Chasques do Poeta,Escritor e Radialista Dorotéo Fagundes...

 

 

    

 

 

AO MESTRE JAYME CAETANO

De tudo de bom que o Rio Grande do Sul tem oferecido a seus patrícios, ao Brasil e ao mundo, desde sua formação, inegavelmente fora a poesia e seus poetas. Vejam que mesmo sendo um estado novo, pois o Brasil já tinha duzentos anos quando começou a se importar por estas plagas, do ponto de vista sócio-cultural e econômico, a cultura tomou proporções que nos levaram a ser reconhecidos além da valentia para as peleias.
Grandes poetas se desabrocharam na luz pampiana, pintando verdadeiros quadros em tela de poesia nos temas que vão do épico ao romantismo, passando pela lida, ecologia, filosofia, fanfarronadas e prazeres.
Em todos os pontos cardeais gaúchos veio a furo um desses, sempre batizados nas águas dos seus rios e como elas já se foram. No Ibirapuitã - João da Cunha Vargas e Mário Quintana; No Uruguai - Alceu Wamosy e Vargas Neto; No Jacuí - Lauro Rodrigues e Glauco Saraiva; No Guaíba - Aparício Silva Rillo; No Rio da Várzea - Guilherme Schultz Filho; No Rio Torpe - Aureliano de Figueiredo Pinto; No Piratini - Jaime Caetano Brum, todos gigantes do verso que no rodeio literário da vida terrena, fizeram armadas atiradas ao léu, enrodilhando uns aos outros aqui e no mundo espiritual.
Desses, foi no dia 30 de janeiro de 1924 que chegara de presente do céu, para nos contar em payadas quem somos e de onde viemos, era Jayme Caetano Braum que dava os primeiros berros na Timbaúva, hoje Boçoroca, antigo distrito de São Luiz Gonzaga que de lá ganhou o mundo pela excelência de sua arte que o imortalizou.
Semblante calmo, sério, compenetrado, que se movimentava sem fazer alarde, nos deixou livros e discos, com uma vasta obra que dignifica nosso estado, arrancando das missões, da lida do campo, dos rios, das matas, dos bochichos, as mais bonitas imagens poéticas, emocionando gerações, palanqueando tradições como quem sustenta um potro para ser montado dando asas ao ginete.
É assim o verso desse ilustre gaúcho brasileiro que viveu para glorificar nossa terra, abrir boçorocas de sentimento telúrico que nos mantém altivos e honrados, porque seu canto ecoa no pago como o grito de Sepé, afirmando que esta terra tinha dono.
Então Jayme, hoje aqui, mais uma vez te veneramos, te cultuamos e sempre vamos te lembrar como cultuaste no verso todos que te entregaram o Rio Grande dignamente, a que fosse cuidado e descrito pela tua lavra, que servirá eternamente de lição a este mundo que sente a tua falta, mas que ficou com a tua luz.

Para Pensar: Quem não guarda a sua cultura, perde a identidade.    

PELO COMPOSITOR QUE JÁ SE FOI

Como vemos na página das datas comemorativas profissionais e sociais do nosso Livro-Agenda Gaúcha, (que toda livraria, papelaria de respeito tem, caso não tenha podes buscar no site www.agendagaucha.com.br), marca que dia 15 de janeiro é o Dia Mundial do Compositor, porém não explicita se é dos compositores de letra e música ou de cavalo, mas não tem importância, tanto um quanto o outro, são artistas, senhores de suas artes.
Orgulhosamente agradecendo pela minha parte como humilde compositor de música regional e estendo a reverência da data a todos demais que se empenham em entregar ao mundo pela música e poesia, suas verdades, no talento de retirar da alma, pelo processo da inspiração, coisas que fazem a gente sorrir, chorar, pensar.
Vou além, estendo está homenagem aos compositores que já se foram aos palcos divinos e muito em especial, a um dos nossos que deixou o pago na noite do dia 9 de janeiro em Uruguaiana, sólito no seu rancho a beira do Rio Uruguai, quando ouviu sua última serenata das águas que lhe deram o primeiro banho, e também lhe disseram adeus por todos nós que admirávamos o Bira, o Biratucho, o grande Ubirajara Raffo Constant.
Desde guri ele era amante das artes, aventureiro, foi escoteiro do Grupo Caio Viana Martins do Colégio União, romântico, pescador, fez versos, esculturas, quadros, escreveu livros, musicou letras, colaborou em filmes, foi ator, radialista, boêmio, amigo e do lombo do cavalo.
Totalmente desprendido do material, teve uma vida simples, mas agitada pela inquietação natural de artista consciente do seu papel na terra, em querer ver um mundo melhor, fraterno, igualitário, com pão a mesa de todos, em paz. Na poesia expressou o amor, o social, o campo, a história, a religiosidade gaúcha, nunca se importou com ele, mas profundamente com o destino da cultura no Rio Grade do Sul.
Era surpreendente, pois quando se menos esperava o Bira estava lá!
Foi assim numa das Cavalgada Farroupilhas, quando vínhamos da República Oriental do Uruguai, do Departamento de Artigas, município Tomás Gomensoro, da Estância Tira Poncho, já em terras brasileiras depois da Barra do Quarai, Passo da Cruz, cortando campo no município de Uruguaiana, chegando perto da Queimada rumo a Estância Nova Aurora, avistamos ao longe no horizonte sem fim do pampa, entre revoadas de quero-queros, dois gaúchos, bem acavalo, vindo ao trote ligeiro em nossa direção. Lembro que num deles, pelo vento retouçava um lenço branco ao pescoço que quando foi chegando mais perto, reconhecemos os cavaleiros, era o Biratucho com o estancieiro Fernando Faria Correa, que vieram nos dar boas vindas.
Alegres, contentes, esbaramos os pingos, de cabeça a cabeça entremeados, e o Bira bradou: Sejam bem vindos amigos, viemos aqui no campo recebe-los como se recebe gaúchos, de acavalo com as porteiras abertas. E por certo, todos os gaúchos que já estão na estância do céu, saíram quarta-feira dia nove, na madrugada, de acavalo, para receber no meio do campo celestial, gauchescamente, o Bira do Retorno Bravo, em dois personagens da sua épica poesia – o moço e o velho guasca que morreu. Que Deus o tenha amigo!
Para pensar: Se a morte fosse o fim, não teria nenhum sentido essa vida terrena, portanto não tenha medo, esteja sempre pronto para a partida, ajustando diariamente tua consciência, arrepender-se depois dos maus atos pode ser tarde e complicará tua chegada!  

“ONDE É AS TROVA” ?

