;eacute;gua na consci&amp;ecirc;ncia e medir o que de bom realizamos na vida a cada ano que passa e mais, para resgatarmos o que de errado fizemos no passado, &amp;aacute; termos um destino feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse momento, vamos cultuar a mem&amp;oacute;ria dos compositores do Parab&amp;eacute;ns Crioulo, da m&amp;uacute;sica - Dimas Costa (radialista, poeta, escritor e ator bageense) que estaria de anivers&amp;aacute;rio no dia 20 de janeiro e do autor da letra - Eleu Salvador, (compositor, ator e locutor dublador de filmes), falecido em 10 de agosto de 2007.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Para pensar - N&amp;atilde;o &amp;eacute; correto fugir de nossas ra&amp;iacute;zes, por uma quest&amp;atilde;o de identidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE;MATERIA DE DOROT&amp;Eacute;O FAGUNDES&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2012-01-18 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Conheça Nenito Sarturi</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=292</link>
			<description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;NENITO SARTURI iniciou sua carreira em 1979, com o advento dos  festivais ocorrido na d&amp;eacute;cada de 70. Venceu a grande maioria dos Festivais  Nativistas do RS e, nestes 30 anos de trajet&amp;oacute;ria art&amp;iacute;stica, atingiu a marca de  mais de 600 (seiscentas) m&amp;uacute;sicas gravadas, como compositor e/ou int&amp;eacute;rprete, al&amp;eacute;m  de ter lan&amp;ccedil;ado 11 (onze) discos nesse per&amp;iacute;odo. Em 1992, lan&amp;ccedil;ou o Livro &quot;NACOS DE  APEGO&quot; e em 2009, lan&amp;ccedil;ou outro Livro, atrav&amp;eacute;s do Projeto &quot;Santiago do Boqueir&amp;atilde;o,  seus poetas, quem s&amp;atilde;o?&quot;. Paralelamente, participou de v&amp;aacute;rias colet&amp;acirc;neas  registrando seu trabalho po&amp;eacute;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Al&amp;eacute;m de poeta, compositor e cantor, NENITO SARTURI &amp;eacute; Jornalista  (com passagem por diversas emissoras de R&amp;aacute;dio do RS) e Delegado de Pol&amp;iacute;cia,  dedicando suas horas vagas &amp;agrave; arte e &amp;agrave; pesquisa voltadas &amp;agrave; m&amp;uacute;sica nativa e &amp;agrave;  cultura ga&amp;uacute;cha. NENITO SARTURI tem parceria com praticamente todos os grandes  nomes da m&amp;uacute;sica regional ga&amp;uacute;cha da atualidade, al&amp;eacute;m de seu trabalho ter sido  gravado por grande parte dos cantores e grupos musicais do sul do pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O GRUPO MANANCIAL, que acompanha NENITO SARTURI, &amp;eacute; composto por  seu filho LEONARDO SARTURI (Viol&amp;atilde;o), LUIZ CARLOS RANOFF (Viol&amp;atilde;o), S&amp;Eacute;RGIO ROSA  (Acordeon), XUXU NUNES (Contrabaixo) e AC&amp;Aacute;SSIO FELICIANI (Bateria).&lt;/p&gt;
ou&amp;ccedil;a-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=Lkqt3sAK3m0&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Lkqt3sAK3m0&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu site &lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.nenitosarturi.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.nenitosarturi.com.br/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;-- &lt;br /&gt; &lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilton Luiz Araldi
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2012-01-01 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Glaucus  Saraiva</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=291</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Glaucus Saraiva  da Fonseca (S&amp;atilde;o Jer&amp;ocirc;nimo, 24 de dezembro de 1921 - Porto Alegre, 17 de julho  1983), Glaucus Saraiva, tamb&amp;eacute;m conhecido como Glauco Saraiva, foi um poeta  ga&amp;uacute;cho, da poesia crioula, tradicionalista, folclorista, historiador, professor,  pesquisador, escritor, conferencista, m&amp;uacute;sico, e compositor brasileiro. &amp;Eacute;  personagem importante do tradicionalismo ga&amp;uacute;cho, juntamente com Paix&amp;atilde;o Cortes e  Barbosa Lessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era filho de  &amp;Aacute;lvaro Saraiva da Fonseca e Luiza Saraiva da Fonseca, o filho mais novo de uma  fam&amp;iacute;lia tradicional ga&amp;uacute;cha. Teve 07 (sete) irm&amp;atilde;os: Agamenon Saraiva da Fonseca,  Dem&amp;oacute;stenes Saraiva da Fonseca, Marcos Vinicius Saraiva da Fonseca, Petronius  Saraiva da Fonseca, Ligia Saraiva da Fonseca, Sem&amp;iacute;ramis Saraiva da Fonseca,  Iracema Saraiva da Fonseca. Deixou uma filha: Maria Luiza Saraiva  Soares.&lt;br /&gt;Foi s&amp;oacute;cio fundador da Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula e  do 35 Centro de Tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Ga&amp;uacute;cha, do qual foi o primeiro patr&amp;atilde;o (presidente).  Idealizou e tornou realidade o IGTF - Instituto Ga&amp;uacute;cho de Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Folclore,  &amp;oacute;rg&amp;atilde;o vinculado a Secret&amp;aacute;ria de Estado da Cultura, institu&amp;iacute;do pelo Decreto n.&amp;ordm;  23.613, de 27 de dezembro de 1974, tendo sido seu primeiro diretor t&amp;eacute;cnico, e o  Parque Hist&amp;oacute;rico General Bento Gon&amp;ccedil;alves da Silva, na Est&amp;acirc;ncia do Cristal, em  Camaqu&amp;atilde;, e o Galp&amp;atilde;o Crioulo do Pal&amp;aacute;cio Piratini, que pelo Decreto Estadual n&amp;ordm;  31.204, de 1&amp;ordm; de agosto de 1983, passou a chamar-se Galp&amp;atilde;o Ga&amp;uacute;cho Glaucus  Saraiva&lt;br /&gt;Foi professor de folclore do curso de P&amp;oacute;s-Gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o  da Faculdade de M&amp;uacute;sica Palestrina, professor no Curso de Extens&amp;atilde;o Universit&amp;aacute;ria  da PUC (Folclore na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o) e no SENAC (Culin&amp;aacute;ria Gauchesca e Usos e Costumes  do Sul), e conferencista internacional sobre folclore. Presidiu tr&amp;ecirc;s congressos  tradicionalistas: em Santa Vit&amp;oacute;ria do Palmar (1973), Pelotas (1975) e Passo  Fundo (1977). Desenvolveu, tamb&amp;eacute;m, profunda pesquisa sobre os brinquedos  tradicionais das crian&amp;ccedil;as ga&amp;uacute;chas, promovendo exposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es a este  respeito. Formulou a Carta de Princ&amp;iacute;pios do MTG - Movimento Tradicionalista  Ga&amp;uacute;cho, o mais importante documento para a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ideologia e dos  compromissos tradicionalistas, aprovada no 8&amp;ordm; Congresso Tradicionalista, em  julho de 1961 em Taquara - RS. Autor da nomenclatura simb&amp;oacute;lica do  tradicionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele publicou  ainda os ensaios &quot;Manual do Tradicionalista&quot; e &quot;Cat&amp;aacute;logo da Mostra de Folclore  Juvenil&quot;. Foi vocalista dos conjuntos &quot;Os Gaud&amp;eacute;rios&quot; e &quot;Quitandinha Serenaders&quot;  entre 1950 e 1955, al&amp;eacute;m de atuar na R&amp;aacute;dio Farroupilha e R&amp;aacute;dio Nacional do Rio de  Janeiro, de 1948 a 1955. Mas sua liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a m&amp;uacute;sica foi ainda mais profunda:  Cigarro de Palha, Porongo Velho, Tropereada, O Rum &amp;eacute; a Gente que Abre, Casa  Grande de Est&amp;acirc;ncia (com Luiz Telles), entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras  po&amp;eacute;ticas:&lt;br /&gt;Chimarr&amp;atilde;o&lt;br /&gt;Velho  Poncho&lt;br /&gt;M&amp;atilde;e Ga&amp;uacute;cha&lt;br /&gt;Borracho&lt;br /&gt;Pala  Azul&lt;br /&gt;Viola Missioneira&lt;br /&gt;Filho do  Pampa&lt;br /&gt;Cordeona&lt;br /&gt;Lenda do  Quero-Quero&lt;br /&gt;Negro do Pastoreio&lt;br /&gt;Lenda da  Adaga&lt;br /&gt;Garrucha&lt;br /&gt;Len&amp;ccedil;o  Colorado&lt;br /&gt;Mateando&lt;br /&gt;Gaud&amp;eacute;rio&lt;br /&gt;Saudade&lt;br /&gt;Estrada&lt;br /&gt;Pra o fim da  cancha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu e atuou  no filme  Abas Largas, do cinema  ga&amp;uacute;cho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros&lt;br /&gt;Manual do  tradicionalista&amp;lrm; - 1968&lt;br /&gt;Mostra de folclore infanto-juvenil: cat&amp;aacute;logo em  prosa e verso&amp;lrm; - 1982&lt;br /&gt;Poesias. Cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o pampeana. Editora AGE Editora,  1992&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Glauco_Saraiva&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Glauco_Saraiva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Hilton Araldi&lt;br /&gt;FONTE: BLOG&amp;nbsp; PROSA GALPONEIRA&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-12-29 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Grande Rodeio</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=290</link>
			<description>&lt;p&gt;*ISRAEL LOPES&lt;br /&gt; Advogado e Pesquisador&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No artigo anterior, falei que no in&amp;iacute;cio do programa regionalista &quot;Grande Rodeio&quot;,&amp;nbsp; os apresentadores foram Paix&amp;atilde;o e Dimas. No entanto, &amp;nbsp;a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Dimas foi quando saiu o Paix&amp;atilde;o. Paix&amp;atilde;o C&amp;ocirc;rtes, em 1953 apresentou&amp;nbsp; o &quot;Festa no Galp&amp;atilde;o&quot; na R&amp;aacute;dio Farroupilha, que foi o primeiro programa gauchesco de audit&amp;oacute;rio, onde se apresentavam&amp;nbsp; pilchados, interpretando dan&amp;ccedil;as folcl&amp;oacute;ricas. Ent&amp;atilde;o, na &amp;eacute;poca, chegou a Porto Alegre, o paulista Oct&amp;aacute;vio Augusto Vampr&amp;eacute;, para reestruturar a R&amp;aacute;dio Farroupilha. Paix&amp;atilde;o C&amp;ocirc;rtes, diz no livro &lt;strong&gt;&quot;Falando em Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;amp; Folclore Ga&amp;uacute;cho - Excertos Jornal&amp;iacute;sticos &lt;/strong&gt;(1981):&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &quot;Tivemos, o privil&amp;eacute;gio de, a convite de nosso diretor art&amp;iacute;stico, Vampr&amp;eacute;, participar da estrutura definitiva de um novo programa, que foi lan&amp;ccedil;ado a 1&amp;ordm; de maio de 1955, com nossa anima&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de Darcy Fagundes, com o nome de Grande Rodeio Coringa&quot;. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Darcy Fagundes,&amp;nbsp; &quot;O Ga&amp;uacute;cho Vaqueano do R&amp;aacute;dio&quot;, &amp;nbsp;participou&amp;nbsp; desde o primeiro programa ao lado do Paix&amp;atilde;o, depois ao lado do Dimas e at&amp;eacute; o final ao lado do Luiz Menezes. Com a sa&amp;iacute;da do Paix&amp;atilde;o, a&amp;iacute; &amp;eacute; que entra a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Dimas, no Grande Rodeio, a convite do pr&amp;oacute;prio Darcy Fagundes, &amp;nbsp;como esclarece o folclorista Antonio Augusto Fagundes, na mat&amp;eacute;ria &lt;strong&gt;&quot;A Verdade sobre o Grande Rodeio Coringa&quot;&lt;/strong&gt;, na ZH, de 15 de abril de 1989:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &quot; A&amp;iacute; ele mesmo lembrou de um mo&amp;ccedil;o de Bag&amp;eacute; que redigia como free lancer uns textos para a emissora, onde entrava o gauchismo, uns versos crioulos, de vez em quando. Seu nome era Dimas Costa. (...). Nasceu, assim, a dupla Darcy Fagundes e Dimas Costa, que durou muito pouco: em seguida, o Maur&amp;iacute;cio Sobrinho &amp;nbsp;chamou o Paix&amp;atilde;o (Maur&amp;iacute;cio tinha comprado a R&amp;aacute;dio Ga&amp;uacute;cha e queria botar no ar um programa no hor&amp;aacute;rio do Grande Rodeio Coringa e &amp;agrave; altura daquele da r&amp;aacute;dio rival, a Farroupilha)&lt;/em&gt;&quot;. &lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Com a ida de Paix&amp;atilde;o para a R&amp;aacute;dio Ga&amp;uacute;cha, ele levou o Dimas e&amp;nbsp; apresentaram o programa de audit&amp;oacute;rio &quot;Festan&amp;ccedil;a na Quer&amp;ecirc;ncia&quot; (de 1957 a 1962) aos domingos, das 20 &amp;agrave;s 21 horas. Com a sa&amp;iacute;da de Dimas, Antonio Augusto Fagundes,&amp;nbsp; conhecia o compositor Luiz Menezes, que se apresentava no programa &quot;Campereadas&quot;, do Lauro Rodrigues, na R&amp;aacute;dio Ga&amp;uacute;cha, &amp;nbsp;ent&amp;atilde;o sugeriu a Darcy Fagundes que o convidasse, na apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Grande Rodeio Coringa, que depois passou a ser Grande Rodeio Farroupilha, tamb&amp;eacute;m&amp;nbsp; apresentado aos domingos, mas no hor&amp;aacute;rio das 21 &amp;agrave;s 22 horas. Foi, sem d&amp;uacute;vida, o maior programa de audit&amp;oacute;rio de todos os tempos no Rio Grande do Sul, por onde passaram os principais nomes da m&amp;uacute;sica regional ga&amp;uacute;cha, da &amp;eacute;poca, que iam surgindo at&amp;eacute; o final da d&amp;eacute;cada de 1970 enquanto o programa se manteve no ar. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Publicado no &lt;strong&gt;Jornal Armaz&amp;eacute;m da Cultura&lt;/strong&gt; de S&amp;atilde;o Borja, edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novembro de 2011) - Coluna Regionalismo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o Hilton Araldi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Sou advogado, formado pela UFSM de Santa Maria e sou um pesquisador da M&amp;uacute;sica  Regional. J&amp;aacute; tenho v&amp;aacute;rios livros publicados. Um, sobre &lt;strong&gt;PEDRO  RAYMUNDO&lt;/strong&gt; (Editora Tch&amp;ecirc;!/RBS, 1986) da cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;em&gt;Esses Ga&amp;uacute;chos&lt;/em&gt;,  em parceria com o jornal Vitor Minas. Biografias das personalidades que  projetaram o Rio Grande nacionalmente e em comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Sesquecenten&amp;aacute;rio da  Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha. Outro livro, sobre &lt;strong&gt;TEIXEIRINHA, O Ga&amp;uacute;cho Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o  do Rio Grande&lt;/strong&gt; (EST Edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es/Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Vitor Mateus Teixeira, 2007) que  faz parte do &lt;em&gt;Projeto Teixeirinha - Mem&amp;oacute;ria Nacional&lt;/em&gt;. Enfim, tenho mais  outros livros, que s&amp;atilde;o divulgados em sites na INTERNET&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-12-20 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>OS  PADRES POETAS</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=289</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;fr:feed/53&quot;&gt;Blog do L&amp;eacute;o Ribeiro&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;A arte po&amp;eacute;tica riograndense &amp;eacute; riqu&amp;iacute;ssima em  todos os sentidos e temos nos seus quadros poetas de toda a estirpe. Por  exemplo: Vates que exerciam o sacerd&amp;oacute;cio. Eu conheci quatro, mas deve ter bem  mais. Foram: O Padre Paulo Aripe, o Potrilho do Alegrete, o Bispo Dom Luiz  Felipe de Nadal, o meu amigo Canellas, que seguidamente reza missa crioula para  n&amp;oacute;s da Est&amp;acirc;ncia, entidade da qual ele &amp;eacute; integrante e o saudoso Padre Pedro Luiz,  autor do livro que guardo na cabeceira de meu catre O G&amp;ecirc;nio do Pampa.  &lt;br /&gt; Pois o escritor Passofundense Paulo Monteiro me  manda uma bela rezenha sobre o Padre Pedro, a qual retransmito para os leitores:   &lt;br /&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Prezado L&amp;eacute;o:&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Segue texto que est&amp;aacute; saindo na Revista  Somando deste m&amp;ecirc;s sobre o poeta Pedro Luis, um dos fundadores da Est&amp;acirc;ncia da  Poesia Crioula.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Um grande abra&amp;ccedil;o do&lt;/em&gt;&amp;nbsp; &lt;em&gt;Paulo Monteiro&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Padre Pedro Luis, mestre da poesia  gauchesca&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Por: Paulo Monteiro, escritor membro da  Academia Passofundense de Letras &lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Tenho salientado em diversos artigos  publicados na Revista Somando e, depois, divulgados na Internet, o esquecimento  que as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es auto-proclamadas defensoras da &quot;cultura ga&amp;uacute;cha&quot; votam aos  poetas que cantam as coisas tel&amp;uacute;ricas do Estado. Gauchescos, regionalistas ou  nativistas, pouco importa o nome que se lhes d&amp;ecirc;, a verdade &amp;eacute; que jazem no  esquecimento. Um desses poetas esquecidos &amp;eacute; o Padre Pedro Luis, um dos  fundadores da Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Pedro Luis Bottari nasceu no interior de  Santa Maria no dia 29 de junho de 1905 e faleceu e ali no dia 23 de agosto de  1983. Segundo consta &amp;agrave; p&amp;aacute;gina 28 do livro Italianos no Brasil: Contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es na  Literatura e nas ci&amp;ecirc;ncias: s&amp;eacute;culos XIX e XX, de Ant&amp;ocirc;nio Mottin e Enzo Casolino  (Porto Alegre: EDIPUCRS, 1999) publicou as seguintes obras: Modelo de M&amp;atilde;e ou  Vida da Beata Ana Maria Taigi, em 1933; Cabri&amp;uacute;na, poema, em 1950; O monumento,  poema, em 1951; O G&amp;ecirc;nio do Pampa, poema c&amp;iacute;clico do Rio Grande, em 1958; O  diamante negro de Canoas - Tio Basti&amp;atilde;o Coelho, biografia, em 1960, e Pedro  Tropeiro, poemeto, em 1971. &lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Religioso da Congrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o de S&amp;atilde;o Vicente  Pallotti, exerceu suas atividades sacerdotais em diversas cidades, como Santa  Maria, Cruz Alta e Porto Alegre, sempre se destacando nas comunidades onde  viveu, tanto pelo seu ativismo como sacerdote como pelas iniciativas  culturais.