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		<title>MATÉRIAS - CHASQUE PAMPEANO</title>
		<link>http://www.chasquepampeano.com.br</link>
		<description>MATÉRIAS DO CHASQUE PAMPEANO</description>
		<language>pt-br</language>
		<item>
			<title>Fuxico</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=219</link>
			<description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;strong&gt;Hist&amp;oacute;rico Fuxico:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&quot;Fuxico&quot;&lt;/strong&gt; &amp;eacute; o nome dado a um tipo de artesanato feito com tecido, agulha, linha e muita paci&amp;ecirc;ncia. Sua origem &amp;eacute; incerta. N&amp;atilde;o se tem registro de onde e nem de quando esta id&amp;eacute;ia de reaproveitar retalhos de tecido come&amp;ccedil;ou. Sabe se apenas que hoje em dia ele &amp;eacute; feito em v&amp;aacute;rias partes do mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;&quot;fuxico&quot;&lt;/strong&gt; &amp;eacute; uma tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nosso pa&amp;iacute;s que remonta ao per&amp;iacute;odo colonial. Trata-se de uma t&amp;eacute;cnica artesanal de reaproveitamento das sobras de tecidos que eram, na &amp;eacute;poca, artigos de luxo de fato e sendo, portanto, uma das primeiras formas do que hoje chamamos de &quot;reciclagem de materiais&quot;.&lt;br /&gt; Ao coser os retalhos com pontos largos (alinhavos) enquanto senhoras e escravas deleitavam-se com suas peculiares &quot;conversas&quot; e &quot;mexericos&quot;, eram criadas verdadeiras obras de arte em pe&amp;ccedil;as do vestu&amp;aacute;rio e enxoval.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um termo essencial neste trabalho &amp;eacute; que ele tem um toque exclusivo e &amp;uacute;nico, nos dando a garantia da personalidade de cada item, sendo indiscutivelmente um dos ingredientes necess&amp;aacute;rios ao requinte obtido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, seja no interior, ou na cidade grande, uma coisa &amp;eacute; certo, nenhum pa&amp;iacute;s produz tanto &quot;&lt;strong&gt;fuxico&quot;&lt;/strong&gt; como o Brasil. Talvez pelo fato do brasileiro ser t&amp;atilde;o habilidoso para o artesanato, criativo para transformar a mat&amp;eacute;ria ou ter sempre que dar um jeitinho para superar o desemprego e gerar renda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Rio Grande do Sul o &lt;strong&gt;&quot;fuxico&quot; &lt;/strong&gt;tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; muito produzido, sendo inclusive usado para adornar vestidos de prendas e acess&amp;oacute;rios para cabelos.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.celeste.org.br/fuxico.gif&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;326&quot; height=&quot;182&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.celeste.org.br/fotos/fuxico.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;324&quot; height=&quot;191&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-09-01 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>O culpado é o chimarrão</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=218</link>
			<description>&lt;p&gt;Por Fernando Garros *&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o sei ao certo, mas acho que descobri o porqu&amp;ecirc;  de o Rio Grande do Sul ser considerado um Estado de povo t&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tico, de  n&amp;iacute;vel cultural t&amp;atilde;o elevado e, aproveitando o momento, t&amp;atilde;o politizado.  Nem a origem europeia, nem o clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culpado &amp;eacute; o chimarr&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente  que a mixagem de povos europeus que aqui chegaram em busca de um clima  parecido com o da Europa influenciou sobremaneira nossa constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o como  povo ga&amp;uacute;cho. Foi gente trabalhadora, na sua maioria empreendedores que  vislumbraram um Eldorado de oportunidades no solo ga&amp;uacute;cho. E, por sua  &amp;iacute;ndole, tenacidade e vontade de construir futuro, fincaram um car&amp;aacute;ter de  trabalho, de honradez, de responsabilidade na imagem do povo ga&amp;uacute;cho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamb&amp;eacute;m  &amp;eacute; claro que o clima dessa linha debaixo do Equador tamb&amp;eacute;m ajuda. Povo  que acorda cedo e sabe que a praia &amp;eacute; ruim n&amp;atilde;o tem tempo a perder. E o  frio requer cortar lenha, fazer casaco, construir abrigo. Tudo isso faz  com que o ga&amp;uacute;cho tenha essa linha &quot;estamos aqui para trabalhar&quot; nas suas  veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato preponderante que faz com que o ga&amp;uacute;cho tenha  mais &quot;consci&amp;ecirc;ncia&quot; das coisas e n&amp;atilde;o se deixe levar por qualquer conversa  &amp;eacute; o chimarr&amp;atilde;o. Mais especificamente, a roda de chimarr&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem  j&amp;aacute; participou de uma sabe que a cuia vai de m&amp;atilde;o em m&amp;atilde;o, enquanto a  conversa se alinha. Ent&amp;atilde;o, o que acontece a seguir &amp;eacute; um processo muito  interessante. Quem acabou de tomar est&amp;aacute; conversando e expondo seus  argumentos. E n&amp;atilde;o &amp;eacute; interrompido. E quem est&amp;aacute; tomando est&amp;aacute; ouvindo.  Pensando. Ponderando. Refletindo. Analisando. Quando termina de tomar,  passa o chimarr&amp;atilde;o adiante e toma o qu&amp;ecirc;? A palavra. E a&amp;iacute;,  contra-argumenta, debate, justifica, discorda ou concorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  din&amp;acirc;mica que o chimarr&amp;atilde;o nos imp&amp;otilde;e &amp;eacute; a da espera. O tempo de ouvir. A  capacidade de refletir. E isto faz toda a diferen&amp;ccedil;a na hora de aceitar  uma proposta, uma novidade, um nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem j&amp;aacute; n&amp;atilde;o usou de uma roda  de chimarr&amp;atilde;o para refletir sobre o futuro dos filhos, o nome do  pretendente a genro, as contas no banco, aquela viagem para a Europa ou o  que fazer com a casa da praia? E sobre em quem votar, ent&amp;atilde;o?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute;, o chimarr&amp;atilde;o tem muitas virtudes. Uma delas &amp;eacute; que faz bem pra cabe&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*Publicit&amp;aacute;rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE;ZH&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-09-01 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title> Nasce  o ENART </title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=217</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_1ZjCfmmg9wk/TH1wGXJqTYI/AAAAAAAAAvA/GRGN-aqI0h0/s1600/Dan%C3%A7as.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5511684773567417730&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_1ZjCfmmg9wk/TH1wGXJqTYI/AAAAAAAAAvA/GRGN-aqI0h0/s320/Dan%C3%A7as.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foto: Inor Assmann&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Ga&amp;uacute;cho preserva e orgulha-se de sua identidade  cultural e d&amp;aacute; vaz&amp;atilde;o a este orgulho atrav&amp;eacute;s da musica, da poesia, da sua dan&amp;ccedil;as,  de seus usos e costumes que preserva por gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Vieram os rodeios... vieram  as mais diversas formas de mostrar e se orgulho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1985 veio o FEGART. Opa!!  FEGART? N&amp;atilde;o &amp;eacute; ENART? Vamos conhecer um pouco dessa hist&amp;oacute;ria. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O que &amp;eacute; o ENART? O Encontro de artes e  tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o gaucha acontece em Santa Cruz do Sul desde 1997 e reune os melhores  representantes de cada modalidade artistica do RS e &amp;eacute; organizado pelo MTG. EM  uma &amp;eacute;poca muito antiga o IGTF foi grande parceiro..mas isso vamos ver  agora.&lt;br /&gt; O festival se desenvolve em tres fases: A  Regional (30) , as interregionais (4) e a Final. Transmitida pela internet  como aconteceu em 2009 e foi o sucesso total do evento.&lt;br /&gt; &lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5511682596314573314&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_1ZjCfmmg9wk/TH1uHoQIagI/AAAAAAAAAu4/HD08_fdt-gs/s320/Transmissao+Locais.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ano era 1983. Na &amp;eacute;poca existia um alto &amp;iacute;ndice  de analfabetismo no RS e no Brasil tamb&amp;eacute;m. A preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alfabetizadores  era a evas&amp;atilde;o. As pessoas n&amp;atilde;o frequentavam as aulas, pois n&amp;atilde;o tinham um est&amp;iacute;mulo.  Nem merenda era oferecido aos alunos. Assim foram convidados gaiteiros e  trovadores que faziam apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es em r&amp;aacute;dios para fazerem o mesmo nas salas de  aula. Os tradicionalistas aceitaram o desafio e come&amp;ccedil;aram a frequentar o  ambiente escolar semanalmente sem dizer o dia. As aulas voltaram a  encher.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O resultado foi t&amp;atilde;o significativo que varias  regi&amp;otilde;es do estado come&amp;ccedil;aram a adotar a iniciativa. Da&amp;iacute; nesse clima surgiu a  id&amp;eacute;ia de fazer uma grande competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os CTGs. Com o apoio da 5&amp;ordf; Regi&amp;atilde;o  Tradicionalista, MTG e IGTF o concurso passa pelos munic&amp;iacute;pios e ganha o estado.  Era o Festival Estadual de Arte Popular e Folclore, o MOBRAL. Na &amp;eacute;poca Praxedes  Machado e On&amp;eacute;simo Carneiro Duarte estavam a frente do Movimento Tradicionalista.  No ano de completar seu jubileu de prata do evento, On&amp;eacute;simo faleceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O evento foi apresentado ao prefeito de  Farroupilha, que asumiu o evento em 1985 e foi denominado FEGART. Festival  Ga&amp;uacute;cho de Arte e Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Farroupilha sediou o evento por 11 anos. Foi ai que  Santa Cruz do Sul entrou na hist&amp;oacute;ria para fazer hist&amp;oacute;ria. Na 12&amp;ordf; Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em  1997, o ent&amp;atilde;o prefeito de Santa Cruz, hoje deputado S&amp;eacute;rgio Moraes, apoiou a  iniciativa do Movimento Tradicionalista e abriu as portas para o Rio Grande. Em  1999 o FEGART, por uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o jur&amp;iacute;dica da prefeitura de Farroupilha, passou a se  denominar ENART, Encontro de Artes e Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o Ga&amp;uacute;cha. Este ano vai para sua 14&amp;ordf;  Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Santa Cruz. &amp;Eacute; o Jubileu de prata do velho MOBRAL.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2970610951201400057-2118906490203237081?l=rogeriobastos.blogspot.com&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;FONTE;BLOG ROGERIO BASTOS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-09-01 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>TROPA</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=216</link>
			<description>&lt;p&gt;Uma TROPA de animais divide-se em: Ponta, Costados (esquerdo e direito), Corpo e Culatra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para se tanger (repontar) uma TROPA, s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios &quot;pe&amp;otilde;es&quot; especializados, conforme segue: Ponteiros, Costaneiros, Culatreiros, Sotas (1&amp;ordm; e 2&amp;ordm;), Capataz, Tropeiro e de um bom Furriel (cancheiro e com boa abastan&amp;ccedil;a).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto maior for a TROPA, maior ser&amp;aacute; a quantidade de pe&amp;otilde;es, de sorte que, podemos classificar como:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PONTA DE GADO - de quatro a dez animais (que somam uma &quot;conta&quot;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;TROPILHA - de uma a cinco &quot;contas&quot; (que somam uma &quot;talha&quot;= at&amp;eacute; 50 animais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;TROPITA - de uma a cinco &quot;talhas&quot;=at&amp;eacute; 250 animais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;TROPA - de cinco a dez &quot;talhas&quot;=at&amp;eacute; 500 animais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BAITA-TROPA - de onze a vinte &quot;talhas&quot;=at&amp;eacute; 1000 animais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MUNAIA-TROPA - mais de vinte e uma &quot;talhas&quot;=mais de 1000 animais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte : Maragato Assessoramento&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://maragatoassessoramento.blogspot.com/2009/09/tropeando-datas.html&quot;&gt;http://maragatoassessoramento.blogspot.com/2009/09/tropeando-datas.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;COLABORA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O HILTON ARALDI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-09-01 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Dom Luiz Felipe De Nadal</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=215</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/THqOQZmKanI/AAAAAAAABqI/QESq3igZeB0/s1600/Don+Felipe+de+Nadal.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5510873506441226866&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/THqOQZmKanI/AAAAAAAABqI/QESq3igZeB0/s400/Don+Felipe+de+Nadal.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O  BISPO POETA TRADICIONALISTA E RADIO AMADOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natural de Guapor&amp;eacute;-RS, Linha  4a. S&amp;eacute;rie, na &amp;eacute;poca distrito de Mu&amp;ccedil;um, hoje Linha Dom Luiz Felipe, nasceu no dia  1&amp;ordm; de maio de 1916, filho de Francisco De Nadal e Tereza Dendena De Nadal, era o  primog&amp;ecirc;nito dos 13 irm&amp;atilde;os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou no Semin&amp;aacute;rio de S&amp;atilde;o Leopoldo, em 1927,  com 11 anos de idade, onde fez seus estudos de humanidade, filosofia e teologia.  Foi ordenado sacerdote em 1939, e nomeado bispo em 1955.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou posse na  Diocese de Uruguaiana-RS no mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faleceu com 47 anos de idade, 23  de sacerd&amp;oacute;cio e 8 de episcopado, em 1&amp;ordm; de agosto de 1963, num acidente a&amp;eacute;reo,  quando o DC 3 da VARIG, prefixo PP-VBV, caiu no 1&amp;ordm; Distrito de S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o da Bela  Vista, a 7,5 km de Passo Fundo-RS, por volta das 18:10 horas. At&amp;eacute; c&amp;ecirc;rca da  meia-noite o corpo de Dom Luiz foi velado na Catedral Diocesana de Passo Fundo e  transportado depois, via terrestre, para Uruguaiana, passando a ser velado em  sua pr&amp;oacute;pria catedral. No dia 3, de manh&amp;atilde;, as solenidades de sepultamento tiveram  a assist&amp;ecirc;ncia de todos os bispos do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O r&amp;aacute;dio e o  tradicionalismo foram suas paix&amp;otilde;es. Foi radioamador ativo e, em Porto Alegre,  ainda padre, criou e dirigiu v&amp;aacute;rios programas na R&amp;aacute;dio Difusora, como &quot;Tio  Valeriano&quot;, programa infantil, &quot;Noturno da F&amp;eacute;&quot;, &quot;Hora do Angelus&quot; e &quot;A Hora  Cat&amp;oacute;lica&quot; que informava tudo sobre a Igreja. Em Uruguaiana fundou a R&amp;aacute;dio S&amp;atilde;o  Miguel, emissora da Diocese. Transmitiu diretamente do Vaticano as cerim&amp;ocirc;nias de  coroa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Papa Jo&amp;atilde;o XXIII, fato in&amp;eacute;dito para a &amp;eacute;poca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande  incentivador dos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, tamb&amp;eacute;m fundou a Sociedade  Magist&amp;eacute;rio no Ar - Somar, programa pioneiro de alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;ode  adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou a Faculdade de Filosofia, Ci&amp;ecirc;ncias e Letras de  Uruguaiana-RS. A seu pedido, o Papa Pio XII declarou Nossa Senhora Conquistadora  padroeira da Diocese de Uruguaiana, ao lado de S&amp;atilde;o Miguel Arcanjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era  poeta tradicionalista, autor de v&amp;aacute;rias poesias e ora&amp;ccedil;&amp;otilde;es com termos gauchescos,  membro do Movimento Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho e da Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula, que  &amp;eacute; a Academia de Letras dos vates e prosadores nativistas ga&amp;uacute;chos. Foi o autor da  Ora&amp;ccedil;&amp;atilde;o a S&amp;atilde;o Gabriel, Padroeiro das Telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Glorioso  Mensageiro S&amp;atilde;o Gabriel, padroeiro dos radioamadores, enquanto aquecem os  filamentos, sa&amp;uacute;do-te reverente modulando para ti meu primeiro QSO. Aben&amp;ccedil;oa meu  &quot;chaque&quot;, com toda a &quot;tripula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspira-me ao microfone, a fim de que  meu DX e QSO sejam proveitosos e sirvam, para, em esp&amp;iacute;rito de fraternidade  crist&amp;atilde;, aproximar os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defende-me em meio aos &quot;est&amp;aacute;ticos&quot; da vida,  para que n&amp;atilde;o enfraque&amp;ccedil;am meus esfor&amp;ccedil;os e jamais entre em QRT no caminho do Bem.  Ampara meus &quot;torpedos&quot;, para que recebam do C&amp;eacute;u boa acolhida e pronta  constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fa&amp;ccedil;o o prop&amp;oacute;sito de tratar aos outros assim como desejo ser  tratado.&lt;br /&gt;Agradecido e em QRV para a Divina Provid&amp;ecirc;ncia.  Am&amp;eacute;m.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Pesuisador Hilton Arldi&lt;br /&gt;FONTE: BLOG L&amp;Eacute;O RIBEIRO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-08-29 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Histórico do Parque e do Acampamento Farroupilha</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=214</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/acampamentofarroupilha/usu_img/vistaarea3.jpg&quot; align=&quot;top&quot; hspace=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O parque Maur&amp;iacute;cio Sirotsky Sobrinho, foi idealizado e constru&amp;iacute;do pelo  Engenheiro Agr&amp;ocirc;nomo Curt Alfredo Guilherme Zimmermann e inaugurado no  dia 4 de setembro de 1982.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; No dia da inaugura&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o CTG Aldeias dos Anjos de Gravata&amp;iacute; e o CTG  Tiaraj&amp;uacute; de Porto Alegre fizeram diversas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, dan&amp;ccedil;as de  invernada, dan&amp;ccedil;a dos fac&amp;otilde;es, chula e declama&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Nesta data teve in&amp;iacute;cio  o fogo de ch&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O CTG Rodeio da Saudade de Rio Pardo inaugurou a cancha de rodeio, onde  foram realizados o primeiro tiro de la&amp;ccedil;o (por Jo&amp;atilde;o Carlos da Silva, o  Carlinhos) e a primeira gineteada (por Dilon Gustavo da Silva). As  primeiras provas de r&amp;eacute;deas foram feitas por Vladimir da Silva e Leandro  da Silva.