O TURISMO AQUI DESCOBRIU O RIO GRANDE DE BOMBACHA
13/11/2008
Há muito que batemos na tecla de que turismo aqui é para vender nosso regionalismo e não a EUROPA BRASILEIRA.Parece que finalmente os doutores no assunto deram à mão á palmatória e os do governo que sempre foram distante das coisas culturais gaúcha, preferindo vender outra imagem do sul do que a verdadeira imagem nossa, a de gaúcho, também.
Os paulistas da CVC há mais de dez anos estão explorando, no bom sentido da palavra, nossa cultura para encantarem seus milhares de turistas que desembarcam aqui vindos principalmente de Minas Gerais e São Paulo. Além de terem comprado o Hotel Serrano que antes alugavam, os paulistas mostram aos gaúchos que seus clientes querem ver os nativos da terra e não a EUROPA BRASILEIRA querem beber chimarrão, vinho, canha, comer churrasco, comida regional de panela, tirar leite na mangueira, assistir tertúlias com música e poesia regional gaúcha e danças folclóricas.
Com isso logicamente entender para consumir nossa música, literatura, artesanato e tudo que a Serra bem produz. No governo Antonio Britto o Secretaria de Turismo pôs no ar nacionalmente uma bela campanha publicitária dos pontos turísticos gaúchos usando de fundo musical um samba carioca.
É duro de acreditar, mas eu ouvi ninguém me contou. Gostaria de saber quantos turistas vieram aqui pelo samba. O professor Kipendorff da faculdade de turismo da Suíça, certa feita na FIERGS, afirmou que turista quer cenários naturais, cultura local, hospitalidade, comer e beber bem e depois dormir seguro dentro das suas posses. O quesito hotel foi o último citado por ele propositalmente e fundamentado cientificamente em pesquisas, logo nossas observações a esse respeito feitas antes do europeu suíço, mesmo que empiricamente estavam corretas, porque, tem coisa que não precisa ser doutor para entender, ver, sentir. Então mesmo que seja só pela questão comercial, finalmente pressinto que o governo e as elites descobriram o Rio Grande do Sul verdadeiro na sua gente, na sua cultura e passaram ter menos vergonha desse jeito gaúcho admirado pelo mundo de Santiler e de Obama, regionalismo que disfarçadamente tem admiração aqui nas altas rodas, que podem e devem curtir o mundo dos outros, mas que não são justos quando neutralizam o nosso mundo, a nossa vida, o seu mundo do ser gaúcho.
É bom que se diga que só se gosta do que se conhece! Outro dia num elevador de um tradicional prédio comercial de Porto Alegre na LeonardoTruda, um cidadão de quarenta anos talvez, me perguntou o que era o material que tinha nas mãos e para que servia? Respondi, isso se chama Mala de Garupa, utensílio que o gaúcho usa no lombo do cavalo, firmado por de baixo dos pelegos da encilha, para guardar seus pertences ou fiambre, e quando está a pé, usa no seu ombro ou no braço. Agora aqui na cidade as empresas estão fazendo de souvenir, brinde personalizado. Há muito obrigado! Disse o curioso e continuou. Está em moda tudo o que é de gaúcho, mas eu não gosto, nem posso ouvir música gaúcha, tenho pavor. Fiquei pensando, que pena, esse foi mal iniciado, não conhece e tem preconceito. Essa é a questão, as pessoas emprenhadas pelo ouvido, tornam-se preconceituosas e aqui na capital de todos os gaúchos ainda se vê essa ignorância. O normal é as pessoas quererem saber da sua história cultural e o gaúcho não é uma invenção do Paixão Cortes e sim um resgate que transformou-se em resistência e para o turismo um produto que será a cada ano mais admirado se não perder a autenticidade.
Para pensar: A originalidade de um povo é muito mais importante que qualquer moeda ou moda estrangeira!
O DIA NACIONAL DA CULTURA
07/11/2008
Dia cinco de novembro foi o Dia Nacional da Cultura. É muito bonito saber que neste país, conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, há dia para tudo. E penso que essas datas tenham sido criadas para realmente reverenciar, lembrar dos fatos que deveria ser óbvios pela lembrança natural de todos. Ledo engano, considerando que estamos num país de analfabetos, vivaldinos, espertinhos de toda a ordem, o dia disso e daquilo, passa nas nuvens pela nação. O dia nacional da cultura muito mais, porque o país come por cultura o que não é. O que deveria ser convencional, é um invencionismo dos gigolôs culturais que todos os meses, com ajuda da mídia, lançam moda, visando o bolso e não o cérebro. Com exceção dos livros, que poucos lêem, daí as porcarias nem aparecem. Na música brasileira moderna que tem no disco escrito – musica é cultura, é um pavor, porque disco nunca foi cultura, deveria ser veiculo para tal e há décadas oferece o que há de mais insignificante de cultural. Noventa por cento da produção fonográfica brasileira é uma grande pornochanchada, letras sem profundidade, cheias de eu e você, você e eu, como se fosse poesia romântica e na verdade é uma letrinha de sexualidade apenas, instigando o povo em geral a vulgarização do relacionamento amoroso. Portanto as letras cantadas na mídia são apologias ao sexo, às drogas, a leviandade. Esta imposto e posto na mídia nacional, de norte a sul, de leste a oeste, a inversão dos valores sócio-culturais que fizeram das gerações recentes, gentes mal acabadas, sem nexo, sem conteúdo, pobre espiritualmente e infelizes. Sim, infelizes porque quando termina a noite, a barulheira e a droga, nasce o sol na cara que deve cravar no pelo dessa gente uma ressaca moral, como se estivessem acordando de um pesadelo e acordaram sim do pesadelo apenas, e agora ficaram sem rumo, porque a cultura nacional ditada pela mídia assim quis e fez. Dia cinco foi o Dia da Cultura Nacional, e que cultura? Professores ganhando o que ganham, a maioria mais velha entregando os pontos, cansados de lutar pelo bom ensino, outros professores mais novos, frutos dessa geração inculta, perderam a raiz, a essência, estão na era da perfumaria e vão como toco na correnteza. A historia cultural de um povo esta na arte e não na moda artística, está na história das lutas sociais e políticas, plasmada por nossos heróis que o civismo ascende quando a nação é culta e garante soberania. O regionalismo brasileiro é um bom exemplo, mas não tem preferência na mídia, a não ser aqui no Estado, as letras das músicas dessa corrente artística tem fundamento, versa de tudo com métrica, rima e com o que é muito mais importante, com mensagem virtuosa. Bem como disse o majestoso Lauro Rodrigues: “Se a honra perdura o Rio Grande está salvo, saíra do abandono e o grito do índio ecoando no pago dirá novamente, esta terra tem dono”. E a nossa terra tem dono, porque tem cultura própria.
Para pensar: A originalidade de um povo é muito mais importante que qualquer moeda ou moda estrangeira!
É TEMPO DE FEIRAS DE LIVROS
31/10/2008
Porto Alegre e as demais cidades gaúchas que promovem feiras de livro ficam diferente nesta época, um astral de emoção, de amizade, de união e fraternidade afloram. Em todos os níveis a sociedade se solta porque é temo das feiras de livros. Os que nem lêem se alvoroçam, os que lêem vão brilhar nas compras, nas visitas as barracas como se estivessem adquirindo a mais desejada guloseima. E é, pois estarão comprando livros, seu vício, para a felicidade do autor, do editor, da feira e da nação. Há quem diz que o vendido só trocará de prateleira, duvido, se o comprador não ler, alguém um dia lerá o livro daquela safra. A movimentação econômica de uma feira beneficia a todos na cidade. Ganha o hotel, o restaurante, o bar, o transporte, a indústria livreira, a mídia e claro, o governo que não dispensa impostos. As drogas são compradas ás escondidas e nem precisa de propaganda porque já teve no cinema e na televisão, o viciado vai as compras sorrateira mente apara saciar sua vontade. Vender cultura é um sacrifício, vender droga é fácil. Assim creio que devemos lutar sim contras as drogas, mas muito mais que a população se vicie em cultura, é a única forma definida de que vício seja virtude. Na primavera sempre será no Rio Grande do Sul tempo das feiras, primeiro das feiras de gado e logo das feiras de livro que a rigor, como dizia o Brizola, podia ter o ano inteiro, diferenciada por temas. Já pesaram como seria cada feira no mês? Janeiro – feiras de livros religiosos e exotéricos; Fevereiro – feira de livro das flores e plantas; Março – feira de livros de ensino; Abril – feira de livros de ciência; Maio – feira de livro de artes; Junho – feira de livro de estória e história; Julho – feira de livros da indústria e comércio; Agosto – feira de livros folclóricos; Setembro – feiras de livro da agricultura e pecuária; Outubro – feira de livro infantil e de romances; Novembro – feira de livros de fotografia; Dezembro – feira de todos os livros. Certamente teríamos o inicio fatal de viciar o povo na leitura, evidentemente calculando bons preços que de acesso á todos. É bem verdade que nessas alturas o caro leitor deva estar pensando, esse projeto é utópico, pois é, todos os projetos um dia foram utopia, e deixaram de ser quando acreditados, executados pelo amor a humanidade.
Para pensar: Cultura é a saída para tudo, mas de nada adianta um livro na prateleira!