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Durante a funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Est&amp;acirc;ncia da Poesia  Crioula salientou-se pelas interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es, todas fi&amp;eacute;is aos princ&amp;iacute;pios preconizados  pela Igreja Cat&amp;oacute;lica, e pelas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es com a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mem&amp;oacute;ria  hist&amp;oacute;rica e cultural do Rio Grande do Sul. Tenho do poema O G&amp;ecirc;nio do Pampa -  Poema Ga&amp;uacute;cho a terceira Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Santa Maria: Livraria Editora Pallotti, s/d),  com IMPRIMATUR datado de 25 de abril de 1958.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;O Padre Pedro Luis conta no pref&amp;aacute;cio que  escreveu para O G&amp;ecirc;nio do Pampa, que seu amor pelo Rio Grande nasceu quando,  ainda menino, &quot;mercadejava por Val de Serra os frutos da terra e outras  traquitandas, cada semana&quot;, ao lado do seu pai. Lembra as figuras dos negros  &quot;Dorot&amp;eacute;io&quot;, cujo verdadeiro nome era Doroteu, e de &quot;si&amp;aacute; Maria Jos&amp;eacute; de Oliveira,  vulgo Maria Doceira - pau de coronilha, seu! - velha escrava do General Firmino  de Paula&quot;. Foi nesse ambiente campestre, entre a Serra e a Campanha, que se  plasmou a personalidade l&amp;iacute;rico-&amp;eacute;pica do futuro poeta.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Luis Augusto Fischer, em Parnasianismo  Brasileiro: Entre Resson&amp;acirc;ncia (Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003) resume a  import&amp;acirc;ncia dessa &quot;escola liter&amp;aacute;ria&quot;, &amp;agrave; p&amp;aacute;gina 21, escrevendo que &quot;reflexos do  Parnasianismo ressoam entre n&amp;oacute;s em grande parte da poesia trivial que se pr&amp;aacute;tica  pelo Brasil afora&quot;. O mesmo professor escreve em outra p&amp;aacute;gina do seu estudo que  o pr&amp;oacute;prio Concretismo pagou tributos ao Parnasianismo.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Essa escola liter&amp;aacute;ria est&amp;aacute; presente em  muitos dos mais representativos poetas gauchescos, como podemos notar numa boa  colet&amp;acirc;nea do subg&amp;ecirc;nero, como Literatura Gauchesca: do Cancioneiro Popular &amp;agrave;  Modernidade, de Lisana Bertussi (Caxias do Sul: EDUCS, 1977) ou nas diversas  publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es organizadas pela Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula, h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos. Sobre  Padre Luis Bottari, pesa, ainda, a influ&amp;ecirc;ncia de D. Aquino Correia (1885-1956),  que pertenceu &amp;agrave; Academia Brasileira de Letras, de 1926 at&amp;eacute; seu falecimento, como  titular da Cadeira 34. O Arcebispo de Cuiab&amp;aacute;, durante v&amp;aacute;rias d&amp;eacute;cadas, se tornou  modelo para in&amp;uacute;meros poetas que passaram pelos semin&amp;aacute;rios cat&amp;oacute;licos,  contribuindo para consolidar a influ&amp;ecirc;ncia parnasiana.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;O G&amp;ecirc;nio do Pampa &amp;eacute; a hist&amp;oacute;ria do Rio Grande  do Sul em versos. As notas que Padre Pedro Luis ap&amp;otilde;e aos seus versos demonstram  um profundo conhecimento da historiografia sul-rio-grandense, at&amp;eacute; meados da  d&amp;eacute;cada iniciada em 1950. O poema &amp;eacute; todo escrito em redondilha maior (sete  s&amp;iacute;labas m&amp;eacute;tricas), como a grande maioria da gauchesca.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Entretanto, enquanto os demais poetas do  subg&amp;ecirc;nero acentuam, mormente, na quarta e s&amp;eacute;tima s&amp;iacute;labas, o poeta santa-mariense  o faz na terceira e na s&amp;eacute;tima s&amp;iacute;labas, o que confere um ritmo mais lento nos  seus versos. Isso d&amp;aacute; a impress&amp;atilde;o de que seus versos t&amp;ecirc;m mais s&amp;iacute;labas m&amp;eacute;tricas do  que apresentam. Trata-se de recurso, tipicamente &quot;parnasiano&quot;, para aproximar a  redondilha do decass&amp;iacute;labo, metro tradicional da poesia &amp;eacute;pica, apenas percept&amp;iacute;vel  aos conhecedores das t&amp;eacute;cnicas de versifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Por outro lado, a maior parte do  &quot;Poema Ga&amp;uacute;cho&quot; &amp;eacute; dividida em pequenos poemas, outra demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do dom&amp;iacute;nio do  poeta sobre a arte da versifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Transcrevo, a seguir um poema do Padre Pedro  Luis, que consta &amp;agrave;s p&amp;aacute;ginas 127 e 128 de O G&amp;ecirc;nio do Pampa.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;O PI&amp;Aacute; DA EST&amp;Acirc;NCIA&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Mora um pi&amp;aacute; em cada est&amp;acirc;ncia,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Pi&amp;aacute; de marca primitiva,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Que na vida, desde a inf&amp;acirc;ncia,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;S&amp;oacute; v&amp;ecirc; triste perspectiva.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;M&amp;aacute;rtir de aspas e terneiros,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Anda sempre em roda viva,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Como os zainos tafoneiros.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Vai descal&amp;ccedil;o. Aberto o peito&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Da camisa, nada zela;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;De chap&amp;eacute;u tapeado a jeito;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Cal&amp;ccedil;a l&amp;ocirc;brega e amarela.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Letras, zero; lume, escasso;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Fuma oculto, com cautela,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;E usa &amp;agrave; cinta um palmo de a&amp;ccedil;o.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Galopim de cem recados,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Guarda de almas, cusco e aves,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Sofredor de maus bocados;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Cria esp&amp;uacute;ria de ares graves;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Corre &amp;agrave; voz que grita e espinha;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Ceva o mate atalha entraves,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;E resmunga na cozinha.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Velha v&amp;iacute;tima dos gritos,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Sonha um len&amp;ccedil;o colorado;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Traz os ecos dos aflitos,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;E, qual fungo de silvado,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Cresce &amp;agrave; toa e na desgra&amp;ccedil;a,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Mas j&amp;aacute; pensa, consolado,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Desquitar-se na cacha&amp;ccedil;a.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&amp;Oacute;rf&amp;atilde;o de almas, sem afeto,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Sem perfume de linguagem,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;No galp&amp;atilde;o est&amp;aacute; sem teto,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Sem perfume de linguagem,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;No galp&amp;atilde;o est&amp;aacute; sem teto,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Junto aos c&amp;atilde;es, que n&amp;atilde;o reagem.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Come a um canto a vil merenda...&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Flor crioula da paisagem,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Vive &amp;agrave; margem da fazenda.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;O Padre Pedro Luis exerceria uma grande  influ&amp;ecirc;ncia sobre outros religiosos, como D. Luis Felipe de Nadal e o poeta Padre  Potrilho (pseud&amp;ocirc;nimo do Padre Paulo Aripe), falecido h&amp;aacute; pouco tempo. Muitos dos  seus poemas continuam in&amp;eacute;ditos em livros, mas circularam em p&amp;aacute;ginas de jornais  como um deles intitulado Velho Cinamomo, que recolhi da 2&amp;ordf; p&amp;aacute;gina de O NACIONAL  de 23 de setembro de 1961, onde o parnasianismo do poeta e meridiano.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Velho Cinamomo&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Velho cinamomo - quincha&lt;/em&gt; &lt;em&gt;De esmeralda das moradas -&lt;/em&gt; &lt;em&gt;As guedelhas penteadas &lt;/em&gt; &lt;em&gt;De teu c&amp;iacute;rculo sem frincha&lt;/em&gt; &lt;em&gt;S&amp;atilde;o chap&amp;eacute;us-de-sol caseiros,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;S&amp;atilde;o dom&amp;eacute;sticos sombreiros,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Onde o vendaval relincha.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Pialos crus o c&amp;eacute;u te envia;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Em m&amp;aacute;s horas embu&amp;ccedil;ala&lt;/em&gt; &lt;em&gt;O esplendor de tua gala&lt;/em&gt; &lt;em&gt;- Fosco abano de agrestia,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Mas &amp;eacute;s sempre a fortaleza&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Do frescor na quadra acesa&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Destes s&amp;oacute;is de luz bravia.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Ponche verde das fazendas,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Sentinela muda da eira,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Soltas tua cabeleira,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Basta e escura como as prendas,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;No ombro da galhada opaca,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;J&amp;aacute; marcando de arma e faca,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Sem sinais de que te rendas.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Cobres ruas. Nas bodegas&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&amp;Eacute;s das r&amp;eacute;deas firme estaca.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Teu roup&amp;atilde;o de folha ataca,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Dando abrigo, chuvas cegas.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Capital de sombra, ainda,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;D&amp;aacute;s-nos casa sempre linda&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Que com teus carinhos regas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verde  gorra em flor aquentas,&lt;br /&gt;Dos decl&amp;iacute;nios a arda garra,&lt;br /&gt;Tosca, pl&amp;aacute;stica,  bizarra...&lt;br /&gt;Eu tamb&amp;eacute;m - fei&amp;ccedil;&amp;otilde;es poentas -&lt;br /&gt;Quero andar de pago em  pago,&lt;br /&gt;Dando sombra e dando afago&lt;br /&gt;No queimor e nas tormentas. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-12-12 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Um payador de 1865 . . .</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=288</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-EsBw9qqb_W0/TpbvHT9daQI/AAAAAAAAA9s/ZGl5R577-tI/s1600/pajador-760757.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5662976490361153794&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-EsBw9qqb_W0/TpbvHT9daQI/AAAAAAAAA9s/ZGl5R577-tI/s400/pajador-760757.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;398&quot; height=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro Araldi:A&amp;iacute;  vai uma litografia de 1865, de autoria de Le&amp;oacute;n Palli&amp;egrave;re. &quot;El Gaucho   Mart&amp;iacute;n Fierro&quot; &amp;eacute; de 1872 de &quot;La Vuelta de Mart&amp;iacute;n Fierro&quot;, de 1879.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Retirei do  site da Academia Argentina de Letras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&amp;iacute; est&amp;aacute; a mei-&amp;aacute;gua de  &quot;paja&quot; (capim) e o  &quot;cantor&quot;, como se dizia &amp;agrave; &amp;eacute;poca, sob a &quot;paja&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um abra&amp;ccedil;o doPaulo Monteiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;COLABORA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O HILTON  ARALDI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-10-13 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Nascem  os Centros de Tradições Gaúchas</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=287</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;fr:feed/28&quot;&gt;ROGERIO BASTOS&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;A fase, ou ciclo, do tradicionalismo, &amp;eacute; iniciada com a  cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 35 CTG, em abril de 1948. O pioneiro das tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es no RS recebeu a  nomenclatura em homenagem ao ano de inicio da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha, 1835. J&amp;aacute; os  cargos dentro deste clube foram baseadas na simbologia da est&amp;acirc;ncia, para  relembrar o campo, na id&amp;eacute;ia de Glaucus Saraiva da Fonseca. A predomin&amp;acirc;ncia dos  fundadores era de origem de ga&amp;uacute;chos campeiros, por isso na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da  entidade os cargos foram nominados da seguinte forma: Na fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Presidente  surge o Patr&amp;atilde;o, os vice-presidentes s&amp;atilde;o os Capatazes, os diretores s&amp;atilde;o os  Posteiros (que cuidam dos postos ou das invernadas) e assim sucessivamente, at&amp;eacute;  o s&amp;oacute;cio que era o pe&amp;atilde;o e a prenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  presen&amp;ccedil;a econ&amp;ocirc;mica dos Estados Unidos, na figura do Tio Sam, nos anos 40,  p&amp;oacute;s-segunda guerra mundial, era muito forte, desde os padr&amp;otilde;es de comportamento,  nas express&amp;otilde;es art&amp;iacute;sticas, interferindo at&amp;eacute; mesmo na alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o (o consumo da  coca cola). Era o chamado &quot;american way of life&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paix&amp;atilde;o  Cortes (1981):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &quot;Um CTG procura lembrar o mais  fielmente poss&amp;iacute;vel a vida do ga&amp;uacute;cho no passado, suas lides na fazenda, feitos e  fatos do RS.[...] Assim o centro, ou o clube, &amp;eacute; a Est&amp;acirc;ncia. Seu presidente, o  Patr&amp;atilde;o, o Capataz corresponde ao vice-presidente, o Sota-Capataz que comumente &amp;eacute;  denominado de secret&amp;aacute;rio. [...] O Agregado das falas &amp;eacute; o orador. [...] Por fim  vem o pe&amp;atilde;o e a prenda, os s&amp;oacute;cios masculino e feminino e os pi&amp;aacute;s, as  crian&amp;ccedil;as.&quot;&lt;br /&gt;Contrariando a perspectiva anal&amp;iacute;tica de autores que  dizem que o tradicionalismo, materializado dentro dos CTGs, &amp;eacute; uma ideologia  destinada a submeter as camadas populares, rurais e urbanas, aos seus  princ&amp;iacute;pios, Manoelito Carlos Savaris, vice-presidente da Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira  da Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o Ga&amp;uacute;cha, enfatiza que: &quot;estes (CTGs) promovem uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o social  saud&amp;aacute;vel, de harm&amp;ocirc;nica, buscando o bem coletivo, de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de respeito &amp;agrave;s  leis e a ordem estabelecida&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de uma perspectiva filos&amp;oacute;fica, de um dos  criadores do tradicionalismo, Glaucus Saraiva da Fonseca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &quot;O  tradicionalismo &amp;eacute; um sistema organizado, planificado de culto, pr&amp;aacute;tica e  divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse todo que chamamos de tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Obedece a uma hierarquia  pr&amp;oacute;pria, possui alto programa contido em sua &quot;carta de Princ&amp;iacute;pios&quot;, que deve, na  medida do poss&amp;iacute;vel, realizar e cumprir. Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, comparativamente, &amp;eacute; o campo  das culturas gauchescas (sic). Tradicionalismo, a t&amp;eacute;cnica de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, semeadura,  desenvolvimento e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas riquezas naturais, atrav&amp;eacute;s de n&amp;uacute;cleos que se  intitulam CTGs.&quot;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-10-13 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Surge  o tradicionalismo: defensor das tradições</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=286</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;fr:feed/28&quot;&gt;ROGERIO BASTOS&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;Segundo Barbosa Lessa, podemos dividir em fases, ou  ciclos, o chamado telurismo pelo Rio Grande do Sul. Em um primeiro momento, o  chamado gauchismo c&amp;iacute;vico, ainda no s&amp;eacute;culo XIX, quando foram criadas entidades  que usavam em sua denomina&amp;ccedil;&amp;atilde;o a palavra &quot;ga&amp;uacute;cho&quot;, como o Gr&amp;ecirc;mio Ga&amp;uacute;cho, de Porto  Alegre, liderado pelo Major Jo&amp;atilde;o Cezimbra Jaques. Era um per&amp;iacute;odo em que a  denomina&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &quot;ga&amp;uacute;cho&quot;, n&amp;atilde;o era visto com bons olhos, era uma palavra pejorativa,  ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-lAaqYJFbGks/TpUdPEP6AnI/AAAAAAAAB3M/QqiHkUUd-WM/s1600/35+CTG.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-lAaqYJFbGks/TpUdPEP6AnI/AAAAAAAAB3M/QqiHkUUd-WM/s640/35+CTG.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;463&quot; height=&quot;237&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, d&amp;eacute;cada de 20 sec. XX,  surge o per&amp;iacute;odo do chamado &quot;regionalismo liter&amp;aacute;rio&quot; que tinha &amp;agrave; frente Augusto  Meyer, Vargas Neto, Jo&amp;atilde;o Sim&amp;otilde;es Lopes Neto e tantos outros. Refletindo o  pensamento regionalista, com forte influ&amp;ecirc;ncia da semana da arte moderna, que  aconteceu em S&amp;atilde;o Paulo em 1922, onde houve um revigoramento sobre o mito do  ga&amp;uacute;cho com o her&amp;oacute;i, em contraponto &amp;agrave; id&amp;eacute;ia pejorativa existente. Havia um clamor  para a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma identidade regional para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da identidade  brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  d&amp;eacute;cada de 50 do s&amp;eacute;culo XX, surge um ciclo, ou uma fase, chamado tradicionalismo,  talvez o mais forte e duradouro de todos, criado por jovens interioranos,  estudantes do col&amp;eacute;gio J&amp;uacute;lio de Castilhos, na capital, e que veio a criar os  centros de tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ga&amp;uacute;chas pelo Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt; 