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A primeira Prenda Juvenil da 5&amp;ordf; Regi&amp;atilde;o Tradicionalista, Lisiane da  Silva, ofereceu o primeiro chimarr&amp;atilde;o ao chefe da Casa Civil da  Presid&amp;ecirc;ncia, Leit&amp;atilde;o de Abreu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A cancha reta foi inaugurada pelo 4&amp;ordm; RPMON da Brigada Militar, comandado pelo Tenente Dalmo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Heraldo de Carvalho respons&amp;aacute;vel pela parte gauchesca do Acampamento,&amp;nbsp;  contou com ajuda de &amp;Iacute;ndio Sep&amp;eacute; e Luiz Menezes para implantar o  Tradicionalismo no Parque Harmonia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Primeiro Anivers&amp;aacute;rio do Parque Harmonia foi realizado no ano seguinte.  Seu criador, o engenheiro Curt Zimmermann recebeu&amp;nbsp; uma placa de bronze  da comunidade rio-grandese. Neste ano foi constru&amp;iacute;do um fogo de ch&amp;atilde;o na  entrada da fazendinha para matear ao p&amp;eacute; do fogo com todos os visitantes  que por ali chegassem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/acampamentofarroupilha/usu_img/vistaarea2.jpg&quot; align=&quot;top&quot; hspace=&quot;0&quot; /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em 1984 a fazendinha (foto) do Harmonia passou a ser administrada pela  antiga Epatur (empresa p&amp;uacute;blica municipal, respons&amp;aacute;vel pelo Turismo da  Capital). O galp&amp;atilde;o que existia na &amp;eacute;poca foi alugado para a churrascaria  Galp&amp;atilde;o Crioulo. Em outubro de 1986 incendiou. Foi reconstru&amp;iacute;do com as  mesmas caracter&amp;iacute;sticas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Parque da Harmonia em mar&amp;ccedil;o de 1987 recebeu o nome de Parque Maur&amp;iacute;cio Sirotsky Sobinho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Neste ano foi realizado o 1&amp;ordm; Acampamento Farroupilha reunindo diversos  CTG&#039;s e Piquetes que acampam at&amp;eacute; hoje, o pioneiro em montagem de galp&amp;atilde;o &amp;eacute;  o Velho Camboim com o Marasquim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Nos anos anteriores n&amp;atilde;o havia acampamento, e sim grupos de amigos ou  piquetes que ficavam na &amp;aacute;rea de fazendinha. Eles cavalgavam at&amp;eacute; ao  parque, um ou dois dias antes do desfile de 20 de setembro, fazendo do  parque uma pousada ou ponto de concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Os mais antigos freq&amp;uuml;entadores do parque da Harmonia faziam suas  gauchadas bebendo e tocando gaita ponto e viol&amp;atilde;o, principalmente nos  finais de semana, quando o local &amp;eacute; muito freq&amp;uuml;entado por fam&amp;iacute;lias que  gostam de fazer ali, o seu churrasco, devido a grande quantidade de  quiosques existentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Desde 1987, os acampamentos foram misto entre CTG&#039;s, DTG&#039;a, piquetes,  fam&amp;iacute;lias, associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e entidades afins. Em 1990 passou a ser cobrado  espa&amp;ccedil;o para o com&amp;eacute;rcio, quando a 1&amp;ordf; RT assumiu a coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em 1997  assume o MTG.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O evento cresceu de ano a ano, devido a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os jovens que  aderiram a m&amp;uacute;sica dos conjuntos bail&amp;aacute;veis que surgiram nos &amp;uacute;ltimos anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O n&amp;uacute;mero de acampados evoluiu com o tempo. At&amp;eacute; 95 eram em torno de 100.  De 96 a 200, subiu para 170 grupos. De 2001 a 2003 foi para 240. Em  2004, passou para 317, mais pra&amp;ccedil;a de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pontos comerciais. Em  2005 foi institu&amp;iacute;da a obrigatoriedade de apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projetos  culturais por parte das entidades acampadas. O n&amp;uacute;mero de participantes  cresceu at&amp;eacute; 2008, quando atingiu 400 entidades culturais, mais  patrocinadores e entidades organizadoras. Para 2009 o limite foi  diminu&amp;iacute;do, em raz&amp;atilde;o de obras no local que restringiram a &amp;aacute;rea &amp;uacute;til do  evento. A tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; de que o n&amp;uacute;mero atualmente praticado se consolide,  pelo menos enquanto a &amp;aacute;rea dispon&amp;iacute;vel for a atual.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt; FONTE:SITE DO PMPA
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-08-23 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Honestidade  </title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=213</link>
			<description>&lt;p&gt;Por Dr.Jarbas Lima - Professor de Direito e Conselheiro do  MTG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa honesta tem direito de buscar  a felicidade. Merece faz&amp;ecirc;-lo. Persegui-la, sem que isto implique a necessidade  de passar por cima da pr&amp;oacute;pria honestidade, como se esta fosse causa impeditiva  de alcan&amp;ccedil;&amp;aacute;-la. Honestidade e felicidade ou coexistem ou n&amp;atilde;o existem.  Desonestidade e felicidade s&amp;atilde;o conceitos que se repelem, realidades que se  excluem, caminhos que n&amp;atilde;o se encontram. Pessoas honestas s&amp;atilde;o padr&amp;otilde;es para boas  pessoas. Desenvolvem talentos reconhec&amp;iacute;veis facilmente. Ao contr&amp;aacute;rio dos  desonestos que se protegem na sombra, fogem da luz. Os bons respiram a  solidariedade, comovem-se com o sofrimento do pr&amp;oacute;ximo, n&amp;atilde;o conhecem a solid&amp;atilde;o.  Tem liga&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;oacute;lidas. Honestidade &amp;eacute; bondade, &amp;eacute; certeza. Honestidade &amp;eacute;  desenvolvimento de virtudes. A aura da pessoa honesta &amp;eacute; o car&amp;aacute;ter. &amp;Eacute; confi&amp;aacute;vel.  Quer que a vida seja boa para todos. A honestidade &amp;eacute; o objetivo do justo. &amp;Eacute; o  norte da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A &lt;b&gt;&lt;i&gt;bondade &amp;eacute; a identidade dos honestos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. O  honesto sabe e aceita que toda a rosa tem espinhos. Respeita a lei, orgulha-se  dos bons costumes. Os honestos compreendem que a vida n&amp;atilde;o &amp;eacute; obra apenas do  prazer, mas do trabalho, do sofrimento, da resigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da esperan&amp;ccedil;a. Pessoas  honestas sonham com um mundo feliz. E para todos. As pessoas honestas adotam o  discurso do valor, da justi&amp;ccedil;a, da cidadania. &lt;b&gt;&lt;i&gt;O honesto responde &amp;agrave;  convoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do dever. Tem atitude&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. &amp;Eacute; movido pela raz&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica.  Aceita sua realidade social. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Luta sem &amp;oacute;dios por seus sonhos e  esperan&amp;ccedil;as.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;O honesto &amp;eacute; probo. Oper&amp;aacute;rio ou  presidente. O honesto n&amp;atilde;o precisa jurar. Sua vida &amp;eacute; o compromisso. Tem car&amp;aacute;ter.  O honesto mede seus direitos pelos seus deveres. &amp;Eacute; correto sem precisar de  elogios. Sua felicidade &amp;eacute; ser justo. O honesto n&amp;atilde;o teme a suspeita de ser  considerado imbecil. Para ele, sem honestidade nada mais teria sentido. N&amp;atilde;o tem  vergonha de ser honesto. A sociedade &amp;eacute; um organismo vivo. Tem vontade pr&amp;oacute;pria. O  indiv&amp;iacute;duo &amp;eacute; parte do todo. Quando desonesto contamina a sociedade. O voto  concretiza a cidadania, exerce a democracia, diz a vontade geral. Como a  democracia direta &amp;eacute; imposs&amp;iacute;vel, imp&amp;otilde;e-se a representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Votar &amp;eacute; escolher um  igual. Com os mesmos valores. Com os mesmos princ&amp;iacute;pios. Votar &amp;eacute; sentir orgulho  do representante. &amp;Eacute; ter satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em identific&amp;aacute;-lo. &amp;Eacute; propalar suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Por  isso, honesto vota em honesto. Estas s&amp;atilde;o reflex&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias em ano eleitoral.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE;BLOG ROGERIO BASTOS&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-08-15 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Ser gaúcho é:</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=212</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;- Saber que  a nossa p&amp;aacute;tria &amp;eacute; o Pampa e n&amp;atilde;o a praia com coqueiros; &lt;br /&gt;- saber que nossa caracter&amp;iacute;stica &amp;eacute; a bravura e n&amp;atilde;o o  jeitinho; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;-  saber que nosso valor &amp;eacute; a lisura e n&amp;atilde;o a malandragem;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;- &amp;eacute; ser simples de modos, mas reto de  car&amp;aacute;ter; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;- &amp;eacute;  ser franco e direto, nem que isso cause inimizades;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;- &amp;eacute; ser humilde em ambi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas exagerado  em ideais e paix&amp;otilde;es; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;- &amp;eacute; ser um respeitador fiel da hierarquia funcional e o  primeiro a&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;proclamar a igualdade; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;- &amp;eacute; um ser  batalhador, que n&amp;atilde;o desiste nunca; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;- &amp;eacute; um rebelde, que nunca aceita ser  dominado;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;- &amp;eacute; um bravo,  que n&amp;atilde;o foge de uma luta por ser dif&amp;iacute;cil; &lt;br /&gt;- o ga&amp;uacute;cho aut&amp;ecirc;ntico &amp;eacute; um verdadeiro tradicionalista. &lt;br /&gt;N&amp;atilde;o porque aprende coisas no&amp;nbsp; CTG, mas porque carrega em  si,&lt;br /&gt;esses valores e n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; alternativa  poss&amp;iacute;vel de vida digna fora deles.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o recebida de Adriano Medeiros&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-08-12 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title> Corpo dos Lanceiros Negros Farroupilhas</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=211</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Cl&amp;aacute;udio Moreira  Bento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1975 pesquisando para concorrer no Bi&amp;ecirc;nio da  Coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da Imigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Rio Grande do Sul com o livro O negro na sociedade  do Rio Grande do Sul, que seria premiado com 1o lugar em Concurso Nacional, foi  que deparamos com a exist&amp;ecirc;ncia dos Lanceiros Negros Farrapos assunto sobre o  qual n&amp;atilde;o existiam estudos mais aprofundados ,bem como um sil&amp;ecirc;ncio sobre a  presen&amp;ccedil;a da mulher nos campos de batalha , o que abordamos alguns casos no  citado livro .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 20 de setembro de 1985,sesquicentanarios da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o  Farroupilha ,focalizamos o assunto na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rica do Di&amp;aacute;rio Popular ,a nos  confiada, ilustrada com 41 gravuras em 31 p&amp;aacute;ginas .Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o cujo original doado  pelo Di&amp;aacute;rio Popular &amp;agrave; Biblioteca de Pelotas fui informado n&amp;atilde;o mais existir  Felizmente preservamos um exemplar e o reproduzimos para durar, em  xerox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1988 participamos de Concurso Liter&amp;aacute;rio Tasso Fragoso promovido  pela Biblioteca do Ex&amp;eacute;rcito sobre o tema O Exercito e a Aboli&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E fomos  classificado em, 1o lugar e o trabalho foi publicado na Revista a Defesa  Nacional n o 743,mai/jun 1989 p.109/158 em 49 p&amp;aacute;ginas onde focalizamos a  participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o militar destacada do negro em nossa lutas internas e externas  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com destaque os Lanceiros negros farrapos que foram libertados por  inteligente artif&amp;iacute;cio do Bar&amp;atilde;o de Caxias que reproduzimos ,para impedir que  fossem enviados para o Rio de Janeiro como escravos estatais da Fazenda Imperial  de Santa Cruz . E ent&amp;atilde;o os incorporou como livres a Cavalaria Ligeira do  Ex&amp;eacute;rcito Imperial no Rio Grande do Sul .Fato que consagraram a Rep&amp;uacute;blica Rio  Grandense e o Bar&amp;atilde;o de Caxias, como pioneiros abolicionistas 43 anos antes da  Lei &amp;Aacute;urea .Tocamos no tema Lanceiros negros em nosso livro O Ex&amp;eacute;rcito Farrapo e  os seus chefes .Rio de Janeiro :Biblioteca do Ex&amp;eacute;rcito,.1992.2v.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora  retomo ao assunto a prop&amp;oacute;sito da minis&amp;eacute;rie da Globo A Casa das sete mulheres em  que os lanceiros negros s&amp;atilde;o abordados com mais destaque nestes 28 anos que  decorreram da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do nosso livro citado sobre O Negro na Sociedade do Rio  Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora retomo o tema mais ampliado, para atender a um  grupo de jovens em Pelotas que ali pretendem , em 20 de setembro, num desfile  tradicionalista, reverenciar a mem&amp;oacute;ria dos Lanceiros negros farrapos e seu l&amp;iacute;der  o Coronel Joaquim Teixeira Nunes num desfile integrado por um grupo  tradicionalista simbolizando os Lanceiros negros e o seu intr&amp;eacute;pido comandante e  justo na regi&amp;atilde;o onde eles em maioria foram mobilizados. Hist&amp;oacute;ria e verdade e  justi&amp;ccedil;a!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coronel Teixeira Nunes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o militar da Rep&amp;uacute;blica  Rio-Grandense&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os farroupilhas possu&amp;iacute;ram um efetivo de  9.372 homens, assim repartidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.296 homens de 1&amp;ordf; Linha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.076  homens da Guarda Nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este efetivo distribu&amp;iacute;a-se por diversos corpos  conforme quadro que publicamos em O Negro e descendentes...citado sob o t&amp;iacute;tulo:  Efetivo Total do Ex&amp;eacute;rcito da Rep&amp;uacute;blica Rio-Grandense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos  corpos de lanceiros negros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois corpos de lanceiros eram  constitu&amp;iacute;dos, basicamente, de negros livres ou de libertos pela Rep&amp;uacute;blica  Rio-Grandense, enquadrados por valorosos oficiais brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possu&amp;iacute;am 8  companhias a 51 homens cada, totalizando 426 lanceiros .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se  c&amp;eacute;lebre o 1&amp;ordm; Corpo de Lanceiros Negros organizado e instru&amp;iacute;do, inicialmente,  pelo Coronel Joaquim Pedro Soares, antigo capit&amp;atilde;o do Ex&amp;eacute;rcito Imperial, que se  destacara nas guerras platinas e cujo perfil hist&amp;oacute;rico abordamos em O Ex&amp;eacute;rcito  farrapo e seus chefes .v.1,p168/170.Era veterano da guerra de expuls&amp;atilde;o dos  franceses de Portugal depois que mandado invadir por Napole&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secundou o  Coronel Joaquim Pedro, nesta tarefa, o Major Joaquim Teixeira Nunes, veterano e  com a&amp;ccedil;&amp;atilde;o destacada na Guerra Cisplatina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este bravo, &amp;agrave; frente deste Corpo  de Lanceiros Negros, libertos, prestaria relevantes servi&amp;ccedil;os militares &amp;agrave;  Rep&amp;uacute;blica Rio-Grandense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 1&amp;ordm; Corpo foi recrutado, principalmente, entre  os negros das charqueadas de Pelotas e do ent&amp;atilde;o munic&amp;iacute;pio de Piratini ( atuais  Cangu&amp;ccedil;u, Piratini, Pedro Os&amp;oacute;rio, Pinheiro Machado, Herval do Sul, Bag&amp;eacute;, at&amp;eacute; o  Pirai e parte de Arroio Grande).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram seus oficiais, entre  outros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coronel Joaquim Pedro Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coronel Joaquim Texeira  Nunes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenente Manoel Alves da Silva Caldeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capit&amp;atilde;o Vicente  Ferrer de Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cap. Marcos d&#039; Azambuja Cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&amp;ordm; Ten. Ant&amp;ocirc;nio  Jos&amp;eacute; Coritiba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&amp;ordm; Ten. Caetano Gon&amp;ccedil;alves da Silva(filho de Bento  Gon&amp;ccedil;alves)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&amp;ordm; Ten. Ezequiel Ant&amp;ocirc;nio da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&amp;ordm; Ten. Ant&amp;ocirc;nio Jos&amp;eacute;  Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teixeira Nunes ,Caldeira e Vicente Ferrer foram ligados a  Cangu&amp;ccedil;u.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teixeira Nunes nasceu pr&amp;oacute;ximo &amp;agrave; atual cidade de Cangu&amp;ccedil;u.  Caldeira era da regi&amp;atilde;o de Vila Freire mas viveu muitos anos na Florida em  Cangu&amp;ccedil;u e foi o bi&amp;oacute;grafo de Teixeira Nunes, conforme revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Otelo Rosa, em  Vultos Farroupilhas, ao basear-se em carta deste bravo, publicada pela Revista  do IHGRGS - 1927.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente Ferrer de Almeida, natural de Lavras foi o  primeiro funcion&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico de Cangu&amp;ccedil;u, por ocasi&amp;atilde;o da instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste  munic&amp;iacute;pio, em 1857.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caldeira foi fundador do primeiro Clube Republicano  de Cangu&amp;ccedil;u, na Florida e Iguatemi em 1884 e representou Cangu&amp;ccedil;u em hist&amp;oacute;rico  encontro de republicanos em Porto Alegre .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho para min que foi  inspirado em sua vida que J.Sim&amp;otilde;es Lopes Neto criou o Blau Nunes seu  interlocutor imagin&amp;aacute;rio em Contos gauchescos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Corpo de Lanceiros Negros em campo do  Menezes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 1&amp;ordm; Corpo de Lanceiros Negros, ao comando do  Tenente - Coronel Joaquim Pedro Soares e subcomandado pelo ent&amp;atilde;o Major Teixeira  Nunes, teve atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o importante no combate de Seival, de 11 de setembro de 1836  ,em refor&amp;ccedil;o &amp;agrave; Brigada Liberal de Ant&amp;ocirc;nio Netto que surgiu por transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do  Corpo da Guarda Nacional de Piratini integrado por 2 esquadr&amp;otilde;es com 4  companhias, recrutados em Piratini e em seus distritos Cangu&amp;ccedil;u, Cerrito e Bag&amp;eacute;  at&amp;eacute; o Pirai .