AS CRIANÇAS DE TODOS OS TEMPOS
16/10/2008
Naturalmente todos nós tivemos esse período na vida, infância, uns mais ricos e outros mais pobres, mas igualmente criança que souberam curtir o tempo do seu jeito. É fato que muitas crianças não tiveram tempo de sê-lo, porque o mundo adulto lhe chegou mais cedo, mas com certeza esses não perderam o direito de sonhar, de vislumbrar seus desejos serem realizados.
Eu tive uma infância pobre para os padrões capitalista, mas confesso que fui feliz, não guardo nenhum constrangimento por isso, muito antes pelo contrário, porque ser pobre não é defeito, defeito é não ser digno. E na minha infância tanto nos bairros de arrabalde que vivi em Uruguaiana, quanto no meio rural, assisti mães e pais humildes educando seus filhos com todo carinho, amor, perseverança e atitude exemplar, que muita família dita de gente boa jamais tiveram . Mas penso que em todas as famílias e nas abastadas inclusive, há quem não deve sentir saudade da infância! É, mas eu sinto saudade da minha, e sentir saudade é um sinal muito positivo, porque só sentimos saudade do que foi bom, do contrário não temos do que ser saudoso.
Se por um lado tive materialmente restrições quando guri, posso afirmar que minha infância foi rica, emocionante, porque nessa inquietude dos guris de interior que se contentam com o que a natureza lhe oferece é algo fabuloso, é cheio de riqueza espiritual.
Hoje na era da infame televisão e da cibernética, qual guri passaria horas produzindo e remontando pandorgas no período dos ventos? Qual guri passaria horas e horas fabricando barcos de papel e brincando nos córregos das chuvas, viajando o mundo no imaginário e ou ainda levantando barragens, açudes e desvios os cursos de água das chuvas? Qual guri hoje desenharia seus brinquedos e os fabricaria na precária carpintaria caseira do pátio? Qual guri de hoje jogaria com bolas de pano? Quantos guris hoje estão fazendo acampamentos de escoteiros?
Não, todos os guris de hoje querem televisão, o vídeo-game e todos os brinquedos que eles nem imaginam como se fabrica e se isso lhes fazem feliz, que bom e que pena! Mas dia 12 mais uma vez foi o Dia da Criança de todos os tempos! Não creio que a felicidade das crianças esteja só nas guloseimas e nos brinquedos, sinto que a felicidade das crianças é também saber que os adultos lhe respeitaram como crianças, que trabalharão para alimentá-los, vesti-los, educa-los principalmente e que de quando em vez, sobrando pila, o retribuirão com presentes em dias determinados, pelos seus feitos de criança.
Então amigos leitores, os convoco neste momento para que pelo menos nesse dia abram o peito e soltem à criança que vibra dentro do seu coração. Deixem os olhos brilharem, a imaginação brotar, o sentimento voar e só depois de terem rido bastante, brincado muito com os filhos, com os netos, com os sobrinhos, voltem ao ser adulto bem de vagarinho, deixando exposto na cara um pedacinho de infância que o mundo será muito melhor. Com essa vibração de influencia sapeca, a vida adulta bem como a infantil, será mais alegre nesta cidade, neste estado e neste país que ainda não conseguiu libertar da escravidão, meninos e meninas, que todos os dias do ano envelhecem castigadas pela má sorte dos adultos esquecidas de que um dia foram criança.
Para pensar: Sou feliz porque tenho lembranças, seria mui pior se eu não pudesse ter tido infância.
AVALEIROS FARROUPILHAS E O LEÃO DO CAVERÁ
09/10/2008
Algo muito especial está acontecendo no Instituto Cavaleiros Farroupilhas e é bom para todos os Gaúchos! Para quem não conhece essa instituição de caráter cívico, cultura, social e educacional, forjada de direito há dois anos, com sede em Eldorado do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, mas que de fato existe há quinze anos? Sua primeira missão foi em 1993, na primeira Cavalgada Farroupilha, de São Borja a Uruguaiana em homenagem ao centenário da Revolução Federalista.
Há 15 anos os Cavaleiros desfilaram no 20 de setembro em Uruguaiana e fundaram o Piquete Tradicionalista Cel. Maurício de Abreu, entidade promotora de seus eventos a quem estiveram atrelados até 2005. De 1993 até hoje os Cavaleiros Farroupilhas já andaram em mais de três mil quilômetros de campo no Rio Grande do Sul, Uruguai e no Brasil, e desde 2006 o Instituto Cavaleiros Farroupilhas já fez excursões de relacionamento cultural na EUROPA, fundando o CTG União dos Ideais em Paris, realizou debates pela mídia no programa Galpão do Nativismo da Rádio Gaúcha e Gauchesco & Brasileiro do STC produzidos diretamente da Argentina em Córdoba e Corrientes , da China em Hong Kong e dos Estados Unidos da América em Nova Jérsei , naquele país, protagonizou a volta do Brasil ao Desfile das Nações em Nova Iorque.
Há dois anos promove, firmando como rota de turismo eqüestre, saindo de Viamão, a Cavalgada de Invasão Farroupilha e Resistência Imperial de São José do Norte. Realizou em 10 municípios gaúchos o projeto Esta Terra é Minha, ciclo de palestras sobre regionalismo e ecologia.
Em maio de 2008 a pedido do Exército Nacional, participou na coordenação e execução da Cavalgada 200 Anos de Osório que co-produziu com a TVE um documentário do evento, exibido como programa especial.
Agora em setembro de 2008, na sua 16ª. Cavalgada, os cavaleiros, por seu instituto farroupilha entram no cinema, filmando o evento que do Alegrete a Rosário do Sul, rasgou o dorso da Serra do Caverá em homenagem a Honório Lemos, Cel. Maurício de Abreu e os revolucionários de 1923, (revolta motivadora da queda do governo provincial que há 30 anos estava nas mãos de Borges de Medeiros).
O filme documentário O LEÃO DO CAVERÁ codinome de Honório, estréia dia 3 de novembro no 1º. Festival Internacional de São Paulo, antes porém , especialmente no Galpão Crioulo do Palácio Piratini para autoridades, imprensa, patrocinadores, produtores e cavaleiros no dia 29, 30 ou 31 de outubro, apoiado pela Governadora Yeda Crusius que apresenta no filme o documentário ao mundo. A produção cinematográfica é do ICF em parceria com a MBC Vídeo. Tem direção fotográfica do experiente Arno Maciel (ex - TV Globo), vencedor do festival de cinema de Gramado na categoria documentário em 2008, a idealização e direção musical é deste colunista, modesto compositor e cantor gaúcho. A história do nosso Leão do Caverá é rica, foi contada na película por várias pessoas em especial pelos historiadores Alcy Cheuiche , Nico Fagundes e Jorge Telles, bem como de netos e bisnetos de Honório Lemes. A trilha dos revolucionários é mostrada e foi refeita pelos Cavaleiros Farroupilhas da 16a. Cavalgada que com autenticidade visitaram locais estratégicos na Serra do Caverá , de emocionante cenário em magnífica marcha. O custo do investimento, tratando-se de cinema, foi muito econômico, não atingirá cem mil reais e foi até agora suportado pelo ICF que está captando apoiado na Secretária da Cultura Mônica Leal, primeira incentivadora do plano filmar nascido na EXPOINTER 2008. Das exibições, além dos festivais de cinema que o credenciarem e dos canais de TV que se interessarem , o ICF quer exibi-lo em todas as escolas públicas do Estado, como aula de história para alunos e professores, também como exemplo de que, quando se quer algo sendo pelo bem de todos, qualquer pessoa, física ou jurídica, pode atingir sua meta, como atingiram os Cavaleiros Farroupilhas nesse sonho que é do seu lema: “Fazendo Pátria Semeando Cultural!”.
Para pensar: O recurso material ajuda na vida, mas não resolve se não houver recurso humano com ideal !
SÃO PAULO VOLTOU A SER DA “GAROA”!
30/09/2008
São Paulo é um termômetro social do mundo, evidentemente primeiro do Brasil. Estive lá sexta e sábado (25 e 26 de setembro) e há muito não ficava para passear naquela selva de pedras, que me pareceu mais verde, mais humanizada e mais brasileira culturalmente. Lembro bem, que nas décadas de 80 e 90, quando mais vezes estive por lá, com mais tempo de passear, São Paulo era a coqueluche dos shoppings, que surgiam um a cada mês, das danceterias e discotecas, uma em cada esquina. Tudo que se via nos shoppings principalmente era escrito em inglês, nas festas o ruído americano, uma invasão brutal da norteamericanisação a toda prova. Assistir um show de artista brasileiro cantando em português era quase impossível, um bar com musica nacional, não existia mais. No final dos anos noventa em mais uma investida com tempo na grande capital, notei que as lojas e restaurantes dos shoppings estavam identificados em português. Achei isso um ótimo sinal, e sexta feira passada, parti para a noite paulista e fiquei realizado, encantado, enobrecido, de bota e bombacha, chapéu tapeado, visitei , segundo indicação dos próprios paulistas o melhor bar e restaurante da cidade – O Bar da Brahma , que fica na Ipiranga esquina São João. Um sucesso em todos os sentidos, lugar simples, quatro ambientes com música ao vivo, dos quais três com a nossa extraordinária musicalidade nacional e mais dois dos ambientes com o samba de raiz. Coisa de loco! Uma maravilha, artistas jovens mandando lenha, com muita energia e gosto, no velho samba brasileiro, sempre atualizado nos temas. Isso sem duvida é outro lindo e grande sinal que a nova geração paulista está muito próxima do regionalismo, do autêntico. São Paulo quando adere um segmento qualquer, sai de baixo! Tive noticia, mas não deu tempo para visitar que estava acontece noutro canto da cidade, uma feira caipira contando a história dessa cultura paulista de raiz. Achei outro sinal muito positivo, investimento social no regional. Bem, dizer do sucesso que faz nossas pilchas pode soar exibimento , mas não é. A nossa pilcha encanta nas ruas, no hotel, no shopping, nos bares, atrai as pessoas que espontaneamente vem ao encontro saudar com alegria essa atitude de defesa da cultura do pago. No consulado Americano, por exemplo, onde estive para renovar meu visto, fui carinhosamente tratado por todos, pelo povo e pelas autoridades, com distinção e claro que era pelas pilchas . Viajei pilchado como sempre, mas na quinta-feira, saído de uma palestra em Canoas, no último avião da rota, esqueci de levar uma pilcha de muda e na volta usei jeans de chapéu campeiro, que foi o suficiente a que as pessoas me saudassem na passada dizendo: E ai gaúcho como foi a Semana Farroupilha? Que bonito isso de vocês de não perderem as origens e ai por diante...