&lt;table border=&quot;0&quot;&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-VLcaw_TMctY/TpUdYDcfW5I/AAAAAAAAB3U/ouHdKTOpPGE/s1600/35+CTG+criadores.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-VLcaw_TMctY/TpUdYDcfW5I/AAAAAAAAB3U/ouHdKTOpPGE/s640/35+CTG+criadores.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;533&quot; height=&quot;328&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Da esquerda para a direita:  Edson Otto, Rodi Borghetti, Guilherme Socias Vilella (Prefeito de Porto Alegre).  Glaucus Saraiva, Nico Fagundes.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
Os  chamados CTGs eram entidades associativas, como clubes, que tinham o objetivo de  fazer a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ga&amp;uacute;chas atrav&amp;eacute;s de simbologias baseadas na vida  do homem do campo fortemente combatida pelos modismos que chegavam dos Estados  Unidos, principalmente.&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-10-13 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Personalidades  Gaúchas - Osvaldo Aranha</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=285</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;fr:feed/106&quot;&gt;Prendas e Pe&amp;otilde;es do RS 2011/12&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_h39qKEIY0Ps/S1xKkZdzX7I/AAAAAAAAAh8/A_W3fwLl8zE/s320/OSVALDO+ARANHA..jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_h39qKEIY0Ps/S1xKkZdzX7I/AAAAAAAAAh8/A_W3fwLl8zE/s320/OSVALDO+ARANHA..jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nasceu em  15 de novembro de 1894 em Alegrete (filho da 4&amp;ordf; RT). Estudou no col&amp;eacute;gio Militar  de POA, na Escola de Altos Estudos Sociais em Paris e na faculdade de Direito do  Distrito Federal (na &amp;eacute;poca Rio de Janeiro).  &lt;br /&gt; Catedr&amp;aacute;tico do Curso de Direito da UFRGS, pol&amp;iacute;tico,  conferencista, pacifista e diplomata. Como pol&amp;iacute;tico apoiou todas as campanhas  pol&amp;iacute;ticas de Get&amp;uacute;lio Vargas, que o conduziram &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica. Ocupou  o Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a, o Minist&amp;eacute;rio da Fazenda e o Minist&amp;eacute;rio das Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es  Exteriores. &lt;u&gt;&lt;i&gt;Neste  cargo foi o representante brasileiro junto &amp;agrave; Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas (ONU)  e presidiu a segunda Assembl&amp;eacute;ia Geral da ONU, da qual resultou a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do  Estado de Israel, em maio de 1948 (data oficial da  cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o).&lt;/i&gt;&lt;/u&gt; &lt;br /&gt; Na primeira sess&amp;atilde;o especial da Assembl&amp;eacute;ia Geral da ONU,  em 1947, Oswaldo Aranha inaugurou a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o -que se mant&amp;eacute;m at&amp;eacute; hoje- de ser um  brasileiro o primeiro orador daquele foro internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Come&amp;ccedil;ou a carreira pol&amp;iacute;tica como intendente da cidade de  Alegrete e depois subchefe de pol&amp;iacute;cia de Porto Alegre e deputado federal. Em  novembro de 1927, com a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Vargas para o governo do Rio Grande do Sul,  Aranha foi convidado a ocupar a Secretaria do Interior e da  Justi&amp;ccedil;a. &lt;br /&gt;Tornou-se um dos principais articuladores da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de  1930, que come&amp;ccedil;ou em Porto Alegre em 3 de outubro daquele ano. Uma semana  depois, Get&amp;uacute;lio Vargas passou o poder do estado para Oswaldo Aranha, antes de  rumar para Ponta Grossa (PR), onde estabeleceu seu quartel-general e assumiu o  comando das for&amp;ccedil;as revolucion&amp;aacute;rias em marcha para o Rio de Janeiro, ent&amp;atilde;o  capital da Rep&amp;uacute;blica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em 1947, como chefe da delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira na ONU,  defendeu a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado de Israel. Sempre preocupado com quest&amp;otilde;es de  seguran&amp;ccedil;a nacional, promoveu o pan-americanismo e estreitou o relacionamento com  a Argentina. No Itamaraty, p&amp;ocirc;s a diplomacia brasileira no caminho da an&amp;aacute;lise  pol&amp;iacute;tica internacional e destacou a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio e demais atividades  econ&amp;ocirc;micas como instrumentos da pol&amp;iacute;tica externa. &lt;br /&gt;Em 1953, a convite de Get&amp;uacute;lio Vargas, voltou ao  Minist&amp;eacute;rio da Fazenda, onde criou o &quot;Plano Aranha&quot;, que visava a agilizar o  mecanismo fazend&amp;aacute;rio e fiscal, adotar uma pol&amp;iacute;tica or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;ria e codificar o  direito tribut&amp;aacute;rio e a lei org&amp;acirc;nica do cr&amp;eacute;dito p&amp;uacute;blico.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em 1958, seu nome foi cogitado para concorrer ao Senado,  tanto pelo Distrito Federal quanto pelo Rio Grande do Sul. Dois anos depois,  concorreu &amp;agrave; Vice-Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica na chapa do general Henrique Teixeira  Lott, mas veio a morrer em 27 de janeiro de 1960, no RJ. &lt;br /&gt; Osvaldo  Aranha foi um divulgador do churrasco. Seus convidados &amp;agrave; sua casa sempre eram  brindados com o card&amp;aacute;pio ga&amp;uacute;cho.  &lt;br /&gt; Entre  suas obras liter&amp;aacute;rias est&amp;aacute; &lt;i&gt;O Almirante Alexandrino de Alencar &lt;/i&gt;e&lt;i&gt; A  Sociedade Sul-Rio-Grandense &lt;/i&gt;(Rio de Janeiro: Imprensa Naval,  1952) &lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://educacao.uol.com.br/biografias/oswaldo-aranha.jhtm&quot;&gt;http://educacao.uol.com.br/biografias/oswaldo-aranha.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Kich, Bruno Con&amp;iacute;sio. Pequena Enciclop&amp;eacute;dia Ga&amp;uacute;cha-  Corag&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-10-13 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Fauna  Gaúcha - Maçanico </title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=284</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;fr:feed/106&quot;&gt;Prendas e Pe&amp;otilde;es do RS 2011/12&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://www.essaseoutras.com.br/wp-content/uploads/2011/01/macarico-de-bico-dereito.jpg&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://www.essaseoutras.com.br/wp-content/uploads/2011/01/macarico-de-bico-dereito.jpg&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;213&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desde a  inf&amp;acirc;ncia, quem cresceu em CTG&#039;s escuta e dan&amp;ccedil;a a melodia de Barbosa Lessa, que  mais parece uma brincadeira:&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Ma&amp;ccedil;anico, ma&amp;ccedil;anico&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Ma&amp;ccedil;anico do banhado&lt;/i&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Quem  n&amp;atilde;o dan&amp;ccedil;a o ma&amp;ccedil;anico&lt;/i&gt; &lt;i&gt;N&amp;atilde;o  arruma namorado&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt; Se arruma  namorado ou n&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o se tem certeza, entretanto nem todos que dan&amp;ccedil;am sabem o que  &amp;eacute; ou ainda &quot;que cara&quot; tem um ma&amp;ccedil;anico! &lt;br /&gt; O Tapicuru-de-cara-pelada Phimosus infuscatus) &amp;eacute; uma ave  Ciconiiforme da fam&amp;iacute;lia Threskiornithidae, conhecido por ma&amp;ccedil;arico-de-cara-pelada  e &lt;u&gt;&lt;i&gt;ma&amp;ccedil;anico-do-banhado  (sul).&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt; 
&lt;table&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;a href=&quot;http://www.faunadesantacatarina.com.br/fotos/aves_catarinenses__603.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.faunadesantacatarina.com.br/fotos/aves_catarinenses__603.jpg&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;212&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Ma&amp;ccedil;anico - &amp;eacute; mesmo uma dan&amp;ccedil;a de  fila!&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt; Visualmente essa ave &amp;eacute; negra podendo ter tons um pouco  mais claros, tem a cabe&amp;ccedil;a anterior nua vermelho-clara embora esse tom possua uma  varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas diversas regi&amp;otilde;es, o bico geralmente &amp;eacute; esbranqui&amp;ccedil;ado, ele &amp;eacute;  encontrado em lagos, neira de rios e riachos onde procura seu alimento na &amp;aacute;gua  rasa, caminhando lentamente e megulhando, as vezes, toda a cabe&amp;ccedil;a. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &quot;&amp;Eacute; uma de nossas dan&amp;ccedil;as mais animadas. O nome &quot;Ma&amp;ccedil;anico&quot;  constitui uma corruptela de &quot;Ma&amp;ccedil;arico&quot;, ave do Sul do Brasil. Essa dan&amp;ccedil;a por  suas caracter&amp;iacute;sticas&lt;br /&gt; coreogr&amp;aacute;ficas parece ser apesar de a m&amp;uacute;sica adquirir,  quando executada por violinistas aut&amp;ecirc;nticos do Rio Grande do Sul, um estilo  sincopado, alheia a m&amp;uacute;sica portuguesa. Com o  nome de &quot;Ma&amp;ccedil;anico&quot; surgiu no Estado de Santa Catarina e da&amp;iacute; passou ao Nordeste  do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Seu desenvolvimento  coreogr&amp;aacute;fico parece  ser de f&amp;aacute;cil aprendizagem, sendo aconselh&amp;aacute;vel aos alunos iniciantes.&quot; (por Toni  Pereira) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fonte: Passarinhando &lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/mtg/2010/06/11/macanico-no-jornal-eco-da-tradicao/&quot;&gt;http://wp.clicrbs.com.br/mtg/2010/06/11/macanico-no-jornal-eco-da-tradicao/&lt;/a&gt; &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7984199417158793265-565305650357817964?l=prendasepeoesdors2011-12.blogspot.com&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-10-13 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Conheça  Cabo Toco - A Verdadeira Mulher Guerreira do Pampa</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=283</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;fr:feed/106&quot;&gt;Prendas e Pe&amp;otilde;es do RS 2011/12&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-7O29q9mtrgg/TXU9DzytAfI/AAAAAAAAAS0/-kn80IYvcbI/cabo.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-7O29q9mtrgg/TXU9DzytAfI/AAAAAAAAAS0/-kn80IYvcbI/cabo.png&quot; width=&quot;223&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt; Enquanto reverenciamos Anita Garibaldi, que &amp;eacute; claro, teve  seus m&amp;eacute;ritos, penso...porque reverenciamos uma catarinense e nos esquecemos da  ga&amp;uacute;cha Olmira? Essa sim, ga&amp;uacute;cha de Ca&amp;ccedil;apava, foi enfermeira e combatente na  Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 23 - &quot;Debaixo do talabarte, h&amp;aacute; um cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mulher&quot; &amp;nbsp;&amp;nbsp; Relembramos Cabo Toco, &lt;i&gt;&lt;u&gt;primeira mulher ga&amp;uacute;cha a ostentar a farda da  Brigada Militar&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;. Olmira Leal de Oliveira foi recrutada aos 21  anos de idade, para servir como enfermeira durante o movimento armado de 1923,  quando Borges de Medeiros lutava pela legitimidade de sua reelei&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao governo  do Estado.&amp;nbsp;Olmira lutou ainda, nos movimentos revolucion&amp;aacute;rios seguintes (1924 e  1926).&amp;nbsp; &lt;br /&gt; Olmira Leal oliveira - filha de Ca&amp;ccedil;apava do Sul, nasceu  em 18 de junho de 1902. Ficou conhecida como Cabo Toco gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o  nas tropas da Brigada Militar durante a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federalista, enfrentando  ningu&amp;eacute;m menos que o General Zeca Neto. &lt;br /&gt; Na d&amp;eacute;cada  de 1920, integrou as fileiras da Brigada Militar, como combatente e enfermeira  do 1.&amp;ordm; Regimento de Cavalaria, hoje 1.&amp;ordm; Regimento de Pol&amp;iacute;cia Montada, sediado em  Santa Maria. Participou dos movimentos revolucion&amp;aacute;rios de 1923, 1924 e 1926.  Incorporou em 1923 e s&amp;oacute; deixou a Brigada em  1932.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua  figura ficou conhecida em 1987, quando a int&amp;eacute;rprete F&amp;aacute;tima Gimenez venceu a V  Vig&amp;iacute;lia do Canto Ga&amp;uacute;cho contando sua hist&amp;oacute;ria na m&amp;uacute;sica &quot;Cabo  Toco&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela  tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; patrona da&amp;nbsp;primeira turma de PMs femininas do Estado. Iju&amp;iacute; tamb&amp;eacute;m  homenageou-a&amp;nbsp;dando o seu nome a uma rua da cidade, bem como ao CTG do 9.&amp;ordm;  Batalh&amp;atilde;o da Pol&amp;iacute;cia Militar da mesma cidade .&lt;br /&gt;Cabo Toco, apesar de atos  her&amp;oacute;icos dentro do 13.&amp;ordm; Regimento de Cavalaria da Brigada Militar, durante as  revolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 1923 e 1924, depois de passar por v&amp;aacute;rias batalhas com destaque de  bravura, em 1932 deixou a corpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o.  &lt;br /&gt; Mesmo  tendo sido considerada hero&amp;iacute;na, Olmira Leal de Oliveira s&amp;oacute; conseguiu receber um  soldo do Governo do Estado depois que Nilo Brum e Heleno Gimenez venceram a V  Vig&amp;iacute;lia do Canto Ga&amp;uacute;cho com uma composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em sua homenagem. &lt;br /&gt; Morreu  em 1989, morando em um barraco na zona perif&amp;eacute;rica da cidade de Cachoeira do  Sul. &lt;br /&gt; Recebia,  quando faleceu, a pens&amp;atilde;o vital&amp;iacute;cia especial, correspondente ao cargo de 2.&amp;ordm;  sargento da Brigada Militar concedida havia dez anos por parte do Governo do  Estado. &lt;br /&gt; &amp;nbsp;Veio a falecer em 21 de outubro de 1989, aos 87 anos em  Cachoeira do Sul. &lt;br /&gt; Aos admiradores de Anita, n&amp;atilde;o pensem jamais que &amp;eacute;  desrespeito,jamais! Mas por que n&amp;atilde;o homenageamos a ga&amp;uacute;cha combatente? Cabo Toco,  tu ainda reside na mem&amp;oacute;ria de muitos! &lt;br /&gt; Conhe&amp;ccedil;a a m&amp;uacute;sica que retrata a vida dessa mulher que foi  soldado sem deixar de ser mulher! &lt;br /&gt; A  hist&amp;oacute;ria de Cabo Toco - cantada por F&amp;aacute;tima Gimenez no Galp&amp;atilde;o  Crioulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Maira  Sim&amp;otilde;es Rodrigues 3&amp;ordf; Prenda  do Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fonte:&amp;nbsp;http://www.museucachoeira.com.br/index.php?area=municipio&amp;amp;id=13 http://depingoalcadonofreio.blogspot.com/2011/03/e-delas-para-elas-e-com-elas.html http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3164514&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-10-10 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>O  misticismo dos mates </title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=282</link>