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot; Joaquim Pedro Soares... foi o organizador e instrutor do  famoso 1&amp;ordm; Corpo de Lanceiros Negros .As tropas para o combate de Seival foram  dispostas por Joaquim Pedro, na qualidade de imediato e assessor militar de  Ant&amp;ocirc;nio Netto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou um esquadr&amp;atilde;o em reserva que foi empregado em  momento oportuno, decidindo a sorte da luta&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Souza Docca, coube  a este bravo e a Manoel Lucas de Oliveira convencerem Ant&amp;ocirc;nio Neto da  proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Rio-Grandense, bem como &quot; a grande satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ler, a  11 , no campo do Menezes, &amp;agrave; frente da garbosa tropa por ele instru&amp;iacute;da, a  Proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Rio-Grandense.&quot; Id&amp;eacute;ia de Rep&amp;uacute;blica que teria sido  sugerida pelos cariocas majores Jo&amp;atilde;o Manoel de Lima e Silva(tio de Caxias ) e  Jos&amp;eacute; Mariano de Mattos e que antes da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o comandavam as unidades de  Infantaria e de Artilharia do Ex&amp;eacute;rcito destacadas no Rio Grande do Sul e mais  pelo filho de Diamantina Jos&amp;eacute; Domingos de Almeida .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um depoimento de testemunha dos  acontecimentos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot; Em 6 de novembro de 1836, menos de  dois meses ap&amp;oacute;s Seival, Teixeira Nunes era Major do Corpo de Lanceiros Negros, a  esse tempo comandado pelo Ten. Cel Joaquim Pedro Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim fica  evidente a grande contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ga&amp;uacute;cho negro e mulato para a vit&amp;oacute;ria de Seival  e para a proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Rio-Grandense, onde buscam inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o as mais  caras tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas e militares do povo ga&amp;uacute;cho. Rep&amp;uacute;blica que enformou no  ga&amp;uacute;cho hist&amp;oacute;rico do Rio Grande do Sul duas caracter&amp;iacute;sticas sociol&amp;oacute;gicas  excelsas: Firmeza e Do&amp;ccedil;ura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recrutamento dos Lanceiros  Negros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Corpo de Lanceiros Negros era integrado por  negros livres ou libertados pela Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, ap&amp;oacute;s, pela Rep&amp;uacute;blica, com a  condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lutarem como soldados pela causa..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorde-se que Artigas  havia usado o mesmo expediente. Os Lanceiros negros, em sua grande maioria,  foram recrutados entre os negros campeiros e domadores da atual Zona Sul do  Estado bem como negros tropeiros das charqueadas e nestas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es amavam a  liberdade, acostumados que estavam a movimentar-se dentro da amplid&amp;atilde;o dos  horizontes da terra ga&amp;uacute;cha nas lides pecu&amp;aacute;rias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Armamento Individual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelentes  combatentes de Cavalaria, entregavam-se ao combate com grande denodo, por  saberem, como verdadeiros filhos da liberdade, que esta, para si, seus irm&amp;atilde;os de  cor e libertadores, estaria em jogo em cada combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manejam como grande  habilidade suas armas prediletas - as lan&amp;ccedil;as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas, por eles usadas mais  longas do que o comum. Combinada esta caracter&amp;iacute;stica, com instru&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o  combate e disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a luta, foram usados como tropas de choque, uso hoje  reservado &amp;agrave;s forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es de blindados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto infundiram grande  terror aos advers&amp;aacute;rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rusticidade e obedi&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram  r&amp;uacute;sticos e disciplinados. Faziam a guerra &amp;agrave; base de recursos locais, Comiam se  houvesse alimento e dormiam em qualquer local, tendo como teto o firmamento do  Rio Grande do Sul e de Santa Catarina .A maioria montava a cavalo quase que em  p&amp;ecirc;lo, a moda charrua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vestu&amp;aacute;rio ou  Uniforme&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu vestu&amp;aacute;rio era constitu&amp;iacute;do de sand&amp;aacute;lias de  couro cru, chirip&amp;aacute; de pano grosseiro, um colete recobrindo o tronco e na cabe&amp;ccedil;a  uma vincha vermelha s&amp;iacute;mbolo de Rep&amp;uacute;blica .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Corpos de Lanceiros Negros  conquistaram a Liberdade, lutando pela Rep&amp;uacute;blica Rio-Grandense nos campos de  batalha. O Imp&amp;eacute;rio respeitou suas liberdades pela cl&amp;aacute;usula IV da Paz de Ponche  Verde. &quot; S&amp;atilde;o livres e como tais reconhecidos todos os cativos que serviram &amp;agrave;  Rep&amp;uacute;blica&quot; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cl&amp;aacute;usula respeitada por conta e risco pelo Bar&amp;atilde;o de Caxias  contrariando determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior de os recolher como escravos estatais para a  Fazenda de Santa Cruz no Rio de Janeiro .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caxias usou o seguinte  expediente para n&amp;atilde;o os enviar para o Rio Considerou que eles haviam se  apresentado livremente .E a seguir os libertou e os incorporou as 3 unidades de  Cavalaria Ligeira do Ex&amp;eacute;rcito Imperial no Rio Grande .E em Ponche Verde em D.  Pedrito foram acolhidos pelos coron&amp;eacute;is Manoel Marques de Souza e Os&amp;oacute;rio  comandantes de duas unidades de Cavalaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esporas improvisavam uma  forquilha de madeira presa ao p&amp;eacute; com tiras de couro cru. Esta espora farroupilha  acomodava-se ao calcanhar e possu&amp;iacute;a a ponta bem afiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poucos  usavam cal&amp;ccedil;as, cartola e chilenas (esporas), como o imortalizado em pintura no  Museu de Bolonha, It&amp;aacute;lia, reproduzido no Atlas Hist&amp;oacute;rico e Geogr&amp;aacute;fico do MEC -  1996 .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram armados tamb&amp;eacute;m com adaga ou fac&amp;atilde;o e, em certos casos, algumas  armas de fogo em determinadas ocasi&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lanceiros n&amp;atilde;o fizeram uso de  escudos de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o, t&amp;atilde;o comuns na Hist&amp;oacute;ria Militar dos povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus  grosseiros ponchos de l&amp;atilde; - bichar&amp;aacute;s, serviram-lhes de cama, cobertor e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o  do frio e da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando em combate a cavalo, enrolado no bra&amp;ccedil;o  esquerdo, o poncho(bichar&amp;aacute;) servia-lhes para amortecer ou desviar um golpe de  lan&amp;ccedil;a ou espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No corpo a corpo desmontado, servia para aparar ou  desviar um golpe de adaga ou espada em cuja esgrima eram habil&amp;iacute;ssimos, em  decorr&amp;ecirc;ncia da pr&amp;aacute;tica continuada do jogo do talho, nome dado pelo ga&amp;uacute;cho &amp;agrave;  esgrima simulada com faca, adaga ou fac&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poucos eram h&amp;aacute;beis no  uso das boleadeiras como arma de guerra, principalmente para abater o inimigo  longe do alcance de sua lan&amp;ccedil;a, quer em fuga, quer manobrando para obter melhor  posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;aacute;tica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte do 1&amp;ordm; Corpo de Lanceiros Negros participou da  expedi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Laguna, ao comando de Davi Canabarro, que teve como comandante de  Vanguarda o Tenente - Coronel Joaquim Teixeira Nunes com seus Lanceiros  Negros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; bastante conhecido, na Hist&amp;oacute;ria da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha, o fato  de que estes dois c&amp;eacute;lebres, valorosos e intr&amp;eacute;pidos chefes e combatentes possu&amp;iacute;am  em suas for&amp;ccedil;as Lanceiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retirada dos farroupilhas de Laguna  para o Rio Grande do Sul, atrav&amp;eacute;s de Lajes e Vacaria, contou com a presen&amp;ccedil;a de  Teixeira Nunes, Garibaldi, Rosseti e Anita e foi assegurada por muitos valorosos  Lanceiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por certo lembrando Teixeira Nunes e seus bravos  lanceiros negros, que o acompanharam na expedi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Laguna, que Garibaldi  escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&quot;Eu vi batalhas disputadas  mas nunca e em nenhuma parte homens mais valentes nem lanceiros mais brilhantes  do que os da cavalaria rio - grandense, em cujas fileiras comecei a desprezar o  perigo e a combater pela causa sagrada dos povos.&quot;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se  talvez a Garibaldi, no Museu de Bolonha, It&amp;aacute;lia, o quadro intitulado  Farroupilha, que fixa e imortaliza um lanceiro negro da Rep&amp;uacute;blica  Rio-Grandense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pintura de um lanceiro negro farrapo existente em  museu de Bologna It&amp;aacute;lia da tropa de Teixeira Nunes que participou da expedi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a  Laguna e que de l&amp;aacute; retornou por terra junto com Garibaldi e Anita  .&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando irrompeu a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha, no mesmo dia, em  S&amp;atilde;o Leopoldo, o Dr. Hillebrand lan&amp;ccedil;ou a seguinte proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Convidado  insistentemente pelo Presidente da Prov&amp;iacute;ncia, e autorizado pelo Juiz de Paz  deste Distrito, passo a comunicar aos meus patr&amp;iacute;cios alem&amp;atilde;es que um partido pela  maior parte composto de negros e &amp;iacute;ndios, est&amp;aacute; amea&amp;ccedil;ando as autoridades desta  Prov&amp;iacute;ncia.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o difundida na Alemanha, segundo Walter  Spalding, deu a impress&amp;atilde;o de que a &quot; Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha era uma violenta  rebeli&amp;atilde;o de negros &amp;iacute;ndios ou racial.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lanceiros negros salvaram a  Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Surpresa de Porongos, em 14 de novembro de 1844,  os Lanceiros Negros de Teixeira Nunes salvaram a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha de  desastre total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo modo como combateram, salvaram Canabarro e grande  parte das tropas e tornaram poss&amp;iacute;vel a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma paz honrosa como e foi  a de Ponche Verde, e a liberdade para todos os negros e mulatos que lutaram pela  Rep&amp;uacute;blica Rio Grandense. Ao final do combate o campo de batalha de Porongos  ficou juncado com 100 mortos farroupilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o do  historiador Canabarro Reichardt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Dentre eles 80 eram bravos Lanceiros  negros de Teixeira Nunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a surpresa .em Porongos ,os farrapos,  passados os primeiros momentos de estupor, recobram &amp;acirc;nimo e se disp&amp;otilde;em a morrer  lutando. Teixeira, o Bravo dos bravos, cujo denodo assombrou um dia o pr&amp;oacute;prio  Garibaldi, reuniu os seus lanceiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 4&amp;ordm; Regimento de Linha  farrapo e alguns esquadr&amp;otilde;es desanimam quando os imperiais se multiplicam ,e  surgem de todos os pontos. Uma segunda carga imperial e mais impetuosa &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m  repelida. E este foi o sinal da debandada farrapa geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em v&amp;atilde;o os chefes  chamam os soldados ao dever, dando-lhes o exemplo. Nada os cont&amp;ecirc;m e o Ex&amp;eacute;rcito  Farrapo como por encanto, se dissolve, arrastando consigo ainda os que querem  lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas alguns grupos mant&amp;ecirc;m-se resistindo e neles o combate se  trava &amp;agrave; arma branca. Tombam os lanceiros negros de Teixeira, brigando um contra  vinte, num esfor&amp;ccedil;o incompar&amp;aacute;vel de hero&amp;iacute;smo&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o do  sacrif&amp;iacute;cio dos Lanceiros Negros para salvar ao m&amp;aacute;ximo o Ex&amp;eacute;rcito, o ide&amp;aacute;rio da  Rep&amp;uacute;blica Rio-Grandense, &amp;eacute; comovente e deve emocionar todo o filho do Rio Grande  do Sul, justificando uma homenagem p&amp;oacute;stuma, ainda que tardia, do Governo e Povo  do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria de erigir na pra&amp;ccedil;a da Matriz em Porto Alegre,  o mais pr&amp;oacute;ximo poss&amp;iacute;vel dos pal&amp;aacute;cios Piratini e Farroupilha, uma est&amp;aacute;tua ao  Lanceiro Negro Farroupilha , ao ga&amp;uacute;cho filho da Liberdade, por sua contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o,  como valoroso soldado, para a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o social e pol&amp;iacute;tica do Brasil, com reflexos  na luta para a conquista dos objetivos de Democracia (Rep&amp;uacute;blica) e Paz Social.  Zumbi dos Palmares custou mas j&amp;aacute; foi consagrado em estatua por sua luta pela  liberdade de seus irm&amp;atilde;os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legenda:Resist&amp;ecirc;ncia &amp;eacute;pica a todo o custo dos Lanceiros Negros em  Porongos. Fonte: Hist&amp;oacute;ria do Ex&amp;eacute;rcito Brasileiro. Rio de  Janeiro:EME,1972.v.2,p.478 .(Desenho de Y.H.S.Bento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor e mais  aut&amp;ecirc;ntico modelo seria o do quadro existente no Museu de Bolonha, It&amp;aacute;lia,  reproduzido no Atlas Hist&amp;oacute;rico e Geogr&amp;aacute;fico do MEC e neste trabalho com outros  detalhes hist&amp;oacute;ricos de alto significado simb&amp;oacute;lico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Lanceiros Negros na &amp;uacute;ltima resist&amp;ecirc;ncia  farrapa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 28 de novembro de 1844, Teixeira Nunes e  remanescentes de seu legend&amp;aacute;rio Corpo de Lanceiros Negros travaram o &amp;uacute;ltimo  combate da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em terras do Rio Grande do Sul, consta que em terras do  atual munic&amp;iacute;pio de Arroio Grande, ber&amp;ccedil;o do Visconde de Mau&amp;aacute;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de  Teixeira Nunes foi assim comunicada por Caxias, em of&amp;iacute;cio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot; Posso  assegurar a V. Exa. que o Coronel Teixeira Nunes foi batido no campo de combate,  deixando o campo, por espa&amp;ccedil;o de duas l&amp;eacute;guas, juncando de cad&amp;aacute;veres&quot;. Eram  seguramente cad&amp;aacute;veres de Lanceiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teixeira Nunes foi um dos  maiores lanceiros de seu tempo, e como uma ironia do destino teria caido  mortalmente ferido por uma lan&amp;ccedil;a manejada pelo bra&amp;ccedil;o vigoroso do Alferes Manduca  Rodrigues. Segundo Dante de Laytano &quot; sua morte foi sentid&amp;iacute;ssima&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos  Lanceiros negros acreditamos tenham restado mais de 120, que ap&amp;oacute;s a paz de  Ponche Verde foram mandados incorporar pelo Bar&amp;atilde;o de Caxias aos tr&amp;ecirc;s Regimentos  de Cavalaria de Linha do Ex&amp;eacute;rcito na Prov&amp;iacute;ncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre em breve iriam  lutar no Uruguai e na Argentina na Guerra contra Oribe e Rosas, pela Integridade  e Soberania brasileiras no Sul, amea&amp;ccedil;adas por caudilhos platinos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;COLABORADOR CLAUDIO OURIQUE&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-08-02 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>As Cavalhadas no RGS</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=210</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TFQjqlY-ugI/AAAAAAAABa8/y5vGD3FCdbg/s1600/Cavalhadas.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5500060259424582146&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TFQjqlY-ugI/AAAAAAAABa8/y5vGD3FCdbg/s400/Cavalhadas.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grupo de Cavalhadas de  Cazuza Ferreira - Foto: LRS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; N&amp;atilde;o tivemos por aqui as guerras entre crist&amp;atilde;os  e mouros (os mu&amp;ccedil;ulmanos) que agitaram a Europa e a Terra Santa, mas os torneios  medievais inspirados nesses conflitos foram muito populares at&amp;eacute; o in&amp;iacute;cio do  s&amp;eacute;culo passado no Rio Grande do Sul e voltaram a ressurgir no &amp;uacute;ltimo quarto  desse s&amp;eacute;culo, com um reflorescimento das velhas tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em muitas cidades do  interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Ant&amp;ocirc;nio da Patrulha, Gravata&amp;iacute;, S&amp;atilde;o Francisco de Paula,  Ca&amp;ccedil;apava do Sul, Alegrete, Vacaria, entre outros munic&amp;iacute;pios, est&amp;atilde;o entre as  cidades onde a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Cavalhadas chegou aos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A  Cavalhada &amp;eacute; uma luta simulada, na qual os participantes principais, em n&amp;uacute;mero de  24, representam, atrav&amp;eacute;s de evolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es eq&amp;uuml;estres e movimentos de espada, lan&amp;ccedil;a e  garrucha, uma batalha de fundo religioso entre mouros e crist&amp;atilde;os, e que acaba  sendo vencida por estes, ap&amp;oacute;s a tomada do &quot;castelo&quot; na pra&amp;ccedil;a e a &quot;submiss&amp;atilde;o&quot; dos  mouros ao cristianismo, atrav&amp;eacute;s do &quot;batismo&quot; destes, na Igreja - explica o  Instituto Ga&amp;uacute;cho de Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Folclore (IGTF) em publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre as Tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es  Ga&amp;uacute;chas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Cavalhadas, segundo mostram pesquisas hist&amp;oacute;ricas, surgiram no  reinado de Carlos Magno, na Fran&amp;ccedil;a, que se destacou pelo combate ao Isl&amp;atilde;, no  final do s&amp;eacute;culo VIII. O objetivo era destacar as vit&amp;oacute;rias do cristianismo sobre  o islamismo, o que levou o esporte a se tornar muito popular tamb&amp;eacute;m em Portugal  e Espanha, que sofreram bastante com uma prolongada domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mu&amp;ccedil;ulmanos, os  mouros, como eram conhecidos na Pen&amp;iacute;nsula Ib&amp;eacute;rica. Por conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, as  Cavalhadas terminaram chegando ao Brasil, ainda nos primeiros tempos da  coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa, alastrando-se por todo o territ&amp;oacute;rio nacional e, no caso  do Rio Grande do Sul, nos principais n&amp;uacute;cleos portugueses do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  Cavalhadas consistem em dois grupos, de crist&amp;atilde;os e mouros, com 12 cavaleiros  cada um, n&amp;uacute;mero esse que remete aos 12 Pares de Fran&amp;ccedil;a. Os di&amp;aacute;logos das  Cavalhadas, entre os embaixadores dos dois lados, tamb&amp;eacute;m t&amp;ecirc;m inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o  hist&amp;oacute;rica, baseando-se em grandes romances da cavalaria como &quot;Cid Campeador&quot;,  &quot;La Canci&amp;oacute;n de Rolando&quot; e &quot;Mata-Mouros&quot;, revela o IGTF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A popularidade  das Cavalhadas no Rio Grande do Sul foi impulsionada pela tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estado  ligada ao cavalo, em decorr&amp;ecirc;ncia das caracter&amp;iacute;sticas da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rica do  homem ga&amp;uacute;cho e do pr&amp;oacute;prio Estado, fortemente marcadas pelas lutas de fronteira e  revolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos do IGTF mostram que, encerrada a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de  1923, as Cavalhadas se tornaram manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es isoladas, mas que voltaram a se  fazer presentes nos &amp;uacute;ltimos 25 anos do s&amp;eacute;culo passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Novamente,  mouros e crist&amp;atilde;os se defrontam em homenagem ao santo padroeiro de uma vila  interiorana; ali, integrando as comemora&amp;ccedil;&amp;otilde;es c&amp;iacute;vicas, tur&amp;iacute;sticas e festivas (por  exemplo) do centen&amp;aacute;rio daquela cidade, o estandarte da lua crescente dos s&amp;uacute;ditos  de Maom&amp;eacute; desafia os defensores do Evangelho de Cristo - constatou o IGTF em suas  pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestimentas muito coloridas e fogosos e enfeitados cavalos  tornam o espet&amp;aacute;culo muito bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: BLOG DO L&amp;Eacute;O RIBEIRO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-31 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>A  origem do GAÚCHO por Pedro Grilo</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=209</link>