E é graças a esse espaço de jornal, rádio que dispomos, somado a força de todos os anônimos que vestem naturalmente as pilchas , que o Brasil já sabe de nós e respeita essa atitude cívica que não podemos perder jamais e nem mercantilizar, porque um ideal não se vende, simplesmente se expõe sem medo de ser feliz.
Para pensar: Há quem diga que nossa cultura não passou o Imbituba , que pena dos caranguejos!
AS CAUSAS DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA
24/09/2008
Buenas Amigos!
No dia 20 de setembro oficialmente encerrou a Semana Farroupilha e não podia ser outra nossa matéria se não seguir contando a minha maneira, o que aprendi com o historiador Antônio Augusto da Silva Fagundes, sobre as principais causas da revolução eclodia há 173 anos, que não foi só pela causa do charque, foi por causas sociais, econômicas, militares, políticas e maçônicas.
Das causas SOCIAIS salientamos que: O império só se preocupava em onerar a Província de São Pedro do Rio Grande. Se precisava de soldados convocava a força; Os que morriam peleando azar da família, os mutilados azar deles que se virassem como peão patieiro quando muito ou mendigo;
Para o Rio Grande do Sul que sempre viveu em guerra podemos imaginar quantas estâncias foram dizimadas na defesa do Império, quantas tropilhas foram requisitadas, quanto gado foram abatidos, quantos homens foram mortos, quantas viúvas, órfãos e mutilados ficavam desassistidos?
Das causas ECONÔMICAS salientamos que a Província de São Pedro do Rio Grande, sempre fora estalagem do império. A corte levava quase tudo dos impostos e não devolvia nada, deixava o mínimo para sustento institucional, o exército imperial em tempo de paz, sem pedir permissão, sem consentimento ou medir conseqüências de prejuízo do estancieiro, se aboletava numa estância e a sugava sem restituição pelo sustento;
Das causas MILITARES salientamos que a maioria dos oficiais farroupilhas já tinham defendido o império em outras campanhas e esses sempre foram relegados a quinto plano, eram os primeiros chamados a qualquer sinal de invasão castelhana e nunca lembrados para receber melhores soldos, honraria e terras, além de verem seus bravos e humildes soldados que só saiam do campo de guerra depois do último tiro, voltar aos seus ranchos ao trabalho de peão sem nenhum reconhecimento;
Das causas POLITICAS salientamos que muitos filhos de estancieiros iam estudar na EUROPA e voltavam com os ideais republicanos, a corrente liberal crescia na América, a abdicação do trono por D. Pedro I e o período regencial descontrolado, colaborava para os liberais imprimirem seus ideais.
Das causas MAÇONICAS temos a adaptação da Maçonaria aos princípios republicanos na divisão dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Como de antes, muitos dos farroupilhas e chefes militares-políticos sul americanos eram maçons, a criação de lojas na Argentina, Uruguai e Brasil tornou-se campo fértil dos ideais republicanos, onde foi decisiva sua influência na plano da revolução, e Bento Gonçalves era o Venerável da loja em Porto Alegre, junto de Gomes Jardim, Boticário, David Canabarro , Domingos José de Almeida e outros.
Agora 20 de setembro de 1835 está vivo entre nós e a mui valerosa Porto Alegre dos imperiais, curvou-se a cultura gaúcha que fez nela um dos maiores desfiles do Estado e o maior Acampamento Farroupilha de todos os tempos, definindo claramente quem foi vitorioso dessa ímpia e injusta guerra, e que sirvam nossas faças de modelo a toda terra!
Para pensar: Povo que não tem cultura acaba por ser escravo!
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Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, há lua de pesca melhor que as outras, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios, os escoteiros e Chico Pescador de Sans Soucy que respeitam a natureza. Na semana passada reverenciamos o Dia da Independência do Brasil, dia 8 Dia da Alfabetização e dia 11 Dia da Proclamação da República.
Todos concordamos , são três datas muito significantes para todos nós brasileiros que devemos nos questionar se realmente somos um país independente, se esse país trata dignamente da educação e se somos ou não uma república? Sinceramente eu não tenho certeza de que estamos gozando dessa felicidade. Acho que falta e muito para nos enquadrarmos como independentes, alfabetizados e numa república. O fato de termos rompido com Portugal não significa ter soberania, é verdade, ficamos um estado independente de Portugal, mas os grilhões das correntes do sistema mundial econômico vigente, pela falta de patriotismo dos políticos, nos tornaram muito mais dependentes, e com a forma do estado brasileiro tratar do ensino, com salários ridículos dos professores, com universidades federais que só abonado estuda, todos os dias nos distancia mais e mais da alfabetização nacional e da independência. Quanto a nossa república que desmamou a família real, criou um outro tipo de condomínio familiar que tocam os negócios do país desde que Marechal Fonseca foi presidente até hoje. Logo a república é de fachada! Luiz Ignácio de Bragança não mede esforços para fechar os olhos e ouvidos, enquanto a família real e as outras do condomínio prosperam. Ainda bem que as famílias da antiga República Rio-grandense não desanimaram e continuaram produzindo o filé minhon das cortes. A prova está nas expointers que batem recordes ano a ano, na vã esperança de que um dia a coisa mude. E vai ter que mudar, pois o povo pelo menos aqui do sul come costela gorda de gado novo, todas as semanas, nutrindo corpo e mente, pelo orgulho de ser gaúcho laçador da liberdade, produtivo, expansivo, aventureiro e pelador se precisar. As eleições municipais estão aí, logo virão as estaduais e nacionais, o melhor momento de nos independizar-mos dos que não querem que sejamos independentes, soberanos como cidadãos e como nação.
Para pensar: Povo que não tem cultura acaba por ser escravo.
O Dia dos Artistas
05/09/2008
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, há lua de pesca melhor que as outras, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios, os escoteiros e Chico Pescador de Sans Soucy que respeitam a natureza.
Na semana passada em setembro reverenciamos no dia 28 o dia avicultura, dia 29 dia nacional de combate ao fumo e nascimento de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, dia 31 dia do Nutricionista.
De todos os dias festivos da semana escolho para falar do artista. Imaginemos o mundo sem os artistas? É impossível! Essa gente tem um espírito diferente do comum, são seres superiores sim, porque tiveram do criador o dom da arte, e arte é estar mais perto de Deus. A inspiração artística é se ligar numa força cósmica, invisível, que só o artista sente. É estar em estado de graça. Pena que isso não elege o ser bom ou mau. Mas num geral os artistas são bons, tanto é verdade que não existe presídio com coral, orquestra, conjunto, balé, teatro, nem escola de samba, prova que o artista é do bem. A inspiração é uma capacidade de sentir uma mensagem, captar do astral o mandamento divino pela sensibilidade. Podemos dizer que todo artista é um médium, gente que tem o dom de recebe algo do mundo invisível. Quando se compõem uma música por exemplo , e eu sou músico compositor e poeta, temos que logo, digamos da “criação” ler se for poesia e executar quando for música a obra várias vezes para decorar. Ta aí prova de que se fosse minha a obra não precisaria de decora-lá . E se essa fosse minha, então estaria adormecida dentro de mim, abrindo outra prova cabal, da existência e imortalidade do espírito ou da consciência. Mas bem, esse é outro assunto, volto ao ser artista! É muito bom ser artista, mas muito sacrificante, porque no plano terreno a vibração está muito ruim, também por causa do artista que tem o dever, de elevar essa vibração da consciência humana a um nível satisfatório de bondade, harmonizando o planeta. Assim o bom artista acaba passando por necessidades materiais, porque são poucos que dão importância a cultura. A maioria humana esta adormecida, ignorante, mal conduzida.
Por isso quando vejo, ouço ou leio de artistas se ocupando com temas vulgares, invertendo valores sociais e culturais, compreendo sua necessidade, mas me entristece, porque ali ele estará servindo o mal e não ao bem que é virtuosidade. Portanto neste dia dos artistas que é hoje, aos que estiverem me escutando, peço carinhosamente que reflitam sobre este texto que é da minha inspiração, percepção, visão, sentimento, e não de minha propriedade. Que entrego a todos querendo verdadeiramente abrir seus corações, do mundo a dar valor ao artista do bem, e do artista a procurar o norte não material, que é conseqüência de qualquer labor, e não o fim. Viva o dia dos artistas!