			<description>&lt;p&gt;Com certeza  voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; realizou um brinde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta&amp;ccedil;as nas m&amp;atilde;os, recipientes cheios,  erguem-se os bra&amp;ccedil;os e tilintam-se os c&amp;aacute;lices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare que a ta&amp;ccedil;a tem, geralmente, o  formato de uma meia esfera; que lhe falta a outra metade (superior) para  tornar-se uma esfera completa, ou um ser integral, global.&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-OYAu1ST4Y_4/ToXOacLdgZI/AAAAAAAAB0Y/r2lC1XeOkvs/s1600/Misterio+do+chimarrao.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-OYAu1ST4Y_4/ToXOacLdgZI/AAAAAAAAB0Y/r2lC1XeOkvs/s640/Misterio+do+chimarrao.jpg&quot; width=&quot;466&quot; height=&quot;141&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando erguemos a ta&amp;ccedil;a (a meia-esfera  vis&amp;iacute;vel) estamos, na verdade, em busca do seu complemento invis&amp;iacute;vel no plano  superior. Somente ap&amp;oacute;s este gesto &quot;ritual&quot; e que podemos sorver o seu conte&amp;uacute;do,  na certeza de estarmos comungando com aquilo que elegemos de mais sublime e,  conseq&amp;uuml;entemente, tornando-nos um ser mais feliz e mais  completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; como se d&amp;eacute;ssemos permiss&amp;atilde;o e  boas-vindas aos esp&amp;iacute;ritos das quatro dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es (dos quatro ventos) que ir&amp;atilde;o  propiciar o fortalecimento da harmonia reinante em n&amp;oacute;s e entre n&amp;oacute;s.&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-hakQt3GrE0M/ToXOblB5zOI/AAAAAAAAB0c/Du58xSByYAY/s1600/Mateando+1.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-hakQt3GrE0M/ToXOblB5zOI/AAAAAAAAB0c/Du58xSByYAY/s640/Mateando+1.jpg&quot; width=&quot;460&quot; height=&quot;214&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o xam&amp;acirc;nica dos &amp;iacute;ndios  norte-americanos afirma o valor do despertamento do homem em busca de sua  verdadeira ess&amp;ecirc;ncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte dessa tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como um de  seus elementos mais importantes, a cerim&amp;ocirc;nia do &quot;cachimbo sagrado da paz&quot;. Esse  cachimbo, aceso de forma respeitosa e ritual, cria uma atmosfera de perfeita  integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os participantes do grupo, sentados em c&amp;iacute;rculo, geralmente ao  redor de uma fogueira, com  seus mentores no mundo invis&amp;iacute;vel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semelhan&amp;ccedil;a &amp;eacute; tal com o preparo e o  uso que fazemos do mate, que encontramos os pontos de conex&amp;atilde;o entre esses  primitivos rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Fonte:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Wilson  Tubino&amp;#65279;&lt;br /&gt;FONTE;BLOG ROGERIO BASTOS&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-09-30 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Bolitas - O jogo</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=281</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/files/2011/09/bolitasBD.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/files/2011/09/bolitasBD.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;534&quot; height=&quot;406&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;Foto: Banco de dados&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Bola de Gude &amp;eacute; um jogo desenvolvido pela empresa brasileira Icon  Games. Com gr&amp;aacute;ficos totalmente em 3D, o jogo &amp;eacute; uma simula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do  tradicional jogo de bolinhas de gude. Bola de Gude ganhou recentemente  mais dois pr&amp;ecirc;mios no site Bytten Independent Game Reviews, o primeiro  Jogo Mais Original no Ernies 2006 Awards, e o segundo Estrela de Ouro,  com um placar total de 98% na an&amp;aacute;lise do jogo.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas s&amp;atilde;o informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da internet. Talvez  sejam &amp;uacute;teis para os leitores jovens. Eu sou do tempo em que, para jogar  bolita, bastava uma pequena &amp;aacute;rea plana de terra batida, algumas bolinhas  de vidro, e tempo livre... muito tempo livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu me achava da antiga, porque ainda lembro  termos como: &lt;strong&gt;tria, boco, paredinha, raia, nicar, a&amp;ccedil;a, &amp;aacute;guida, &amp;agrave;s ganha,  &amp;agrave;s brinca, boch&amp;atilde;o..&lt;/strong&gt;. e tamb&amp;eacute;m de algumas regras que organizavam as  disputas. Recordo tamb&amp;eacute;m que, antigamente, um quilo de sal de cozinha  vinha numa embalagem de tecido branco. Era o saquinho perfeito em que  muitos guris guardavam suas bolitas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/files/2011/09/bolitastres.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/files/2011/09/bolitastres.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;509&quot; height=&quot;339&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Boch&amp;atilde;o, a&amp;ccedil;a e &amp;aacute;guida. Foto: Ricardo Chaves&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fiquei sabendo, agora, que &quot;da antiga&quot; mesmo &amp;eacute; o jogo de bolinhas. As  primeiras teriam rolado no Egito, em 3000 a.C. Na Gr&amp;eacute;cia e no Imp&amp;eacute;rio  Romano tamb&amp;eacute;m se jogava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No quadro &lt;em&gt;Jogos Infantis&lt;/em&gt;, pintado por Pieter Bruegel em 1560, aparecem meninos que, ao que tudo indica, jogam bola de gude (detalhe abaixo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/files/2011/09/quadrobolitas.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/files/2011/09/quadrobolitas.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;314&quot; height=&quot;303&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foto: Reprodu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a piazada urbana de apartamento, sem  outra alternativa, resta curtir videogame de bolita - ou outros, quem  sabe mais animados. Mas &amp;eacute; uma pena... nunca sentir&amp;atilde;o o cheiro da terra  pr&amp;oacute;ximo ao rosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/files/2011/09/bolitasvidro.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/files/2011/09/bolitasvidro.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;424&quot; height=&quot;637&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foto: Ricardo Chaves&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE;ALMANAQUE&amp;nbsp; GA&amp;Uacute;CHO-CLIC RBS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-09-22 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>21  de Setembro - DIA DA ÁRVORE!</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=280</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-ulkagvWw4Rk/TnpXirzOa2I/AAAAAAAAAu0/AVVOgpsK7j8/s1600/ervamate.gif&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-ulkagvWw4Rk/TnpXirzOa2I/AAAAAAAAAu0/AVVOgpsK7j8/s320/ervamate.gif&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;226&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; No  hemisf&amp;eacute;rio sul, o dia 21 de Setembro prenuncia a chegada da primavera, no dia  23, esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o onde a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida  pelos dias frios de inverno.  &lt;br /&gt; No Brasil, onde carregamos fortes la&amp;ccedil;os com a cultura  ind&amp;iacute;gena - que deu origem ao pa&amp;iacute;s -, temos por legado o amor e respeito as  &amp;aacute;rvores, como representantes maiores da riqueza natural que possu&amp;iacute;mos. Outro  dado interessante &amp;eacute; que os &amp;iacute;ndios tamb&amp;eacute;m utilizavam este per&amp;iacute;odo para iniciar a  &amp;eacute;poca de plantio, organizando-se pelo calend&amp;aacute;rio lunar. &lt;br /&gt; Confirmando o carinho e respeito  pela natureza, no Brasil, em 24 de fevereiro de 1965, formalizou-se o dia 21 de  Setembro como o Dia da &amp;Aacute;rvore - o dia que marca um novo ciclo para o meio  ambiente. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No Rio  Grande do Sul, a Erva-mate &amp;eacute; a &amp;aacute;rvore s&amp;iacute;mbolo do Estado. Segundo Manoelito  Carlos Savaris, a escolha como s&amp;iacute;mbolo deu origem a semana estadual da  erva-mate, a ser comemorada anualmente na segunda semana do m&amp;ecirc;s de  setembro.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Refere  o Autor da obra Nossos S&amp;iacute;mbolos: Nosso Orgulho, que o amparo legal para esta  escolha se deu atrav&amp;eacute;s da Lei Estadual n&amp;ordm; 7.439, de 08 de dezembro de 1980,  assinada pelo ent&amp;atilde;o Governador Jos&amp;eacute; Augusto Amaral de Souza. A justificativa  para a a escolha da Erva-Marte se deu por esta lembrar e caracterizar esta  &amp;aacute;rvore com os costumes e tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ga&amp;uacute;chas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamanha  sua import&amp;acirc;ncia e simbologia que a Erva-mate comp&amp;otilde;e como um dos elementos do  Bras&amp;atilde;o do MTG, bem como na logomarca dos 45 anos do Movimento Tradicionalista  Ga&amp;uacute;cho (confira em postagens anteriores o significado dos elementos que comp&amp;otilde;em  a logomarca). &lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-pRoTR6spl3g/TnpYAkpMP-I/AAAAAAAAAu4/fQL9-G4AJ48/s1600/logo.JPG&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-pRoTR6spl3g/TnpYAkpMP-I/AAAAAAAAAu4/fQL9-G4AJ48/s320/logo.JPG&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;281&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt; Nesta data t&amp;atilde;o especial, devemos reafirmar nosso  compromisso para com a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Meio Ambiente e comemorarmos com a&amp;ccedil;&amp;otilde;es  sustent&amp;aacute;veis o DIA DA &amp;Aacute;RVORE!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;&lt;a href=&quot;fr:feed/106&quot;&gt;Prendas e Pe&amp;otilde;es do RS 2011/12&lt;/a&gt; &lt;/pre&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7984199417158793265-130188214061782150?l=prendasepeoesdors2011-12.blogspot.com&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-09-22 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Gaúcho mantém fogo de chão há 50 anos</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=279</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Marielise Ferreira| &lt;a href=&quot;http://mce_host/marielise.ferreira@zerohora.com.br%20&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;marielise.ferreira@zerohora.com.br &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/erechim/files/2011/09/Marielise-Ferreira.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/erechim/files/2011/09/Marielise-Ferreira.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;580&quot; height=&quot;387&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Danilo Webber, ga&amp;uacute;cho de  nascimento e cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mant&amp;eacute;m h&amp;aacute; 50 anos um fogo de ch&amp;atilde;o, sem nunca apagar. O  galp&amp;atilde;o que cresceu ao redor do fogo abriga objetos e recorda&amp;ccedil;&amp;otilde;es que contam a  hist&amp;oacute;ria de uma vida e j&amp;aacute; se transformam em ponto de peregrina&amp;ccedil;&amp;atilde;o para ga&amp;uacute;chos  de todos os costados, que passam por Erebango.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem vive na lida  campeira &amp;eacute; acostumado a madrugar para dar comida aos bichos e fazer as tarefas  da casa. Mas na propriedade de Webber, a primeira preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; com o fogo.  Antes mesmo do pr&amp;oacute;prio caf&amp;eacute;, o agricultor junta a lenha e vai dar de comer  &amp;agrave;quele que considera seu melhor amigo. Com passos largos caminha os poucos  metros da casa em que mora com a mulher Aldira, 67 anos, e abre a porta do  galp&amp;atilde;o que protege o fogo de ch&amp;atilde;o, nascido h&amp;aacute; 50 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Amor antigo, um dom de deus&quot;. Assim &amp;eacute; que ele define sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as  labaredas. Desde menino Webber tinha atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo colorido vermelho e pelo calor  produzido pelo fogo. Vivia tenteando uns gravetos e tirando fa&amp;iacute;scas de uma  pedra, para ver as chamas cintilarem. Criado pelos irm&amp;atilde;os depois da morte dos  pais, ele herdou as terras em que a fam&amp;iacute;lia vivia e foi ali, aos 19 anos, que  criou o amigo que o acompanharia ao fim dos seus dias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De namoro firme, ele acendeu um fogo na taquara para aquecer o revirado de  feij&amp;atilde;o, enquanto ia desmanchando a casa velha do pai para levantar ali o seu  ninho, local em que pretendia levar a esposa a morar assim que casasse. Era dia  de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro e o agricultor viu no fogo um sentido  especial, como se fosse dedicado &amp;agrave; sua santa. Decidiu naquela hora, que n&amp;atilde;o  deixaria mais o fogo morrer. E assim fez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; s&amp;atilde;o 50 anos e o fogo continua ali, fiel. A vida correu ao redor do fogo de  ch&amp;atilde;o, muita coisa aconteceu. Para dar conforto, um galp&amp;atilde;o feito com costaneira  de &amp;aacute;rvores foi constru&amp;iacute;do ao seu redor. Para alertar a quem queira ter um fogo  assim em sua casa, Webber alerta que nem tudo &amp;eacute; um mar de rosas nesta rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O  fogo tamb&amp;eacute;m representa um risco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma noite, na d&amp;eacute;cada de 80, o fogo sentiu muita fome e queimou o galp&amp;atilde;o. A  fam&amp;iacute;lia acordou na madrugada e fez de tudo para apagar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- N&amp;atilde;o &amp;eacute; que daquelas ru&amp;iacute;nas, s&amp;oacute; ficou o fogo do velho? conta dona Aldira, que  nem sempre compactua - talvez por ci&amp;uacute;me- com o amor dedicado do marido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meio conta a vontade da fam&amp;iacute;lia, ele insistiu na amizade. Protegeu as brasas  por uns dias, seguiu alimentando o fogo e reconstruiu o galp&amp;atilde;o ao redor  dele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando a dificuldade financeira bateu &amp;agrave; porta dos Webber, e ele precisou  trabalhar como tarefeiro, ficando v&amp;aacute;rios dias fora de casa, ele teve no fogo seu  maior apoio. Com medo que se apagasse, ele levava numa panela de ferro as brasas  vivas para a lavoura. Armava acampamento e passava os dias trabalhando e usando  o fogo para esquentar o chimarr&amp;atilde;o, fazer caf&amp;eacute; e o carreteiro do almo&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;PONTO DE PARADA PARA TRADICIONALISTAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/erechim/files/2011/09/Marielise-Ferreira1.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/erechim/files/2011/09/Marielise-Ferreira1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;566&quot; height=&quot;378&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao longo destes anos, a hist&amp;oacute;ria de Webber se  espalhou. Considerado ponto tur&amp;iacute;stico da cidade, o fogo de ch&amp;atilde;o passou a receber  visitas de comitivas de CTGs, virou ponto de parada das cavalgadas ao Cemit&amp;eacute;rio  dos Combates e virou tema de pesquisa para alunos de escolas da regi&amp;atilde;o na &amp;eacute;poca  farroupilha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &amp;Eacute; no alpendre, junto &amp;agrave;s cinzas do borralho, teto galvanizado pelo picum&amp;atilde;,  que Danilo Weber faz as honras da casa_ narra o tradicionalista Dari Schaffer,  que se rendeu ao jeito simples e campeiro de ser do ga&amp;uacute;cho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sentado em um banquinho de couro, ao p&amp;eacute; do fogo, ele ceva o mate e entre uma  e outra baforada do seu cigarro de palheiro, proseia com o fogo. Conta causos,  reparte ang&amp;uacute;stias e d&amp;aacute; boas risadas. Se transforma em poesia pura, quando os  primeiros raios do dia invadem o galp&amp;atilde;ozinho, contrastando com o brilho quente  do fogo. Acima das labaredas, a velha chaleira pendurada por correntes e ferro e  outros utens&amp;iacute;lios se transformaram em esculturas moldadas pela picum&amp;atilde;, acumulada  ao longo dos anos. At&amp;eacute; para se desfazer das cinzas o ga&amp;uacute;cho fica sentido, e uma  montanha delas, maior que o pr&amp;oacute;prio dono, j&amp;aacute; se acumula no quintal, endurecida  pelo tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O lugar pitoresco j&amp;aacute; atraiu visitantes e gente que celebrou ali seus votos.  Noivados, casamentos e at&amp;eacute; batizados j&amp;aacute; foram assistidos pelo fogo de ch&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Hoje os filhos dos filhos deles vem aqui matear comigo, e a porteira est&amp;aacute;  sempre aberta_convida Webber.