			<description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Abaixo segue mais um ponto de vista sobre a origem do  GA&amp;Uacute;CHO, autoria de Pedro Grilo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele aparece como fundador da Uni&amp;atilde;o Brasileiras  de Escritores - RN&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Veja tamb&amp;eacute;m: &lt;a href=&quot;http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3205&quot;&gt;http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3205&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e &lt;a href=&quot;http://franciscomartinsescritor.blogspot.com/2010/07/pedro-grilo-um-patrimonio-vivo-da-nossa.html&quot;&gt;ttp://franciscomartinsescritor.blogspot.com/2010/07/pedro-grilo-um-patrimonio-vivo-da-nossa.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Hilton Luiz Araldi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_OoX5ojwFI-o/TFOMN3mllCI/AAAAAAAAKbk/kGakUM4F5KQ/s1600/imagem.JPG&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5499893739841492002&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_OoX5ojwFI-o/TFOMN3mllCI/AAAAAAAAKbk/kGakUM4F5KQ/s400/imagem.JPG&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;FONTE:Prosa Galponeira&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-31 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Gaspar  Silveira Martins</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=208</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_OoX5ojwFI-o/TEiNSf7EJTI/AAAAAAAAKUA/grbScKEvZo8/s1600/200px-Silveiramartins.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_OoX5ojwFI-o/TEiNSf7EJTI/AAAAAAAAKUA/grbScKEvZo8/s320/200px-Silveiramartins.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496798694152086834&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;por Walter Spalding&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Correio do Povo de 25 de julho de 1901 estampava, em destaque a seguinte  not&amp;iacute;cia: - &quot;Tivemos ontem, pelo tel&amp;eacute;grafo, a triste not&amp;iacute;cia do falecimento, em  Montevid&amp;eacute;u, do Dr. Gaspar Silveira Martins. O patr&amp;iacute;cio ilustre, cuja morte o Rio  Grande deplora, tem o seu nome vinculado de modo imperec&amp;iacute;vel &amp;agrave; hist&amp;oacute;ria do nosso  Estado, que ele muito amou e por cujo progresso moral e material, muito se  esfor&amp;ccedil;ou. O Rio Grande do Sul chora a morte de Silveira Martins que, com justa  raz&amp;atilde;o, figurar&amp;aacute; na galeria dos nossos var&amp;otilde;es ilustres como um grande patriota. A  not&amp;iacute;cia da sua morte, espalhou-se ontem rapidamente pela Capital e, desde logo,  os escrit&amp;oacute;rios dos jornais foram procurados por grande n&amp;uacute;mero de pessoas que,  pesarosas, pediam informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es a respeito. O Dr. Gaspar Silveira Martins devia  completar no dia 5 de agosto pr&amp;oacute;ximo, 66 anos de idade&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silveira Martins estava, ainda, no ex&amp;iacute;lio em  Montevid&amp;eacute;u, apesar da paz de 1895, assinada em Pelotas, pondo fim &amp;agrave; Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o  Federalista de que fora o chefe civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua morte, ocorrida a 23 de Julho, treze dias antes  de completar 66 anos de idade, em verdade muito abalou o mundo pol&amp;iacute;tico  brasileiro, principalmente o ligado ao federalismo, e sobremodo escandalizou a  sociedade em virtude da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que se dera o falecimento do grande  tribuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S&amp;oacute;, longe do lar,  vivendo em hotel na capital uruguaia, homem fogoso, bastante dado a mulheres,  jamais se negou aos prazeres da carne de que ele usava e abusava e foi por isso  que sua morte, ao lado de uma dessas vivandeiras, &amp;agrave; meia tarde, escandalizou,  lamentando-se, por&amp;eacute;m, tenha sido esse o fim do tribuno que fazia temer o  advers&amp;aacute;rio desde a sua juventude, quando subiu pela primeira vez &amp;agrave; tribuna  parlamentar, ou quando, em 1869, proferiu aquela sua confer&amp;ecirc;ncia cl&amp;aacute;ssica sobre  o Radicalismo, abalando consci&amp;ecirc;ncias e arrastando multid&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era, na realidade, um fim muito triste, esse do  ex-Ministro da Fazenda do Gabinete de 5 de janeiro de 1878, desse Ministro que  havia proposto o voto aos acat&amp;oacute;licos, exigindo reforma da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e que  por n&amp;atilde;o ser atendido, rompeu, n&amp;atilde;o apenas com o Presidente do Conselho Cansans&amp;atilde;o  de Sinimbu, mas com seu pr&amp;oacute;prio companheiro Ministro da Guerra, senador Marqu&amp;ecirc;s  do Erval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, esse  final melanc&amp;oacute;lico da grande vida em nada afetaria as suas id&amp;eacute;ias, as suas  atividades de patriota e progressista que jamais recuou e jamais vergou diante  de potentados. Foi um homem de pensamento, como poucos tem tido o Brasil nestes  seus quase quinhentos anos de Hist&amp;oacute;ria, no terreno pol&amp;iacute;tico principalmente. E  nem mesmo atingiu a integridade do homem que foi, durante sua vida, exemplo de  dignidade, de dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de honradez de homem p&amp;uacute;blico, l&amp;iacute;der inconteste do  liberalismo brasileiro a partir do dia em que se apresentou na vida pol&amp;iacute;tica da  Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Iniciando-se na pol&amp;iacute;tica, logo ap&amp;oacute;s sua formatura na Faculdade de Direito  de S&amp;atilde;o Paulo, em 1855, contando, pois, 21 anos de idade Gaspar Silveira Martins  foi subindo, &amp;agrave; custa de sua intelig&amp;ecirc;ncia, de seu talento, de sua cultura. Degrau  por degrau, chegou a Ministro, em 1878, com apenas 44 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1872, imperava na pol&amp;iacute;tica liberal  brasileira, arrastando ap&amp;oacute;s si os velhos liberais que vinham acompanhando o  partido desde sua funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em 1837, ou desde sua reformuia&amp;ccedil;&amp;atilde;o com ele presente,  em 1860, quando recebeu definitiva organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o definitivo  programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 34 anos, em 1868,  come&amp;ccedil;ou a sua grande ascens&amp;atilde;o. Diz-nos Joaquim Nabuco (Um Estadista do Imp&amp;eacute;rio,  p. 122 e segs.): &quot;J&amp;aacute; sob o minist&amp;eacute;rio Itabora&amp;iacute;, podia-se distinguir a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o  entre os liberais, a faixa radical. Um homem novo come&amp;ccedil;ava a aparecer na  pol&amp;iacute;tica, e revelava, desde seus primeiros atos, uma independ&amp;ecirc;ncia, uma ior&amp;ccedil;a,  uma aud&amp;aacute;cia, como de certo ainda n&amp;atilde;o se tinha visto, batendo as suas portas em  nome de um direito at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o desconhecido: o do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Silveira Martins. A figura do tribuno, como  depois a do parlamentar, era talhada em formas colorsais; n&amp;atilde;o havia nele nada de  gracioso, de modesto, de humilde, de pequeno; tudo era vasto, largo, soberbo,  dominador. Na cadeira de juiz, fazendo frente ao ministro da justi&amp;ccedil;a; nas  palestras liter&amp;aacute;rias, pronunciando-se sobre as velhas ra&amp;iacute;zes arianas; nas  confer&amp;ecirc;ncias p&amp;uacute;blicas, fazendo reboar pelas cavernas populares o eco  intermin&amp;aacute;vel de sua palavra; nos conselhos do partido democr&amp;aacute;tico, falando aos  chefes tradicionais, aos homens do passado, com a consci&amp;ecirc;ncia e a autoridade de  um conquistador b&amp;aacute;rbaro, ditando a lei &amp;agrave; civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o decr&amp;eacute;pita, indefesa em sua  tranquilidade imemorial; nas reda&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos jornais amigos, nas confeitarias da  Rua do Ouvidor, onde durante anos exerceu entre os mo&amp;ccedil;os e os exaltados a  ditadura da eloq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia e da coragem, como Gambetta, durante o Imp&amp;eacute;rio, nos caf&amp;eacute;s  do Quartier Latin; nas rodas de amigos pol&amp;iacute;ticos, como Martinho de Campos,  Otaviano, Te&amp;oacute;filo Ottoni; depois, na C&amp;acirc;mara dos deputados, onde sua entrada  (legislatura de 1872-1875) assinala uma &amp;eacute;poca e faz o efeito de um terremoto; no  minist&amp;eacute;rio, onde, incapaz de representar segundos pap&amp;eacute;is, mas sem prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o,  talvez, suficiente para tratar neg&amp;oacute;cios, s&amp;oacute; teve uma ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o: ganhar com a sa&amp;iacute;da  o que perdera com a entrada, e por isso ainda mais, como ministro demission&amp;aacute;rio  do que como membro do Gabinete; por &amp;uacute;ltimo no Senado, na independ&amp;ecirc;ncia, na  soberba, com que, operada a sua transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o conservadora, atrai para si todos  os rancores da democracia, que talvez tenha criado: em todas as posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que se  abateram diante dele para que ele entrasse sem subir, em todos os pap&amp;eacute;is que  desempenhou, Silveira Martins foi sempre &amp;uacute;nico, dilerente de todos os mais;  possante e s&amp;oacute;lido, s&amp;uacute;bito e irresistivel, natural e insens&amp;iacute;vel, como uma tromba  ou um ciclone&quot;. (... ) &quot;&amp;Eacute; o Sans&amp;atilde;o do Imp&amp;eacute;rio. Desde logo &amp;eacute; preciso contar com  ele, que &amp;eacute;, nesse momento, o que em pol&amp;iacute;tica se chama povo, isto &amp;eacute;, as pequenas  parcelas de povo que se ocupam de politica&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais adiante (p. 124): &quot;... a passagem de  Silveira Martins na nossa hist&amp;oacute;ria contempor&amp;acirc;nea ficar&amp;aacute; sendo o impulso, o vigor  extraordin&amp;aacute;rio que a sua eloq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia inflamada, o seu sopro dantoniano, o seu  ascendente sobre as multid&amp;otilde;es, imprimiu ao esp&amp;iacute;rito da revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no dec&amp;ecirc;nio de  1868 a 1878 e que ele em v&amp;atilde;o se ofereceu depois para  reprimir&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;iacute; est&amp;aacute; o retrato do  grande Gaspar Silveira Martins, o tribuno m&amp;aacute;ximo do Brasil Imp&amp;eacute;rio, que entraria  pela Rep&amp;uacute;blica, coerente com seus princ&amp;iacute;pios, combatendo oligarquias e  ditaduras, exigindo liberdades e direitos que se vinham conculcando, no Rio  Grande do Sul, atrav&amp;eacute;s de leis, de conchaves e de ordens subterr&amp;acirc;neas, num  desrespeito integral &amp;agrave; dignidade humana do advers&amp;aacute;rio. Nasceu dai a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o,  revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ele, Gaspar Martins, n&amp;atilde;o queria, mas teve que aceitar porque o  povo, aquele mesmo povo que ele conduziu e educou nos princ&amp;iacute;pios da liberdade e  do radicalismo que sempre pregou, o quis e o obrigou a presidir, como chefe  civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, que jamais cedia,  mas procurava sempre harmonizar, desde que beneficiasse ao povo e &amp;agrave; P&amp;aacute;tria, foi  obrigado a assistir &amp;agrave; hecatombe terr&amp;iacute;vel que foi a violenta carnificina humana  daquela revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se fez contra sua vontade, a de 1893-95, e que,  finalmente, conseguiu paralisar ap&amp;oacute;s lutas e mais lutas diplom&amp;aacute;ticas, at&amp;eacute;  conseguir um mediador capaz de compreender a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compreender o povo, e  firmar a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silveira Martins,  ali&amp;aacute;s, &quot;jamais fora partid&amp;aacute;rio da guerra civil&quot;. Quando, em meados de 1892, o  General Joca Tavares, &amp;agrave; frente de numerosas for&amp;ccedil;as patri&amp;oacute;ticas, se achava em  Bag&amp;eacute; disposto a dar combate &amp;agrave;s tropas federais, que, a mando do governo da  Uni&amp;atilde;o, haviam mudado a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica do Rio Grande do Sul, -.ele passava ao  venerando militar este telegrama, que se tornou c&amp;eacute;lebre e em quem se  descortinava facilmente. a alta capacidade do homem de Estado: - &quot;General Silva  Tavares Bag&amp;eacute; - Governo central ap&amp;oacute;ia com pra&amp;ccedil;as federais situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica por  ele criada no Estado. Por mais imensas sejam tropas que comandais, se n&amp;atilde;o  desarmadas, terr&amp;iacute;vel guerra civil, maior flagelo pode cair sobre um povo, ter&amp;aacute;  fatais conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias. Centro n&amp;atilde;o pensou que guerra neste Estado abalar&amp;aacute; toda  Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o ainda consolidada. Como, em 1835, guerra pode tornar-se  independ&amp;ecirc;ncia. Como, em 1835, intervindo Rep&amp;uacute;blicas vizinhas, pode tornat-se  externa. Nossa grande p&amp;aacute;tria, dilacerada por &amp;oacute;dios, enfraquecida pela  intoler&amp;acirc;ncia se dissolver&amp;aacute;! Que brasileiro hesitar&amp;aacute; fazer maximo sacrif&amp;iacute;cio para  evitar irrepar&amp;aacute;vel calamidade? Patriotismo manda suportar tudo. Proteste contra  precedente; ressalve direito Estado; mas entre acordo desarmar. N&amp;atilde;o ficar&amp;aacute;  menor, antes muito elevado. Haver&amp;aacute; descontentes, que. n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m sua  responsabilidade. Hist&amp;oacute;ra, porem, registrar&amp;aacute; feito mais Patri&amp;oacute;tico veterano  Geurra Paraguai. General Mitre, &amp;agrave; frente sete mil homens, dep&amp;ocirc;s armas em &#039;La  Verde&#039; para n&amp;atilde;o arruinar p&amp;aacute;tria pela guerra civil. Mitre ainda &amp;eacute;, o cidad&amp;atilde;o mais  respeitado de toda confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o comandastes em chefe ex&amp;eacute;rcito aliado; n&amp;atilde;o  fostes chefe de Estado, como Mitre; mas n&amp;atilde;o sois menos brasileiro do que o Mitre  argentino. Haveis de proceder como ele. Chefe do partido, aconselho,  cqrreligion&amp;aacute;rio, pe&amp;ccedil;o; riograndense, suplico. Guerra civil n&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio  isso para conquistar poder, conter governo federal; lutando contra dificuldades  de todo g&amp;ecirc;nero, erros naturais. Liberdade de imprensa, opini&amp;atilde;o, fazem o que  viol&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o consegue. S&amp;oacute; for&amp;ccedil;a maior tem.impedido achar-me a&amp;iacute; pedir  verbalmente a manifestar, todo transe necessidade evitar guerra civil. - Gaspar  Martins&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas n&amp;atilde;o foi poss&amp;iacute;vel  evitar a luta. As provoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es foram excessivas e Joca Tavates com Gumerdindo  Saraiva, invadiram o Rio Grande do Sul pensando calarem de imediato as diatribes  e arbitrariedades que campeavam pelo Estado, ordenadas, provdcadas, consentidas  pelo governo de Castilhos. E,Gaspar Martins n&amp;atilde;o teve outro rem&amp;eacute;dio: aceitar a  revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o queria, que jamais quis. Paulo Jos&amp;eacute; Pires Brand&amp;atilde;o, neto  materno e afilhado do Conselheiro Antonio FerreiraViana, conheceu Silveira  Martins em casa do av&amp;ocirc;. Em seu livro Vultos do MeuCaminho, assim descreve o  imortal conselheiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Alto,  corpulento, grandes &amp;oacute;culos, barba toda aberta e branca, pele muito vermelha. Voz  de trov&amp;atilde;o, gesto largo, n&amp;atilde;o sabia falar baixo, e mesmo quando palestrava era em  tom de discurso, e a sua voz clara, sonora e forte invadia a sala onde estava,  os corredores, o hall, a casa inteira, atravessando a rua. N&amp;atilde;o falava ao ouvido  de ningu&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o dizia segredos, nem os tinha, mesmo porque a sua voz n&amp;atilde;o dava  diapas&amp;atilde;o para sussurros, n&amp;atilde;o murmurava: tonitroava&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante diz que Lafaiete Rodrigues Pereira  costumava dizer que &quot;Silveira Martins &amp;eacute;, como Anibal, superior &amp;agrave;s for&amp;ccedil;as da  natureza&quot;. E conta estas passagens da vida infantil do tribuno: &quot;Desde muito  crian&amp;ccedil;a eu admirava e amava Silveira Martins, ouvindo-o, boquiaberto, contar  casos do Rio Grande, hist&amp;oacute;rias de cavalos, dos peti&amp;ccedil;os de pernas curtas, dum  c&amp;eacute;lebre baio de crinas douradas e estrela na testa, que ele possu&amp;iacute;a quando  menino...