Para pensar: Arte e artistas vieram para revolucionar pelo bem!
MTG num rumo Político.
21/08/2008
Buenas Amigos!
Na quinta 14 de setembro o projeto da Semana Farroupilha foi lançado com pompas no Palácio Piratini, infelizmente sem a presença da governadora que se encontrava amolada, mas que foi muito bem representada pelo Chefe da Casa Civil, de extraordinária e sincera manifestação. Falaram na solene reunião Oscar Gress , presidente do MTG que agradeceu muito a todos os incentivadores do evento mais popular do estado; Manoelito Savaris presidente do IGTF lançou o livro que versa sobre nossos símbolos, e ainda falaram a Secretária Mônica Leal, que fez justo desabafo de sua atuação na cultura que sofre pressão, por contrariar a camarilha que sempre mamou na teta da cultura e nestas alturas estão desnutridos, sedentos da mamata. Falou o secretário de Turismo que creditou ao Deputado Lara o desfile temático de Porto Alegre. Foi merecida a reunião gauchesca nos moldes palaciano porque realmente quando se fala em povo gaúcho e se promove eventos como o da Semana Farroupilha, depois da nobreza dos galpões só o Palácio Piratini merece tal distinção porque esse foi construído pelo sangue e suor dos gaúchos, podemos dizer que é nosso galpão maior. Apesar de tudo pressinto que o sentido da Semana Farroupilha esta saindo do eixo, envereda para especulação política e comercial, o que não é ruim, se for a política e as empresas investindo no MTG, e não o inverso. É fato que a movimentação regionalista gaúcha capitaneada pelo MTG foi considerada pela ONU na década de 90 o maior fenômeno sócio-cultural do planeta, por isso é cortejado! Mas também é fato que o mesmo MTG que sem querer e pedir alcançou esse status, esta fazendo de tudo para perdê-lo, e não é de agora. Acho que o presidente atual é muito bem intencionado, gosto bastante dele como pessoa, só não tenho certeza se é ele mesmo que manda chuva. A forma de aproximação do MTG a política, me parece muito como de um partido, querendo galardão em troca de apoio político. Coincidência ou não já fez de um major, coronel, assessor parlamentar na assembléia e presidente do IGTF, salvo eu esteja muito enganado, esse daria tudo a um mandato legislativo, o que é direito de qualquer cidadão, mas aí que buscar caminhos legítimos, ou seja, largar o gauchismo filiar-se num partido e ir à luta. Digo isso não por mal, mas porque gosto, entendo, estudo e divulgo o movimento tradicionalista, por existir nele, gentes de todas as classes sociais, credo, cor, partido político e níveis de intelectualidade, que o tornaram grande, (fenômeno), e pode se esvaziar, por isso e mais, se os políticos começarem a dizer, como já ouvi que foram eles que fizeram à grandeza dessa movimentação cultural, que foi e é espontânea desde 1947, patrocinada por abnegados e logo pelo ímpeto da sociedade rio-grandense que paralelamente até hoje carece de atenção política de toda ordem. Acho correta a estratégia do governo em investir na cultura desta terra que tem dono – como disse Sepé , hoje os gaúchos de sentimento nativista que fizeram o MTG crescer, porque sempre esteve distante da política.
Para pensar: A vida é uma política... mas não essa que anda ai!
CAVALEIROS FARROUPILHAS VÃO AO NORTE
23/07/2008
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios, os escoteiros e Chico Pescador de Sans Soucy que respeitam a natureza.
Os Cavaleiros Farroupilhas , assim denominados e reconhecidos pelo Governo do Estado , MTG e pela Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, membros do Instituto Cavaleiros Farroupilhas, entidade de caráter cívico, cultural, educacional e social, apoiada pelo Exército, Polícia, Receita e Ministério Público Federal, já bateram casco de 1993 até hoje em mais de 5 mil quilômetros de estradas em eventos nos campos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e na República Oriental do Uruguai.
O grupo viaja sempre a cavalo desenvolvendo integração entre os povos e regiões nacionais e internacionais, disseminando cultura regional por palestras, debates, tertúlias poéticas musicais que oferecem graciosamente as comunidades, resgatando história e abrindo rotas de turismo
eqüestre.
Com o objetivo de reverenciar os gaúchos, brasileiros e portugueses que tombaram em 16 de julho de 1840 em defesa de um ideal, e saudar a ARACRUZ e a Cidade pela conquista do porto inspiração e sonho farroupilha que modernamente fortalecerá a economia estadual e nossa memória por Giuseppe Garibaldi, patrono do Terminal Portuário Privado Internacional da Aracruz , o Instituto Cavaleiros Farroupilhas promoverá a 2ª. CAVALGADA DE INVASÃO FARROUPILHA E RESISTÊNCIA IMPERIAL DE SÃO JOSÉ DO NORTE de 16 a 20 de julho, partindo ás 8 horas do dia 17 da Cruz das Almas em Viamão – local onde morreu combatendo o jornalista dos farrapos Luigi Rossetti.
Esse evento que foi idealizado por Dorotéo Fagundes e Fernando Costamilan no ano passado , pretende virar rota eqüestre de turismo histórico e já faz parte do calendário de eventos de São José do Norte.
PROMOÇÃO – Instituto Cavaleiros Farroupilhas ( icf@tarca.com.br ou fones > (51) 3499.2439 e 3499.2473)
REALIZAÇÃO – Sistema Tarca de Comunicação
PATROCINIO – F. Andreis Cia Ltda , SULRICE Corretora de Mercadorias, DALQUIN Rações SANO- VITOSAN
APOIO – 6ª. DE do CMS, Maçonaria Unida do RGS (Lojas União e Sinceridade 103 e Menotti Garibaldi), Programas Gauchesco & Brasileiro do STC e Galpão do Nativismo da Rádio Gaúcha, Instituto Histórico e Geográfico de São José do Norte, Prefeitura Municipal, MTG e Ordem dos Cavaleiros do RGS.
Para pensar: Todo pensamento um dia se materializa!
NÃO EXISTE NAÇÃO SEM IDIOMA
18/07/2008
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios, os escoteiros e Chico Pescador de Sans Soucy que respeitam a natureza.
Nesta semana de 14 a 19 de julho comemoraremos dia 16 Dia da Invasão Farroupilha de São José do Norte, dia 18 Dia da Sagração e Coroação de Dom Pedro II, dia 19 Dia da Caridade e dia do Futebol.
A corrupção no Brasil nesses tempos vai de mal a pior! Os atos dos nossos heróis, políticos do passado e os dos políticos do presente tem qualquer coisa de descomunal diferença.
Os homens do passado – por exemplo – Bento Gonçalves em 16 de Julho de 1840 invadiu São José do Norte e com a situação controlada, para não matar inocentes, ordenou retirada; Se isso fosse hoje a mente política certamente mandaria saquear a cidade e matar quem se mexesse.
Na Revolução de 23 quando os Generais adversários, Flores da Cunha e Honório Lemes resolveram acordar o fim da peleia – Honório antes de ir ao assunto com Flores indagou? Como o Senhor quer que lhe trate de Doutor ou de General? Flores respondeu-lhe – me trate de Doutor porque General é o Senhor! Se fosse os homens de agora se perguntariam, quanto nós vamos ganhar para assinar esse tratado de paz?
No governo de Borges de Medeiros os ingleses concessionários da construção das estradas de ferro do Rio Grande do Sul, em visita ao Palácio para assinar os contratos do serviço, sinalizaram ao presidente estadual que havia já calculado no valor total da obra, vinte por cento de comissão ao chefe político pela sua assinatura. Borges então respondeu-lhes sem remorso – aumentem 20% da nossa malha férrea e estamos conversados. Se fosse os homens de agora, diriam: Pois não meu Patrão esse é número da minha conta no exterior, depositem lá o valor que depois eu assino. Os corruptos no passado ofensores das instituições governamentais eram discretamente tirados de sena ou mortos acidentalmente, no presente um juiz manda prender e um ministro manda soltar! Que homens são esses de todos partidos que covardemente se reúnem e negociam o estado, a pátria e sorriem para as câmeras? Que homens são esses me Deus? E até quando teremos que vivenciar essa calamidade moral das nossas elites? Que ao invés de discutirem as graves atitudes dos corruptos, preferem filosofar se a polícia agiu corretamente ou não cumprindo o seu dever? A ordem de prisão! Como escreveu Lauro Rodrigues – “Pobre Pátria de vinte e tantas zonas, que tem no ventre o Amazonas e agonizam de fome nas cidades. Vôos de macacos galhofeiros plageiam o viver dos estrangeiros dês do batismo as universidades. Acorda Brasil antes que a boca de um fuzil não te permitas despertar jamais!”
Para pensar: Que homens são esses?
NÃO EXISTE NAÇÃO SEM IDIOMA
03/07/2008
Buenas Amigos!