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As paredes do galp&amp;atilde;o s&amp;atilde;o forradas de mem&amp;oacute;rias, utens&amp;iacute;lios usados pelo pai,  botas velhas, recorda&amp;ccedil;&amp;otilde;es de visitantes, cartas de amigos conquistados de longe,  emolduradas em quadros. At&amp;eacute; as caveiras de Ga&amp;uacute;cho e Diamante, dois bois de canga  que o ajudavam a puxar lenha do mato est&amp;atilde;o por ali fazendo lembrar um pouco da  vida do homem que tirou da terra o sustento e criou sete filhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ent&amp;atilde;o surge poderosa, a d&amp;uacute;vida. Como vai ser, quando o Webber for chamado  pelo grande Patr&amp;atilde;o da quer&amp;ecirc;ncia?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Quando deus vier me buscar, eu morreria feliz se soubesse que algu&amp;eacute;m  assumiria de cuidar do fogo como eu, de dar de comer a ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/erechim/author/diana_rocha/&quot;&gt;Diana Rocha&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/erechim/author/diana_rocha/&quot;&gt;FONTE;CLIC RBS&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://wp.clicrbs.com.br/erechim/author/diana_rocha/&quot;&gt;COLABORA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O HILTON ARALDI&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-09-21 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>O Tempo e o Vento-sinopse comentada</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=278</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Nesses dias de Setembro, nada como lembrar um dos  grandes romances da nossa hist&amp;oacute;ria. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;b&gt;Ele &amp;eacute; uma mistura de biografia dos ga&amp;uacute;chos &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;e de  romance e de aventura, portanto tem todos &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;b&gt;os ingredientes para ser um componente importante  de nossa hist&amp;oacute;ria. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;b&gt;Para quem n&amp;atilde;o leu, e acredito que devam ser  v&amp;aacute;rios, aqui vai uma sinopse comentada.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;1. &lt;i&gt;O Continente: &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Substrato &lt;b&gt;hist&amp;oacute;rico&lt;/b&gt;: os &amp;uacute;ltimos anos das  Miss&amp;otilde;es Jesu&amp;iacute;ticas (Sete Povos). Uma &amp;iacute;ndia gr&amp;aacute;vida, estuprada por  bandeirantes, aparece nas Miss&amp;otilde;es, d&amp;aacute; a luz a um menino mesti&amp;ccedil;o e morre. O  garoto &amp;eacute; batizado de &lt;b&gt;Pedro&lt;/b&gt; e se torna protegido do &lt;b&gt;padre Alonzo&lt;/b&gt;,  jesu&amp;iacute;ta espanhol que, mais tarde, o presentear&amp;aacute; com um punhal de cabo e bainha  de prata, punhal este que atravessar&amp;aacute; os duzentos anos de &lt;b&gt;O tempo e o  vento&lt;/b&gt;, como um &lt;b&gt;&lt;i&gt;s&amp;iacute;mbolo da bravura de seus portadores&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.  Pedro, &amp;agrave; medida que cresce, &amp;eacute; dominado por uma &lt;b&gt;&lt;i&gt;vis&amp;atilde;o m&amp;iacute;stica da  exist&amp;ecirc;ncia&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;: Fala com a &lt;i&gt;Virgem Maria &lt;/i&gt;e profetiza que &lt;i&gt;Sep&amp;eacute;  Tiaraju &lt;/i&gt;vai morrer. Tem grandes pendores musicais e toca flauta  admiravelmente. Quando as tropas luso-espanholas, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Tratado de Madri,  derrotam os ex&amp;eacute;rcitos ind&amp;iacute;genas e aproximam-se para destruir os &lt;i&gt;Sete  Povos&lt;/i&gt;, Pedro monta num cavalo baio e foge sem destino. A est&amp;oacute;ria  ambienta:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;a) A conflu&amp;ecirc;ncia da cultura m&amp;iacute;stica cat&amp;oacute;lica e a consci&amp;ecirc;ncia m&amp;aacute;gica dos  &amp;iacute;ndios na figura de Pedro, explicando a sua tend&amp;ecirc;ncia a  vis&amp;otilde;es e premoni&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;b) A cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma origem mitol&amp;oacute;gica para o estabelecimento da  sociedade rio-grandense, na medida em que Pedro, mais tarde, fecundar&amp;aacute; &lt;b&gt;Ana  Terra&lt;/b&gt;, dando in&amp;iacute;cio - em termos simb&amp;oacute;licos - a um tipo local, o ga&amp;uacute;cho. &amp;Eacute;  vis&amp;iacute;vel - neste romance de &quot;funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot; de um mundo regional - a influ&amp;ecirc;ncia de  &lt;b&gt;Iracema&lt;/b&gt;, de Jos&amp;eacute; de Alencar&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;2. Ana Terra &lt;/b&gt;narra a conquista do territ&amp;oacute;rio  por fam&amp;iacute;lias paulistas e a funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos primeiros povoados.  &lt;b&gt;Dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt;: 1777 a 1811. &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; descobre, nas  terras de seu pai, &lt;b&gt;Maneco Terra&lt;/b&gt;, um &amp;iacute;ndio ferido, de tez relativamente  clara (&lt;b&gt;Pedro Missioneiro&lt;/b&gt;). Olhado com desconfian&amp;ccedil;a pelos Terra, o &amp;iacute;ndio  se recupera e acaba permanecendo na fazenda como uma esp&amp;eacute;cie de agregado.  Surpreende a todos com habilidades campeiras, repert&amp;oacute;rio de hist&amp;oacute;rias e lendas e  capacidade de tocar flauta. Na primeira vez que Pedro executa uma m&amp;uacute;sica, Ana &amp;eacute;  tomada de grande emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;&lt;i&gt;Sentiu ent&amp;atilde;o uma tristeza enorme, um desejo  amolecido de chorar. Ningu&amp;eacute;m ali na est&amp;acirc;ncia tocava nenhum instrumento. Ana n&amp;atilde;o  se lembrava de jamais ter ouvido m&amp;uacute;sica naquela casa.&lt;/i&gt;&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;A solid&amp;atilde;o de &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; e o desejo que atormenta  seu corpo levam-na a desenvolver uma paix&amp;atilde;o contradit&amp;oacute;ria pelo estranho:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;&lt;i&gt;E ali, no calor do meio-dia, ao som daquela  m&amp;uacute;sica, voltava-lhe como nunca o desejo de homem. Pensava nas cadelas e tinha  nojo de si mesma.&lt;/i&gt;&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;At&amp;eacute; que, por fim, ela termina por se entregar ao  missioneiro. Desses furtivos encontros amorosos resulta a gravidez da mo&amp;ccedil;a,  descoberta pela m&amp;atilde;e e tamb&amp;eacute;m pelo pai, que, escondido, ouve a confiss&amp;atilde;o da  filha. Em seguida, &lt;b&gt;Hor&amp;aacute;cio&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Ant&amp;ocirc;nio&lt;/b&gt;, irm&amp;atilde;os de Ana, arrebatam  &lt;b&gt;Pedro Missioneiro&lt;/b&gt; e carregam-no para um ermo, a fim de assassin&amp;aacute;-lo,  confirmando a vis&amp;atilde;o do pr&amp;oacute;prio &amp;iacute;ndio, que antevira em sonho a sua morte.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Pedrinho&lt;/b&gt; (Pedro Terra) nasce e, a  exemplo de sua m&amp;atilde;e, recebe total desprezo do av&amp;ocirc;, Maneco, e dos tios criminosos.  Ana, por seu turno, tem o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o definitivamente seco em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a seus  familiares. A &amp;uacute;nica pessoa que estima &amp;eacute; a m&amp;atilde;e, D. Henriqueta. E quando esta  morre, &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; n&amp;atilde;o tem pena, porque &quot;a m&amp;atilde;e finalmente tinha deixado de  ser escrava&quot;. Alguns anos mais tarde, o av&amp;ocirc; se reconcilia com o neto, Pedro, por  ocasi&amp;atilde;o do plantio do trigo, velho sonho de &lt;b&gt;Maneco Terra&lt;/b&gt;. Sonho de que o  menino compartilha emocionadamente.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Um ataque de bandidos castelhanos termina com a  perman&amp;ecirc;ncia de &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; na fazenda do pai. Antes do massacre, ela  esconde o filho, a cunhada, mulher de Ant&amp;ocirc;nio, e sua filha numa cova no meio do  mato e volta para casa, onde ser&amp;aacute; sucessivas vezes estuprada pelos bandoleiros.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Mortos todos os homens da casa, &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; resolve partir com as duas crian&amp;ccedil;as sobreviventes e a cunhada. Viajam de carreta  com uma fam&amp;iacute;lia em busca de um lugarejo (&lt;b&gt;Santa F&amp;eacute;&lt;/b&gt;) que acaba de ser  fundado por um &quot;coronel&quot;, &lt;b&gt;Ricardo Amaral&lt;/b&gt;, e constitu&amp;iacute;do at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o por  apenas cinco ranchos. Ana constr&amp;oacute;i o seu. E com o passar do tempo - valendo-se  de uma tesoura de podar - torna-se a parteira do povoado.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Ilustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Herrmann Wendroth&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Come&amp;ccedil;am as guerras platinas e &lt;b&gt;Pedro Terra&lt;/b&gt;, j&amp;aacute;  um rapag&amp;atilde;o de vinte anos, &amp;eacute; convocado para lutar. Ana chega a pedir ao coronel  Amaral que n&amp;atilde;o leve o filho, mas o velho estancieiro a repele. Tamb&amp;eacute;m come&amp;ccedil;a a  terr&amp;iacute;vel espera das mulheres, que &amp;eacute; um dos aspectos centrais do romance de &lt;b&gt;E.  V.&lt;/b&gt;. Elas esperam pelos seus homens que est&amp;atilde;o sempre partindo para os  confrontos militares que delimitam a vida na prov&amp;iacute;ncia desde suas origens at&amp;eacute;,  pelo menos, o final do s&amp;eacute;culo XIX. O epis&amp;oacute;dio finaliza com a segunda espera de  Ana, j&amp;aacute; que Pedro retornara de sua primeira experi&amp;ecirc;ncia b&amp;eacute;lica e - alguns anos  depois - fora novamente convocado.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; &amp;eacute; o cap&amp;iacute;tulo definitivo  da obra &lt;b&gt;&lt;i&gt;O tempo e o vento&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Al&amp;eacute;m da representatividade hist&amp;oacute;rica da  personagem (s&amp;iacute;mbolo da mulher rio-grandense), devemos atentar para:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;a) Seu erotismo, ampliado pela solid&amp;atilde;o e pela sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o  de infelicidade de viver naquele mundo perdido que &amp;eacute; a fazenda do pai. Da&amp;iacute; a sua  entrega corp&amp;oacute;rea a &lt;b&gt;Pedro Missioneiro&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;b) A consci&amp;ecirc;ncia natural (e quase a-hist&amp;oacute;rica) do  tempo. Este &amp;eacute; determinado primitivamente pelo ritmo das esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, assim como os  dias o s&amp;atilde;o pelo nascer e pelo desaparecer do sol. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; calend&amp;aacute;rios e as  refer&amp;ecirc;ncias aos anos s&amp;atilde;o imprecisas. Assim, o tempo est&amp;aacute; relacionado  indissoluvelmente &amp;agrave; natureza:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;&lt;i&gt;Era assim que o tempo se arrastava, o sol nascia e  se sumia, a lua passava por todas as fases, as esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es iam e vinham, deixando  sua marca nas &amp;aacute;rvores, na terra, nas coisas e nas  pessoas.&lt;/i&gt;&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;c) A sua garra, obstina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e capacidade de  resist&amp;ecirc;ncia. A forma que sobrevive interiormente &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia do estupro dos  bandidos castelhanos indica n&amp;atilde;o apenas resigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao destino, mas estupenda  for&amp;ccedil;a subjetiva e cren&amp;ccedil;a na vida. No limite mais dram&amp;aacute;tico e profundo, estes  ser&amp;atilde;o os valores de todas as mulheres no romance.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;d) A profiss&amp;atilde;o de parteira que Ana adota como uma  met&amp;aacute;fora da vida, enquanto a seu redor guerras e revolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es campeiam com todo um  tributo &amp;agrave; destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; morte. Decorre da&amp;iacute; tamb&amp;eacute;m o seu ardente pacifismo e seu  entranhado &amp;oacute;dio &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia em que os homens parecem se  comprazer.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;e) A rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o que Ana estabelece entre o vento e as  coisas importantes de sua vida, a associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as &quot;noites de vento, noite  dos mortos&quot; e, por fim, a pr&amp;oacute;pria liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do vento com a mem&amp;oacute;ria feminina. Esta  mem&amp;oacute;ria - a&amp;ccedil;ulada pela natureza - &amp;eacute; ao mesmo tempo o tormento, o consolo e a  arma de defesa das mulheres contra a falta de sentido da exist&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;3. Um &lt;i&gt;certo &lt;/i&gt;Capit&amp;atilde;o  Rodrigo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Substrato &lt;b&gt;hist&amp;oacute;rico&lt;/b&gt;: Emerg&amp;ecirc;ncia e apogeu dos  &lt;b&gt;&lt;i&gt;gaud&amp;eacute;rios&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. A Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha. A chegada dos primeiros  imigrantes alem&amp;atilde;es. &lt;b&gt;Dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt;: 1828 a 1836&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Gaud&amp;eacute;rio de bela figura f&amp;iacute;sica e muito carisma  pessoal, &lt;b&gt;Rodrigo Cambar&amp;aacute;&lt;/b&gt; conquista a vila de Santa F&amp;eacute; com seus ditos  espirituosos: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&quot;Buenas e me espalho! Nos pequenos dou  de prancha e nos grandes dou de talho!&quot;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Ou ainda:  &lt;b&gt;&lt;i&gt;&quot;Cambar&amp;aacute; macho n&amp;atilde;o morre na cama!&quot; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Juvenal&lt;/b&gt;, filho de &lt;b&gt;Pedro  Terra&lt;/b&gt;, &amp;eacute; o primeiro a simpatizar com o estranho. &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;, sua irm&amp;atilde; (e  reprodu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da av&amp;oacute;, &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt;) logo se apaixonar&amp;aacute; pelo forasteiro,  reafirmando sua indiferen&amp;ccedil;a a &lt;b&gt;Bento Amaral&lt;/b&gt;, filho do coronel que manda no  povoado. J&amp;aacute; &lt;b&gt;Pedro Terra&lt;/b&gt;, homem reservado e circunspecto, detesta desde o  in&amp;iacute;cio aquele gaud&amp;eacute;rio anarquista, cujo &amp;uacute;nico prop&amp;oacute;sito na vida parece ser o de  atender aos seus impulsos b&amp;aacute;sicos, especialmente os guerreiros e os er&amp;oacute;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O Coronel Ricardo Amaral Neto exige que Rodrigo parta  de Santa F&amp;eacute;, mas este se recusa. Em seguida, o alegre capit&amp;atilde;o desentende-se -  por causa de &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; - com &lt;b&gt;Bento Amaral&lt;/b&gt;. No duelo que se segue,  &lt;b&gt;Rodrigo Cambar&amp;aacute;&lt;/b&gt; consegue colocar sua marca &amp;agrave; faca na cara do rival, n&amp;atilde;o  conseguindo concluir a perna do R. Vencido e humilhado, Bento atira com arma de  fogo, ferindo gravemente o Capit&amp;atilde;o. Este oscila entre a vida e a morte e, nessas  circunst&amp;acirc;ncias, solidifica sua amizade com o &lt;b&gt;padre Lara&lt;/b&gt; que vai ajud&amp;aacute;-lo  e tentar convert&amp;ecirc;-lo ao cristianismo. Rodrigo se safa da morte, t&amp;atilde;o ateu quanto  antes, mas completamente apaixonado (desejo f&amp;iacute;sico, acima de tudo) por  &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;Juvenal&lt;/b&gt; e o padre auxiliam-no em sua tarefa, facilitada  pelo ardoroso sentimento que a mo&amp;ccedil;a (tem vinte e dois anos) nutre por ele. Com a  vis&amp;iacute;vel discord&amp;acirc;ncia de &lt;b&gt;Pedro Terra&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Rodrigo&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; acabam se casando no Natal de 1829.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Ap&amp;oacute;s os ardores dos primeiros meses, Rodrigo come&amp;ccedil;a a  se entediar. A nova profiss&amp;atilde;o (tornara-se &quot;bodegueiro&quot; em sociedade com o  cunhado &lt;b&gt;Juvenal&lt;/b&gt;) lhe parece intoler&amp;aacute;vel. Os pr&amp;oacute;prios cheiros da venda lhe  causam aborrecimento. Mesmo os filhos que v&amp;atilde;o nascendo - &lt;b&gt;Anita&lt;/b&gt;,  &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Leonor&lt;/b&gt; - n&amp;atilde;o lhe restituem a perdida alegria de viver.  Trai &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;, torna-se um jogador e um b&amp;ecirc;bado, recusa-se a voltar para  casa quando o chamam por causa da doen&amp;ccedil;a da filha &lt;b&gt;Anita&lt;/b&gt;. Ao retornar,  enfim, j&amp;aacute; pela madrugada encontra a menina morta. Mesmo assim, &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; continua apaixonada pelo &quot;seu&quot; capit&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;A chegada dos primeiros alem&amp;atilde;es em Santa F&amp;eacute;, no ano de  1833, &amp;eacute; o grande assunto da vila. Rodrigo obviamente enlouquece por uma jovem  imigrante, Helga Kunz, e com ela se relaciona, mas para sua surpresa a alem&amp;atilde;  abandona-o, partindo para S&amp;atilde;o Leopoldo a fim de casar-se com um conterr&amp;acirc;neo  alem&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em 1835 estoura a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha. Rodrigo, que  &amp;eacute; amigo de Bento Gon&amp;ccedil;alves, adere imediatamente e desaparece de Santa F&amp;eacute;. Em  1836, o Capit&amp;atilde;o a frente de tropas revolucion&amp;aacute;rias retorna para enfrentar os  Amarais e sua gente, que permaneceram fi&amp;eacute;is ao Imp&amp;eacute;rio. Antes do cerco ao  casar&amp;atilde;o dos inimigos, Rodrigo ama pela &amp;uacute;ltima vez sua esposa &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;.  