Mais faceiro que gordo de camiseta e lisonjeado, ofereço a vocês o que o meu amigo, colega de arte e de direito – João de Almeida Neto, escreveu como prefácio do Livro - Agenda Gaúcha / 2013, que pariu 40 mil unidades a disposição de todos, nas melhores livrarias do estado. Que esta esperando tchê, leia o texto e te manda buscar a tua antes que falte!
“Há alguns anos, quando a cultura regional gaúcha ainda sofria com o preconceito e a incompreensão, comumente, se alguém se atrevesse a sair de bombacha pelas ruas ouviria a irônica pergunta: “onde é as trova”? Os tempos mudaram e o que antes era “as trova” se tornou um rico e produtivo processo cultural.
O Livro Agenda Gaúcha é mais um dos frutos do sempre efervescente movimento cultural gaúcho. Esse circuito de eventos que percorre o Estado e algumas regiões do País, produzindo pérolas na área da dança, da música, da pintura e da literatura, tem na Agenda Gaúcha o marca-passo da sua pulsação, que é a pulsação do coração da cultura regional. O calendário, as curiosidades e demais informações indicadas na obra mostram quando e onde o Rio Grande estará se manifestando.
É uma criação preciosa de Dorotéo Fagundes. Músico, cantor, compositor, radialista e empresário que também é cria do mesmo ambiente. Meu conterrâneo e meu amigo, é um desses operários da arte que retiraram da cultura gaúcha o rótulo de “coisa de grosso” e a fizeram subir aos palcos, frequentar programas de rádio e televisão, passear nos parques e nos shoppings, onde os jovens mateiam com suas indumentárias típicas. Pura afirmação da espontânea cultura popular. Que não tem fundadores, nem donos, nem gurus, apenas artistas que souberam dar e seguir bons exemplos.
Por isso, até mesmo os incréus não precisam mais perguntar “onde é as trova”. Está tudo no LIVRO AGENDA GAÚCHA.

João de Almeida Neto
cantor, compositor e advogado.

Para pensar: Como diz o ditado: Quem tem padrinho não morre pagão. E quem tem amigo não anda sozinho!

GOLEGÃO A CAPITAL DO CAVALO

A história da humanidade fez-se principalmente no lombo dos cavalos e foram os povos cavaleiros que deram o rumo social, politico e econômico da terra, pois nas guerras quem disputava montado, tinha e tem grande vantagem aos que peleiam de a pé.
O tempo passou e o cavalo nunca foi dispensado, porque depois da guerra, vinha à construção material das nações e lá estava ele novamente protagonizando no labor dos transportes, nas lavouras puxando arados e nos domingos nas carreiras.
Hoje, modernamente mesmo com todas as tecnologias á disposição dás logísticas, o homem não se anima desmontar a tradicional relação com esse animal, que ainda continua no serviço do campo, no laser, no esporte profissional e na ciência médica, terapeuticamente.
Tudo indica que o cavalo acompanhará a humanidade por todo o tempo, e que somente o apocalíptico momento poderá separá-los nesse plano, pois com certeza nos céus esse incansável amigo estará junto do dono no paraíso pelo atrelamento espiritual.
Todos que de qualquer forma tiveram ou tem relação com o cavalo sabem avaliar o que profetizo, pois Deus que é justo e perfeito, jamais dispensaria o nobre animal da ceara divina onde as almas dos justos cavalgaram na eternidade.
Do nosso pago a onde fomos em Portugal, em 10 e 11 de novembro, na capital europeia do cavalo em Golegã, Meca mundial do cavalo lusitano, tivemos essa certeza, pois aqui convergem todos os aficionados do cavalo na terra, uma cidade inteira anda montada, com garbo e desembaraço, no real estilo da equitação que fez o homem mais homem e o animal seu maior companheiro.
Pela mesma razão dos goleguenses, os gaúchos criadores ou não, escultores, pintores, escritores, poetas e compositores, pintam, versejam, cantam e respeitam o cavalo, devolvendo com arte, que é a linguagem de Deus, a grande veneração a esse animal que nos deixa no dorso mais perto do céu.

Para pensar – Quem tem dúvida que bicho tem alma, não tem.     

PORTO ALEGRE É DE MAIS!

Atualmente é reconhecida como capital de todos os gaúchos, porque nela habitam gentes que reconheceram e preservam as raízes culturais legitimas do Rio Grande do Sul, forjadas em peleias desde 1750 até 1930.
Nossa capital teve formação política em 1808, originária de Viamão e se definiu já desde o início como o principal reduto social deste pago voltado até pouco tempo ao que viera da corte, resistindo a criação de uma cultura própria, valorizando mais o que era da Europa.
Tanto isso é verdade que os farroupilhas não conseguiram dominá-la, por isso, mui valerosa está em sua bandeia. Porém, hoje a realidade mudou, a força cultural sustentada pelo regionalismo, tradicionalismo, nativismo e folclore gaúcho, fez com que a cidade baixasse a guarda imperialista e se rendesse ao que de fato somos, um povo que prefere cultuar sua própria tradição.
E bem assim, construída por várias etnias onde o gaúcho bem vive, tendo nos seus usos e costumes, tudo de bom que o índio, o português, o espanhol, o negro, o alemão, o italiano, o judeu, o polonês, o russo e tantas outras raças legaram a esse torrão.
O símbolo maior de Porto Alegre é o Laçador, tipo que representa fielmente os que forjaram social e economicamente a capital de um estado vindo do campo, da criação, da agricultura, que garante o fiel da balança comercial do país, certo de que nação se faz com cultura própria e economia forte.
A luz da liberdade em raios fulgidos, representado no por de sol do Guaíba, ás vezes se ofusca nas nuvens que sombreiam o Laçador, mas que não o escondem, porque não é possível esconder aquilo que nos representa culturalmente, e mui valerosa é agora a nossa capital que deixou de lado o passado imperial e se abriu para que o ser real dessa região continentina, tomasse conta, sem revolta e sem escolta, do seu jeito, no seu tempo.
Passados 240 anos, digo que essa capital é muito mais alegre do que antes, sem ter perdido o tipo do porto que arremessa para o mundo, o autentico valor dos que aqui nasceram e são livres, defendendo esta terra, sem medo de serem felizes.

Por isso no dia 26 de março de todos os anos, cantaremos os parabéns campeiro porque PORTO ALEGRE É DE MAIS!

Um herói do presente!


Luis Carlos Barbosa Lessa, nascido em 13 de dezembro de 1929 em Piratini, de onde saiu para o mundo, teve um vida exemplar e gloriosa, tudo que pensou e quis fazer na vida, fez. Jovem de 18 anos deixou seu pago e veio dar os costados na capital, onde como jornalista da Caldas Júnior, iniciou uma carreira luminosa nas artes de escrever, compor e tocar lápis. É, ele era e foi o único tocador de lápis do mundo que eu conheci. Como tocava? Posicionava o lápis transversalmente encostando a extremidade, desse, nos dentes e com a ponta dos dedos batia no corpo do lápis, donde tirava o som da madeira.      
Aos 19 anos – em 1947, na Praça da Alfandega em Porto Alegre, encontrou-se com Paixão Cortes liderando o grupo dos oito que escoltavam os restos mortais de Davi Canabarro, a cavalo, da Estação Ferroviária ao Cemitério da Santa Casa, e desde então nunca mais se separam, criaram o movimento tradicionalista gaúcho e como unha e carne, viveram fazendo tudo o que podiam pela cultura do Rio Grande do Sul, pesquisando, escrevendo, compondo, gravando, dançando, palestrando, juntando gente e mostrando que era possível, verdadeiro e necessário mantermos nossas raízes.
Na literatura – escreveu mais de 60 livros, sendo destacado Rodeio dos Ventos, uma obra épica que mostra o estilo de vida do povo gaúcho, e Os Guaxos – que em 1959 foi premiado pela Academia Brasileira de Letras. Na música Lessa teve um papel importantíssimo, pois ao criarem o tradicionalismo, deram-se de conta que tinham poesias e não musicalidade rio-grandense pra cantar e dançar. Então passou a compor, e a primeira música foi nada mais nada menos que Negrinho do Pastoreio, uma projeção folclórica em toada-milonga que inspirada na lenda, como uma oração, pedia ao Negrinho que devolvesse a querência que ele tinha perdido na vinda para a Capital.
Depois das musicas vieram ás danças, fruto das pesquisas a campo, com seu inseparável amigo Paixão Cortes e tocaio no Carlos. Assim João Carlos Paixão Cortes e Luis Carlos Barbosa Lessa, nos legaram tudo o que hoje se dança do folclore gaúcho. Ninguém mais que esses Carlos nos trouxeram novidades no bailar das prendas e dos peões por esses pagos.
Lessa foi jornalista, músico, escritor de vários estilos, compositor, advogado, publicitário, secretário de estado, patrono da feira do livro de Porto Alegre e hoje é patrono de centros de tradições, louvado, amado e quisto, como fora em vida.
No final de sua jornada terrena, aquerenciou-se num sitio em Camaquã, e da forma na qual ele sempre defendeu a vida, viveu seus últimos dias do mais simples e sublime jeito, junto a natureza, com os bichos, com os índios, escrevendo, pesquisando e amando sua eterna namorada uruguaianense Nilsa Lessa e seus filhos.
Consigo traduzir a vocês que Lessa sempre soube donde venho e prá onde ia, mas não ele o homem, e sim seus sonhos que tinham cheiro de pago, querência e nação.      
Para pensar: Tem gentes que vivem pensando que nunca vão morrer e morrem sem nunca terem vivido (Dalai Lama). Lessa viveu e não morreu – pulou a cerca da vida terrena para a eternidade!