&quot;, e continua a transcrever evoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es para dizer depois: - &quot;Silveira  Martins n&amp;atilde;o contava essas hist&amp;oacute;rias s&amp;oacute; para mim, contava-as para a gente grande,  mas em tal linguagem, com tal poder descritivo, que n&amp;atilde;o eram s&amp;oacute; as crian&amp;ccedil;as, mas  at&amp;eacute; os criados que paravam o servi&amp;ccedil;o para ouvi-lo&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pouco mais adiante: - &quot;Mal sabendo as primeiras  letras, ao matricular-se no col&amp;eacute;gio, perguntou-lhe o mestre: &#039;Menino, quando  voc&amp;ecirc; terminar aqui os seus estudos, que &amp;eacute; que vai ser?, - &#039;Ministro de Estado!&#039;,  respondeu Gaspar. E foi Ministro de Estado, ocupando a pasta da Fazenda. E que  ministro! O mais popular de todos; e ainda hoje acham-se Gasparinhos aos  bilhetes de loteria, cuja venda ele autorizou&quot;. Foi imensamente criticado  elogiado e atacado. Angelo de Agostini com seu genial l&amp;aacute;pis n&amp;atilde;o o poupava,  denominando-o Tio Gaspar. Caricaturou-o de todas as formas e maneiras, na sua  popular&amp;iacute;ssima Revista Ilustrada. No Rio Grande do Sul, tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o foi poupado  pelo l&amp;aacute;pis do calunguista de O S&amp;eacute;culo, de Miguel de Werna, o ferin&amp;iacute;ssimo urso  que tinha pavor de liberais e republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica, estando Gaspar  Martins na Presid&amp;ecirc;ncia do Rio Grande do Sul, foi preso e  deportado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes do 15 de  novembro de 1889, fora Gaspar chamado &amp;agrave; Corte para formar novo Minist&amp;eacute;rio, com  inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es de evitar a queda fatal. Foi tarde, por&amp;eacute;m. Ao chegar no porto de  Desterro (depois Florian&amp;oacute;polis), j&amp;aacute; a Rep&amp;uacute;blica havia sido proclamada e Gaspar  Martins aprisionado. Seguiu para a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L&amp;aacute; o encontrou Pires Brand&amp;atilde;o, que viajava com o  av&amp;ocirc;, tamb&amp;eacute;m deportado. E conta que, ao atravessar o Canal da Mancha, encontra a  bordo o diplomata e jornalista franc&amp;ecirc;s Tachard, a quem foi apresentado. Diz  Pires Brand&amp;atilde;o: &quot;Falou Silveira Martins toda a travessia. Ao desembarcar na  Inglaterra, disse Tachard a meu av&amp;ocirc;: N&amp;atilde;o h&amp;aacute; no mundo governo e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que  possam resistir a um homem como este, que atravessa a Mancha discutindo Renan!  Um pa&amp;iacute;s que deporta um homem desses, ou &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s de s&amp;aacute;bios ou de  ignorantes&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &quot;Homem de ferro,  cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ouro, patriota not&amp;aacute;vel, adorado e odiado, Gaspar Silveira Martins  desdobrava, improvisamente passando fugaz, num fulgor instant&amp;acirc;neo e  desaparecendo - a sua estatura atl&amp;eacute;tica, de Danton&quot;, no dizer de Euclides da  Cunha, que assim o descreveu: &quot;. . . Ouviu-se dentro da C&amp;acirc;mara dos Deputados uma  palavra estranha com a tonalidade imponente dessas vozes prof&amp;eacute;ticas que anunciam  a ru&amp;iacute;na dos imp&amp;eacute;rios. N&amp;atilde;o era a dial&amp;eacute;tica vibr&amp;aacute;til de Zacarias, a argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o  fria, sulcada de s&amp;uacute;bitos lampejos de g&amp;ecirc;nio, de Nabuco, a flu&amp;ecirc;ncia cantante de  Jos&amp;eacute; Bonif&amp;aacute;cio, ou o per&amp;iacute;odo art&amp;iacute;stico e sonoro de Sales Torres Homem, a que se  havia afei&amp;ccedil;oado o nosso parlamento. Mas uma eloq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia quase selvagem na sua  espl&amp;ecirc;ndida rudeza, na energia nunca vista com que reivindicava os direitos  populares, e nas suas rebeldias da forma, e nas suas grandes temeridades de  conceitos...&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaspar Silveira  Martins nasceu em Cerro Largo, Rep&amp;uacute;blica Oriental do Uruguai, a 5 de agosto de  1834, na est&amp;acirc;ncia avoenga, sendo batizado a 5 de mar&amp;ccedil;o de  1835.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M&amp;aacute;rio Teixeira de  Carvalho, que estudou profundamente a quest&amp;atilde;o do nascimento de Gaspar Martins,  afirma, depois de apresentar o registro de que requerera certid&amp;atilde;o, da &quot;Paroquia  de Nuestra Seilora del Pillar y San Rafael de Cerro Largo&quot;: &quot;O grande Gasspar  nasceu em Assegu&amp;aacute;, na 5a sec&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Departamento de Cerro Largo, no Uruguai,  mesmo junto &amp;agrave; fronteira brasileira, na casa da Fazenda de Assegud, pertencente a  seu av&amp;ocirc; materno, o Grande-Dignit&amp;aacute;rio Jo&amp;atilde;o Ant&amp;ocirc;nio Martinsll. Foram pais de  Gaspar Silveira Martins, o estancieiro Carlos Silveira e sua esposa Dona Maria  Joaquina Martinez, na realidade Dona Maria Joaquina das Dores Martins, conforme  consta do invent&amp;aacute;rio arquivado no Arquivo P&amp;uacute;blico do Estado (lo Cart&amp;oacute;rio do  Clvel e Crime de Bag&amp;eacute;, Ano de 1890, no do feito: 158, ma&amp;ccedil;o -3, estante, 42). A  vida de Gaspar Silveira Martins est&amp;aacute; cheia de lances admir&amp;aacute;veis, desde a  inf&amp;acirc;ncia &amp;agrave; morte, e descrev&amp;ecirc;-la devidamente, seria ocupar algumas centenas de  p&amp;aacute;ginas, pois seu nome resplandeceu no Brasil inteiro, de 1868 a 1901, quando  melancolicamente, desaparecia dentre os vivos, em  Montevid&amp;eacute;u...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de  Walter Spalding&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais sobre Silveira Martins :&lt;br /&gt;http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u714.jhtm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Hilton Araldi&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-22 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Lauro Rodrigues: pioneiro do MT- 2</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=207</link>
			<description>&lt;p&gt;
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&lt;td&gt;&amp;nbsp;* Paulo  Monteiro&lt;br /&gt; Enquanto a  poesia gauchesca uruguaio-argentina &amp;eacute; uma transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da antiga poesia  payadoresca oral em obra liter&amp;aacute;ria escrita, de conte&amp;uacute;do militar e militante,  durante as guerras da independ&amp;ecirc;ncia daqueles pa&amp;iacute;ses, a gauchesca brasileira,  bastante posterior, &amp;eacute; uma cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do romantismo. Da&amp;iacute; a marca dos cl&amp;aacute;ssicos  rom&amp;acirc;nticos, que fazem parte do c&amp;acirc;none liter&amp;aacute;rio &quot;culto&quot; sobre os poetas  populares sul-rio-grandenses. &lt;br /&gt; Sobre o produtor e  apresentador de &quot;Campereadas&quot;, pesam outras duas influ&amp;ecirc;ncias. A primeira delas &amp;eacute;  dos gauchescos platinos. N&amp;atilde;o &amp;eacute; &amp;agrave; toa que ele se refere ao El Viejo Pancho,  pseud&amp;ocirc;nimo do espanhol Jos&amp;eacute; Alonso y Trelles (1857-1924), que residiu muitos  anos no Uruguai, tendo escrito um pequeno volume que foi lido avidamente por  uruguaios, brasileiros e argentinos; Paya Brava. A tapera, o umbu, o quero-quero  temas explorados pelo El Viejo Pancho, d&amp;atilde;o t&amp;iacute;tulo a poemas enfeixados em  Minuano. A segunda influ&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; dos poetas populares sertanejos e do Nordeste  brasileiro, m&amp;aacute;xime Catulo da Paix&amp;atilde;o Cearense.&lt;br /&gt; N&amp;atilde;o &amp;eacute; &amp;agrave; toa que o autor de O  Luar do Sert&amp;atilde;o oferece o seu &quot;cajado&quot; ao poeta de Santo Amaro. &quot;Mulata&quot; e  &quot;cabocla&quot;, dois termos para definir tipos femininos, produtos da miscigena&amp;ccedil;&amp;atilde;o  com o europeu, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o muito frequentes entre os gauchescos brasileiros. Para  &quot;cabocla&quot; as express&amp;otilde;es correspondentes s&amp;atilde;o &quot;china&quot;, &quot;chininha&quot; e &quot;chinoca&quot;,  procedentes do portugu&amp;ecirc;s &quot;chim&quot;, mais comum do que o atual &quot;chin&amp;ecirc;s&quot;. Todo aquele  indiv&amp;iacute;duo com olhos amendoados ou meio rasgados era um &quot;chim&quot;. &quot;China&quot;, como  hoje chamamos comumente &amp;agrave; mulher morena de &quot;negra&quot; e a mulher clara de &quot;gringa&quot;  ou &quot;alemoa&quot;, era a forma carinhosa com que o ga&amp;uacute;cho se referia &amp;agrave; sua &amp;iacute;ndia ou  cabocla. Cabocla &amp;eacute; o correspondente para os poetas de outros estados &amp;agrave; china dos  gauchescos.&lt;br /&gt; &quot;Filha do pago&quot;, que consta  entre as p&amp;aacute;ginas 42 e 46 de Minuano transpira a poesia sertaneja de Catulo, sem  o peso dos regionalismos nordestinos, que encontra correspond&amp;ecirc;ncia entre alguns  poetas rio-grandenses, lan&amp;ccedil;ando toneladas de express&amp;otilde;es regionais sobre seus  poemas. &quot;Cabocla&quot;, que faz parte de Invernada Vazia, &amp;eacute;, tamb&amp;eacute;m, outro poema com  id&amp;ecirc;ntica transpira&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt; O pr&amp;oacute;prio vocabul&amp;aacute;rio de Lauro  Rodrigues contribui para que ele seja diferente dos poetas gauchescos  posteriores. N&amp;atilde;o introduz &amp;agrave; for&amp;ccedil;a os regionalismos. Emprega sanfona e gaita em  lugar de cordeona. Essa modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o vocabular tamb&amp;eacute;m auxiliou na repercuss&amp;atilde;o dos  seus poemas. Os gauchismos, nele, s&amp;atilde;o espont&amp;acirc;neos e naturais, numa linguagem  confessional, como se abrisse sua alma (psique), sua vida aos  leitores.&lt;br /&gt; Outro tema presente na poesia  popular, al&amp;eacute;m fronteiras do Rio Grande do Sul, &amp;eacute; o da trag&amp;eacute;dia amorosa provocada  pela morte precoce da mulher amada, seja esposa, amante ou namorada.  Encontramo-lo nos poemas de Lauro Rodrigues. Dois deles ficaram muito  conhecidos: &quot;Sinh&amp;aacute; Maria&quot;, de &quot;Minuano&quot;, e &quot;Historieta&quot;, de Invernada Vazia. No  primeiro &amp;eacute; a jovem namorada que falece; no segundo, &amp;eacute; a jovem esposa.  &lt;br /&gt; Falei antes em &quot;El Viejo  Pancho&quot;. Lauro Rodrigues dedica-lhe todo um poema de Senzala Branca, onde se  refere ao Mart&amp;iacute;n Fierro, a grande obra do argentino Jos&amp;eacute;  Hern&amp;aacute;ndez.&lt;br /&gt; Em 1948, passada a Segunda  Guerra Mundial, os Estados Unidos impunham ao mundo seu d&amp;oacute;lar e sua cultura. A  rebeldia quixotesca dos jovens estudantes do Col&amp;eacute;gio J&amp;uacute;lio de Castilhos, de  Porto Alegre, que culminaria no atual MTG, era uma esp&amp;eacute;cie de contracultura. Em  1957, quando do lan&amp;ccedil;amento do quarto livro do poeta de Santo Amaro, as  orquestras americanas eram uma moda avassaladora e rock and roll come&amp;ccedil;ava a  aparecer. &quot;Um sil&amp;ecirc;ncio domina tudo&quot;, e nesse ambiente, &quot;Viejo Pancho, crioulo de  outras plagas&quot;, representa &quot;a voz da acordeona - alma campeira! - em  contra-ponto &amp;agrave; musica estrangeira&quot;. Foi um grito contra a desnacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da  cultura.&lt;br /&gt; Os nove anos do Movimento  Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho preocupavam o vanguardeiro desse movimento. Os Centros de  Tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Ga&amp;uacute;chas espalhavam-se Rio Grande afora. Invernadas campeiras,  conservando as pr&amp;aacute;ticas laborais dos homens do campo, e invernadas de dan&amp;ccedil;as,  difundindo as dan&amp;ccedil;as t&amp;iacute;picas do estado, faziam sucesso. Costureiras, modistas e  alfaiates fabricavam pilchas (roupas t&amp;iacute;picas) para homens e mulheres. Discos,  livros e cursos difundiam o tradicionalismo. Cursos de dan&amp;ccedil;as eram ministrados a  peso de dinheiro, &quot;novas dan&amp;ccedil;as&quot; eram incorporadas aos repert&amp;oacute;rios das  &quot;invernadas art&amp;iacute;sticas&quot; dos CTGs... &lt;br /&gt; Como Karl Marx costumava  repetir no s&amp;eacute;culo XIX, o capitalismo transforma tudo em mercadoria. O gauchismo  tamb&amp;eacute;m virou mercadoria. Contra essa &quot;ind&amp;uacute;stria cultural&quot; levantou-se Lauro  Rodrigues, velho leitor de Manuel Maria Barbosa du Bocage. O trocadilho sobre o  inc&amp;ecirc;ndio dos &quot;panos de trinta e cinco&quot; tanto pode se referir &amp;agrave; &quot;Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 35&quot;  quanto ao &quot;35 CTG&quot;... &lt;br /&gt; Quando verificamos que, dois  anos antes da primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Senzala Branca, Paix&amp;atilde;o C&amp;ocirc;rtes e Barbosa Lessa  publicaram Suplemento Musical do Manual de Dan&amp;ccedil;as Ga&amp;uacute;chas e um ano antes (1956),  davam a lume a primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pr&amp;oacute;prio Manual de dan&amp;ccedil;as ga&amp;uacute;chas, entendemos o  endere&amp;ccedil;o da s&amp;aacute;tira de Lauro Rodrigues.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Pelegueando&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt; Bueno amigo,  acabou-se &lt;br /&gt; o pampa de  antigamente! &lt;br /&gt; E por me achar  descontente &lt;br /&gt; com o tranco que  a vida leva, &lt;br /&gt; aparto um verso  maleva &lt;br /&gt; como pi&amp;aacute; de  bodega &lt;br /&gt; e saio muito  xobrega &lt;br /&gt; a provocar  arrua&amp;ccedil;a, &lt;br /&gt; em meio dessa  chala&amp;ccedil;a &lt;br /&gt; que chamam de  tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o... &lt;br /&gt; Venho do fundo  do tempo &lt;br /&gt; das bocas que se  arrolharam, &lt;br /&gt; quando, sem  mais, incendiaram &lt;br /&gt; os panos de  &quot;trinta e cinco&quot;, &lt;br /&gt; por isso acho  engra&amp;ccedil;ado &lt;br /&gt; olhar os tauras  de agora &lt;br /&gt; vestindo  bombacha e espora &lt;br /&gt; como mocinha de  brinco... &lt;br /&gt; Mas n&amp;atilde;o lhes  tiro a valia &lt;br /&gt; pois sempre tem  serventia &lt;br /&gt; o rabo, a guampa  e o casco, &lt;br /&gt; com que se ati&amp;ccedil;a  o braseiro, &lt;br /&gt; traz &amp;aacute;gua para o  saleiro &lt;br /&gt; e se borrifa o  churrasco... &lt;br /&gt; Lamento que se  embicando &lt;br /&gt; p&#039;ra os rumos da  pacholice, &lt;br /&gt; por vaidade ou  gabolice, &lt;br /&gt; a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o  degenere, &lt;br /&gt; pois, no fervor  da arrua&amp;ccedil;a, &lt;br /&gt; vai o pago de  ra&amp;ccedil;a &lt;br /&gt; vi&amp;ccedil;ando p&#039;ras  intemp&amp;eacute;ries... &lt;br /&gt; As cantigas do  passado &lt;br /&gt; t&amp;ecirc;m novos donos  que eu sei... &lt;br /&gt; E os &amp;iacute;ndios  enquadrilhados, &lt;br /&gt; num jeito  louvaminheiro, &lt;br /&gt; v&amp;atilde;o repontando  mentiras, &lt;br /&gt; como senhores da  grei... &lt;br /&gt; Mascates de  antigas gl&amp;oacute;rias, &lt;br /&gt; mercadejando as  hist&amp;oacute;rias &lt;br /&gt; que o pampa  guardou p&#039;ra si,&lt;br /&gt; v&amp;atilde;o, na gan&amp;acirc;ncia  do gesto, &lt;br /&gt; passando cincha  e cabresto &lt;br /&gt; na altiva  Piratini... &lt;br /&gt; S&amp;atilde;o frades sem  catecismo, &lt;br /&gt; profetas de um  neologismo &lt;br /&gt; na algaravia do  drama; &lt;br /&gt; bastardos de uma  epop&amp;eacute;ia &lt;br /&gt; lembram Sim&amp;atilde;o da  Jud&amp;eacute;ia &lt;br /&gt; s&amp;atilde;o divindades  de lama... &lt;br /&gt; Franciscanos da  cultura &lt;br /&gt; sobem do ch&amp;atilde;o  para a altura &lt;br /&gt; como os abutres  odientos &lt;br /&gt; que singrando as  amplid&amp;otilde;es &lt;br /&gt; v&amp;atilde;o digerir  podrid&amp;otilde;es &lt;br /&gt; nos torvos papos  nojentos... &lt;br /&gt; Velha estirpe  legend&amp;aacute;ria &lt;br /&gt; que a negra m&amp;atilde;o  mercen&amp;aacute;ria &lt;br /&gt; fantasiou na  ribalta, &lt;br /&gt; no garimpo dos  &quot;guichets&quot; &lt;br /&gt; e n&amp;atilde;o entendo os  &quot;por qu&amp;ecirc;s&quot; &lt;br /&gt; da exalta&amp;ccedil;&amp;atilde;o  dessa malta... &lt;br /&gt; E nessa  subserv&amp;ecirc;ncia &lt;br /&gt; vai rastejando a  quer&amp;ecirc;ncia &lt;br /&gt; de forma t&amp;atilde;o  deprimente &lt;br /&gt; que obriga o estro do vate  &lt;br /&gt; a provocar um combate  &lt;br /&gt; de protesto permanente...  &lt;br /&gt; Em meio aos dias sombrios,  &lt;br /&gt; enxovalhada nos brios,  &lt;br /&gt; por bailarinos plagi&amp;aacute;rios,  &lt;br /&gt; eu creio que a alma pampeana  &lt;br /&gt; h&amp;aacute; de se erguer soberana  &lt;br /&gt; ao som de rubras hosanas  &lt;br /&gt; p&#039;ra o teto de um relic&amp;aacute;rio!  &lt;br /&gt; Se a hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; cousa divina  &lt;br /&gt; n&amp;atilde;o pode a m&amp;atilde;o  assassina&lt;br /&gt; lhe mutilar a grandeza,  &lt;br /&gt; por isso eu entro na li&amp;ccedil;a  &lt;br /&gt; pedindo ao Tempo, justi&amp;ccedil;a;  &lt;br /&gt; ao J&amp;uacute;ri, o dom da  franqueza...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em Sensala branca a influ&amp;ecirc;ncia  de Castro Alves &amp;eacute; marcante, a come&amp;ccedil;ar pelo poema que abre o volume. As  refer&amp;ecirc;ncias b&amp;iacute;blicas, as ap&amp;oacute;strofes, todas as figuras de ret&amp;oacute;rica e linguagem  caracter&amp;iacute;sticas do grande condoreiro baiano. O pr&amp;oacute;prio t&amp;iacute;tulo &amp;eacute; uma refer&amp;ecirc;ncia  ao &quot;Poeta dos Escravos&quot;. Lauro Rodrigues pretende a si mesmo exorcizar em versos  a &quot;senzala branca&quot;, a escravid&amp;atilde;o do salariato. &lt;br /&gt; Esse estilo condoreiro  continuar&amp;aacute; em sua &amp;uacute;ltima obra editada A Can&amp;ccedil;&amp;atilde;o das &amp;aacute;guas prisioneiras, como no  poema &quot;A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo que n&amp;atilde;o vir&amp;aacute;&quot;. Cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o artificial, o tradicionalismo  ga&amp;uacute;cho, pouco a pouco foi sobrepondo o caricatural ao hist&amp;oacute;rico. E as coisas n&amp;atilde;o  poderiam transcorrer de maneira diferente. Cada vez mais a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o  sul-rio-grandense urbanizou-se. As bases rurais do gauchismo foram abandonadas.  O romantismo de ga&amp;uacute;chos como Lauro Rodrigues foi perdendo lugar para a pantomima  a que se prestam poemas que falam de tiros, facadas e mulheres raptadas, temas  esses que se prestam melhor &amp;agrave;s apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es circenses nos concursos de  declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; Os declamadores mambembes,  crescidos longe da realidade rural, n&amp;atilde;o encontram dramaticidade num poema, como  o intitulado &quot;Tupan&quot;, em que &amp;eacute; cantado o amor de um homem por seu cachorro  perdigueiro. &lt;br /&gt; *  Paulo Monteiro, ex-presidente da Academia Passo-Fundense de Letras e membro do  Instituto Hist&amp;oacute;rico de Passo  Fundo&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o:Hilton Luiz Araldi&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;/pre&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-19 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>151 anos da morte de Domingos José de Almeida</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=206</link>