Depois parte para o combate. Os farroupilhas triunfam, mas no ataque o Capit&amp;atilde;o  Rodrigo encontra a morte. O epis&amp;oacute;dio termina no dia de Finados, quando  &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; vai ao cemit&amp;eacute;rio com seus dois filhos:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;&lt;i&gt;Ergueu &lt;b&gt;Leonor&lt;/b&gt; nos bra&amp;ccedil;os, segurou a m&amp;atilde;o de  &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt;, lan&amp;ccedil;ou um &amp;uacute;ltimo olhar para a sepultura de Rodrigo e achou que  afinal de contas tudo estava bem. Podiam dizer o que quisessem, mas a verdade  era que o Capit&amp;atilde;o Cambar&amp;aacute; tinha voltado para casa.&lt;/i&gt;&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Note em &lt;b&gt;Um &lt;i&gt;Certo &lt;/i&gt;Capit&amp;atilde;o  Rodrigo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;a) O fato do personagem central ter se transformado -  mesmo que n&amp;atilde;o fosse a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de E. V. - no s&amp;iacute;mbolo do ga&amp;uacute;cho, com seu misto de  bravura, fanfarronice, generosidade e pensamento libert&amp;aacute;rio. Talvez os gaud&amp;eacute;rios  da &amp;eacute;poca n&amp;atilde;o tivessem o mesmo carisma. Documentos da &amp;eacute;poca pintam esses homens  &quot;sem rei nem lei&quot; quase como p&amp;aacute;rias. No caso de Rodrigo, contudo, &quot;a mentira  hist&amp;oacute;rica vira verdade art&amp;iacute;stica&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;b) A paix&amp;atilde;o instintiva (pr&amp;oacute;xima do mundo animal) que o  Capit&amp;atilde;o experimenta pela vida e seus prazeres, especialmente os da cama e da  mesa. Apesar disso, h&amp;aacute; em sua conduta um substrato &amp;eacute;tico que o leva, por  exemplo, a se posicionar contra os tiranos e a respeitar sua mulher,  &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;c) O forte sopro &amp;eacute;pico que percorre todo o epis&amp;oacute;dio. A  exemplo de Aquiles e de outros her&amp;oacute;is das epop&amp;eacute;ias gregas, &lt;b&gt;Rodrigo  Cambar&amp;aacute;&lt;/b&gt; acredita que s&amp;oacute; a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o guerreira d&amp;aacute; sentido &amp;agrave; vida dos homens. A  domesticidade e o cotidiano s&amp;atilde;o os maiores inimigos desses personagens, que s&amp;oacute;  se sentem felizes no fragor das batalhas e das conquistas. Antol&amp;oacute;gica &amp;eacute; a cena  do Capit&amp;atilde;o, transformado em dono de venda:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;&lt;i&gt;Rodrigo foi at&amp;eacute; a porta (da venda) e olhou para o  alto. O vento trazia um cheiro bom de capim e, aspirando-o, ele como que se  embriagava. O fedor de cebola, alho e banha que havia dentro de casa nauseava-o.  Meter-se naquele neg&amp;oacute;cio tinha sido a maior estupidez de sua  vida.&lt;/i&gt;&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;d) A cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um modelo de Cambar&amp;aacute;: o macho  audacioso, mulherengo e sempre metido em revolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O &lt;b&gt;Dr. Rodrigo  Cambar&amp;aacute;&lt;/b&gt;, em &lt;b&gt;O retrato&lt;/b&gt; e em &lt;b&gt;O arquip&amp;eacute;lago&lt;/b&gt;, ser&amp;aacute; a reduplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o  quase que perfeita do bisav&amp;ocirc;, apesar de j&amp;aacute; ser um caudilho ilustrado. Por&amp;eacute;m,  mesmo &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt;, filho e neto respectivamente,  apresentar&amp;atilde;o tra&amp;ccedil;os do Capit&amp;atilde;o Rodrigo. De certa forma, os valores caudilhescos  e machistas desse personagem cristalizam o ideal de hombridade vigente na  prov&amp;iacute;ncia at&amp;eacute; meados do s&amp;eacute;culo XX.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;e) A cena espetacular da extrema-un&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o padre  Lara oferece a Rodrigo moribundo, exigindo antes que o seu amigo se arrependesse  de todos os pecados. Reunindo suas &amp;uacute;ltimas for&amp;ccedil;as, o Capit&amp;atilde;o Cambar&amp;aacute; faz uma  figa ao sacerdote que sai dali horrorizado.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;f) Igualmente importante &amp;eacute; a cena - j&amp;aacute; referida no  resumo - do duelo entre Rodrigo e &lt;b&gt;Bento Amaral&lt;/b&gt;, e a marca incompleta que  o Capit&amp;atilde;o deixa no rosto do &amp;uacute;ltimo.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;g) A paix&amp;atilde;o de &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; pelo gaud&amp;eacute;rio &amp;eacute; a melhor  realizada entre todos os casos amorosos que povoam &lt;b&gt;O tempo e o vento&lt;/b&gt;.  Independentemente dos adult&amp;eacute;rios de que &amp;eacute; v&amp;iacute;tima, do abandono e do desprezo do  marido pela vida dom&amp;eacute;stica, ela continua amando-o como no primeiro dia em que o  viu. &quot;&lt;i&gt;Queria v&amp;ecirc;-lo mais uma vez, s&amp;oacute; uma vez&lt;/i&gt;&quot;- pensa ela durante a  Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e um pouco antes do &amp;uacute;ltimo encontro amoroso, numa sublime confiss&amp;atilde;o de  desejo e afeto.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;h) O fato de &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; reproduzir sua av&amp;oacute;, Ana,  tanto na obstina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nos sil&amp;ecirc;ncios, no &amp;oacute;dio &amp;agrave; guerra e &amp;agrave;s revolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, na  profiss&amp;atilde;o de parteira e na lembran&amp;ccedil;a dos mortos, dando seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia ao arqu&amp;eacute;tipo  feminino do romance.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;4. A teiniagu&amp;aacute;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Substrato hist&amp;oacute;rico&lt;/b&gt;: a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vida  urbana no RS. &lt;b&gt;Dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt;: 1850-1855&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em 1850, Santa F&amp;eacute; j&amp;aacute; possui sessenta e oito casas e  trinta ranchos. Chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o o magn&amp;iacute;fico sobrado constru&amp;iacute;do por um nortista  de origem misteriosa, &lt;b&gt;Aguinaldo Silva&lt;/b&gt;. Dele tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; a melhor fazenda da  regi&amp;atilde;o, a do Angico. Por&amp;eacute;m a sua principal atividade econ&amp;ocirc;mica &amp;eacute; a agiotagem e  muitas terras, inclusive a pequena propriedade de &lt;b&gt;Pedro Terra&lt;/b&gt; tinham  passado para suas m&amp;atilde;os.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Ilustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Herrmann Wendroth&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Aguinaldo tem uma neta adotiva, &lt;b&gt;Luzia&lt;/b&gt;, de  espl&amp;ecirc;ndida beleza e &quot;modos de cidade&quot;: veste-se bem, &amp;eacute; culta e toca c&amp;iacute;tara.  Desperta paix&amp;otilde;es, especialmente entre os dois primos, &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; e  &lt;b&gt;Flor&amp;ecirc;ncio&lt;/b&gt; (filho de &lt;b&gt;Juvenal&lt;/b&gt; Terra) que a disputam. Luzia termina  optando por &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt;, filho do Capit&amp;atilde;o e de &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;, her&amp;oacute;i juvenil  na guerra contra o tirano argentino, Rosas.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; est&amp;aacute; completamente  enfeiti&amp;ccedil;ado por Luzia. Atendendo a uma determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pr&amp;oacute;pria jovem (que tem  dezenove anos) marca-se o noivado para a mesma hora em que um escravo, suspeito  de crime hediondo, vai ser enforcado. Os sinais de estranha doen&amp;ccedil;a come&amp;ccedil;am a  aparecer na mo&amp;ccedil;a que veio do Norte.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Tamb&amp;eacute;m surge neste epis&amp;oacute;dio um dos protagonistas mais  importantes de &lt;b&gt;O continente&lt;/b&gt;, o &lt;b&gt;Dr. Carl Winter&lt;/b&gt;, m&amp;eacute;dico alem&amp;atilde;o,  culto, solit&amp;aacute;rio, extremamente observador e um pouco bizarro, e que havia fugido  da Alemanha por raz&amp;otilde;es sentimentais e pol&amp;iacute;ticas. Ele ser&amp;aacute; uma esp&amp;eacute;cie de  &quot;comentarista&quot; da vida cotidiana e dos costumes, tanto de Santa F&amp;eacute; quanto da  prov&amp;iacute;ncia de S&amp;atilde;o Pedro. N&amp;atilde;o &amp;eacute; errado consider&amp;aacute;-lo como um &quot;alter-ego&quot;(um &quot;outro  eu&quot;) de &lt;b&gt;E. V.&lt;/b&gt;. Fascinado por Luzia (uma mescla de curiosidade e desejo),  ele a compara &amp;agrave; lenda local da &lt;b&gt;teiniagu&amp;aacute;&lt;/b&gt;, a princesa moura transformada  pelo diabo numa lagartixa, cuja cabe&amp;ccedil;a consiste numa pedra preciosa de brilho  ofuscante que atrai e cega os homens.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;Eacute; o Dr. Winter o primeiro a perceber a doen&amp;ccedil;a da alma  que corr&amp;oacute;i a bela Luzia: a mo&amp;ccedil;a tem prazer com o sofrimento alheio. Na hora do  enforcamento do escravo, ela corre para a janela a fim de se deliciar com o  espet&amp;aacute;culo:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;Primeiro o rosto dela se contorceu num pux&amp;atilde;o nervoso,  como se tivesse sentido uma s&amp;uacute;bita dor aguda. Depois se fixou numa express&amp;atilde;o de  profundo interesse que aos poucos foi se transformando numa m&amp;aacute;scara de gozo que  pareceu chegar ao orgasmo.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Por isso, casando-se com &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt;, uma mente  singela, ela se aproveitar&amp;aacute; para atorment&amp;aacute;-lo. No entanto, contraditoriamente,  Luzia tem momentos de ternura e alegria para com o marido, estra&amp;ccedil;alhando, pouco  a pouco, os seus nervos de homem enfeiti&amp;ccedil;ado. Esta altern&amp;acirc;ncia de loucura e  fascina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, revela uma Luzia n&amp;atilde;o apenas s&amp;aacute;dica, mas tamb&amp;eacute;m masoquista, porque h&amp;aacute;  passagens em que ela parece se comprazer com o pr&amp;oacute;prio sofrimento.  &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;, a sogra, tamb&amp;eacute;m percebe o que o Dr. Winter j&amp;aacute; enxergara e passa  a odiar a nora.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em 1853, Aguinaldo Silva cai do cavalo e fratura o  cr&amp;acirc;nio, sobrevivendo ainda tr&amp;ecirc;s dias. A neta acompanha-o, minuto ap&amp;oacute;s minuto,  comprazendo-se com o sofrimento do av&amp;ocirc;. Seu sado-masoquismo &amp;eacute; vis&amp;iacute;vel. O  nascimento de &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; Cambar&amp;aacute;, o filho do casal, atenua brevemente a  situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em seguida, deixando o nen&amp;ecirc; nas m&amp;atilde;os de &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; e Luzia partem, numa viagem recreativa, para Porto Alegre.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Na capital da prov&amp;iacute;ncia uma epidemia de c&amp;oacute;lera dizima  a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em vez de retornar, o casal permanece no centro da grande epidemia.  E. V. n&amp;atilde;o narra os acontecimentos na capital, mas meses depois, quando os dois  voltam, &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; est&amp;aacute; t&amp;atilde;o destru&amp;iacute;do psicologicamente que o Dr. Winter e  &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; intuem o que havia ocorrido: a euforia e o gozo de Luzia, vendo o  terror de todos diante da peste, deliciando-se com o desespero das pessoas que  ca&amp;iacute;am nas ruas, agonizantes.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Ao tentar rever o filho, &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt;, a  &lt;b&gt;teiniagu&amp;aacute;&lt;/b&gt; &amp;eacute; impedida por &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; e tem um ataque de f&amp;uacute;ria,  chamando a sogra de &quot;cadela&quot;. &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; ent&amp;atilde;o espanca a esposa e sai da  sala, cada vez mais arrasado interiormente. O Coronel &lt;b&gt;Bento Amaral&lt;/b&gt;,  aproveita-se do contexto para vingar-se dos Cambar&amp;aacute;s, decretando a quarentena do  sobrado. Isto &amp;eacute;, durante quarenta dias ningu&amp;eacute;m, a n&amp;atilde;o ser o dr. Winter, poderia  entrar ou sair do casar&amp;atilde;o. Capangas dos Amarais cercam ent&amp;atilde;o o local para que a  ordem do caudilho fosse cumprida. &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; - exasperado pelas  circunst&amp;acirc;ncias - n&amp;atilde;o suporta a prepot&amp;ecirc;ncia de &lt;b&gt;Bento Amaral&lt;/b&gt; e com uma  pistola na m&amp;atilde;o sai de casa, tentando romper a quarentena. H&amp;aacute; um tiroteio e  quando o dr. Winter chega &amp;agrave; janela v&amp;ecirc; &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; &quot;ca&amp;iacute;do de borco, no meio da  rua, com a cara metida numa po&amp;ccedil;a de sangue.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Note em &lt;b&gt;&lt;i&gt;A  Teiniagu&amp;aacute;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;a) O car&amp;aacute;ter doentio de Luzia, indicando, de certa  forma, que todas as mulheres que ousassem quebrar o sil&amp;ecirc;ncio e a aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o  resignada da domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o masculina, teriam um pre&amp;ccedil;o muito alto a pagar por sua  autonomia.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;b) A identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o - feita pelo Dr. Winter - entre  &lt;b&gt;Luzia&lt;/b&gt; e a lenda da teiniagu&amp;aacute; - a princesa moura transformada em lagartixa  e que leva os homens &amp;agrave; perdi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;c) A quebra da hegemonia masculina nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es  afetivas e sexuais. &lt;b&gt;Bol&amp;iacute;var&lt;/b&gt; &amp;eacute; um escravo de Luzia, em propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o  semelhante &amp;agrave; pris&amp;atilde;o amorosa e social de que &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; e as demais mulheres  sofriam em seus relacionamentos com os homens.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;d) A personalidade complexa do Dr. Winter, que, al&amp;eacute;m  de suas penetrantes an&amp;aacute;lises da vida provinciana, revela forte ambig&amp;uuml;idade  diante do universo local. O que um europeu educado e sens&amp;iacute;vel faz naquela  sociedade &quot;&lt;i&gt;tosca e carn&amp;iacute;vora, que cheirava a sebo frio, suor de cavalo e  cigarro de palha&lt;/i&gt;&quot;? Ao mesmo tempo, aquele mundo primitivo o prende com o  fasc&amp;iacute;nio de sua selvageria, com a beleza de suas paisagens e com a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o  herc&amp;uacute;lea de seus homens e mulheres que iniciam uma nova  sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;e) De alguma maneira, o Dr. Winter &amp;eacute; a express&amp;atilde;o da  acentuada curiosidade europ&amp;eacute;ia pela vida nas regi&amp;otilde;es remotas, traduzida, por  exemplo, em centenas (ou talvez milhares) de viajantes cultos que estiveram no  Brasil, no s&amp;eacute;culo XIX, e que sobre suas viagens deixaram uma significativa  quantidade de belos relatos.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Repare numa dessas fascinantes observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Dr.  Winter sobre a vida em Santa F&amp;eacute;, dirigidas ao intelectual alem&amp;atilde;o Carlos von  Koseritz:&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;&lt;i&gt;Mein lieber Baron. &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Faz hoje quatro anos que estou em Santa F&amp;eacute;. J&amp;aacute; n&amp;atilde;o uso  mais chap&amp;eacute;u alto, minhas roupas europ&amp;eacute;ias se acabam e eu desgra&amp;ccedil;adamente me vou  adaptando. Sinto que aos poucos, como um pobre camale&amp;atilde;o, vou tomando a cor do  lugar onde me encontro. J&amp;aacute; aprendi a tomar chimarr&amp;atilde;o, apesar de continuar  detestando essa amarga beberagem. (...) Estes invernos rigorosos de Santa F&amp;eacute;, em  que &amp;agrave;s vezes sentimos mais frio dentro das casas que fora delas, me ensinaram a  beber uma mistura deliciosa. &amp;Eacute; cacha&amp;ccedil;a com mel e suco de lim&amp;atilde;o. Positivamente  divino! Se te contarem, Carlos, que morri embriagado numa sarjeta em Santa F&amp;eacute;,  podes acreditar na hist&amp;oacute;ria, apenas com uma restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &amp;eacute; que em Santa F&amp;eacute; n&amp;atilde;o tem  sarjetas pela simples raz&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o tem cal&amp;ccedil;adas, como tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o tem lampi&amp;otilde;es  nas ruas e como, em &amp;uacute;ltima an&amp;aacute;lise, n&amp;atilde;o tem nada. Talvez seja essa car&amp;ecirc;ncia de  tudo que me fascina e me prende.