O nosso idioma originário do latim, fala-se ainda em vários cantos do planeta por onde os portugueses estiveram navegando e acamparam formando colônias. Aqui no pago, falamos esse idioma porque os gaúchos resolveram ser brasileiros, do contrário nossa língua seria a espanhola. Mas como os gaúchos daqui são açorianos miscigenados com índios, negros, bugres e até mesmo com espanhóis, imperou nosso complicado idioma de fala e escrita Português que na fronteira criou o portunhol , que no campo criou o gauchês , quase um dialeto, fala regionalista com quase sete mil palavras muito bem compiladas no dicionário de Regionalismo do Rio Grande do Sul, dos grandes gaúchos irmãos e amigos Zeno e Rui Cardoso Nunes. Nele aparece muito o arcaísmo português ainda falado pelos gaúchos, que sustenta a raiz da luza linguagem, que nos orgulha e nos conforta na possibilidade dos relacionamentos, muitos escritos, pajados , cantados, recitados da lavra de nossos autores antigos aos mais modernos que pintaram literárias aquarelas dos usos e costumes regionais gaúchos. Também dizendo de geografia e história, contribuindo fortemente pela manutenção das expressões que aqui fundiram razão, cruzaram os tempos e se manterão a lo-largo , pela autenticidade gaúcha cultuada nestas plagas e agora em vários cantos da terra, pela expansão do movimento tradicionalista e da corrente artística regionalista gaúcha, considerado pela ONU o maior fenômeno sócio cultural do planeta.
Preocupa-me o ímpeto estrangeirista nacional das elites que copiam ao povo suas modas imprimindo a perda de identidade cultural brasileira, destruindo a Nação.
Para pensar: Alto lá, esta terra tem dono! Disse Sepé , mas só será de fato se soubermos cultiva-la responsavelmente mantendo em primeiro o nosso idioma.
PEDRO RAIMUNDO PRECURSOR DO CANTO POPULAR GAÚCHO
27/06/2008
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, lembramos aos pescadores que não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza.
Nesta semana ainda comemoramos dia 29 – Dia de São Pedro, santo padroeiro do Rio Grande do Sul, que também é o dia de nascimento de Pedro Raimundo, o catarinense mais gaúcho de todos os tempos e o mais famoso cantor regionalista das décadas de 50 e 60, dia 02 marca – Dia do Hospital.
Foi justamente no dia de São Pedro no ano de 1906 em Marui SC, que nasceu o famoso Pedro Raimundo, artista que empolgou multidões pelo rádio e que inspirou Luiz Gonzaga - usar a roupa de vaqueiro nordestino em suas apresentações. Tanto um quanto o outro foram astros precursores do canto regional do Brasil. Era o Sul e o Nordeste plasmados culturalmente no Rio de Janeiro por seus talentos, ensinando o país a glorificar sua arte regional.
Pedro Raimundo antes de ser ídolo nacional, viveu em Porto Alegre, foi funcionário da Carris e sempre esteve envolvido com música. Aos novos valores que surgem atropelando a tradição, bem que poderiam se espelhar em Pedro Raimundo que embora já tivesse formação jazistica, enfrenou o regionalismo autentico e fez fama sem precisar descaracteriza-lo.
Nossa recente estada e convívio com brasileiros nos EUA – em New York e New Jersey, de 18 a 26 de junho no 34º. Desfile das Nações em New York e no 4º. Encontro Internacional da Tradição Gaúcha, comprovamos que eles também querem consumir a arte regional pura dos pampas e que não se emocionam com os manifestos musicais eletrizantes e sem mensagem de hoje, mesmo que de bota e bombachas, porque são exibidos sem compromisso cultural . Pedro Raimundo está vivo em suas obras e nas dos que não perderam a razão de cantar o pago como ele é, sem modismos, do jeito que o mundo gosta do regional gaúcho, que está nos seus melhores compositores e cantores, requintado e culto.
Para pensar – A natureza não se força porque causa danos ao homem e ao seu ambiente!
A VERDADE DE GILDO
18/06/2008
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, junho é o mês do meio ambiente e da ecologia, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza.
Neste mês ainda comemoramos dia 19 o Dia de Nascimento de Gildo de Freitas em 1919, e dia 21 dia do nascimento de Machado de Assis em 1839.
No que diz respeito ao nosso regionalismo vamos saudar o grande Gildo de Freitas, um revolucionário compositor e cantor. Trovador dos buenos , de pouco estudo, mas de uma sensibilidade que só os verdadeiros artistas têm. Daí quando se diz que alguém é de poucas luzes, logo se interpreta um sujeito que estudou pouco, errado, pois existiu e existe no mundo muitos considerados analfabetos, mas de luz interior maior do que grandes literatos, desses que vomitam cultura e não tem luz própria. São os teóricos que sustentam o poder pelo poder e não para avançar nos tempos pelo bem comum. Gildo de Freitas na sua singeleza compunha e cantava sabiamente a liberdade em analogias, por exemplo, com um passarinho preso numa gaiola. Assim Gildo arrastava multidões rurais onde acampava, a peonada cavalgava horas, dias para ouvi-lo, ao ponto dos patrões mandarem a Polícia o prenderem para que seus empregados retornassem ao trabalho. Que época em? E não faz muito! Que diacho eram esses homens que coibiam os fãs de Gildo ameaçando-os com o desemprego? Que homens eram esses que fizeram um pregador da paz, do amor e da liberdade tornar-se um fugitivo das milícias opressoras por o julgarem suposto desorientador social? Há Gildo de Freitas como foi injusto o mundo contigo por tu querer ser justo! Quantas cadeia pegaste , não pelo teu lindo canto, mas por te defender dos que não queriam que cantasses a verdade. Infelizmente até hoje a verdade não pode ser dita nem cantada, porque os poderosos não querem ouvir, para não rebentarem seus tímpanos pela suja consciência. Teus fãs, Adalberto Jardim e Lauro Simões que já mateiam contigo ai nos campos da eternidade, deixaram escrito, certamente inspirados em ti o verso a seguir.
Para Pensar: “Não há quem pegue um tufão ou ataque uma tormenta, tanto puxa que arrebenta o jugo totalitário, há de acabar o calvário e antes que clareie um dia, a justiça vai dar cria do ventre da liberdade. ”
AO CORTAR UMA ÁRVORE PLANTE DUAS!
12/06/2008
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, junho é o mês do meio ambiente e da ecologia, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza.
Neste mês comemora-se ainda no dia 9 o Dia de Anchieta, dia 10 o dia da Língua Portuguesa, dia 11 Dia da Marinha do Brasil, dia da Batalha Naval de Riachuelo, dia 12 dia dos Correio Aéreo Nacional, dia 13 dia de Santo Antônio e dia da Insurreição Pernambucana.
Atualmente o Rio Grande do Sul é produtor de muita fruta e a citricultura me parece ser o mais bonito de todos os labores. Porque ? Além do grande e recomendado alimento que são as frutas, temos nelas as flores que embelezam o meio ambiente e dão alimento a várias aves, e pela abelha o mel. A fruticultura gaúcha se expande, grandes pomares por exemplo de pêssego, maça, laranja, pêra, bergamota, caqui, abacate e outras...que são anualmente tratadas e plantadas, fazendo forte o segmento que a meu ver completa sua virtude pelo significado do plantar e manter árvores em pé, nesses tempos de destruição da natureza, pela insensatez humana.
Por isso julgo esse labor de cultivar árvores o mais bonito e completo de todos – bonito por natureza, complementado pela riqueza dos alimentos e da economia que da sustento á famílias e por fim pela garantia do clima da terra que depende das árvores mais do que dos homens que as cortam insanamente.
Para pensar: Em último caso corte uma árvore, mas plante duas!
IMPRENSA LIVRE
03/06/2008
Buenas Amigos!
No dia primeiro de junho comemoraremos o Dia da Imprensa, dia que circulou em Londres o Correio Brasiliense e no Rio de Janeiro o Diário do Rio de Janeiro, dia da morte em 1838 de Cipriano Barata, filosofo, médico, matemático e fundador do jornal - O Sentinela da Liberdade, que pode ser considerado um dos jornalistas brasileiros mais corajosos e violentos da história do Brasil. Dia 5 foi o dia da Ecologia e Dia Mundial do Meio Ambiente; dia 7 o Dia da Liberdade de Imprensa e dia da assinatura do Tratado de Tordesilia em 1494, que acordaram Portugal e Espanha dividirem todas as terras que descobrissem na linha imaginária traçada de Pólo a Pólo.
E nossa homenagem será justamente para a nossa imprensa, que bem ou mal, tem feito um trabalho magnífico na defesa da liberdade e da democracia. É xaveco dizer que temos o que merecemos, de qualquer sorte não podemos deixar de vangloriar nossa imprensa que tem em sua categoria grandes homens que publicam o que muitas vezes é vontade nacional, por isso o Brasil ainda é dos brasileiros, do contrario os maus políticos já tinham o entregado, como entregaram suas almas. Parabéns aos discípulos conscientes de Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça.
Como Cavaleiros da Paz, certa feita no século passado, estive no Uruguai, na Colônia do Sacramento, fomos de Canguçu até lá no casco, reverenciar o primeiro tropeiro do Rio Grande do Sul, Cristóvão Pereira de Abreu, que fez as cruzadas levando gado e mula, originando as estradas na serra gaúcha até Sorocaba – São Paulo.