O GAÚCHO, O CAVALO E AS CAVALGADAS

Historicamente podemos dizer que o gaúcho nasceu no lombo de um cavalo, mas de fato viveu enfurquilhado no pingo para lidar com o gado, cobrir as distâncias, pelear nas guerras demarcatórias e garantidoras de nossas divisas geográficas. Obviamente que também o cavalo serviu e serve para o laser desse mesmo gaúcho, que não tinha muita escolha para se divertir no início da povoação da Província de São Pedro a mais que carteado, bailanta e carreiradas.
O tempo passou e foi o pago recebendo e se amansando com ás tecnologia, que chegaram oferecendo solução e conforto para tudo, principalmente ao transporte que no clarear do século XX foi paulatinamente substituindo a tração animal, passando o homem em todos os quadrantes da terra a deixar de lado, carretas, carruagens, carroças, pelos veículos automotores.
Apesar de toda essa revolução industrial e tecnológica, o Rio Grande do Sul, por suas características de produção pastoril e agrária, não largou de um todo do cavalo, pois esse, até hoje é peça fundamental na campanha, chega onde os modernos veículos de campo e cidade não conseguem, além de ser transporte prático, econômico na lida das estâncias e não poluem o ambiente.
Uma fantástica indústria eqüina de ponta de dimensão internacional no estado desenvolveu-se, tanto que mantém em seu redor um bárbaro contexto comercial que gira milhões de dólares ano, ofertando vaga a milhares de indivíduos que vão se especializando a cada dia mais nesse segmento.
A cidade roubou o homem do campo, que saiu a força, mas trouxe em sua bagagem genética uma relação indestrutível com sua formação sócio-cultural, forjando gerações impregnadas de atavismo que não destronou o gaúcho urbano do lombo do cavalo.
Por isso é tão comum e intima aos rio-grandenses, a relação com o cavalo, que promovem cavalgadas onde viajam centenas de homens, mulheres e crianças, famílias inteiras felizes, pela oportunidade de sentirem a mesma sensação que seus avós, bisavós e tataravós viveram em cruzando campos, levando tropas ou peleando nas coxilhas no dorso do melhor amigo do gaúcho – o Cavalo.
Ocupando a inspiração de Telmo de Lima Freitas, protótipo de autenticidade material e espiritual gaúcha, dedico o verso, que os Cavaleiros Farroupilhas adotaram em seus eventos, para homenagear a razão maior de uma cavalgada, dizendo. “ E essa marcha batida, esqueço o último pelalo, por isso devo ao cavalo por ter chegado até aqui”.        

O PARABÉNS CRIOULO

Umas das coisas notáveis do ser gaúcho é buscar personalização de costumes que se aquerenciam aqui, ou seja, mania de dar jeito gaúcho ao que vem de fora. Foi assim com a música, com a dança e outros costumes, como a missa que antes só se rezava em latim.
Foi aqui no sul que o Padre Paulo Aripe, gaúcho de quatro costado, encilhou seu pingo, foi ao vaticano e cancheou o Papa, que lhe concedeu autorização para rezar a missa a moda gaúcha, oficializando assim a Missa Crioula, que ele por conta própria já rezava de quando em vez nos CTGs e acabou sendo aderida pela Igreja Católica á rezar nos templos, influenciando  todos os credos a fazerem o mesmo, tendo assim seus cultos crioulos.

Logo depois dessa conquista do padre Paulo Aripe, que já mateia no céu perto de Deus, os negros norte-americanos foram ao PAPA pedir a mesma licença para realizarem suas missas carismáticas que viraram atração turística nos Estados Unidos. Mas foi o padre gaúcho de Uruguaina que na década de 1970 – primeiro mexeu na liturgia milenar católica, tanto que logo o vaticano acabou ordenando que as missas não fossem mais rezadas em latim e sim, no idioma dos países onde a igreja se encontrara.

Mas não paremos por ai, a mania de se agauchar tudo que não é nativo e aquerenciado aqui, antes da Missa Crioula, teve o Parabéns Crioulo!

Na segunda década de 1900, o mundo ocidental passou a se alegrar nos dias de aniversário de seus familiares em festas intimas, interpretando em coro o conhecido "Happy Birthday to You" de Robert Coleman, que parodiu a música criada em 1893, pelas professoras Mildred e Patricia Smith Hill de Kentucky - EUA.No Brasil,em 1942 a paulista Bertha de Mello, compôs a letra do nosso Parabéns a Você, abrasileirando o canto dos norte-americanos .
Mas para os gaúchos isso era pouco, tanto que em 1958, dois qüeras, um de General Câmara – chamado Eleu Salvador e outro de Bagé – chamado Dimas Costa, resolveram compor o Parabéns Crioulo, que felizmente hoje é cantado em todas as festas de aniversário de gaúcho em qualquer querência, acolherado no Parabéns a Você, norte-americano, abrasileirado.
Sinceramente eu acho isso magnífico, traduzir ao seu ambiente um costume estrangeiro que é muito diferente de copiar, nesse caso é nacionalizar um costume mundial, afinal todos um dia nascemos e precisamos lembrar disso por várias razões, sócio, econômicas e políticas, mas sobre tudo para passarmos uma régua na consciência e medir o que de bom realizamos na vida a cada ano que passa e mais, para resgatarmos o que de errado fizemos no passado, á termos um destino feliz.
E nesse momento, vamos cultuar a memória dos compositores do Parabéns Crioulo, da música – Dimas Costa (radialista, poeta, escritor e ator bageense) que estaria de aniversário no dia 20 de janeiro e do autor da letra – Eleu Salvador, (compositor, ator e locutor dublador de filmes), falecido em 10 de agosto de 2007.
 
Para pensar – Não é correto fugir de nossas raízes, por uma questão de identidade.                 