			<description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class=&quot;header3&quot;&gt;Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida - O Estadista da Rep&amp;uacute;blica  Riograndense&lt;/h4&gt;
&lt;h4 class=&quot;header3&quot;&gt;&lt;br /&gt;O mineiro seduzido pela  fronteira&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;9 de julho- 151 anos da morte de Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Poucas cidades no Estado devem seu surgimento aos farroupilhas quanto  Uruguaiana. Numa &amp;eacute;poca em que a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da regi&amp;atilde;o n&amp;atilde;o passava de algumas  fazendas espalhadas pelas grandes extens&amp;otilde;es de terra, coube ao farroupilha e  ministro da Fazenda do governo de Bento Gon&amp;ccedil;alves, Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida, a  id&amp;eacute;ia de fundar um povoado estrat&amp;eacute;gico na fronteira com a Argentina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao examinar o local para a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo povoado, Domingos Jos&amp;eacute; de  Almeida escreveu, em 1841: &quot;Oferece uma excelente posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o militar que para o  futuro poder&amp;aacute; fazer grande peso na balan&amp;ccedil;a pol&amp;iacute;tica e comercial com nossos  vizinhos.&quot; Nascido em Diamantina, Minas Gerais, em 1797, Almeida migrou para o  Estado ainda jovem, com 22 anos de idade, para conduzir tropas de mula a serem  vendidas no centro do pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encantado com a terra e a gente do Sul, o mineiro resolveu se instalar na  cidade de Pelotas, onde logo abriu um escrit&amp;oacute;rio destinado &amp;agrave; venda de charque  para o centro do pa&amp;iacute;s e para o Exterior. Poucos anos depois, tornou-se  propriet&amp;aacute;rio de uma pequena charqueada &amp;agrave;s margens do rio S&amp;atilde;o Gon&amp;ccedil;alo, o que fez  dele um dos cidad&amp;atilde;os mais pr&amp;oacute;speros de Pelotas nessa atividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O professor Vanderlei Rodrigues comenta que um dos tra&amp;ccedil;os mais  caracter&amp;iacute;sticos de Almeida era sua convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o liberal. &quot;Almeida acompanhava todos  os movimentos de cunho liberalista que ocorriam no Brasil&quot;, explica o professor.  Em 1822, tirou dinheiro do pr&amp;oacute;prio bolso e custeou uma manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica em  Pelotas para comemorar a Independ&amp;ecirc;ncia do Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de liberal, Almeida era homem preocupado com a escolaridade da  popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Enquanto deputado na Assembl&amp;eacute;ia Provincial, em Pelotas, lan&amp;ccedil;ou a  campanha de alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Prov&amp;iacute;ncia de S&amp;atilde;o Pedro do Rio Grande do Sul. O  ent&amp;atilde;o deputado inconformava-se com o fato de o Paraguai contar com 408 escolas  p&amp;uacute;blicas e a prov&amp;iacute;ncia local n&amp;atilde;o ter nenhuma.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Est&amp;aacute;tua para o homem das carretas&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Come&amp;ccedil;a a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha e Domingos de Almeida recebe uma tarefa dos  amigos: organizar, al&amp;eacute;m do parque b&amp;eacute;lico farrapo, na cidade de Pelotas, a  f&amp;aacute;brica de arreamento para a cavalaria. Os ex&amp;eacute;rcitos de deslocavam (Piratini,  Ca&amp;ccedil;apava, Alegrete), e ele movimentava os arquivos do governo e o seu arsenal  pela Campanha ga&amp;uacute;cha sempre em carretas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por isso a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o era chamada de Rep&amp;uacute;blica das Carretas&quot;, diz o professor  Vanderlei Rodrigues. Em 1840, diante do cerco das mil&amp;iacute;cias imperiais aos  farrapos, Almeida determina a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma planta para a nova povoa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que  viria a ser Uruguaiana. Como ministro da Fazenda da Rep&amp;uacute;blica Riograndense,  queria uma vila de apoio ao com&amp;eacute;rcio com Buenos Aires. As for&amp;ccedil;as imperiais  haviam conquistado as cidades de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, cortando o  interc&amp;acirc;mbio comercial desses entrepostos com o interior da Prov&amp;iacute;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1846, Uruguaiana &amp;eacute; fundada. Almeida morreu aos 74 anos, em 1859, em  Pelotas. Uruguaiana retribuiu seus gestos com uma est&amp;aacute;tua em pra&amp;ccedil;a  p&amp;uacute;blica. &amp;nbsp; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte :&amp;nbsp;P&amp;aacute;gina do Ga&amp;uacute;cho&lt;/strong&gt; &lt;a href=&quot;http://www.paginadogaucho.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;www.paginadogaucho.com.br&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;EM URUGUAIANA&amp;nbsp;-&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Monumento a Domingos Jos&amp;eacute; de  Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a&gt;&lt;img src=&quot;http://www.vivaocharque.com.br/imagens/personagem_dj_almeida-ft3-p.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;129&quot; height=&quot;180&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp; Veja mais sobre Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida em :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.google.com.br/search?q=domingos+jose+de+almeida&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;prmd=imo&amp;amp;tbs=tl:1&amp;amp;tbo=u&amp;amp;ei=bgs2TO-3D8WAlAfmmbzVBw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=timeline_result&amp;amp;ct=title&amp;amp;resnum=17&amp;amp;ved=0CFEQ5wIwEA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.google.com.br/search?q=domingos+jose+de+almeida&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;prmd=imo&amp;amp;tbs=tl:1&amp;amp;tbo=u&amp;amp;ei=bgs2TO-3D8WAlAfmmbzVBw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=timeline_result&amp;amp;ct=title&amp;amp;resnum=17&amp;amp;ved=0CFEQ5wIwEA&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; e tambem em :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.vivaocharque.com.br/imagens/personagem_dj_almeida-ft3-p.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www.vivaocharque.com.br/personagens/djdealmeida.htm&amp;amp;h=180&amp;amp;w=129&amp;amp;sz=9&amp;amp;tbnid=Sm3xtzBcVgrcjM:&amp;amp;tbnh=101&amp;amp;tbnw=72&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Ddomingos%2Bjose%2Bde%2Balmeida&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;usg=__5X_aRp_4PAdRMtkyXNjnwJc2L9I=&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=bgs2TO-3D8WAlAfmmbzVBw&amp;amp;ved=0CCgQ9QEwBA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.vivaocharque.com.br/imagens/personagem_dj_almeida-ft3-p.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www.vivaocharque.com.br/personagens/djdealmeida.htm&amp;amp;h=180&amp;amp;w=129&amp;amp;sz=9&amp;amp;tbnid=Sm3xtzBcVgrcjM:&amp;amp;tbnh=101&amp;amp;tbnw=72&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Ddomingos%2Bjose%2Bde%2Balmeida&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;usg=__5X_aRp_4PAdRMtkyXNjnwJc2L9I=&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=bgs2TO-3D8WAlAfmmbzVBw&amp;amp;ved=0CCgQ9QEwBA&lt;/a&gt; &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O Instituto Mem&amp;oacute;ria publicou um livro sobre Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida para comprar clique em: &lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://ssl1061.websiteseguro.com/institutomemoria1/loja.asp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://ssl1061.websiteseguro.com/institutomemoria1/loja.asp&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o : Hilton Araldi e-mail : &lt;a href=&quot;mailto:hiltonaraldi@gmail.com&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;hiltonaraldi@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-08 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Pedro Canga o Embuçado do Erval</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=205</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mito e Poesia de Pedro Canga &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;(do livro de Guilhermino C&amp;eacute;sar)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; quase um mito - Pedro Canga.&amp;nbsp; A tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que dele ficou, esgar&amp;ccedil;ada, nas cidades das campanhas, apresenta-o como soldado-poeta da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha. Afeito &amp;agrave; guerra, como &amp;agrave;s lides do campo; sabendo montar, pealar, improvisar &amp;agrave; viola. Sua vida real tem um recorte pouco preciso. Quase n&amp;atilde;o ficou documento escrito sobre sua atividade, que se desenrolou toda em munic&amp;iacute;pios da fronteira, a saber - Erval, Arroio Grande, Jaguar&amp;atilde;o, Bag&amp;eacute; e Alegrete.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o sabemos, assim, onde estudou, se &amp;eacute; que fez estudos regulares. Suas poesias dizem que sim; revelam uma intelig&amp;ecirc;ncia portadora de cultura incomum entre os habitantes daquela zona, nos primeiros dec&amp;ecirc;nios do s&amp;eacute;culo XIX. Mas a imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o rom&amp;acirc;ntica insiste em dizer que n&amp;atilde;o. Senta-lhe melhor, com efeito, a fama de &quot;poeta r&amp;uacute;stico&quot;, de &quot;improvisador inculto&quot;, que, &quot;apenas sabia assinar o nome&quot;.&amp;nbsp; Da sua destreza, em cima do cavalo, de lan&amp;ccedil;a na m&amp;atilde;o, ficou outra legenda que a hist&amp;oacute;ria, de um lado, e a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o oral, de outro, perpetuam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mito cresceu, chegou a impressionar a fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o; a falta de documentos contribuiu para isso. Em vez de um homem, o Capit&amp;atilde;o (ou Major?) Pedro Muniz Fagundes, cognominado Pedro Canga, entrou de esporas pelo romance adentro - encarnando o &quot;monarca das coxilhas&quot; na sua express&amp;atilde;o mais pura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vejamos este lance em que ele &amp;eacute; personagem de fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nessas visitas ao posto da invernada costumava ver pelas costas e no fog&amp;atilde;o do umbu, um Ga&amp;uacute;cho &amp;agrave;s direitas, de melenas ca&amp;iacute;das ao ombro, barba inteira, sempre de chirip&amp;aacute; e esporas nazarenas, &amp;agrave;s vezes chimarreando, outras, tocando viola e cantando versos alegres, que me pareciam tristes pelo tom dolente das notas. Era mais um choro do que canto a sua cantoria. N&amp;atilde;o raro o Capit&amp;atilde;o Mingote atirava-lhe uma quadra j&amp;aacute; estudada, em desafio, como quem fez um ch&amp;aacute;-ch&amp;aacute;! De pelego ao touro empacado; e o trovador se vinha, sem titubiar, respondendo aquela, com floreios de l&amp;iacute;ngua; e seguia e seguia cantando no mais, sobre o mesmo assunto, como parelheiro que n&amp;atilde;o para enquanto n&amp;atilde;o chega ao la&amp;ccedil;o da cancha. Pedro Canga era o nome desse cantor afamado corria mundo .&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou este outro:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Entre os presentes estava o poeta dos poetas do Rio Grande, sempre com seu ar estranho de quem anda com um p&amp;eacute; no sonho e outro na realidade. Vestido rigorosamente &amp;agrave; ga&amp;uacute;cha, desta vez de ceroulas de franja por cima das botas de potro, delicadamente lavradas, havia&amp;nbsp; cuidado bem da sua cabeleira abundante. Era um oficial de quem todos conheciam as proezas; era um campeiros &amp;agrave;s direitas, mas tamb&amp;eacute;m um vate, um trovador capaz de prender a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o na mais fina sociedade&quot; (Felix Contreiras Rodrigues - Pi&amp;aacute; do Sul - Farrapo - (mem&amp;oacute;rias de um cavalo) p&amp;aacute;g. 203).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Passaremos a transcrever umas rimas de um destes bardos r&amp;uacute;sticos, que fora soldado farrapo, o qual apenas sabia assinar o nome :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode do mundo a grandeza&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reduzir-se toda ao nada,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ver-se toda mudada&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ordem da natureza;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa vasta redondeza&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Matizada de mil cores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode o autor dos autores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mud&amp;aacute;-la em c&amp;eacute;u de repente;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E desse modo igualmente&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode o sol produzir flores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jo&amp;atilde;o Cezimbra Jacques, em Ensaio sobre os Costumes do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Gundlach &amp;amp; Comp. 1882.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais grave, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; a assertiva de que se trata de um &quot;brado r&amp;uacute;stico&quot;, de um homem que &quot;apenas sabia assinar o nome&quot;. As poesias atribu&amp;iacute;das ao embu&amp;ccedil;ado do Erval s&amp;atilde;o bastantes para desfaz&amp;ecirc;-la.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que trovador inculto, que apenas soubesse assinar o nome, seria capaz de produzir pe&amp;ccedil;as po&amp;eacute;ticas t&amp;atilde;o adubadas com os ingredientes da poesia cl&amp;aacute;ssica, como esta que nos ficou de Pedro Canga?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ningu&amp;eacute;m pode fugir,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E se algu&amp;eacute;m raivoso o encara,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cupido o arco prepara&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para seu peito ferir,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Te que a seus p&amp;eacute;s vem cair&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Humilhado ao mundo seu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Plut&amp;atilde;o mesmo suspendeu&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seus mart&amp;iacute;rios e tormentos,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;T&amp;eacute; se abrandaram os ventos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia em que o amor nasceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Biografia de Pedro Muniz Fagundes - segundo Manuel da Costa Medeiros&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Descendente do tronco dos Munizes, nasceu no Erval Pedro Muniz Fagundes, nos primeiros anos do s&amp;eacute;culo passado, ou talvez nos &amp;uacute;ltimos do entepassado. Aprendeu a ler e escrever com o professor Costa Vale, e tanto se distinguiu que, antes de um ano, nada mais teve que aprender com o benem&amp;eacute;rito mestre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Muniz quando entrou para a escola do mestre Vale j&amp;aacute; era mo&amp;ccedil;o, sendo levado&amp;nbsp; a aprender a ler e escrever pelo desejo de registrar as suas poesias, que produzia verdadeiramente inspiradas e de forma impec&amp;aacute;vel desde menino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1835 serviu com Silva Tavares, quando rebentou a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desavisando-se com o seu chefe abandonou-o e refugiou-se no Uruguai. Em 1824 reconciliou-se com Silva Tavares e voltou a pegar em armas.  Por esse tempo perdeu dois filhos, mortos em combate, fato que lhe inspirou uma de suas mais perfeitas e sentidas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es po&amp;eacute;ticas, infelizmente perdida. Constava a sentimental e impres-sionante composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vinte e cinco quintilhas, correspondendo cada uma &amp;agrave; sucess&amp;atilde;o do alfabeto, do A ao Z.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eis a primeira:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Aacute;rvores que ouvis meu pranto,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na medonha habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o deve causar-lhe espanto&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ver-me assim em confus&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Coberto de negro manto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Violento, sat&amp;iacute;rico, feria os seus desafetos com mordaz veem&amp;ecirc;ncia. Silva Tavares n&amp;atilde;o escapou das suas terr&amp;iacute;veis s&amp;aacute;tiras. Contra ele dardejou uma d&amp;eacute;cima:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelos sinais que tu tens&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; se pode ver quem &amp;eacute;s:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cola fina, orelhas grandes,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Redondo dos quatro p&amp;eacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Muniz costumava registrar as suas poesias, o qual havia sido extraviado pelos ignorantes e negligentes filhos do poeta, perdendo-se assim a ocasi&amp;atilde;o de glorificar este dileto filho das musas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Fagundes, j&amp;aacute; depois de velho, fez um assassinato e foi processado, preso e condenado a desterro perp&amp;eacute;tuo para a Ilha de Fernando de Noronha. De l&amp;aacute; fugiu e, desembarcando em Pernambuco, fez a travessia at&amp;eacute; Rio Grande a p&amp;eacute;, ocultando-se pelos matos. J&amp;aacute; ent&amp;atilde;o sua fam&amp;iacute;lia residia no Arroio Grande, para onde se recolheu o desaventurado poeta, acabando seus dias em casa de um seu filho de nome S&amp;eacute;rgio. A princ&amp;iacute;pio vivia meio oculto e logo depois livremente, acobertado pela toler&amp;acirc;ncia que as autoridades lhe concederam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era Pedro violento e perigoso, e o assassinato que perpetrou foi cometido num momento de furioso &amp;iacute;mpeto. Dispunha de uma for&amp;ccedil;a herc&amp;uacute;lea que causava admira&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos centauros de seu tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Muniz Fagundes creio ter morrido pelos anos de 1860  a 1865.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obs - Todo o texto foi transcrito do Livro (editado 1968). Portanto, erros de datas, de acentua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, portugu&amp;ecirc;s ou concord&amp;acirc;ncia ficam por conta do autor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Significado de Embu&amp;ccedil;ado&lt;strong&gt; - &lt;/strong&gt;adj (part de embu&amp;ccedil;ar) 1 Que se embu&amp;ccedil;ou. 2 Disfar&amp;ccedil;ado, dissimulado. sm O que tem o rosto oculto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hilton Luiz Araldi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E-mail hiltonaraldi@gmail.com&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-07 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Lauro Rodrigues: pioneiro do MTG-1</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=204</link>