Nessa cavalgada, tive o privilégio de descerrar uma placa em homenagem a Cristóvão Pereira nas muralhas da velha cidade, oportunidade que vi ao lado da placa que descerrei outra alusiva a Hipólito da Costa, patrono da nossa imprensa, eu não sabia que ele era nascido na Colônia do Sacramento.
Por certo como viveu ás vezes que a cidade foi nossa (portuguesa) e que finalmente ficou para os espanhóis, deve ter ali aprendido que defender o ideal da Pátria era publicar a razão do povo, mesmo contra os interesses dos governantes. De certa forma isso hoje ainda acontece, há muitos Hipólitos escrevendo a favor do povo e dos povos, e há muitos imperadores enrustidos castrando a publicações, censurando, punindo injustamente os que defendem civicamente o país por uma imprensa livre.
Para pensar: Não se pode confundir liberdade com libertinagem!
DE 1840 A 2008
21/05/2008
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, estamos na lua cheia, lua ótima para pescar, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza. Nesta semana comemoramos dia 23 dia internacional da comunicação social e do soldado constitucionalista, dia 24 Dia do Café.
Estávamos em São José do Norte e há quase um ano estivemos aqui com o nosso programa para vangloriar os feitos farroupilhas de 16 de julho de 1840, quando Bento e seu exército invadiram São José com a finalidade de criarem um porto que ligasse a República Riograndense ao mundo pelo Oceano Atlântico. Naquele programa o prefeito Vicente Ferrari do nosso estúdio em Porto Alegre confidenciara que estava em providencias a que a ARACRUZ investisse na cidade na construção de um porto. Logo fizemos a sugestão de que se isso fosse possível que esse porto se chamasse Giuseppe Garibaldi, justamente em reverencia ao que os farroupilhas do passado queriam e os farroupilhas do presente representados pelo Instituto Cavaleiros Farroupilhas sustentaram na cavalgada da invasão simbólica feita em julho de 2007. Aquilo que foi sonho de Bento e seus generais em 1840, sonho de Vicente Ferrari e seus comandados em 2007 tornou-se realidade pela ARACRUZ que materializará o porto e mais com o nome de Terminal Privativo Aracruz – Giuseppe Garibaldi, que no dia 17 de maio de 2008 – portanto 168 anos e um dia anos depois, funda-se a pedra fundamental desse porto que sairá pelo investimento privado em paz, sem guerra, por merecimento da terra que produz a celulose. De certa maneira roubamos de Bento e Garibaldi o feito mas , não roubamos o sonho que passou a ser de todos nós.
Para pensar: Tudo vem ao seu tempo certo.
AMOR DE MÃE É DIFERENTE DO AMOR DE PAI
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, que tem as fases da lua para pescar, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não usem malha fina, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza. Tivemos dia 10 o Dia Nacional da Cavalaria, data de nascimento do Marechal Osório, nome da auto estrada que os gaúchos e brasileiros infelizmente chamam de free-way (ta na hora de mudar esse conceito de espírito colonializado ). Dia 11 foi o Dia da Inauguração da Primeira Linha de Telégrafo do Brasil, dia 13, Dia da Abolição da Escravatura e dia da Imprensa Nacional.
No segundo domingo de maio foi o Dia das Mães, tradição nos tempos modernos iniciada na cidade de Webster , Estado de Virginia, Estados Unidos, quando os amigos de Annie Jerwis , tinha como símbolo de sua vida sua recente falecida mãe Annie Reeves Jerwis . Pelo exemplo de amor de filha, os amigos de Annie , resolveram, casualmente no segundo domingo de maio, fazer uma festa para a mãe dela que foi por Annie estendida a todas as mães da cidade, logo do estado e do país. Em 1908 na Igreja Episcopal de Grafton , existe uma placa comemorativa que assinala 10 de maio de 1908 com sendo a primeira vez que foi celebrada publicamente o Dia das Mães, mas oficializada em 1914 pelo então Presidente Woodrow Wilson. Em 1918 foi em Porto Alegre que pela ACM começou no Brasil a comemoração. Se a humanidade não tivesse se distanciado da espiritualidade, nestas alturas da vida terrena nós já teríamos evoluído ao ponto suficiente de entender o porquê somos filhos da mãe que temos ou que tivemos. Infelizmente esse segredo só será revelado quando estivermos no outro plano. O fato é que mesmo na escuridão da ignorância espiritual em que vive o homem, a mãe por todos sentidos é quem acima de todas as coisas ama verdadeiramente o filho. Amor de mãe é diferente do amor de pai! O amor de mãe perdoa é absolutamente amplo, cego, suporta qualquer deslize do filho, se necessário mente, corrompe e se corrompe por um filho. Pena que os filhos não tenham idéia do que seja isso, muitos inclusive se oportunizam, se prevalecem, abusam da certeza do perdão que o amor da mãe produz. Mas há filhos que sabem retribuir todo esse amor, não somente no dia dela, mas todos os dias. Certamente para os filhos amorosos o ano inteiro será no dia dela a vez de caprichar mais no carinho e para os filhos desamorosos , ingratos será o dia de apenas lembra que se vieram ao mundo a concertar seus deslizes de outras vidas é porque o ventre de uma mulher a concebeu. Mais do que isso, o filho depois dos nove meses, por anos foi embalado, amamentado, segurado, tratado, amparado, ensinado. Na enfermidade do filho, é ela que noites a fio ficou ali, vigiando e orando pelo bem do rebento. O segundo domingo de maio também no Brasil é o dia das mães, dia de todos os filhos agradecerem a Deus por ela e reconhecerem seu valor e retribuí-la não só com bens materiais, mas fundamentalmente com todo afeto que ela gerou por filhos e netos, expressando olho no olho - eu te amo mãe, obrigado pela minha vida.
Para pensar: Não basta dizer que amamos, temos que amar de fato!
ERVA E SOJA
30/04/2008
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, avisa aos pescadores, não pesquem na piracema, não usem malha fina, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza. De 04 a 10 de maio, comemora-se dia 05 o dia Nacional das Comunicações, do Expedicionário e dia do Nascimento do Marechal Cândido Rondon, dia 06 dia do Taquígrafo e Cartógrafo, dia 07 dia do Oftalmologista e do Silêncio, dia 08 dia do Artista Plástico, do Profissional de Marketing e dia da Vitória e dia 10 dia Nacional da Cavalaria e do Nascimento do Marechal Osório.
A Região Missioneira do Rio Grande do Sul, já foi a maior produtora de erva mate da América do Sul, graças aos nativos ervais da Ilex-paraguariensis que fez muita gente e região rica até 1960. Logo teve um tempo, não muito distante 1970/80, em que a erva mate esteve com o preço muito barato, quebrando muitas ervateiras, nesse mesmo momento com incentivo do governo federal na celebre campanha – PLANTE QUE O JOÃO GARANTE – os colonos gaúchos prejudicados com o preço vil do mate derrubaram vastas áreas da nativa erva e se botaram a plantar a soja, voltando à prosperidade da região, antes dos Guaranis.
Como tudo, foi-se o tempo da soja e os agricultores caíram como a soja no jogo da balança comercial das bolsas de valores mundiais e voltaram a sofrer prejuízos, agora pelo preço vil da soja e sem erva mate. Nesse período de 1980/90, pela vasta valorização da cultura regional ocasionada pelos festivais nativistas o chimarrão virou moda e todos que queriam se mostrar gaúcho de verdade passaram a matear . Assim a velha lei da oferta e procura elevou o preço da erva mate a níveis do café. Os que cortaram seus ervais tiveram que importar do Paraná e de Santa Catarina, matéria prima para suprir a nova e saudável realidade mercantil da erva mate, lamentando o extermínio da nativa planta.
Como o gauchismo não era e nem é moda – paranaenses e catarinas até hoje faturam alto vendendo erva para nós tanto que os colonos missioneiros começaram a recuperar os ervais antes cortados. Assim a erva volta nas missões ter a mesma importância da exótica soja, que disputa campo na gangorra comercial.
É bom ver hoje Erva e Soja juntas, duas cores da nossa bandeira, O VERDE E O AMARELO do mesmo solo brasileiro-gaúcho que nutre o mundo, sustentam famílias e nação, a erva com mais de mil marcas expostas consumida aqui e a soja madura que vai para o porto e faz divisas internacionais favorecendo nossa balança comercial.
A cidade de Santa Rosa faz em abril a FEIRA NACIONAL DA SOJA a cada dois anos, e nessa feira, não falta erva mate para alimentar os porongos do tradicional chimarrão que os padres jesuítas preparam para nós, são dois tempos, duas culturas se fortalecendo a cada geração.
Para pensar: A tradição não tem medo do tempo!
Civis e Militares a Cavalo por Osório
08/04/2008
Buenas Amigos!