A CALHANDRA DE TAPES VOOU PARA O CÉU 

Na linguagem dos carreiristas, podemos dizer que estamos a 500 metros do Natal e a 1.000 metros do Ano Novo, e numa feliz coincidência que nesta reta final se posta os dias da bondade, do vizinho e universal do perdão, que trilogia especial para dizermos de alguém que nos deixou e em sua vida terrena foi muito bondoso, bom vizinho e praticava incondicionalmente o perdão.
Refiro-me ao cantor, violonista e gaiteiro, José Cláudio Machado, natural de Tapes e aquerenciado, pelo casamento com a Dra. Mirian Quadros em Guaíba, cidade berço da Revolução Farroupilha, que ele amou e honrou.
Nosso amigo José Cláudio era uma figura encantadora, alegre, brincalhão, espirituoso, tocava e cantava como poucos. Era politizado e odiava injustiças. Junto da arte o que mais lhe mexia com a alma eram os amigos e os cavalos, e desses cantou e recantou versos, um mais lindo do que os outros.
O Zé, como carinhosamente o chamavam, saia de uma prosa campeira para uma erudita, como montava e desmontava de um potro quando era moço. Tinha um talento para se comunicar inigualável, e no palco exteriorizava toda sua comunicação e talento, fazendo as platéias aplaudir, chorar e rir, com a mesma facilidade.
E neste 12 de dezembro, ás 14 horas, na Capital do Estado, aos 63 anos, sendo 50 de palco, o nosso artista símbolo do gauchismo culto e xucro, pulou a cerca da vida e se foi contar causos, cantar e tocar nas tertúlias do céu, amadrinhado pelos que lhe vieram a cavalo abrir porteira. Nesta hora por certo, Aureliano, Jaime, Noel, Cenair, Darcy, Lessa, Marco Aurélio Campos, Luiz Menezes, Leopoldo, Gláucus os Irmãos Zeno e Rui Cardoso, e todos que engrandeceram nossa cultura regional, moradores no mundo espiritual, estão de festa a uma semana na Pátria Maior porque o Zé Cláudio chegou.
É ele era assim , fazia festa quando os amigos chegavam, vibrava com o sucesso dos companheiros, tinha um coração maior do que o pampa que ele amou e cantou até morrer o corpo, pois a alma não morre e nem seu canto morrerá, porque enquanto existir um gaúcho de gaita, violão e goela afinada, o mundo ouvirá suas canções.  
Receba meu amigo esta oração que fizemos pra ti, saiba que ficamos tristes pela tua eterna cavalgada á Pátria Maior, ao pago de Deus, mas estamos confortados por ele liberar tua alma e por ter tido o privilégio do rico convívio pessoal de 40 anos, e todos, por tuas músicas profundas de um cantar galponeiro e gritos de vamos cavalo, toca, toca, eira, eira. O teu Pedro Guará partiu sem rastro, mas tu deixaste fecunda marca de amizade, de amor e de liberdade.  

Para pensar: É preciso viver no bem da vida e não ver a vida passar no mal dela. 

DOIS AGRIMENSORES DA CULTURA REGIONAL

Luiz Carlos Barbosa Lessa e Darcy da Silva Fagundes foram dois brasileiros gaúchos que deixaram marcas profundas em nossa cultura. Lessa um teórico, estudioso, astuto que perseguiu na vida o que a alma lhe mandava, o que pensava escrevia e realizava, conseguindo montar um acervo que hoje é atração no museu Zeca Neto de Camaquã. Darcy um boêmio, jogador, apaixonado, irmão, poeta, ator, recitador, apresentador, alma de artista, o que pensava dizia em prosa e verso com uma emoção contagiante, deixando um elenco maravilhoso de declamações que poderiam ser usadas no templo de qualquer religião ou no plano de governo de qualquer nação, na conquista de uma vida social justa e perfeita.
Esses dois, cada um em sua invernada, realizaram coisas em torno da cultura gaúcha que o mundo duvida. Foram vaqueanos, tocadores de tropas, abridores de porteiras, definidores de estilo artístico que seguiram estradas paralelas no mesmo sentido, convergindo no ser gaúcho.
Darcy desembaraçado falante, Lessa tímido observador, mas duas almas puras que desconheciam a palavra não estendiam o bacheiro a qualquer andante, viam o mundo de alma aberta e bem por isso viveram intensamente rodeados de amigos e admiradores.
Eu tive o privilégio de conviver com os dois, em momentos diferentes, mas em torno do mesmo ideal, o da nossa cultura regional. Com Darcy na década de 80 dividi palco em várias apresentações do show fagundaço na capital e no interior, e com Lessa na década de 90 fui platéia de suas palestras e visitante em seu rancho de Camaquã.
E como marca no Livro-Agenda Gaúcha, nesta semana eles aniversariariam aqui, mas o festejo será na querência maior, nas planuras celestes onde os dois certamente mateiam juntos nos espiando e inspirando a seguirmos no caminho que eles trilharam, fazendo o bem à humanidade pelo regionalismo.   
Coincidentemente nesta semana tem o dia do Agrimensor, e agrimensura é uma ciência muito antiga, associada à astrometria, que tinha por objetivo projetar na superfície terrestre as coordenadas celestes e assim demarcar uma extensa região terrena como se fosse num plano. Lessa e Darcy de certa forma foram dos agrimensores que demarcaram o campo de nossa raiz cultural, pela literatura e pela poesia regionalista que nós cultuamos agradecidos e felizes por eles que sabiam o que queriam.

Para pensar – Quem não segue o seu coração não vive feliz! 

A REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

 

Tivemos mais uma Semana Farroupilha, que festeja o dia em que a Província do Rio Grande do Sul no ano de 1835, se insurgiu contra o Império Brasileiro, por uma revolução que virou guerra e durou dez anos.
Essa peleia não fora travada apenas pela questão econômica como alguns gostam de dizer, mas sim por questões sociais, políticas, militares e secretas. Me agrada dizer e acredito que fora uma dor enorme aos patriotas gaúchos terem que levantar armas contra o Brasil, mas a situação de exploração e abandono do Rio Grande por parte do poder central era tão grande, tão degradante e tirana, que os riograndenses motivados pelo ímpeto de justiça, entregaram corajosamente suas vidas na defesa da dignidade humana e honra gaúcha, que desafiaram e combaterão exitosamente o maior exército sul americano em nome da liberdade.
Realmente nosso Estado na época era uma estalagem do império, onde almofadinhas da corte vinham para cá com força e costa quente, promovendo a seu belo prazer, ordens que não correspondiam com as necessidades das gentes do sul.

Sê precisavam mover exércitos? Aboletavam-se nas estâncias e o produtor que fosse cobrar do bispo o prejuízo do consumo de carne, campo e cavalos; Sê precisavam de soldados? A peonada que o acompanhassem, sem soldo, e sê esses soldados fossem mutilados ou mortos, suas famílias que se virassem para o sustento; Os militares do sul – não recebiam terras, como os oficiais portugueses, e medalhas? Só de baixo da fumaça; A riqueza sulina era sangrada vorazmente pelos caprichos da corte que não valorizava nosso PIB e comprava municio dos estrangeiros sem o mínimo constrangimento. Acumulado a tudo isso, a Maçonaria que promovera o iluminismo, nascedouro do modelo republicano, inspirará os farroupilhas a fomentarem a primeira República da América do Sul, pondo um fim a tirania imperial, projeto que depois da Paz de Ponche Verde, norteou a política nacional até o Brasil virar república.