			<description>&lt;p&gt;
&lt;table border=&quot;0&quot;&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&amp;nbsp;* Paulo  Monteiro&lt;br /&gt; Quando nos dedicamos a estudar  a poesia gauchesca de l&amp;iacute;ngua portuguesa, uma das primeiras constata&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; que a  maioria dos poetas n&amp;atilde;o tem biografia. Apesar da popularidade que gozam, a vida e  a obra dos poetas desse g&amp;ecirc;nero ou subg&amp;ecirc;nero s&amp;atilde;o praticamente desconhecidas. &amp;Eacute; o  caso de Lauro Pereira Rodrigues, nascido em Santo Amaro em 7 de janeiro de  1918.&lt;br /&gt; Lauro Rodrigues foi um dos  pioneiros do Movimento Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho contempor&amp;acirc;neo. Apresentou o  primeiro programa gauchesco da hist&amp;oacute;ria, intitulado &quot;Campereadas&quot;, a partir de  1935, na R&amp;aacute;dio Ga&amp;uacute;cha, onde lan&amp;ccedil;ou Pedro Raymundo. Onze anos depois, um grupo de  jovens estudantes do Col&amp;eacute;gio J&amp;uacute;lio de Castilhos, de Porto Alegre, assentou as  bases do atual Movimento Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho. Quase todos eles apresentaram  programas radiof&amp;ocirc;nicos, seguindo a linha lan&amp;ccedil;ada por Lauro Rodrigues. Em 1958  voltou ao r&amp;aacute;dio, na Farroupilha, apresentando o programa &quot;Roda de Chimarr&amp;atilde;o&quot;.  Al&amp;eacute;m do tradicionalismo, tratava de assuntos urbanos e rurais de Porto Alegre.  &lt;br /&gt; Pedro Villas-B&amp;ocirc;as, autor de  Notas de Bibliografia Sul-Rio-Grandense (A Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o-SEC, Porto Alegre, 1974),  informou-nos que era &quot;radialista, poeta, jornalista e pol&amp;iacute;tico&quot;. E que pertencia  &amp;agrave; Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula. Em 1944 publicou Minuano, pela Livraria Globo,  livro de poemas gauchescos do qual sa&amp;iacute;ram mais duas tiragens naquele mesmo ano.  &lt;br /&gt; Bibli&amp;oacute;grafo atento, Pedro  Villas-B&amp;ocirc;as revelou que apenas listou os livros que realmente conferiu  pessoalmente. Quando escreve &quot;tiragens&quot; diz reimpress&amp;otilde;es. Tanto isso &amp;eacute; verdade  que tenho nas minhas m&amp;atilde;os a &quot;3&amp;ordf; Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;, que responde &amp;agrave;s caracter&amp;iacute;sticas  anotadas por Villas-B&amp;ocirc;as em seu livro. Dois anos depois, em 1946, pela mesma  editora, publicou A Ronda dos Sentimentos, um volume de 70 p&amp;aacute;ginas com sonetos e  poemas, do qual saiu uma &amp;uacute;nica edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt; Invernada Vazia, o terceiro  livro, com o subt&amp;iacute;tulo de &quot;versos regionais&quot;, foi lan&amp;ccedil;ado, em primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o no  ano de 1951, pela Editora Coruja, de Porto Alegre. Segundo o mesmo bibli&amp;oacute;grafo,  no mesmo ano, pela mesma editora, sai &quot;uma 2&amp;ordf; tiragem&quot;. Tenho em m&amp;atilde;os a &quot;2&amp;ordf;  edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;, dentro das caracter&amp;iacute;sticas expostas por Pedro Villas-B&amp;ocirc;as, inclusive  &quot;impresso no sistema multilite&quot;, onde n&amp;atilde;o consta o ano da impress&amp;atilde;o.  &lt;br /&gt; As orelhas de Invernada Vazia  trazem algumas refer&amp;ecirc;ncias interessantes a Minuano. A primeira delas, de Antonio  Barata, da Editora Globo, diz: &quot;Nenhum romance, biografia, livro de contos ou  reportagem, encontrou entre n&amp;oacute;s, nestes &amp;uacute;ltimos tempos, o recorde de vendas de  Minuano. Nunca na hist&amp;oacute;ria dos livros rio-grandenses uma obra vendeu tanto em  t&amp;atilde;o pouco tempo. A raz&amp;atilde;o do &amp;ecirc;xito, reside, indiscutivelmente, no pr&amp;oacute;prio valor  da obra. &amp;Eacute; um livro para o povo, feito com o sentimento do povo. Lendo-o,  sente-se a nostalgia da campestre, do rodeio, da roda de mate nos galp&amp;otilde;es, dos  l&amp;aacute;bios polpudos da chinoca, do amor sem conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es...&quot; &lt;br /&gt; A afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Antonio Barata  &amp;eacute; interessant&amp;iacute;ssima. Um dos autores ga&amp;uacute;chos editados pela Globo era nada mais  nada menos do que Erico Ver&amp;iacute;ssimo. Tr&amp;ecirc;s edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es num &amp;uacute;nico ano e, ainda, o livro  mais vendido nos &amp;uacute;ltimos anos provam a popularidade do  poeta.&lt;br /&gt; A segunda nota &amp;eacute; de &quot;Catulo da  Paix&amp;atilde;o Cearense&quot;. Ei-la: &quot;Nesta &amp;eacute;poca de guerra e de &amp;oacute;dios a sua poesia &amp;eacute; uma  bandeira de paz e de civismo al&amp;ccedil;ada no topo. Deixo a voc&amp;ecirc; o meu cajado de  gl&amp;oacute;rias...&quot; Ora, nada mais nada menos do que o mais popular dos poetas populares  brasileiros na primeira metade do s&amp;eacute;culo XX, que faleceu pouco tempo depois,  legando o seu &quot;cajado de glorias&quot; ao poeta de Santo Amaro.&lt;br /&gt; Em 1951 foi publicado Senzala  Branca, um livro de &quot;poemas revolucion&amp;aacute;rios&quot;, pela Editora Coruja. No ano  seguinte saiu a &quot;2&amp;ordf; Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;, pela Editora La Salle, de Canoas, com uma tiragem  de cinco mil exemplares. A pol&amp;iacute;tica acabou absorvendo o tempo do poeta. Somente  em 1978 publicou seu &amp;uacute;ltimo livro de poemas, A Can&amp;ccedil;&amp;atilde;o das &amp;aacute;guas prisioneiras  (Martins Livreiro-Editor, Porto Alegre). Pedro Villas-B&amp;ocirc;as deixou registrado que  o poeta possu&amp;iacute;a, in&amp;eacute;ditos, os livros Vozes do Parque, Bilhetes, Versos &amp;Iacute;ntimos e  Colet&amp;acirc;nea de Sonetos e, em preparo, Al&amp;ccedil;ados e Araganos.&lt;br /&gt; Militante do PTB - Partido  Trabalhista Brasileiro -, Lauro Rodrigues assumiu v&amp;aacute;rias vezes como deputado  estadual por aquele partido. Depois de 1967, com o bipartidarismo imposto pelo  regime de exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o, filiou-se ao MDB - Movimento Democr&amp;aacute;tico Brasileiro - pelo  qual exerceu dois mandatos de deputado federal. Pescador e ca&amp;ccedil;ador apaixonado,  faleceu afogado em sua terra natal, no dia 17 de dezembro de 1978, quando  naufragou o pequeno barco tripulado por ele, enquanto remava contra uma  tempestade de ver&amp;atilde;o. &lt;br /&gt; Um dos poemas mais conhecidos  de Lauro Rodrigues, que est&amp;aacute; nas p&amp;aacute;ginas 21 e 22 do seu primeiro livro, &amp;eacute; &quot;Meu  baio ruano&quot;, declamad&amp;iacute;ssimo em rodeios e concursos de  declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Interessante &amp;eacute; que o grande  amor do poeta foi uma mulata, tipo racial n&amp;atilde;o muito comum como musa dos  gauchescos. E veja voc&amp;ecirc;, leitor, que a presen&amp;ccedil;a do negro e do mulato na maioria  das cidades do Rio Grande imperial representava cerca de 25% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O  intercurso sexual entre o homem branco, mais abastado, e a mulher de cor, das  camadas prolet&amp;aacute;rias, foi muito maior do que se imagina. &amp;Eacute; o que vemos retratado  em &quot;Mulata&quot;, p&amp;aacute;ginas 57 a 66 de Invernada Vazia.&lt;br /&gt; Interessante tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; o  esquema rim&amp;aacute;tico do poema: a redondilha maior, muito praticado por um &quot;rom&amp;acirc;ntico  arcaizante&quot; como Gon&amp;ccedil;alves Dias. Muito comum na poesia popular e bastante  encontrado no romanceiro medieval. Alguns versos mais longos que aparecem n&amp;atilde;o  passam de dois pentass&amp;iacute;labos formando um &amp;uacute;nico verso.&lt;br /&gt; Lauro Rodrigues confere  lirismo a uma realidade que foi muito comum no meio rural sul-rio-grandense. A  maioria dos atuais quilombos - como j&amp;aacute; escrevi - n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o quilombos no sentido  real do termo, mas sim &quot;posses de negros&quot;, descendentes de escravas ou libertas  (negras alforriadas) e antigos estancieiros.&lt;br /&gt; Continua na pr&amp;oacute;xima  edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; * Paulo Monteiro,  ex-presidente da Academia Passo-Fundense de Letras e membro do Instituto  Hist&amp;oacute;rico de Passo Fundo&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
Enviado por Hilton Araldi&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-29 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title> Histórias Gaúcha - As Charqueadas</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=203</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TCXvBPjxX6I/AAAAAAAABFY/VKJC96W4tJg/s1600/solardabaronesa.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5487054525656293282&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TCXvBPjxX6I/AAAAAAAABFY/VKJC96W4tJg/s400/solardabaronesa.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Solar da Baronesa, na  cidade de Pelotas, o reduto das charqueadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Surgimento e  import&amp;acirc;ncia econ&amp;ocirc;mica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gado foi a base da economia ga&amp;uacute;cha durante  um longo per&amp;iacute;odo da hist&amp;oacute;ria do Rio Grande. Introduzido pelos jesu&amp;iacute;tas, atraiu  os tropeiros que vinham de S&amp;atilde;o Paulo e Minas para buscar gado e lev&amp;aacute;-lo para  aquelas prov&amp;iacute;ncias. Serviu, tamb&amp;eacute;m, de esteio para a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de habitantes, na  medida em que permitiu uma atividade econ&amp;ocirc;mica para os estancieiros que aqui se  fixaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa base seria ainda mais consolidada com o surgimento das  charqueadas. Elas iriam produzir o charque, um produto que era a base da  alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escravos em todo o Brasil. E, com essa produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, trariam riqueza  &amp;agrave; regi&amp;atilde;o de Pelotas, que se tornou uma esp&amp;eacute;cie de &quot;capital cultural&quot; do  Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As charqueadas come&amp;ccedil;aram a surgir na regi&amp;atilde;o de Pelotas em torno  de 1780. Anteriormente, o charque j&amp;aacute; era produzido no sul do continente, mas de  maneira artesanal e em pequena escala. No entanto, uma s&amp;eacute;rie de secas sucessivas  no Nordeste, onde estava concentrada a maior produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de charque do pa&amp;iacute;s, criou  uma oportunidade para o produto ga&amp;uacute;cho. E o charque come&amp;ccedil;ou a ser produzido em  maior escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opul&amp;ecirc;ncia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  partir desse momento, a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de charque se tornou o centro da vida econ&amp;ocirc;mica  da regi&amp;atilde;o de Pelotas. As charqueadas estavam situadas ao longo de rios que  facilitavam o transporte para o porto de Rio Grande - de onde o charque seguia  para o Rio e outros portos brasileiros. Com o dinheiro gerado por elas, Pelotas  se transformou. Essa renda permitiu que surgisse um grupo de fam&amp;iacute;lias ricas e  que cultivavam h&amp;aacute;bitos sofisticados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1835, Wolfhang Harnish descrevia  a cidade de Pelotas como um local de opul&amp;ecirc;ncia extrema: &quot;... j&amp;aacute; funcionam 35  charqueadas nos arredores da cidade... A riqueza que trazem &amp;eacute; fant&amp;aacute;stica...  Esses milion&amp;aacute;rios pelotenses bem que poderiam ter vivido no Rio ou em Nice ou  ainda em Paris, poderiam ter concorrido com os fidalgos russos no luxo e na  dissipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Monte Carlo&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mis&amp;eacute;ria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contraparte dessa opul&amp;ecirc;ncia  eram as pr&amp;oacute;prias charqueadas, onde os enormes grupos de escravos eram submetidos  a um trabalho exaustivo. E, como estavam reunidos em grupos muito grandes, os  senhores adotavam a pol&amp;iacute;tica de extrema intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o para mant&amp;ecirc;-los obedientes.  As charqueadas eram verdadeiros &quot;estabelecimentos penitenci&amp;aacute;rios&quot;, como bem as  descreveu o franc&amp;ecirc;s Nicolau Dreyf, no livro &quot;Not&amp;iacute;cia Descritiva da Provincia de  S&amp;atilde;o Pedro do Rio Grande do Sul&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte desse tratamento brutal dado aos  escravos se devia ao interesse econ&amp;ocirc;mico: quanto mais produzissem, mais seus  donos lucravam. Outra parte, entretanto, vinha do medo: com uma enorme popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o  escrava, Pelotas era, potencialmente, um foco de rebeli&amp;otilde;es. Por isso, ao menor  sinal de revolta eram tomadas provid&amp;ecirc;ncias dr&amp;aacute;sticas. Para que se tenha uma  id&amp;eacute;ia do tamanho da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o escrava de Pelotas: existiam ali, em 1833, 5.169  escravos, 3.555 homens livres e 1.136 libertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o obstante a viol&amp;ecirc;ncia  e os m&amp;eacute;todos relativamente primitivos usados pelas charqueadas da regi&amp;atilde;o de  Pelotas, elas foram capazes de sobreviver e gerar lucros consider&amp;aacute;veis at&amp;eacute; o  final do escravismo. A partir de ent&amp;atilde;o, enfrentaram dificuldades cada vez  maiores e terminaram por se extinguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Charqueada Santa Rita no Caminho Farroupilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Agrave;s margens do Arroio  Pelotas e do Canal S&amp;atilde;o Gon&amp;ccedil;alo, Pelotas possui um dos mais ricos patrim&amp;ocirc;nios  arquitet&amp;ocirc;nicos dos primeiros anos do s&amp;eacute;culo XIX, resultado direto da riqueza que  a ind&amp;uacute;stria do charque trouxe para a regi&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente por esta riqueza  e desenvolvimento comercial, amea&amp;ccedil;ado pela pol&amp;iacute;tica do Imp&amp;eacute;rio brasileiro, que  aumentou os impostos sobre as charqueadas e outros produtos da economia rural, &amp;eacute;  que a cidade teve grande import&amp;acirc;ncia na Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha. Os propriet&amp;aacute;rios  das charqueadas aliaram-se aos fazendeiros e lideraram o movimento  rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores batalhas em Pelotas aconteceu em 24 de fevereiro  de 1838, quando a tropa Farroupilha atacou os Imperiais no canal S&amp;atilde;o Gon&amp;ccedil;alo, na  tentativa de tomar a regi&amp;atilde;o de Pelotas e Rio Grande. A passagem do canal S&amp;atilde;o  Gon&amp;ccedil;alo era de fundamental import&amp;acirc;ncia, pela sua r&amp;aacute;pida liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mar.  Entretanto, as canhoneiras imperiais foram para o meio do canal, onde ficavam  fora do alcance dos tiros. Bem posicionados, abriram fogo. O bombardeio durou  quase 4 horas, do meio da tarde at&amp;eacute; o anoitecer. Com muitas perdas os Farrapos  recuaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade permaneceu fiel ao Imp&amp;eacute;rio, embora tenha sido invadida  pelos farroupilhas duas vezes. Mas de seu com&amp;eacute;rcio e de sua sociedade sa&amp;iacute;ram  homens e dinheiro para engrossar e sustentar as tropas do General Bento  Gon&amp;ccedil;alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida, charqueador, intelectual, e homem de  neg&amp;oacute;cios pelotense foi o principal ide&amp;oacute;logo do movimento revolucion&amp;aacute;rio. Ap&amp;oacute;s a  proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Rio-grandense foi seu ministro da Fazenda. Mineiro,  nascido em 1797, veio ao Rio grande do Sul em 1819 para reunir tropas de mulas e  lev&amp;aacute;-las at&amp;eacute; Sorocaba, mas acabou se estabelecendo em Pelotas. Empres&amp;aacute;rio bem  sucedido, al&amp;eacute;m de dono de uma companhia de navega&amp;ccedil;&amp;atilde;o com veleiros que  transportavam produtos para as prov&amp;iacute;ncias do norte, tornou-se o mais pr&amp;oacute;spero  entre os charqueadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua charqueada era considerada um modelo de  organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Culto, sua biblioteca era a mais completa do Rio Grande do Sul. Lia  livros originais em franc&amp;ecirc;s e ingl&amp;ecirc;s. Tamb&amp;eacute;m guerreiro de coragem, ascendeu de  major a coronel da Guarda Nacional. Quando a guerra estava sendo preparada, era  Deputado da primeira Assembl&amp;eacute;ia Provincial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, junto com Pedro  Botic&amp;aacute;rio, um dos mais intransigentes na deposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Fernandes Braga e na  tentativa de impedir a posse de Jos&amp;eacute; de Ara&amp;uacute;jo Ribeiro. Ainda, foi um dos que  convenceu Ant&amp;ocirc;nio de Souza Netto a proclamar a Rep&amp;uacute;blica, em 11 de setembro de  1836. Junto com Gomes Jardim, assinou um decreto que criou a bandeira oficial  Farroupilha. Em 1838 se empenha na compra de uma tipografia, colocando o  jornalista italiano, Luigi Rosseti, como editor de &quot;O Povo&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamb&amp;eacute;m da  riqueza de Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida e da sua senzala, onde moravam centenas de  escravos, nasceu um dos corpos de combatentes mais destacados da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o  Farroupilha, os &quot;Lanceiros Negros&quot;, que foram liderados pelo coronel Teixeira  Nunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida era casado com Bernardina Barcellos de  Lima, filha de Bernardino Rodrigues Barcellos, que por sua vez era irm&amp;atilde;o de  In&amp;aacute;cio Rodrigues Barcellos (propriet&amp;aacute;rio da Charqueada Santa Rita), e de  Cipriano, Boaventura e Lu&amp;iacute;s Rodrigues Barcellos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fam&amp;iacute;lia Rodrigues  Barcellos foi propriet&amp;aacute;ria do maior n&amp;uacute;mero de charqueadas situadas &amp;agrave;s margens do  Arroio Pelotas. Farroupilhas convictos, em novembro de 1835, os irm&amp;atilde;os Barcellos  chegaram a oferecer um baile no solar de Boaventura, no centro de Pelotas, uma  semana ap&amp;oacute;s o desembarque de Jos&amp;eacute; de Ara&amp;uacute;jo Ribeiro (que estava para ser nomeado  presidente da Prov&amp;iacute;ncia Rio-grandense, nomeado pelo Padre Diogo Feij&amp;oacute;) com o  intuito de facilitar o entendimento inicial entre o l&amp;iacute;der dos Farrapos, General  Bento Gon&amp;ccedil;alves, e o novo presidente. Apesar da iniciativa dos irm&amp;atilde;os Barcellos,  os l&amp;iacute;deres n&amp;atilde;o se entenderam, e o resultado mostrou-se bastante  sangrento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao visitar as antigas charqueadas de Pelotas e caminhar  pelas ruas do centro da cidade, entre os pr&amp;eacute;dios da &amp;eacute;poca, n&amp;atilde;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil  imaginar que naqueles sobrados, naquelas salas, os pr&amp;oacute;speros homens do com&amp;eacute;rcio  e do campo se reuniam para conspirar nos primeiros anos da d&amp;eacute;cada de 1830. &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1449828733549128101-4875465317290322713?l=blogdoleoribeiro.blogspot.com&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE:BLOG DO LEO RIBEIRO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-27 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>A Arte da Declamação</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=202</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TCHjasJgDmI/AAAAAAAABDM/UqwzM3bcC2E/s1600/liliana+e+romeu.