O Marechal Osório foi o mais notável militar brasileiro, foi político, simpático ao republicanismo, mais tarde defendido pelos farroupilhas, que não defendeu com armas porque seu pai propôs deserda-lo. O pai de Osório também foi militar considerado na época, e seu respeito a ele lhe fez ingressar no exercito imperial. Fez brilhante carreira, foi amado por todos, tanto que é o único na história militar do Brasil que recebeu um toque de clarim exclusivo. Foi ele quem criou o expediente da bandeirinha em carros oficiais de hoje. Contam que Osório era dado a buenas tertúlias na base em que comandava, para relacionamento institucional. Certa feita em tempo de guerra, deu uma ordem que todo e qualquer veículo (carroagem da época) e ou cavaleiro que fossem entrar no quartel, deveriam ser revistados, inclusive a carroagem do comando. Assim numa noite que vinha convidados da cidade para uma tertúlia, na carroagem dele, foi parada na entrada do quartel. O soldado cocheiro trancou o pé com aguarda e negou revista, por achar um insulto ao comandante, mas a guarda cumpriu o riscado e descobriu sem querer quem ia para o evento. Dessa noite em diante veio uma contra ordem de Osório dizendo, todo carro que tiver a bandeirinha do regimento hasteada não precisa revistar. Entra e sai do quartel livremente!
Por causa dessa tradição o mundo militar adotou essa cultura que funciona não mais só nos quartéis mas nas linhas de fronteira geográficas entre países. Me criei vendo militares brasileiros e argentinos, indo e vindo de Libres a Uruguaiana, sem revista, porque seus carros estavam com suas bandeirinhas de comando ou nacional no mini-mastro do para-choque dianteiro. É a tradição sendo respeitada.
Osório segue amado, lembrado, modernamente aqui no estado a dita Free Way – em verdade chama-se Rodovia Marechal Osório, onde sugerimos que o Exército instalasse grandes painéis saudando os viajantes divulgando o nome da rodovia.
Por Osório o Instituto Cavaleiros Farroupilhas foi convidado pelo Gen. Wellintong Fonseca da 6ª.Divisão do Comando Militar do Sul, a participar na coordenação e marcha na Cavalgada 200 Anos de Osório, que sairá dia 12 de abril de Uruguaiana, e chegará dia 8 de maio de 2008 em Tramandaí, justamente no Parque Osório onde esta enterrado o Marechal. Lá tradicionalmente ocorre a Festa Nacional da Cavalaria em memória ao grande líder, festa que neste ano será a maior de todas já realizadas, que pretende chegar no tamanho do vulto e dos 200 anos de nascimento.
Assim marcharemos da fronteira ao litoral passando por varias unidades militares comandadas por Osório em Quarai, Livramento, Bagé, Caçapava, Cachoeira, Pântano Grande e Porto Alegre, na maior cavalgada militar feita na modernidade, ineditamente em conjunto com civis dos Cavaleiros Farroupilhas, simbolizando união fraterna dos inimigos de outrora em torno da paz de hoje e de sempre.
Para pensar: Como disse Osório “Para comandar homens livres, basta mostra-lhes o caminho do dever ”
PESCARIA DE PÁSCOA
20/03/2008
Buenas Amigos!
Me criei fazendo acampamentos nos rios da fronteira oeste! Eventos de escoteiros, de retiros espirituais da Igreja Metodista ou simplesmente pescarias com meu padrinho Fernando Abreu, com meu irmão Quico Fagundes e com outros amigos. Em qualquer dos eventos uma alegria brotava na gente, espontaneamente, pela razão de sair do meio urbano, que mesmo do interior, tinha e terá sempre suas pressões psicológicas das modernidades. O fato que ir para o campo, mato, natureza, acampar, por mais urbano que seja espírito o espírito, mexe com o intimo atávico do humano ancestral, que precisava de muito pouco para viver a mais que a comida que até hoje precisamos. A comida dos ancestrais primitivos vinha dos matos, dos rios, daí a euforia que nos traz o acampamento, porque é o viver do jeito que os nosso antigos viviam no desabrochar das civilizações. Mesmo que os acampantes de hoje levem para o mato, luz elétrica, freezer, ventilador, bangalôs de lona, lanchas, motores, e vão de auto, camioneta, caminhão, mas vão, radiantes, e tudo que levam do mundo moderno ao primitivo, não conseguirão ofuscar o mistério natural que só um acampamento produz. Creio até que a vontade dos acampadores não é apagar o natural habitat, mas sim ter um pouquinho de conforto, mordomia, no meio do nada que é tudo. Claro que há os que não tem todo esse requinte para acampar, mas acampam quase que como vieram ao mundo e também são felizes, se divertem contam causos , inventam estórias, espicham outras e fingem que foi tudo verdade. Até algumas das estórias são verdade e todas contém fundo de verdades necessárias a desenvolver o imaginário. São estórias ouvidas ou vividas que inundam a alma, fazem os olhos esbugalhados, os ouvidos atentos, o cérebro girar em mil rotação , mas uma rotação que não cansa a mente, alimenta. Contam que na Lagoa da Música em Uruguaiana, lugar de muito peixe, tinha um pesqueiro, por supuesto o melhor, que nenhum pescador parava, diziam ser assombrado. Certa feita um pescador desavisado, montou acampamento nesse local. Anoiteceu, lua cheia, céu estrelado, noite especial pra namora, caça tatu ou pescar. E assim estava na barranca o desavisado pescador, tirando de minuto a minuto cada traíra que só vendo. Quando de repente bateu um ventito fresco da lagoa e logo do mato uma voz melodiosa chamou – VEM MATAR MINHA PAIXÃO! E cada vez que batia o vento da lagoa aquela voz surgia. No primeiro momento o pescador se arrepiou todo, teve vontade de capa o gato, mas tomou uns gole de canha e a coragem se fortaleceu e ele, com uma lanterna e um facão, foi tirar a duvida da assombração. Andando uns dez metros adentro no mato, bateu o vento e a voz chamou de novo e o qüera descobriu o mistério. Ocorre que alguém, jogou fora ali, na década de 30, um pedaço de disco de vinil 78- rpm , que cravado na terra ao lado de um pé de unha de gato, tinha pra fora um tanto de disco, que quando batia o vento da lagoa a unha de gato riscava o disco que cantava – VEM MATAR MINHA PAIXÃO..... Então o pescador tirou da terra o disco e viu no resto do selo, que o canto era uma gravação do samba Carinhoso de Pixinguina e João de Barro. Mas bueno , a estória não terminou por ai, porque o pescador, para conservar seu pesqueiro, colocou de volta o disco velho no lugar certo e até hoje assombra passantes e pescadores que ousam acampar ali, menos o Uruguaianense corajoso que descobriu o mistério, e sempre que quer peixe, volta ao seu pesqueiro assombrado da Lagoa da Música.
Para pensar: Nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que geme é assombração
TAMBAQUÁ – O BURACO DOS NEGROS
28/02/08
Buenas Amigos!
Fevereiro se findou mais depressa do que soldo de milico! Nossa Agenda Gaúcha de 19 a 27 de fevereiro registrou os dias do Esportista, das Primeiras Experiências de Iluminação Elétrica no Brasil em 1879, do Rotariano e Dia do Idoso e no dia 1º. de Março o Dia da Fundação do Rio de Janeiro em 1565, do Turismo Ecológico, da Morte de Rui Barbosa em 1923 e dia do termino da Guerra do Paraguai em 1870.
A Guerra do Paraguai se findou com a rendição do exército de Solano Lopes em Uruguaiana as forças da tríplice aliança, Brasil, Uruguai e Argentina, inclusive Dom Pedro rumou ao local do fato que hoje é sede do CTG – Sinuelo do Pago, mas não chegou, pois teve que voltar ás presas á corte. Inevitável foi à perseguição brasileira ao ditador paraguaio que não quis se entregar e morreu peleando, e a invasão de Chico Pedro e seus homens no Paraguai, promovendo um genocídio. Provavelmente nessa escaramuça infeliz, foram muitos negros e se não foi nessa, foi justamente na Guerra do Paraguai que negros escravos, que sempre serviram de bucha de canhão do Império nos conflitos bélicos, chegaram ao Paraguai. Dizem que os negros lá não quiseram mais voltar, e se entende porque aqui eles eram escravos e no Paraguai não. O país vencido, os negros vitoriosos resolveram ficar e nos arredores de Assuncion, pras bandas do Lago Ipacaraí, que azul virou na poesia, fundaram uma espécie de quilombo, apelidado no Paraguai de Tambaquá, buraco dos negros em guarani.
Pois justamente em função do tambaquá, o ICF - Instituto Cavaleiros Farroupilhas, do qual sou presidente, fará uma excursão para conhecer o lugar, saindo da capital paraguaia a cavalo, indo e vindo ao tambaquá indo e vindo ao tambaquaia a cavalo saranos arredfores argaguai na 3ª. Cavalgada Internacional Farroupilha em homenagem e resgate de memória da negritude brasileira, gaúcha. Com isso cumprindo as finalidades estatutárias no que diz respeito no artigo I – Conscientizar a população em geral da importância da preservação cultural da Nação Brasileira, através do regionalismo, tradicionalismo, do nativismo e do folcore, e II – Difundir e valorizar, eventos, produtos e personalidades ligados ao processo da cultura regional gaúcha no Brasil e no Exterior. Quem se interessar por essa cruzada ou quiser ir, pode buscar informações direto no ICF, comigo, telefone 51- 3499.2439. E hasta la vuelta!
Para pensar: O futuro é o passado melhorado ou piorado!
ALMA DE GALPÃO
20/02/08
Buenas Amigos!