E mesmo contra os ventos, é bem certo que a vitória foi farrapa, pois o ideal desses libertários, intrépidos está vivo, latente nas veias dos gaúchos e brasileiros conscientes, de que não é possível vivermos em sociedade onde poucos ganham, onde as leis só servem para as classes inferiores, onde as elites negociam o país do seu jeito, sem preocuparem-se com as novas
gerações.
É por isso que a Semana Farroupilha transformou-se em um grande momento cívico-cultural, mostrando ao Brasil e ao mundo, num estilo de festa popular, que a raiz dos que morreram para que nós fossemos livres, é muito profunda e não rebentará jamais, porque a chama de 35 está acessa em cada um de nós. Que Deus permita que ninguém duvide disso!

 

Para pensar: Povo que não tem virtude acaba por ser escravo!

É TEMPO DE EXPOINTER!

 

De primeiro o GADO vivia solto nos campos, que tinham divisas nos rios e nos matos, em longas vacarias, como foram chamados nossos campos, pelos que introduziram o GADO e o CAVALO aqui, onde hoje é o Rio Grande do Sul.
Com o extermínio das missões jesuíticas, vastos rebanhos proliferaram a exmo, o índio cruzando com o branco, deu origem ao gaúcho, que já foi gaudério, changueador, guaxo, vivente órfão na terra, tendo o chapéu e o pala como abrigo e o céu por telhado, ocupado como caçador de reses.
Assim foram se formando núcleos que viraram estâncias, que no raiar do século IX trouxeram mangueiras de pedras e cercas, determinando invernadas e porteiros, continuando um criatório rudimentar, ao natural, ao comércio das charqueadas.
Na virada do século XX, o Ser Gaúcho já definido e não mais visto pejorativamente, direciona sua produção a um modelo produtivo mais organizado, descobrindo manejo, pastagens, vendendo as safras nas feiras pastoris.
Desta maneira foi forjado o PIB rio-grandense, que se sustenta até hoje, com tudo o que campo produz, por um homem que no decorrer dos anos viveu por oficio, no meio da fumaça do pó das patas dos rebanhos e dos cavalos, e por necessidade no meio da fumaça da pólvora das guerras, que incendiaram campos, mataram reses e gentes, mas não destruíram o ímpeto desse centauro pampiano moderno, que tem a mesma tempera de seus antepassados.
Nas exposições-feiras gaúchas, reúne-se não apenas o que se vende, mas o que culturalmente mostra a força espiritual desse povo que varou o tempo do seu jeito, importando e exportando tecnologia, certo de que nação só se constrói com cultura própria e economia forte.
Por isso amigos e amigas, mais uma vez estamos aqui, na maior expo feira agropastoril e industrial da América Latina, para contar a todos os que nos ouvem no mundo, que para nós? É uma ponchada de terra em volta do Rio Grande, focado na 34ª. EXPOINTER, que expandirá qualidade, inovação, e se a honra perdura o Estado nunca será tapera, abandono. E o grito do índio ecoando no pago afirma de novo, que está terra tem dono.

 

Para pensar: Ninguém come CDB, RDB, CHIPS, a vida se sustenta do que vem da terra.

188 ANOS DE HOSPITALIDADE

 

É tradição no rio grande a hospitalidade, valor gaúcho que se mundializou, é uma verdade, pois aonde se vai nesse estado, do litoral a fronteira, da serra aos campos neutrais, iremos encontrar esse costume de bem atender, de bem querer que anima os que chegam e aos que recebem.
No inicio dos tempos, depois das tribos indígenas, estas plagas tinham focos de habitantes muito longe uns dos outros, que se aquerenciavam, construindo ranchos, virando pago aos primeiros descendentes.

As distancias tornavam as gentes solitárias eram léguas de solidão sedentes de noticias de tudo, logo qualquer forasteiro era motivo de festa por quebrarem a monotonia e trazerem novidades e claro, levarem saudade das pessoas dos lugares remotos, promovendo a região, criando uma força espiritual de cultura hospitaleira tão grandiosa que varou os tempos.

Tanto que hoje dizer de qualquer rancho da campanha, é referência, sinônimo de hospitalidade.
Dia 30 de julho correu as varas de uma porteira de 188 anos de hospitalidade de nome Santana do Livramento, onde de braços abertos e sorriso largo a gauchada front eriça recebe os visitantes da mesma forma de seus antepassados, garantindo a tradição.

Nestas plagas onde brasileiros e uruguaios exemplificam a fraternidade, vivendo em paz, em conjunto, repartindo pátrias e querências, portuguesas e espanholas, uns de pele e olhos claros, outros de pele e olhos escuros, traduzindo o que Sepé plasmou, a terra tem dono, mas vindo em paz será nossa, para se viver e amar em liberdade.
Assim é que nos sentimos naquele momento de sábado chegando em Santana do Livramento, aceitos, recebendo hospitalidade gaúcha que vem até a verdade da era cristã, de amar os outros como a si mesmo. Parabéns santanenses por 188 e anos de emancipação política e de fé.
Para pensar: Ser hospitaleiro é ter no peito a certeza da fraternidade.

 

  De GILDO DE FREITAS a LIEV TOLSTÓI

 

Feliz da cidade, do estado e da nação que tem artistas regionalistas, que cantam sua terra, sua gente! Também por isso o Brasil é abençoado por Deus, pois em seus 5.565 municípios, há um desses cantores. Por certo as regiões do nordeste e do sul, são as que mais produziram artistas regionais, pela simples razão de que nacionalmente quando se pensa em regionalismo, instantaneamente lembramos deles e de seus famosos artistas, de uma lista enorme que em suas vidas emocionaram e encantam seu povo e seu país, reverenciando a simplicidade.
Instintivamente e sem medo de serem felizes, os artistas regionalistas brasileiros seguiram o que o escritor russo Liev Nikoláievich Tolstói pregou, (se queres ser universal, pinte tua aldeia), e Paixão Cortes corroborou, (cante seu folclore que estarás cantando o mundo) e Glenio Fagundes completou – cante sua aldeia que estarás cantando o mundo, e Cecília Meireles descreveu – não há nada mais universal do que o regional.
Essas quatro frases tem o mesmo sentido, que o Rio Grande do Sul dos velhos tempos a modernidade, de certa forma copiou pelos seus folcloristas, historiadores, escritores e mais recentemente pelos seus autores de letras e de musicalidade inspirada no ser gaúcho, onde todos convergem no quesito da simplicidade, do louvar a natureza e na beleza da vida campestre.
Para nos certificarmos disso, basta examinarmos as obras da corrente artística regionalista, na música, na poesia, nas artes plásticas ou na literatura, que encontraremos a verdade desses pensadores.
Dia 19 de junho, faria 93 anos um dos mais populares artistas regionalistas do Brasil que foi Leovegildo de Freitas o grande Gildo de Freitas, que do seu jeito, empiricamente trilhou o caminho de Leão Tolstói que morreu aos 82 anos em 1810 fugindo da cidade para o campo, rigorosamente repetindo o que nos meados de 1600 os moços perdidos de Buenos Aires, realizaram aqui, eles por serem avessos a vida urbana, fugiram para o campo originando o Ser Gaúcho, esse ser miscigenado que tem um estado de espírito permanente de amor a terra e de liberdade que somos, cantamos e vivemos.

 

Para pensar: Só se canta a vida se compreendermos a natureza como Gildo e Tostói!