&lt;/i&gt;&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;5. A guerra&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Substrato hist&amp;oacute;rico&lt;/b&gt;: a Guerra do Paraguai.  &lt;b&gt;Dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt;: 1869-1870&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Semi-inv&amp;aacute;lido, &lt;b&gt;Flor&amp;ecirc;ncio&lt;/b&gt; retorna da guerra  quase em seu final. Atrav&amp;eacute;s do Dr. Winter sabe do confronto entre &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Luzia&lt;/b&gt;, dentro do &lt;b&gt;Sobrado&lt;/b&gt;. Sabe tamb&amp;eacute;m que Luzia tem um tumor  maligno no est&amp;ocirc;mago e que cada mulher espera a morte da outra. Enquanto isso, na  fazenda do Angico, o adolescente &lt;b&gt;Licurgo Cambar&amp;aacute;&lt;/b&gt; efetiva sua educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;  maneira rio-grandense, guiado por &lt;b&gt;Fandango&lt;/b&gt;. T&amp;iacute;pico ga&amp;uacute;cho fanfarr&amp;atilde;o,  ex&amp;iacute;mio contador de hist&amp;oacute;rias, conhecedor de casos e lendas, expressando-se por  ditados, tendo apurada mem&amp;oacute;ria por quadras, trovas e modinhas, dono, por fim, de  grande sabedoria campeira, Fandango &amp;eacute; o professor do seu futuro patr&amp;atilde;o. A partir  dessas experi&amp;ecirc;ncias gratificantes, - e tendo como contraponto, na cidade, a  sombria doen&amp;ccedil;a da m&amp;atilde;e - &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; s&amp;oacute; se sentir&amp;aacute; &amp;agrave; vontade no campo,  desenvolvendo uma primitiva identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as lides pastoris e as coxilhas.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;No Sobrado, &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; consegue afastar os  pretendentes de Luzia, revelando-lhes pormenores da &quot;loucura&quot; da nora. Seu  objetivo &amp;eacute; impedir um novo casamento da jovem vi&amp;uacute;va porque assim &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; herdar&amp;aacute; sozinho todas as propriedades da m&amp;atilde;e. O Dr. Winter acompanha a luta  entre as duas, mas n&amp;atilde;o toma partido de nenhuma, embora sua maior intimidade com  &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;. O epis&amp;oacute;dio encerra-se sem que a vitoriosa seja conhecida.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Note em &lt;b&gt;A  Guerra&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;a) A ast&amp;uacute;cia do narrador que come&amp;ccedil;a o cap&amp;iacute;tulo falando  da Guerra do Paraguai e, em seguida, abandona o conflito b&amp;eacute;lico para revelar a  luta surda e odiosa das duas mulheres pela posse dos bens e de &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt;. A  guerra entre na&amp;ccedil;&amp;otilde;es transforma-se em guerra de  mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;b) A obstina&amp;ccedil;&amp;atilde;o cruel de &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt; em destruir a  nora, Luzia. Isso serve para quebrar uma certa idealiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o - constru&amp;iacute;da nos  cap&amp;iacute;tulos anteriores - a respeito das mulheres da linhagem  Terra.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;c) A cena terrivelmente dram&amp;aacute;tica em que Luzia,  tocando c&amp;iacute;tara em surdina, diz v&amp;aacute;rias vezes a &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; que vai morrer por  causa do tumor em seu est&amp;ocirc;mago e que ele ficar&amp;aacute; abandonado, completamente  sozinho, ao contr&amp;aacute;rio de outros jovens que t&amp;ecirc;m pai e m&amp;atilde;e, levando o rapaz &amp;agrave;  exaspera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;d) A figura de Fandango, calcada em Blau Nunes, de  Sim&amp;otilde;es Lopes Neto. Deposit&amp;aacute;rio de todo um mundo gauchesco de refer&amp;ecirc;ncias, de uma  linguagem de rica originalidade, centrada em ditos e prov&amp;eacute;rbios regionais, ele  encarna a sabedoria popular dos homens do campo. &amp;Eacute; com ele que &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; faz sua educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o informal.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;6. Ism&amp;aacute;lia Car&amp;eacute;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Substrato hist&amp;oacute;rico&lt;/b&gt;: o surgimento da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o  republicana e abolicionista. (PRR - Partido Republicano Rio-grandense).  &lt;b&gt;Dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/b&gt;: 1884&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em 1884, Santa F&amp;eacute; &amp;eacute; elevada &amp;agrave; categoria de cidade. O  Coronel &lt;b&gt;Bento Amaral&lt;/b&gt; ainda domina politicamente, mas &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; Cambar&amp;aacute; representa a oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o republicana que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o aceita a hegemonia da  oligarquia monarquista. O &amp;oacute;dio entre as duas &quot;casas&quot; fica latente numa cavalhada  festiva, em que se enfrentam &quot;mouros&quot; e &quot;crist&amp;atilde;os&quot;, e o que deveria ser  encena&amp;ccedil;&amp;atilde;o quase vira um confronto sangrento.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;No plano pessoal, &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; vai se casar com sua  prima &lt;b&gt;Alice Terra&lt;/b&gt; (filha de &lt;b&gt;Flor&amp;ecirc;ncio&lt;/b&gt;). A irm&amp;atilde; dessa, &lt;b&gt;Maria  Val&amp;eacute;ria Terra&lt;/b&gt; tamb&amp;eacute;m o ama, mas sufoca seu afeto proibido. Independentemente  dos amores que desperta, o Cambar&amp;aacute; sente-se preso sexualmente a &lt;b&gt;Ism&amp;aacute;lia  Car&amp;eacute;&lt;/b&gt;, filha de um agregado pobre que vive num rancho, na fazenda do Angico.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Sob a influ&amp;ecirc;ncia de um bacharel baiano que vive em  Santa F&amp;eacute;, Tor&amp;iacute;bio Rezende, &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; torna-se republicano e abolicionista  fan&amp;aacute;tico, libertando seus pr&amp;oacute;prios escravos. Na noite da liberta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ele vem a  saber que &lt;b&gt;Ism&amp;aacute;lia Car&amp;eacute;&lt;/b&gt; est&amp;aacute; gr&amp;aacute;vida e decide que a amante &quot;vai botar o  filho fora&quot;, isto &amp;eacute;, que precisa abortar.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Al&amp;eacute;m disso, h&amp;aacute; refer&amp;ecirc;ncias neste epis&amp;oacute;dio a respeito  da morte de &lt;b&gt;Luzia&lt;/b&gt;. Surge tamb&amp;eacute;m um personagem interessante, o sacerdote  &lt;b&gt;At&amp;iacute;lio Romano&lt;/b&gt;, italiano de nascimento e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, brasileiro de cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o,  magn&amp;iacute;fico orador e intransigente defensor da miscigena&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;tnica e da paz entre  os grupos que se hostilizam na prov&amp;iacute;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Note em &lt;b&gt;Ism&amp;aacute;lia  Car&amp;eacute;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;a) O quadro vivo da contenda pol&amp;iacute;tica entre as fra&amp;ccedil;&amp;otilde;es  dirigentes (Amaral versus Cambar&amp;aacute;), cujos rancores e &amp;oacute;dios j&amp;aacute; est&amp;atilde;o latentes  antes da Rep&amp;uacute;blica e do triunfo do castilhismo.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;b) A ambig&amp;uuml;idade moral de Licurgo perante a sua futura  esposa, Alice, pois n&amp;atilde;o pretende se livrar (nem se livrar&amp;aacute;) da amante, Ism&amp;aacute;lia  Car&amp;eacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;c) A sua ambig&amp;uuml;idade &amp;eacute;tica no caso da liberta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos  escravos. Apesar da grandeza de seu gesto, subjetivamente ele sente raiva e  irrita&amp;ccedil;&amp;atilde;o com &quot;aqueles negros&quot; que pisam na sala do Sobrado, alguns aturdidos e  outros, arrogantes.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;d) O surgimento de &lt;b&gt;Maria Val&amp;eacute;ria Terra&lt;/b&gt;, cunhada  de &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt;, de grande import&amp;acirc;ncia em epis&amp;oacute;dios seguintes.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;7. O Sobrado&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Substrato hist&amp;oacute;rico&lt;/b&gt;: toda a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o transcorre  em tr&amp;ecirc;s dias de junho de 1895, nos estertores da Guerra Civil entre  &lt;b&gt;republicanos&lt;/b&gt; (&quot;&lt;b&gt;chimangos&lt;/b&gt;&quot;) e &lt;b&gt;federalistas&lt;/b&gt; (&quot;&lt;b&gt;maragatos&lt;/b&gt;&quot;).&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Ilustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Herrmann Wendroth&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Vencendo seu medo, o maragato &lt;b&gt;Jos&amp;eacute; L&amp;iacute;rio&lt;/b&gt; chega  na torre da igreja, de onde se domina o quintal do Sobrado e, conseq&amp;uuml;entemente,  o po&amp;ccedil;o de &amp;aacute;gua que garante a sobreviv&amp;ecirc;ncia dos Cambar&amp;aacute;s e de seus homens. No  entanto, ao pensar nas mulheres e nas crian&amp;ccedil;as que est&amp;atilde;o na casa fortificada,  Jos&amp;eacute; L&amp;iacute;rio acaba errando intencionalmente o tiro no chimango que, em desespero,  tentava buscar &amp;aacute;gua no po&amp;ccedil;o para matar a sede dos sitiados. Esta capacidade de  toler&amp;acirc;ncia e de compreens&amp;atilde;o &quot;daqueles que est&amp;atilde;o no outro lado&quot; n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o  compartilhadas por &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; Cambar&amp;aacute;, que se recusa a pedir tr&amp;eacute;gua aos  maragatos, tanto para cuidar dos feridos e sepultar os mortos, quanto para  atender sua esposa, &lt;b&gt;Alice Terra&lt;/b&gt;, que est&amp;aacute; em trabalho de parto e  necessita de urgentes cuidados m&amp;eacute;dicos. Inflex&amp;iacute;vel e autorit&amp;aacute;rio, &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; n&amp;atilde;o aceita os olhares recriminat&amp;oacute;rios do sogro, &lt;b&gt;Flor&amp;ecirc;ncio&lt;/b&gt; Terra e da  cunhada, Maria Val&amp;eacute;ria, mesmo que a esposa e a crian&amp;ccedil;a corram perigo de vida.  Para ele seria um ultraje &amp;agrave; honra solicitar a complac&amp;ecirc;ncia dos inimigos.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O resultado de sua intoler&amp;acirc;ncia &amp;eacute; que a menina nasce  morta e &amp;eacute; enterrada no por&amp;atilde;o da casa, cheio de ratos. Tamb&amp;eacute;m o sogro,  &lt;b&gt;Flor&amp;ecirc;ncio&lt;/b&gt;, provavelmente enfraquecido - durante o cerco n&amp;atilde;o havia mais  nada a comer sen&amp;atilde;o laranjas - termina morrendo no final do epis&amp;oacute;dio, logo ap&amp;oacute;s o  fim do cerco do Sobrado, com o abandono da cidade pelas for&amp;ccedil;as maragatas.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Na &amp;uacute;ltima p&amp;aacute;gina, &lt;b&gt;Bibiana Terra&lt;/b&gt; j&amp;aacute; catacega e  meio caduca, pede sil&amp;ecirc;ncio a Fandango, que ia lhe levar a not&amp;iacute;cia da morte de  seu sobrinho, e apontando para janela onde o vento uiva, diz: &quot;Est&amp;aacute; ouvindo?&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Note em &lt;b&gt;&lt;i&gt;O  Sobrado&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;a) O brilhante jogo entre vida e morte, representado  pelo parto de um lado e pela guerra, de outro. Torna-se evidente o pacifismo do  autor, pois o machismo, o sentido de honra e a inflexibilidade ideol&amp;oacute;gica de  &lt;b&gt;Licurgo&lt;/b&gt; Cambar&amp;aacute; s&amp;atilde;o completamente impugnados no andamento do  epis&amp;oacute;dio.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;b) A &quot;covardia&quot; de Jos&amp;eacute; L&amp;iacute;rio que, na verdade,  obriga-o a super&amp;aacute;-la atrav&amp;eacute;s da leg&amp;iacute;tima coragem, produzida pela vit&amp;oacute;ria sobre o  medo. Al&amp;eacute;m disso, o referido protagonista rompe com a intoler&amp;acirc;ncia e com o  radicalismo pol&amp;iacute;ticos, mostrando-os como repugnantes &amp;agrave; consci&amp;ecirc;ncia  humanista.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;c) N&amp;atilde;o por acaso o come&amp;ccedil;o de &lt;b&gt;O continente&lt;/b&gt; (O  Sobrado I) se d&amp;aacute; com ele, Jos&amp;eacute; L&amp;iacute;rio, ou seja, um indiv&amp;iacute;duo que coloca o  respeito &amp;agrave; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana acima das ideologias e interesses que arrastam os  homens para a guerra. Este livro sobre a guerra come&amp;ccedil;a, na verdade, com um  libelo a favor da paz.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;d) O aparecimento - ainda que de modo perif&amp;eacute;rico - dos  dois irm&amp;atilde;os, Tor&amp;iacute;bio e Rodrigo, tendo este &amp;uacute;ltimo papel decisivo nos livros  subseq&amp;uuml;entes.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;e) A presen&amp;ccedil;a, agora mais intensa, de &lt;b&gt;Maria Val&amp;eacute;ria  Terra&lt;/b&gt; com id&amp;ecirc;ntica fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; e de sua tia-av&amp;oacute;,  &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;. A mesma for&amp;ccedil;a interior, a mesma resist&amp;ecirc;ncia silenciosa, o mesmo  desprezo pela viol&amp;ecirc;ncia guerreira dos homens.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;f) A particulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o - atrav&amp;eacute;s do cerco do Sobrado -  da mais sangrenta e cruel de todas as lutas rio-grandenses, a Guerra Civil  (1893-1895) com seu terr&amp;iacute;vel ros&amp;aacute;rio de crueldades, degolas, estupros e  terrorismo de Estado, este desenvolvido pelos autodenominados &quot;progressistas&quot; da  &amp;eacute;poca: J&amp;uacute;lio de Castilhos e sua horda republicana.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;UM COMPLEMENTO &amp;Agrave; AN&amp;Aacute;LISE DE O  CONTINENTE&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;Uma cr&amp;ocirc;nica de sangue pontuada por  sucessivas guerras, eis o cen&amp;aacute;rio onde brota a g&amp;ecirc;nese da Prov&amp;iacute;ncia de S&amp;atilde;o Pedro.  Ao in&amp;iacute;cio de &lt;b&gt;O continente&lt;/b&gt;, no epis&amp;oacute;dio de &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt;, o espa&amp;ccedil;o  f&amp;iacute;sico foi inteiramente destru&amp;iacute;do ap&amp;oacute;s um ataque de castelhanos que massacraram  todos os homens v&amp;aacute;lidos da fazenda de &lt;b&gt;Maneco Terra&lt;/b&gt;. Sob a imensid&amp;atilde;o do  campo, duas mulheres e duas crian&amp;ccedil;as sepultam os seus mortos. Desses escombros  surge a personagem de &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt;, armada de uma confian&amp;ccedil;a absurda em si  mesma, que se integra na caravana pioneira para fundar, muito distante, a vila  de Santa F&amp;eacute;. Com ela segue o filho, que ser&amp;aacute; o pai de &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;; e assim  fica assegurada a continuidade da vida. A mesma intriga, distribu&amp;iacute;da por  diferentes n&amp;iacute;veis de temporalidade, repete-se v&amp;aacute;rias vezes na sucess&amp;atilde;o de  gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Terras e Cambar&amp;aacute;s. (...)&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;Na personagem &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; se  reedita o primeiro dia da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a imagem primitiva da fecunda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, enquanto  ant&amp;iacute;tese da morte. Diz Erico: &lt;i&gt;&#039;Penso  nela como uma esp&amp;eacute;cie de sin&amp;ocirc;nimo de m&amp;atilde;e, ventre, terra, raiz, verticalidade,  perman&amp;ecirc;ncia, paci&amp;ecirc;ncia, espera, perseveran&amp;ccedil;a, coragem moral.&#039; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&quot;H&amp;aacute; um estranho paradoxo em &lt;b&gt;O  continente&lt;/b&gt;. Essa epop&amp;eacute;ia, cuja linha epis&amp;oacute;dica foi tra&amp;ccedil;ada no encadeamento  dos feitos guerreiros, parece ter sido escrita para reafirmar a insanidade da  guerra. Enquanto a seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia cronol&amp;oacute;gica avan&amp;ccedil;a mediante lutas fratricidas entre  Cambar&amp;aacute;s e Amarais, a vis&amp;atilde;o de mundo do autor, sua cren&amp;ccedil;a nos valores  permanentes da vida, est&amp;aacute; expressa na saga de &lt;b&gt;Ana Terra&lt;/b&gt; e nos sil&amp;ecirc;ncios  de &lt;b&gt;Bibiana&lt;/b&gt;.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;i&gt;COLABORA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O CLAUDIO OURIQUE&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-09-15 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Dia do Cavalo-14 de setembro</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=277</link>