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5485915868781088354&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TCHjasJgDmI/AAAAAAAABDM/UqwzM3bcC2E/s400/liliana+e+romeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Liliana Cardoso e Romeu Weber, dois  grandes declamadores. Foto: LRS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma po&amp;eacute;tica poder&amp;iacute;amos  dizer que a declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a transpira&amp;ccedil;&amp;atilde;o da poesia. &amp;Eacute; um ato onde a pessoa que  declama externa os sentimentos retidos nos transcritos, levando os ouvintes a  vivenciarem o que o poeta quis dizer em seus versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo algumas  orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Movimento Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho, o declamador deve ter uma  postura c&amp;ecirc;nica s&amp;oacute;bria e sem exageros, inclusive na indument&amp;aacute;ria. No palco,  segundo o poeta Colmar Duarte, o declamador deve portar-se &quot;como quem nada teme,  por&amp;eacute;m a ningu&amp;eacute;m afronta&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gestos devem ser os mais naturais poss&amp;iacute;veis,  como quem conta uma hist&amp;oacute;ria. A m&amp;iacute;mica &amp;eacute; um recurso auxiliar, n&amp;atilde;o podendo se  sobrepor a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o vocal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de voz deve ser o tom natural do  declamador, pois ao impostar a voz de forma inadequada pode ocorrer como quem  canta fora do tom, ou seja, desafinar ou n&amp;atilde;o alcan&amp;ccedil;ar determinada  inflex&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dramaticidade &amp;eacute; diretamente proporcional ao texto, mas sem  &quot;encarnar&quot; o personagem como o ator de teatro. O declamador &amp;eacute; apenas o portador  da mensagem que o autor traz para os ouvintes. A mensagem deve ser transmitida  com a maior sinceridade e convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o poss&amp;iacute;veis, para que as emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es sejam  sentidas por quem assiste. Para isso, n&amp;atilde;o &amp;eacute; preciso levar para o palco adagas,  borrach&amp;otilde;es, bandeiras, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferen&amp;ccedil;a entre interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o teatral e  declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, portanto, esta: o ator finge ser um personagem, vestindo-se,  pensando e agindo como tal. O declamador &quot;conta&quot; a hist&amp;oacute;ria fazendo o poss&amp;iacute;vel  para convencer as pessoas de que acredita no que est&amp;aacute; dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto,  n&amp;atilde;o &amp;eacute; aconselh&amp;aacute;vel chorar, gritar, exagerar nos gestos ou adere&amp;ccedil;os que n&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;am  parte da indument&amp;aacute;ria. Segundo Jos&amp;eacute; Severo Marques, em declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o todo excesso &amp;eacute;  pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os julgadores de declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o observam muito os seguintes quesitos:  a) Fundamentos da voz (dic&amp;ccedil;&amp;atilde;o, imposta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e inflex&amp;atilde;o). b) Express&amp;atilde;o (facial e  gestual). c) Fidelidade ao texto d) Transmiss&amp;atilde;o da mensagem po&amp;eacute;tica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma arte quase que obrigat&amp;oacute;ria nos diversos eventos art&amp;iacute;sticos do  Rio Grande. Em nenhum outro Estado nota-se tamanha dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o.  Existem milhares, isto mesmo, milhares de declamadores espalhados aos sete  ventos desta velha prov&amp;iacute;ncia de S&amp;atilde;o Pedro. &amp;Eacute; de prache, nos Centros de Tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es  Ga&amp;uacute;chas, nos galp&amp;otilde;es de fazendas, as pessoas receberem seus convidados com belos  retrechos de poemas. As prendinhas, os piazitos, desde cedo, v&amp;atilde;o se embrenhando  nestes meandros e, cada qual com seu estilo, retratam hist&amp;oacute;rias, aventuras,  fic&amp;ccedil;&amp;otilde;es, bravuras do povo riograndense, arrancando as mais entusi&amp;aacute;sticas  admira&amp;ccedil;&amp;otilde;es por serem transmissores do pensamento po&amp;eacute;tico. Em suma, o declamador  &amp;eacute; a garganta do vate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os grandes declamadores do Rio Grande  poder&amp;iacute;amos citar alguns como Darcy Fagundes, Dorval Dias, Liliana Cardoso, Jos&amp;eacute;  Machado Leal, Egizelda Char&amp;atilde;o, Ad&amp;atilde;o Bueno, Rodrigo Canani Medeiros, Maria Elena  da Costa Porto, Cristiano Silveira, Ruty Telles, Odilon Ramos, Emerson Xavier  Pereira, Fabr&amp;iacute;cio Marques, Suelen Amaral, Jo&amp;atilde;o Lori de Abreu, Wilson Ara&amp;uacute;jo,  T&amp;ocirc;nia Mariza, Alvandir Oliveira, Francisco Azambuja, Milene Amaral, Joel  Capeletti, Sebasti&amp;atilde;o Fonseca, Cesar Nunes, Valdemar Camargo, Duane Rodrigues,  Patroc&amp;iacute;nio Vaz &amp;Aacute;vila, Romeu Weber, M&amp;aacute;rcia Graciola, Lenoar Farias, Jacy Farias,  Severo, Juarez Machado de Farias, Pedro Darci de Oliveira, Jurema Chaves, Esther  Christina, Etevaldo Moreira, Samuel Jobim, Zanildo Barbosa do Nascimento, Marco  Ant&amp;ocirc;nio Dutra, Cid Mariano, &amp;Iacute;talo Dorneles, Rosana Pereira, Leandro Ara&amp;uacute;jo, Luiz  Afonso Torres, Maria Alice, Guilherme Piant&amp;aacute;, Fernando Ara&amp;uacute;jo, Paulo Ricardo dos  Santos, Pedro J&amp;uacute;nior da Fontoura, Xiru Antunes, Jos&amp;eacute; Henrique Azambuja, Delci  Oliveira, Adriana Braun, Luciano Salermo, Guilherme Colares, Paulo Ara&amp;uacute;jo,  Lorensoni Barbosa, Marco Aur&amp;eacute;lio Campos, o Boca (considerado por muitos como o  maior declamador de todos os tempos no Rio Grande do Sul) al&amp;eacute;m de muitos outros,  os quais estamos preparando uma nova lista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE: BLOG DO L&amp;Eacute;O RIBEIRO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-23 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>O chimarrão por Nico Fagundes</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=201</link>
			<description>&lt;h2&gt;&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;b&gt;As ervas: h&amp;aacute; diferentes variedades? O gosto varia? Como escolher?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Sim, das mais finas e procuradas at&amp;eacute; as mais grosseiras e amarguentas. Tamb&amp;eacute;m influi no gosto da erva a qualidade do solo. A escolha depende de gosto pessoal. Hoje em dia, tem erva que j&amp;aacute; &amp;eacute; vendida misturada com ch&amp;aacute; ou a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, por exemplo. Os dois mais famosos munic&amp;iacute;pios produtores de erva no Estado s&amp;atilde;o Ven&amp;acirc;ncio Aires e Palmeira das Miss&amp;otilde;es. Os ervais sempre foram naturais, mas j&amp;aacute; existem ervais cultivados. Colhe-se a erva no m&amp;ecirc;s de agosto, cortando os galhos de baixo para cima. Os galhos t&amp;ecirc;m de secar um pouco no sol e depois passam pelo carijo - uma arma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de madeira com dois metros de altura com fogo embaixo. No carijo, a erva fica pelo menos 24 horas, sempre com fogo aceso, para sapecar bem. Depois, vai para o forno e, enfim, para a moagem. Eu j&amp;aacute; fiz no meu rancho, onde tenho v&amp;aacute;rios p&amp;eacute;s de erva mate do tipo amarguenta. &amp;Eacute; assim: cortados os galhos de baixo para cima, antes da primavera, &amp;eacute; preparado o &quot;macaco&quot;, um feixe de galhos finos atados pelo meio com cip&amp;oacute; ou mbira. A&amp;iacute; o &quot;macaco&quot; &amp;eacute; pendurado em cima do fog&amp;atilde;o e fica ali se balan&amp;ccedil;ando por uma semana ou duas, sem qualquer cuidado. Quando as folhas est&amp;atilde;o bem secas, &amp;eacute; s&amp;oacute; quebrar os galhinhos com as m&amp;atilde;os, botar tudo no pil&amp;atilde;o e socar bem. D&amp;aacute; um mate bueno barbaridade, mas forte como sapato de padre!...&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;*&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Receita: &amp;eacute; uma s&amp;oacute; ou cada um faz de um jeito? O que deve ter um bom chimarr&amp;atilde;o?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cada mateador tem o seu jeito. H&amp;aacute; o preconceito de que mulher n&amp;atilde;o sabe cevar o chimarr&amp;atilde;o... Uma boa cuia, uma bomba de prata com bocal de ouro para que n&amp;atilde;o queime os bei&amp;ccedil;os - e com &quot;pitanga&quot; no meio para amenizar o soco da &amp;aacute;gua quente na boca -, uma boa erva que n&amp;atilde;o seja amarga demais e &amp;aacute;gua entre 85 graus e 92 graus, nunca &amp;aacute;gua que j&amp;aacute; ferveu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Etiqueta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quem prepara o chimarr&amp;atilde;o sempre toma o primeiro e depois serve a roda no sentido contr&amp;aacute;rio ao dos ponteiros do rel&amp;oacute;gio. Quem toma o chimarr&amp;atilde;o a cada vez tem que fazer a cuia roncar, para mostrar que a &amp;aacute;gua acabou. S&amp;oacute; se toca na cuia (o mateador e o tomador) com a m&amp;atilde;o direita. Quem quiser parar s&amp;oacute; precisa dizer para o mateador: &quot;Obrigado&quot; ou &quot;Gracias&quot;. S&amp;oacute; se dizem essas palavras na hora de parar. Se algu&amp;eacute;m disser quando recebe o primeiro mate, a cuia n&amp;atilde;o vai mais chegar para ele...&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;b&gt;Utens&amp;iacute;lios&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A melhor chaleira para o chimarr&amp;atilde;o &amp;eacute; a de ferro. A melhor cuia &amp;eacute; a de flor de porongo. Tem muitas maneiras de preparar a cuia para o chimarr&amp;atilde;o, de &quot;curar a cuia&quot;. Eu curo a cuia nova com a erva usada de outras cuias. Ponho a erva que j&amp;aacute; serviu na cuia nova, um pouquinho de &amp;aacute;gua se est&amp;aacute; muito seca e numa semana &amp;eacute; s&amp;oacute; botar essa erva fora, lavar a cuia nova com &amp;aacute;gua e matear a vontade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; At&amp;eacute; bem pouco as senhoras estancieiras, filhas e amigas faziam dentro de casa a sua &quot;rodinha de chimarr&amp;atilde;o&quot;, s&amp;oacute; que era mate doce, ou mate de leite, e as cuias eram sempre de porcelana, hoje caras pe&amp;ccedil;as de museu. Tamb&amp;eacute;m existe, como no Paraguai, cuia de guampa. E aqui no RS tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; vi, mas raramente, cuia de &quot;taquaru&amp;ccedil;u&quot; e cuia de madeira, al&amp;eacute;m de muita cuia de pl&amp;aacute;stico, o que me pare&amp;ccedil;e um horror.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Um pequeno hist&amp;oacute;rico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quando o jesu&amp;iacute;ta chegou aqui, em 1626, j&amp;aacute; encontrou o tape guaranizado tomando mate, com cuias como as nossas, com a bomba &quot;taquap&amp;iacute;&quot; e chaleira de barro. O ga&amp;uacute;cho nasce na Am&amp;eacute;rica tomando chimarr&amp;atilde;o. N&amp;oacute;s, ga&amp;uacute;chos brasileiros, nunca tivemos o h&amp;aacute;bito do terer&amp;ecirc;, que &amp;eacute; um mate frio, muito usado pelos mato-grossenses.&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;u&gt;Curiosidades&lt;/u&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Existe algum bar ou restaurante que serve chimarr&amp;atilde;o?&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Muitos hot&amp;eacute;is do interior do Rio Grande do Sul t&amp;ecirc;m chimarr&amp;atilde;o &amp;agrave; disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos h&amp;oacute;spedes. Agora tem at&amp;eacute; faculdade do chimarr&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Chimarr&amp;atilde;o, p&amp;oacute;s-churrasco, pode ajudar na digest&amp;atilde;o?&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; O chimarr&amp;atilde;o &amp;eacute; digestivo. A erva mate tem muitas qualidades organol&amp;eacute;pticas. &amp;Eacute; bom para tudo. E quanto namoro come&amp;ccedil;ou com uma graciosa prenda alcan&amp;ccedil;ando a cuia de mate para o gaud&amp;eacute;rio visitante!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Outros pa&amp;iacute;ses tomam chimarr&amp;atilde;o? O ritual &amp;eacute; igual?&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Sim e sim. A Argentina, o Uruguai e o Paraguai, principalmente. No Brasil, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran&amp;aacute; e os dois Mato Grosso. Mas o mate existe em todos os Estados onde o ga&amp;uacute;cho se estabeleceu. E at&amp;eacute; fora do Brasil. Disse o poeta:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &quot;Assim &amp;eacute; o mate&lt;br /&gt; Foi deus&lt;br /&gt; quem inventou o chimarr&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; O &amp;iacute;ndio, nessa ocasi&amp;atilde;o,&lt;br /&gt; quando a saudade se expande,&lt;br /&gt; tem o mapa do Rio Grande&lt;br /&gt; na palma da pr&amp;oacute;pria m&amp;atilde;o&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ENVIADO POR ANGELICA FRAGA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-21 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Alguns exemplos do modo Gaúcho de falar</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=200</link>
			<description>&lt;p&gt;NORTE DO&amp;nbsp;Rio Grande, SERRA CATARINENSE, Cultura?..... do Sul.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sotaque mais xucro, grosso e assustador de&amp;nbsp;todo o universo conhecido........(e do desconhecido tamb&amp;eacute;m) &amp;eacute; o nosso, oriundo do ga&amp;uacute;cho bravio, meio italianado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse dicion&amp;aacute;rio &amp;eacute; quase perfeito, especialmente para quem n&amp;atilde;o &amp;eacute; &#039;nativo&#039; deste ch&amp;atilde;o!!! &lt;br /&gt; E pra quem n&amp;atilde;o sabe falar com a gente ent&amp;atilde;o manda&amp;nbsp; o dicion&amp;aacute;rio abaixo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alemoa&lt;/strong&gt;: loura&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Ator&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: cortar &lt;strong&gt;Atucanado:&lt;/strong&gt; ocupado, atarefado&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Baita&lt;/strong&gt;: grande &lt;strong&gt;Bem Capaz&lt;/strong&gt;: jamais, nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o enfatizada&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Cagar a pau&lt;/strong&gt;: bater&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Camassada de pau&lt;/strong&gt;: apanhar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Campi&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: procurar &lt;strong&gt;Capaz&lt;/strong&gt;: verdade?&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Chuma&amp;ccedil;o&lt;/strong&gt;: conjunto de alguma coisa&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;C&amp;oacute;&amp;ccedil;a de la&amp;ccedil;o&lt;/strong&gt; : apanhar&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Cr&amp;ecirc;endios pai&lt;/strong&gt;: exclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando algo d&amp;aacute; errado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;De revesgueio&lt;/strong&gt;: de um tal jeito&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Finc&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: cravar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Garr&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;: calcanhar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Incebando&lt;/strong&gt;: enrolando, fazendo cera&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Ingrupi&lt;/strong&gt;: enganar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&amp;Iacute;n&amp;ocirc;z&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: amarrar (j&amp;aacute; viu palavra com todas as s&amp;iacute;labas com acento?) &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Intert&amp;ecirc;&lt;/strong&gt;: fazer passar o tempo com algo&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Intic&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: provocar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Invaretado&lt;/strong&gt;: nervoso&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Japona&lt;/strong&gt;: jaqueta de l&amp;atilde; ou de nylon&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;J&amp;oacute;ssa&lt;/strong&gt;: coisa&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Judi&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: mal tratar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Kakedo&lt;/strong&gt;: pessoas que n&amp;atilde;o valem nada&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Malinducado&lt;/strong&gt;: mal educado&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Pai&amp;ecirc;ro&lt;/strong&gt;: fumo de palha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;P&amp;acirc;nca&lt;/strong&gt;: modo de se portar, por exemplo: panca de motoqueiro(jeito de motoqueiro)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pare, home do c&amp;eacute;u&lt;/strong&gt;: parar, o mesmo que &#039;se par de bobo&#039; e&#039;deusolivre home&#039;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pardal&lt;/strong&gt;: radar fixo&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Pestiado&lt;/strong&gt;: com alguma doen&amp;ccedil;a&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Pexada&lt;/strong&gt;: acidente&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Pod&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: ultrapassar, ou cortar, o mesmo que pod&amp;aacute;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Poz&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: dormir em algum lugar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Rancho&lt;/strong&gt;: compra do m&amp;ecirc;s&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Relampejando&lt;/strong&gt;: trovejando&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Resbal&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;: escorregar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sinal&amp;ecirc;ra&lt;/strong&gt;: sem&amp;aacute;foro&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;T&amp;aacute;io&lt;/strong&gt;: corte&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Tchuco&lt;/strong&gt;: b&amp;ecirc;bado&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Trupic&amp;aacute;&lt;/strong&gt;: trope&amp;ccedil;ar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tri atucanado&lt;/strong&gt;: muito ocupado&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Tunda de la&amp;ccedil;o &lt;/strong&gt;: apanhar&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Vortiada&lt;/strong&gt;: passeio&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Ximia&lt;/strong&gt;: doce de passar no p&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-16 00:00:00</pubDate>
		</item>
	</channel>
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