 

A POESIA

 

Vejam quanto maravilho foi o criador de tudo, que proporcionou à inteligência humana a condição de inspiração, que julgo se estiver ligado a um lugar superior, de onde emana a arte. Sim, porque se os versos que o homem desenvolve se só dele fosse não precisaria esse decorá-lo depois de escrito. Logo me dá razão ao que pressinto que seja a inspiração um sublime momento de se estar ligado ao sobrenatural, e sabemos disso porque quando nos vem algo que não estamos pensando, seja uma frase, um verso, uma idéia, se não escrevermos logo, cairá no esquecimento e não se conseguira traçar a mesma linha.
Talvez por isso explique-se porque os poetas são diferentes das pessoas comuns, porque agem e reagem com diferença ás coisas do mundo, inegavelmente eles estão sempre, como dia o ditado: no mundo da lua, e é isso mesmo, para se fazer poesia temos que estar ligado a um mundo que não é o nosso, que até pode ser o mundo da lua.
O que diz a academia sobre poesia: Historicamente a poesia como uma forma de arte pode ser anterior à escrita . Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) e os Gathas de Zoroastro (1200-900 aC), até a Odisseia ( 800 - 675 a.C. ), parecem ter sido compostas em forma poética para ajudar a memorização e a transmissão oral nas sociedades pré-históricas e antigas. A poesia aparece entre os primeiros registros da maioria das culturas letradas, com fragmentos poéticos encontrados em antigos monolitos , pedras rúnicas e estelas . Os esforços dos pensadores antigos em determinar o que faz a poesia uma forma distinta, e o que distingue a poesia boa da má, resultou na " poética ", o estudo da estética da poesia. O contexto pode ser essencial para a poética e para o desenvolvimento do gênero e da forma poética. O historiador polonês de estética Wladyslaw Tatarkiewicz , em um trabalho acadêmico sobre "O Conceito de Poesia", traça a evolução do que são na verdade dois conceitos de poesia , que o termo é aplicado a duas coisas distintas que, como o poeta Paul Valéry observou: A poesia é uma arte baseada na linguagem . Mas a poesia também tem um significado mais geral [...] que é difícil de definir, porque é menos determinado: a poesia expressa um certo estado da mente . Dos Gêneros poéticos há classificação dos poemas conforme suas características. Por exemplo, o poema épico é, geralmente, narrativo, de longa extensão, eloquente, abordando temas como a guerra ou outras situações extremas. Dentro do genéro épico, destaca-se a epopéia . Já o poema lírico pode ser muito curto, podendo querer apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional. Poesia é a expressão de um sentimento, como por exemplo o amor. O poema, é o seu sentimento expressado em belas palavras que tocam a alma. Poesia é diferente de poema. Poema é a forma que se está escrito e a poesia é o que dá a emoção ao texto.
Da Licença poética - A poesia pode fazer uso da chamada licença poética , que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua , tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavras de baixo-calão , desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa .

A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas. Aqui no pago nossos poetas e poetisas, escreveram sobre todas as coisas em vários estilos, na linguagem regional, temos poesias para todos os gostos e o que mais atrai, são as poesias regionais do estilo romântico onde o homem se comporta como um macho respeitador e protetor, e a mulher, uma fêmea devoradora fazendo de seu homem, escravo e senhor. Por isso nossa coluna de hoje ainda será pelo Dia Internacional da Mulher.

 

Para pensar: A poesia é uma das formas que Deus nos entregou a evoluirmos como ser.

 

 

PRA QUEM DORME NOS ARREIOS

 

Aconteceu a vigésima sétima edição da Cavalgada do Mar! Mais uma vez milhares de cavaleiros e cavaleiras, desfilaram pelos duzentos quilômetros de areias do Oceano Atlântico, de Torres a Palmares do Sul. O idealizador desse evento foi o Advogado, Escritor, José Machado, carinhosamente chamado de Dr. Machadinho, maior incentivador do plantio de Pinos Ilhotes no litoral, também ex-cavaleiros da Paz, que fez o trajeto de Santiago de Compostela, rota Portugal, Espanha a cavalo.
O evento nasceu para homenagear os sesquicentenário da Revolução Farroupilha e protestar pela venda do Banco Sul Brasileiro, que virou Meridional e que no final foi comprado pelo Santander, nesse tiroteio morreram a SBOFA – Sociedade Beneficente dos Oficiais das Forças Armadas e o Montepio da Família Militar, e minha aposentadoria privada que tinha iniciado pagar, do meu salário, aos 14 anos.

Cumprindo a finalidade de protestante e defensora da nossa cultura regional a cavalgada se manteve, e se mantém sob o comando de Vilmar Romeira, tanto que se transformou no maior evento do gênero do mundo, e certamente o único contingente nômade do planeta em marcha a cavalo em tempo de paz, porque para cada cavaleiro há três no apoio, fazendo o acampamento circular em convívio, por mais de seis mil pessoas.
Realmente é uma grande festa, além do festival gastronômico e etílico, muita tertúlia, palestras, shows e bailes, se desenvolvem por derredor das barracas, em comunhão no culto das tradições gaúchas, assim, naturalmente o evento, transformou-se num belo produto turístico de lazer e entretenimento para o Estado.
É muito comum no meio da multidão, encontrar personalidades de diversos setores de nossa sociedade, principalmente do meio empresarial, político, artístico e de imprensa, o que demonstra que o gosto pelo cavalo e pela cavalgada não tem um ramo especifico, nem obriga que sejam o dos campeiros, muito pelo contrario, quem vive o ano inteiro na campanha, nesta época de férias quer distância dos arreios, embora uns mais idealistas, não agüentam a tentação e acabam participando do evento como diversão, de um modo “vi vendi” que lhe é oficio.
Há quem não goste de cavalgada, como há quem não goste de carnaval, de futebol e de festança, mas eu que gosto de tudo que for sadio, peço que me perdoem os que se incomodam com isso, porque estive lá encilhado num dorso crioulo da escuderia Quadros de Guaíba, montaria do Dr. Paulo Deboni, de chapéu tapeado e pala de seda ao vento, relembrando edições que participei como primeiro repórter a cavalo da história do rádio brasileiro, na 3ª. Cavalgada da Paz, de Canguçu a Colônia do Sacramento, pela Rádio Liberdade de Canguçu e depois nas cavalgadas do Mar, de 2002 e 2003, pela Rádio Gaúcha.
Para pensar : Reculutando da sensibilidade de Telmo de Lima Freitas homenageio aos Cavaleiros do Mar e os demais, dizendo: “E nessa marcha batida, esqueço o último pealo, por isso devo ao cavalo por ter chegado até aqui!”