			<description>&lt;p&gt;&quot;Neste &lt;b&gt;14 de setembro&lt;/b&gt; comemora-se o  &lt;b&gt;Dia do Cavalo&lt;/b&gt;. A Lei, de n&amp;uacute;mero11.973, sancionada pelo  governador do Estado Germano Rigotto, em 23 desetembro de 2003, institui o &quot;Dia  do Cavalo&quot; no Estado do Rio Grande do Sul.&lt;/p&gt;
A data deve ser comemorada anualmente junto com a &lt;a href=&quot;http://e-gauderios.blogspot.com/2008/09/semana-farroupilha-tema-2008.html&quot;&gt;&lt;b&gt;Semana  Farroupilha&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, passando a fazer parte do calend&amp;aacute;rio de eventos  culturais do Estado, sobre responsabilidade do Poder Executivo e &amp;oacute;rg&amp;atilde;os voltados  &amp;agrave; promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura Riograndense. &lt;br /&gt; Esse magn&amp;iacute;fico animal, o qual n&amp;atilde;o se sabe precisamente quando  chegou ao Rio Grande, &amp;eacute; parte do esp&amp;iacute;rito do povo rio-grandense, sem ele o  ga&amp;uacute;cho por certo nem existiria. Este animal acompanha o ga&amp;uacute;cho na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o  desse estado.  &lt;br /&gt; O cavalo foi em muitas batalhas o tanque de guerra, e em  todas elas foi pe&amp;ccedil;a fundamental para conquistas de novos territ&amp;oacute;rios. Para o  autor da proposta de lei, dep. Osmar Severo &quot;estainiciativa valorizar&amp;aacute; as  tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e os costumes do povo rio-grandense, buscando homenagear e reconhecer  o trabalho do animal que acompanhou o ga&amp;uacute;cho na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste Estado&quot;.  &lt;br /&gt; O cavalo &amp;eacute; fiel amigo do homem campeiro, ajudando-lhe na lida  com o gado, no transporte al&amp;eacute;m de ser o &quot;animal do rodeio&quot;, participando de  diversas provas. E nessa &amp;aacute;rea dos esportes o cavalo tem muita import&amp;acirc;ncia tamb&amp;eacute;m  fora dos nossos pagos. &amp;Eacute; utilizado nas ca&amp;ccedil;adas, no p&amp;oacute;lo, nas corridas de cavalo  e concursos de salto. &lt;br /&gt; &amp;Eacute; o &amp;uacute;nico animal que participa junto com o cavaleiro de uma  prova nas olimp&amp;iacute;adas, onde a &amp;eacute;gua Baloubet du Rouet trouxe de Atenas, junto com  o cavaleiro Rodrigo Pessoa, uma medalha de prata, al&amp;eacute;m do Enduro Eq&amp;uuml;estre,  esporte familiar muito difundido no Rio Grande do Sul. &lt;br /&gt; Em Passo Fundo existe um pelot&amp;atilde;o h&amp;iacute;pico que al&amp;eacute;m de ser uma  forma pr&amp;aacute;tica de deslocamento em determinadas circunstancias, imp&amp;otilde;e o devido  respeito quando necess&amp;aacute;rio. Foi de cima de um cavalo que D. Pedro I proclamou  nossa independ&amp;ecirc;ncia.   Os cavalos al&amp;eacute;m auxiliam-nos no policiamento, e tamb&amp;eacute;m na  equoterapia, onde os animais auxiliam na recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pessoas traumatizadas e  no trabalho com Portadores de Necessidades Especiais. Uma boa quantia desses  animais atua junto aos papeleiros como puxadores de carro&amp;ccedil;as, ajudando-os a  limpar a cidade que sujamos.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Hilton Luiz Araldi &lt;br /&gt; &lt;img src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_HmzSCEhx0cg/SMqtfAIY_2I/AAAAAAAALtg/3-eYI2N1cm4/s320/equoterapia3.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5245195464149106530&quot; /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.portalsocial.org.br/&quot;&gt;Centro de  Equoterapia da APAE&lt;/a&gt; em Bag&amp;eacute; - RS  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segue abaixo a c&amp;oacute;pia da lei que institui &quot;Dia do  Cavalo&quot;:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;LEI N&amp;ordm; 11.973, DE 23 DE SETEMBRO DE 2003.&lt;br /&gt;Institui o  &quot;Dia do Cavalo&quot; no Estado do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO  GRANDE DO SUL. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fa&amp;ccedil;o saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82,  inciso IV, daConstitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado, que a Assembl&amp;eacute;ia Legislativa aprovou e  eusanciono e promulgo a Lei seguinte: &lt;br /&gt;Art. 1&amp;ordm; - Fica institu&amp;iacute;do o &quot;Dia do Cavalo&quot;, que ser&amp;aacute;  comemoradoanualmente no dia 14 de setembro. &lt;br /&gt;Art. 2&amp;ordm; - Caber&amp;aacute; ao Poder Executivo, bem como aos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os  voltados &amp;agrave;promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura rio-grandense, a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a  serdesenvolvida por ocasi&amp;atilde;o das comemora&amp;ccedil;&amp;otilde;es do &quot;Dia do Cavalo&quot;, emconjunto com  a Semana Farroupilha. &lt;br /&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico - Para a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do programa e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es  referidas nocaput, ser&amp;atilde;o ouvidas e convidadas a participar as  associa&amp;ccedil;&amp;otilde;esvinculadas ao tema, bem como os centros de culto &amp;agrave; tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o  gauchesca.&lt;br /&gt; Art. 3&amp;ordm; - O &quot;Dia do Cavalo&quot;, dever&amp;aacute; fazer parte do calend&amp;aacute;rio  deeventos culturais do Estado do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt; Art. 4&amp;ordm; - Esta Lei entra em vigor na data de sua  publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;Art. 5&amp;ordm; - Revoga-se as disposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em contr&amp;aacute;rio. &lt;br /&gt;PAL&amp;Aacute;CIO PIRATINI, em Porto Alegre, 23 de setembro de  2003.
&lt;p&gt;COLABORA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O HILTON ARALDI&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-09-14 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>General Prestes Guimarães: Um Centenário Esquecido</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=276</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt; &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt; &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt; &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt; &lt;w:PunctuationKerning /&gt; &lt;w:ValidateAgainstSchemas /&gt; &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt; &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; &lt;w:Compatibility&gt; &lt;w:BreakWrappedTables /&gt; &lt;w:SnapToGridInCell /&gt; &lt;w:WrapTextWithPunct /&gt; &lt;w:UseAsianBreakRules /&gt; &lt;w:DontGrowAutofit /&gt; &lt;/w:Compatibility&gt; &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState=&quot;false&quot; LatentStyleCount=&quot;156&quot;&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
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&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Paulo Monteiro (*)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Transcorrer&amp;aacute; no dia 19 deste m&amp;ecirc;s de setembro de 2011 o centen&amp;aacute;rio de falecimento de Ant&amp;ocirc;nio Ferreira Prestes Guimar&amp;atilde;es. Filho de Jos&amp;eacute; Prestes Guimar&amp;atilde;es e Maria do nascimento Rocha, apesar do sobrenome, sua m&amp;atilde;e era filha de Manoel Jos&amp;eacute; das Neves, primeiro morador branco a estabelecer-se na atual &amp;aacute;rea urbana de Passo Fundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O transcurso dessa efem&amp;eacute;ride, ignorado pelas autoridades, as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es culturais e os estudiosos da hist&amp;oacute;ria regional &amp;eacute; mais uma comprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que tenho afirmado com todas as letras e a plenos pulm&amp;otilde;es: o esquecimento da hist&amp;oacute;ria passo-fundense. O esquecimento do centen&amp;aacute;rio de morte do primeiro serrano a chegar ao governo do Estado (Prov&amp;iacute;ncia, na &amp;eacute;poca), homem que presidira o Conselho Municipal (C&amp;acirc;mara de Vereadores) de Passo Fundo e exerceria mandatos de deputado provincial (estadual) &amp;eacute; um crime contra a mem&amp;oacute;ria do munic&amp;iacute;pio e da regi&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Pouco se sabe sobre onde realizou seus estudos. O historiador Heleno Damian, que h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos pesquisa a vida e a obra de Prestes Guimar&amp;atilde;es, estudou processos judiciais onde ele atuou como advogado, concluindo tratar-se de homem de grande cultura. Citava tratadistas franceses de Direito com profici&amp;ecirc;ncia, e demonstrava profundos conhecimentos sobre a hist&amp;oacute;ria e a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do solo passo-fundense. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Prestes Guimar&amp;atilde;es, muito jovem, exerceu o magist&amp;eacute;rio e j&amp;aacute;, aos 27 anos, abriu a primeira banca de advogado no munic&amp;iacute;pio, concomitantemente com o exerc&amp;iacute;cio da fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de secret&amp;aacute;rio do Comando da Guarda Nacional e, no ano seguinte, 1865, atuava como suplente de delegado municipal. Entre 1970 e 1973 ocupou a segunda supl&amp;ecirc;ncia de juiz de Paz e secret&amp;aacute;rio do Conselho Municipal (C&amp;acirc;mara de Vereadores), que presidiu entre 1883 e 1886, o que lhe dava a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o correspondente ao atual cargo de prefeito. Nas legislaturas de 1885, 1887 e 1889, exerceu o mandato de deputado provincial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Como deputado provincial travou memor&amp;aacute;veis debates com os pol&amp;iacute;ticos conservadores, como Gerv&amp;aacute;sio Luccas Annes, onde se v&amp;ecirc; que a &amp;ldquo;revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da degola&amp;rdquo; foi apenas a continuidade da luta pol&amp;iacute;tica sob outros meios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Filiado ao Partido Liberal, era homem de confian&amp;ccedil;a de Gaspar da Silveira Martins, tanto que foi por este indicado para governar a prov&amp;iacute;ncia, o que o fez, interinamente, entre 25 de junho e 8 de julho de 1889.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Homem pobre, vivendo do seu trabalho como professor e advogado (na verdade era r&amp;aacute;bula, advogado n&amp;atilde;o formado em Curso Jur&amp;iacute;dico), e serrano, era ridicularizado, pela sua condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;major&amp;rdquo;, como lembrou S&amp;eacute;rgio da Costa Franco, na introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que escreveu na introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o a &lt;i&gt;Os Manuscritos de Prestes Guimar&amp;atilde;es&lt;/i&gt;, in &lt;i&gt;A Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federalista em Cima da Serra&lt;/i&gt; (Porto Alegre: Martins Livreiro &amp;ndash; Editor, 1987):&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Major meu, do Passo Fundo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Acho arriscado o teu passo;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; pra qualquer do mundo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ser delegado do pa&amp;ccedil;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Precisa ter algum fundo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Quem toma r&amp;eacute;gua e compasso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Major meu, do Passo Fundo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Acho arriscado o teu passo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O fundo passo que deu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O major do Passo Fundo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Creio ser ele oriundo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Dos pa&amp;ccedil;os do Conde D&amp;rsquo;Eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Vai ser mesmo um jubileu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;De alegrar a todo mundo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O fundo passo que deu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O major do Passo Fundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O autor desses &lt;i&gt;triolets&lt;/i&gt; era nada mais nada menos do que o m&amp;eacute;dico cachoeirense Ramiro Barcelos, sob o pseud&amp;ocirc;nimo de Amaro Juvenal, o mesmo que empregaria, anos depois, para escrever Ant&amp;ocirc;nio Chimango, o mais representativo poema da gauchesca em L&amp;iacute;ngua Portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Neles transpira todo o preconceito contra a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o social e ao fato de n&amp;atilde;o ter curso superior (&lt;i&gt;&amp;ldquo;precisa ter algum fundo&amp;rdquo;&lt;/i&gt;) do pol&amp;iacute;tico passo-fundense. J&amp;aacute; o trocadilho &lt;i&gt;passo/pa&amp;ccedil;o&lt;/i&gt; remete ao alto conceito que dispunha na Corte, o que fica explicito na refer&amp;ecirc;ncia direta ao &lt;i&gt;Conde D&amp;rsquo;Eu&lt;/i&gt;, o nada popular marido da princesa Isabel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 1891 concorreu &amp;agrave; Assembl&amp;eacute;ia Legislativa pela Uni&amp;atilde;o Nacional, mas n&amp;atilde;o foi eleito. A exemplo do que acontecia no Imp&amp;eacute;rio, o sistema eleitoral permitia que somente os candidatos da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no caso do Partido Republicano Rio-Grandense. Em novembro desse ano liderou um dos primeiros levantes contra a ditadura castilhista, ocupando militarmente Passo Fundo, &amp;agrave; frente de caudilhos liberais. Da&amp;iacute; por diante sua vida foi uma constante revolucion&amp;aacute;ria, s&amp;oacute; interrompida em dezembro de 1895, com o fim da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federalista. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Exilado no Uruguai, esteve entre os comandantes da invas&amp;atilde;o do Rio Grande do Sul, em fevereiro de 1893. A 13 de mar&amp;ccedil;o daquele ano assumia o comando substituto da 1&amp;ordf; Divis&amp;atilde;o do Ex&amp;eacute;rcito Libertador. Comandou a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Alegrete, a 19 de mar&amp;ccedil;o, e as vit&amp;oacute;rias sobre a Brigada Santos Filho nos combates de Lajeado (26 de mar&amp;ccedil;o) e Jararaca, no dia seguinte, inclusive com a pris&amp;atilde;o daquele comandante legalista. Participou de outras importantes a&amp;ccedil;&amp;otilde;es militares na Campanha, entre elas a Batalha Campal de Inhandu&amp;iacute; (3 de maio). &amp;ldquo;Exportou&amp;rdquo; a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federalista para o Oeste do Paran&amp;aacute;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ap&amp;oacute;s algum per&amp;iacute;odo de ex&amp;iacute;lio na Argentina, retornou ao Brasil, sendo aclamado general, em Santo &amp;Acirc;ngelo, nos dia 12 ou 13 de mar&amp;ccedil;o de 1894, unificando as for&amp;ccedil;as dos caudilhos maragatos de Passo Fundo, Soledade e Palmeira, formando o Ex&amp;eacute;rcito Libertador Serrano. Sob o comando direto de Prestes Guimar&amp;atilde;es a Divis&amp;atilde;o do Norte foi fragorosamente derrotada no Combate dos Tr&amp;ecirc;s Passos (6 de junho de 1894) e teve papel destacado na Batalha do Pulador (27 de junho de 1894), acompanhando Gomercindo Saraiva at&amp;eacute; sua morte (10 de agosto).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Depois disso exilou-se, de novo na Argentina, onde contribuiu para nova derrota da Divis&amp;atilde;o do Norte, que invadira aquele pa&amp;iacute;s para derrubar o presidente da prov&amp;iacute;ncia de Corrientes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Retornou ao Brasil, anos depois, fixando resid&amp;ecirc;ncia em Passo Fundo. Segundo se sabe, ao contr&amp;aacute;rio do que afirmam historiadores &amp;aacute;ulicos, sua vida foi dificultada pela marca&amp;ccedil;&amp;atilde;o que lhe faziam seus advers&amp;aacute;rios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Aqui permaneceu at&amp;eacute; sua morte a 19 de setembro de 1911. Seu corpo repousa no Cemit&amp;eacute;rio Municipal da Vera Cruz, em t&amp;uacute;mulo que seus velhos companheiros federalistas mandaram erigir. &lt;i&gt;(Transcrito da Revista Somando, Passo Fundo, RS, Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 174 &amp;ndash; Ano XVI &amp;ndash; Setembro/2011, p&amp;aacute;ginas 28 e 29).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Paulo Monteiro pertence &amp;agrave; Academia Passo-Fundense de Letras e diversas entidades culturais do Brasil e exterior. Publicou os livros&lt;i&gt; A Trova no Esp&amp;iacute;rito Santo &amp;ndash; Hist&amp;oacute;ria e Antologia, Combates da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federalista em Passo Fundo, O Massacre de Porongos &amp;amp; Outras Hist&amp;oacute;rias Ga&amp;uacute;chas e A Campanha da Legalidade em Passo Fundo&lt;/i&gt;, al&amp;eacute;m de centenas de artigos e ensaios sobre temas liter&amp;aacute;rios, hist&amp;oacute;ricos e culturais.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2011-09-12 00:00:00</pubDate>
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