A nossa coluna tem compromisso com a cultura regional brasileira a partir do regionalismo gaúcho, e vale repetir o que estudiosos afirmaram – não há nada mais universal do que o regional, cante sua aldeia que estarás cantando o mundo, sim. Mas não raramente enveredamos a vários outros temas como se estivéssemos num galpão, porque o que passa num galpão de forma material e espiritual é o mundo, é o homem, com todas as suas virtudes e defeitos. A vida campeira faz o homem ter algo que o diferencia dos demais, valores indispensáveis à vida em comunhão com a natureza criadora. Na urbanidade perde-se isso, ao urbano importa o ter e não o ser. O homem moderno cibernético, materialista não acredita mais nem em assombração, mas se pela de medo de morrer e vive como se fosse eterno, importa-se pelo lucro unicamente, venera o dinheiro que lhe faz esbanjar nas luxurias, o novo rico pensa que é nobre e na verdade é vulgar, inculto, esperto. Já o homem rural por excelência o que vive do campo e não o que explora o campo age diferente, acredita em assombração, não teme a morte, venera a simplicidade, não é vulgar é sábio, só pede do mundo o necessário pra vida sadia, harmoniosa, bela, domina os significados das estrelas, da rosa dos ventos, das estrelas, da lua, do sol, sabe quando vem chuva, seca, cheias e pragas. Conversa calmo e não desvia o olhar se não for para penar e pensar.
Descrevo isso porque um lugar representa seus ocupantes e o galpão, como bem poetizou Caetano Braum é faculdade campeira da universidade que é a vida, é o lugar onde se aprofunda e se esvaziam temas e mais temas, de lida e de vida, com respeito e alegria. Por isso aqui nesse galpão LITERÁRIO, proseamos de tudo sem pretensão e longe de querer ser mestre, mas unicamente aprendiz, com uma vantagem dos primitivos galpões, com maior eco, pela leitura de muitos. Mas com a desvantagem de não poder ter o fogo fisicamente, mas de igualdade no calor humano buscando sabedoria na prosa escrita na ronda do pensamento que entregamos aos leitores com sinceridade e amor. Nosso jornal tem compromisso com a cultura regional por nós e por vocês.
Para pensar: Nação se faz com cultura própria e economia forte como esteio dos galpões deste pago.
UMA IDEIA QUE DEU CERTO
Buenas Amigos!
Das coisas erradas que campeiam no país, quando há interesse dos “queridos” representantes políticos a coisa funciona. Eis uma prova de que o problema nacional é político, do contrario todas as situações sociais e econômicas estariam naturalmente resolvidas e ou se resolvendo. Um bom exemplo foi o que aconteceu em Uruguaiana, minha terra, que teve seu carnaval por força judicial impedido de ensaiar e de se apresentar ao público, porque sem ensaio não há desfile. Uma pendenga que o prefeito assumindo o governo em 2006 teve que resolver com muita astúcia, já que assumira em janeiro e o carnaval acontece em fevereiro. Imaginem que peleia braba tiveram que travar a desembaraçar tal impedimento. O que foi feito? O Prefeito Felice, experiente legislador, reuniu os vereadores explicou a situação e mandou um projeto de lei para a Câmara criando o dia e hora de ensaios das escolas de samba e blocos. Esses cientes do impasse em caráter de urgência votaram aprovando a proposta. Vencida essa batalha, surgiu outra. Ocorre que faltava um mês para o carnaval e em um mês não se prepara uma escola de samba, no mínimo sessenta dias! Daí com a lei aprovada, verba a disposição, sem tempo aos preparos de Momo o que fazer? Mais uma vez a voz da experiência do prefeito falou: Quanto tempo leva para botar o bloco na rua? 60 dias! Então o nosso carnaval será em março. Daí nasceu o que o Cláudio Brito, maior comentarista de carnaval do Brasil, citou na Radio Gaúcha – O Carnaval Temporão de Uruguaiana, que marcou seu carnaval para a primeira semana de março. No inicio a corrente pessimista criticou a decisão, mas a corrente otimista não, acabou a fronteira fazendo de um limão a limonada, que transformou a cidade mais famosa no Brasil e no exterior porque têm um carnaval de alta qualidade, tradicional, fora de época onde os carnavalescos do resto do Brasil que trabalham o ano inteiro e nos dias de carnaval, a fazerem seus grupos brilhar nas grandes passarelas, se divertirem aqui no Estado. O Carnaval de Uruguaiana originário do Carioca pela vinda dos fuzileiros navais, que há anos forcejou para ser atração turística, mas competindo com os grandes centros nunca saiu da fronteira oeste, agora é atração nacional e internacional. Um problemão dos carnavalescos virou uma super produção que gera trabalho e renda na fonte mais bonita de indústria do planeta, o turismo. Ironizando um pouco, acho que o município devia fazer uma estatua ao tal Promotor de Justiça que comprou a briga por alguns citadinos que indignados com o barulho dos ensaios das escolas de sambas, entraram com denuncia na justiça. Então justiça seja feita! Do interior brasileiro, Uruguaiana tem o carnaval mais famoso do Brasil, nunca mais competirá e nem será o carnaval do Rio de Janeiro, São Paulo, Nordeste, será sempre o original carnaval de Uruguaiana, único como às águas de março.
Para pensar: Todo o problema vem com solução é só olhar na volta!
QUE PENA QUE JAYME CAETANO SE FOI !
30/01
Buenas Amigos!
Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, na semana de 27 de janeiro a 2 de fevereiro, comemoraremos dia 28 Dia da Abertura dos Portos no Brasil, dia 30 Dia Nacional dos Quadrinhos, Dia da Saudade, dia de nascimento de Jayme Caetano Braun em 1924, por isso também é O Dia do Payador, dia 31 Dia do Mágico, dia 1º. de fevereiro Dia do Embarque de Tomé de Souza, em Portugal, 1º. Governador Geral do Brasil, dia 2 dia da morte de Cândido Portinari.
O nascimento de Jayme Caetano Braun, em São Luiz Gonzaga, foi a benção maior que Deus mandou ao Rio Grande, por todas as razões que vocês conhecem. Ele com muitos parceiros e amigos percorreu o Brasil e a América fazendo versos de improviso assombrando platéias cultas e populares, pela sua grandiosa sabedoria e cultura versando em décimas. Conversava recitando sobre qualquer assunto, do mais antigo ao moderno - ciência, história, geografia, usos e costumes campeiros, mitologia grega e por ai afora..., tinha no peito a mescla que nos move, como diz muito bem o prefeito de Encruzilhada do Sul, meu amigo veterinário Artigas - somos mescla de Martin Fierro e Dom Quixote! Jaime era assim! Viveu idealizando, lendo, escrevendo livros de poesias, recitando, principalmente xingando os desgovernos, nas pulperias e nos palcos de Festivais, Rodeios e em outros eventos que lhe chamavam.
Eu mesmo fui conhecer o poeta e vê-lo em cena pela primeira vez em 1975, no palco da 5ª. Califórnia da Canção, quando disse em sua payada arrematando o verso, "(aqui é o garrão do país, e vamos cinchar o Brasil, pra barrancas do Uruguai) achei bárbaro . Mais tarde em 1983, numa noitada na Pulperia que criei e tinha aberto com um sócio na Travessa do Carmo, em Porto Alegre, passei horas proseando com Jayme, debruçados no balcão, quando certa hora ele me indagou: Afinal tu és Fagundes por quem? Respondi - minha mãe é Fagundes, meu pai é Abreu, ambos do Alegrete, minha mãe é filha do Cantilho Fagundes, irmão do Euclides pai do Darcy, do Nico e de mais um lote.
Há então tu é neto do Cantilho e deu uma risada faceira, alegre, pigarreou como se lembrando de algo. Fiquei intrigado e disse. Tu conheceu meu avo? Claro rapaz, o Cantilho morou comigo aqui na capital, tocava um violão gaúcho e cantava todas dos castelhanos. Muita boemia fizemos junto! Daí fiquei mais amigo do Jayme, porque fã, admirador já era desde 1975 e ainda sou com muito respeito, aprendo uma barbaridade ouvindo seus versos nos discos que rodo todos os domingos no Galpão do Nativismo da Rádio Gaúcha e no programa Gauchesco e Brasileiro para 75 rádios na Região Sul do Brasil e Argentina, no carro e em casa. Jayme foi atração de muitos rodeios, inclusive, diga-se de passagem, do maior deles do RODEIO DE VACARIA, que ressuscitou culturalmente, voltou às origens, as raízes, onde estivemos dia 25 abrindo o peito num espetáculo nativista de regionalismo gaúcho, na concha acústica do parque, para mais de 3 mil pessoas, Eu e meu grupo formado por meus filhos Renato Fagundes, Mauricio de Abreu (vilões e voz) e os parceiros Antão Barros e Renato Muller (gaiteiros), faltou o Antônio Flores Neto que está morando nos Estados Unidos.
O homem moderno se afastou da sua intimidade, porque os colégios extinguiram a filosofia, a poesia e a música de seus currículos. Deu no que deu, temos uma sociedade doente, amargurada, enjaulada, cheia de preconceitos e distúrbios, e um dos remédios lhes receito a cura desse mal, ousam Jaime Caetano Braun, até entenderem seu canto, que muito das coisas que lhes preocupam desapareceram, pelos conselhos do mestre payador, incomparável, insubstituível.
Para pensar: Os homens cultos estudam o mundo, mas não o compreendem, os homens sábios desconhecem muitas culturas do mundo, mas o compreendem.
Obs > estas matérias também estão na internet nas páginas: www.filhosdesantana.com.br;