O GAÚCHO ALEGRE

 

No dia 20 de janeiro, marcou a data de nascimento de um grande gaúcho riograndese, patriota, um homem que passou a vida toda enaltecendo, mas que a meu ver é pouco enaltecido pela cultura gaúcha, refiro-me a Dimas Costa.
Nascido em Bagé no ano de 1925, faleceu em Porto Alegre em 11 de julho de 1997, e foi enterrado em Tapes onde residia. Ele era poeta, folclorista, foi apresentador de rádio, televisão e ator de cinema, e com Eleu Salvador compôs o Parabéns Crioulo, que José Mendes popularizou.
Eu era guri aluno do Colégio União de Uruguaiana quando conheci Dimas Costa, o colégio tinha tradicionalmente uma vez por semana ás assembléias lítero artísticas, onde desenvolvia a veia da arte de seus alunos, ensinava a ouvir e cantar, muitos conhecidos artistas de hoje tiveram seu primeiro contato com público no palco do salão nobre do centenário colégio.
Naquele dia do ano de 1968 ou 69, eu era aluno primário do Instituto União e todos nós fomos levados inusitadamente ao salão nobre, para ouvir um artista gaúcho. No meio da plenária postou-se nossa turma, o salão ficou cheio, logo o Reitor Luiz Stábile tomou a frente e lascou: Queridos alunos, convoquei os professores a trazê-los para cá porque estamos recebendo uma visita ilustre (a gurizada de olhos saltados e pescoço espichado, buscavam na volta o estranho, que estava sentado na primeira fila), esse visitante, continuou o diretor, promove um valioso trabalho na construção e divulgação da nossa cultura regional, e se desmanchou em predicados valorizando o homenageado, a quem finalmente chamou ao palco.
O silencio reinava de curiosidade, assim um homem esguio, bem pilchado, chapéu atirado nas costas, tomou o microfone e começou a contar histórias, umas engraçadas que a platéia se torcia rindo e outras lindas e tristes que dava vontade de chorar.
No final, Dimas Costa, já com o platéia infantil na mão, encerrando sua apresentação, anunciou – declamarei um verso que fiz em forma de oração a Jesus, intitulada A Reza Dum Grosso – o verso dizia de um peão de estância que muito pouco vinha a cidade, xiru, flor de grosso, aproveitando sua visita no povo, resolveu ir a uma igreja rezar, para falar com Jesus Cristo e fazer uns pedidos, então arremedando o grosso nosso poeta finalmente declamou. Aconselho procurarem essa poesia, tem na internet.
Como os demais, eu fiquei impressionado com o artista, tanto que até hoje me lembro nitidamente da cena, e lá se vão quatro décadas e uns meses, me lembro ainda de alguns fragmentos e todo o contexto da poesia que ouvi uma só vez. A Reza Dum Grosso expressa o segredo de viver, a autenticidade, que encanta crianças e desperta a atenção e respeito dos poderosos da terra e do céu.
Nesse dia fiquei fã de Dimas Costa, acompanhei de longe sua trajetória e em todos os concursos de poesias no mundo tradicionalista ele virou ícone, por escrever versos para ás crianças e adolescentes declamarem. Quando vim para Porto Alegre, no ano de 1980, donde nunca me imaginei morando, tive no meu elenco artístico nas pulperias da vida que criei o Paulo Ibagé, filho do extraordinário Dimas Costa que até hoje faz a gurizada gaúcha declamar seus versos.
Desejo iniciar um trabalho de resgate da memória e da obra do Gaúcho Alegre de Bagé, de quem ontem ouvi um belo elogiu da professora tapense, Ziandra Cardoso afirmando: “Ele era muito querido, gostava muito da vida dele, ele era parceiro da sua mulher, vivia do jeito que pregava em suas poesias”. Dimas, onde estiveres aceite essas linhas como A Reza Dum Grosso!
Para pensar: Deus não houve as orações decoradas ditas sem alma, prefere as rezas autênticas.

AS CAVALGADAS

 

Dos vários movimentos de cavalarianos no estado, janeiro e fevereiro, nos remete sempre a dois grandes eventos do gênero. A Cavalgada da Costa Doce que partirá nesta edição, do bicentenário cipreste em Guaíba, local de reunião farroupilha de fronte a casa de Gomes Jardim, totalmente restaurada, onde morreu Bento Gonçalves, e vai até a Praia do Laranjal em Pelotas, costeando: “O lago verde azul, que na América do Sul, Deus botou prá bebedouro” , como diz a letra do grande Elmo de Freitas.
E bueno, o segundo evento é em fevereiro, a Cavalgada do Mar, que neste ano partirá de Torres até Dunas Altas, costeando a grande lagoa salobra que até aqui tem nome de Oceano Atlântico, assim há 26 anos acontece esse evento, desta feita a 27ª. edição que promete muita harmonia e distração aos integrantes e veranistas.
O cavalo é o ator principal desses eventos que se realizam por todo o estado e o Brasil, entre gentes e instituições ligadas ás lides do campo, principalmente aos que vivem nas grandes cidades contrariando seu gosto, assim nas cavalgadas, reencontram as suas origens no convívio com o nobre animal, que lhe tendo ao dorso, estende o horizonte a percorrer distancias.
Depois que somos iniciados no cavalo, e alguns já nascem iniciados, nunca mais nos separamos do convívio dos animais e de quando em vez, encilhamos para não perder o jeito, o garbo e o entono, pois segundo Guilherme Shultz Filho, “cavalo é um trono e nesse trono o Rio Grande se criou”.
Quem nunca andou a cavalo por dias, nunca poderá entender a metamorfose da relação inseparável do homem e o cavalo, por isso talvez haja por ai, alguns rançando com os cavaleiros do mar, mais por egoísmo e por falsa salubridade do que por eloqüência, rechaçam o evento a título de defensores dos animais, sem darem-se conta, que nos seus apartamentos, confinam cães, gatos, pássaros, como se esses não tivessem direito a natureza, da que os donos de cavalos oferecem a seus animais.
Os animais são tudo de bom a humanidade e vice versa quando não seja o homem mau feitor, e historicamente o gaúcho atende primeiro seu cavalo, pois a sede de liberdade do homem e do cavalo são irmãs gêmeas, por isso eles foram a vitória de todas as guerras e são a glória na paz.
Para pensar: Se os homens se tratassem como tratam seus cavalos já teríamos chegado a máxima de Jesus: Amai o próximo como a ti mesmo!

 

O GAÚCHO

 

Há muitas especulações sobre a origem da palavra GAÚCHO, mas infelizmente ninguém a decifrou definitivamente; continua o mistério, porém, ser GAÚCHO, todos os pesquisadores que se interessaram pelo tema concordam que não é uma raça, é uma estirpe a partir de uma atividade sócio-econômica com características próprias, um ser miscigenado, remanescente de tribos guerreiras que habitavam a Argentina, o Uruguai e o Brasil no Rio Grande do Sul; nômades, hábeis cavaleiros, extremamente valentes, desprendidos de tudo, inclusive da vida;valorosos, leais, hospitaleiros, ocupados ora com a lida pastoril ora com a vida militar em postos que iam de soldado raso a general. No entanto, somam-se, nessa resultante biológica, todas as demais etnias que acamparam no cone sul americano nos dois últimos séculos, formando o gaúcho de agora que atavicamente apresenta comportamento psicológico desde a vocação agrícola do tape, à agressividade do charrua e do minuano, à paz espiritual do guarani, ao aventurismo bandeirante.
O primeiro registro da palavra GAÚCHO, em língua portuguesa, foi em 1787, escrita no Diário de José de Saldanha, o que prova sua existência muito antes, pois a denominação de um padrão cultural leva anos a se formar. Em 1536, foi introduzido o cavalo de hoje na América do Sul, espalhando-se a partir de 1580, tornando-se o pampa seu melhor abrigo. Coincidência ou não, foi nessa época que surgiu o gaúcho primitivo chamado de ‘‘moços perdidos de Buenos Aires'', logo changadores, gaudérios, avessos à urbanidade, de culto à liberdade, refratários à lei dos homens e a qualquer modo de vida que não fosse nas imensidões dos campos, onde desenvolveram grande habilidade de domar cavalos e lidar com gado.
Assim podemos dizer: que o cavalo e o gado vieram primeiro que o gaúcho e se estes não existissem, os homens do pampa seriam qualquer coisa menos gaúchos.
A miscigenação do europeu com o índio, fundindo a cultura ibérica com a sulamericana, fez chegar até nossos dias, além do ser, o churrasco, o chimarrão, a música, os payadores, a poesia gaúcha culta e rica, tanto que ligados ou não à vida do campo temos gente compondo e fazendo poesia à maneira ou a lembrar da vida do gaúcho passado e suas bravatas.
Marco Aurélio Campos, autor da frase que, a meu ver, retrata com pureza todo o sentido espiritual e material desse ser miscigenado e independente, escreveu:
“Eu sou gaúcho e me chega pra ser feliz no universo”; não tratava de prepotência e sim de alguém definido, resolvido no mundo. Particularmente, defino que para ser gaúcho modernamente não precisa ter nascido na região do Prata continentino, basta o indivíduo ter no peito um estado de espírito permanente de amor à terra e à liberdade: assim já é GAÚCHO.

 

Feliz 2011. Que Deus nos abençoe e consigamos influenciar gauchescamente a humanidade na prática do bem!

 

Mais uma vez um time brasileiro está nos emirados árabes representando o Brasil e para nosso orgulho é um time aqui do Rio Grande do Sul, que faz o evento ser mais emocionante aos gaúchos.
O planeta água está virado em futebol, e isso é muito ruim quando esse esporte provoca ira, ódio entre as torcidas, mas isso é muito bom quando a paixão do esporte provoca rivalidade sadia, compreensão, alegria entre os torcedores, envolvidos num convívio civilizado, verdadeiramente desportivo.
Creiam, qualquer time brasileiro que lá estivesse seria motivo de satisfação a todos nós, afinal o mundo estará focado no resultado desse campeonato mundial, o estado e a cidade dos clubes participantes do grande torneio são promovidos pelos times, pois a crônica não pode dizer só dos jogadores, terá que inevitavelmente falar dos clubes, de suas façanhas e de suas origens.
Todos concordarão, para os gaúchos esse mundial é muito mais especial do que para qualquer brasileiro, porque quem está lá é o Brasil sim, pelo Sport Club Internacional, o clube do povo, a força gaúcha, sediada nesta capital, por isso amigos e amigas, devemos brindar no churrasco desse domingo, por essa realidade que nos promove, pois já somos vice-campeão do mundo, e dia 14, terça feira, pelas ondas da sua rádio gaúcha e da RBS-TV, vamos vibrar, torcer para que o nosso representante tenha sucesso, para a felicidade geral da nação e do Rio Grande do Sul, sendo bi-campeão.
Na semana que passou o nosso Grêmio Sport Club Portoalegrense, ganhou uma vaga na libertadores que poderá levá-lo ao Oriente Médio e vivenciar o que o seu maior rival está vivenciando agora, e vejam que o Grêmio poderá estar lá, graças ao Inter que não entregou um jogo no campeonato brasileiro e pelo Goiás que se entregou para os argentinos.
Como nas guerras que incendiaram o pago nos séculos passados, os gaúchos não entregaram o Brasil aos estrangeiros, e nossos times não entregaram a canha em nível regional e nem em nível internacional. Hoje lá está o Colorado o Maragato e amanhã, lá estará o Grêmio, por isso agora é tempo de união, de força, de coração, de energia positiva para que tenhamos ineditamente aqui, dois times bi-campeões do mundo, porque jogam com a luz do sol e da lua, com a alma que é tão igual a tua: que tem rebeldias do Sepé mais guapo, o inconformismo altivo de um farrapo e força vencedora de um charrua.

 

 

TODOS OS DIAS DEVERIAM SER DAS CRIANÇAS

 

Creio que neste outubro o mais significante dia sem desmerecer as demais datas, e todos vão concordar comigo, é o Dia da Criança.
Há, quanta saudade sentimos desses momentos que todos passamos e que não voltarão mais, dos quais temos grandes recordações, a final, a infância é uma essência que ilumina os caminhos, a criança tem virtudes que os adultos perderam, por exemplo: Não guardam magoas, esquecem facilmente das dificuldades, se relacionam com facilidade, não tem preconceitos, respeitam as regras das brincadeiras e tantas outras qualidades, que sabemos e que já vivemos.
Quando criança, os dias passam mais lerdos, a semana, o mês e o ano, nem se fala, é uma eternidade.
Para uma criança, uma hora é um monte de tempo, mas quando ficamos adultos, uma hora parece um minuto e ficamos magoados com qualquer besteira, guardando rancor que nos faz adoecer.
Por isso homenageando as crianças pelo seu dia, falo para os adultos, pensando num ditado popular espanhol que diz: “ El diablo no es sábio por diablo e sin por viejo”, que a partir deste momento divirjo dessa sentença, porque encontro no ser criança muito mais sabedoria do que nos velhos, os adultos na verdade tem mais tempo de vida do que uma criança e por conseqüência mais conhecimento material, mas não mais sabedoria que é uma vertente espiritual. Logicamente que mais tempo de vida nos deixa mais experientes, mas não necessariamente sábios, por isso divirjo do ditado.
Em todos níveis sociais, o que tenho visto de gente adulta ignorante, arrogante e pretensiosa, principalmente na política, é algo impressionante, coisas que não vemos em geral nas crianças, que são meigas, solidárias, alegres, atenciosas, no que fundamento minha tese.
Aprendi certa feita uma metáfora, de um cientista que passava 24 horas no seu laboratório e recebeu de sua mulher a incumbência de ficar um pouco com seu filho, que como toda criança sadia, curiosa, não parava de mexer nos troços do laboratório, desconcentrando o pai que buscava uma descoberta. Então para que o guri ficasse quieto, o pai pegou um papel que tinha o mapa do mundo, picotou e entregou ao filho pedindo que reconstituísse, colando o mapa. O guri prontamente pegou o bolo de papéis picado, sentou quieto no chão e começou o trabalho. Não passou 20 minutos de tranqüilidade do cientista, a criança, faceira, gritou: Pai terminei. Sem acreditar no que via, o pai perguntou-lhe: Como conseguiste tão de pressa resolver o problema? Foi simples, enquanto cortavas o papel, vi que nas costas tinha um homem, então remendei o homem e concertei o mundo.
Acho que estamos num tempo que os adultos deveriam dar mais importância as crianças, não só de levá-las para brincar, dar presentes, mas para ouvi-las, admirá-las, questioná-las, amá-las de verdade, buscando fazer do mundo um lugar sadio como o espírito de infância. Assim poderemos no dia 12 dizer sem remorsos a elas – FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

Para pensar: Que bom envelhecer com a alma de uma criança!

TERMINOU A SEMANA FARROUPILHA

 

Muito bem, 14 a 20 de Setembro, se festejo o Dia do Gaúcho, que foi dia 20, quando em 1835 os riograndenses liderados por Bento Gonçalves da Silva, se insurgiram contra o império brasileiro que tinha nos campos do sul, apenas vontade de explorar as gentes e o pago, levando toda a riqueza, sem devolver nada, nem mesmo indenização pelos estragos das guerras que se travavam contra os espanhóis e a gauchada era que agüentava o repuxo.
Como de costume, por isso neste período, muita movimentação cívica, cultural, toma o Rio Grande do Sul, principalmente no feriado internacional, sim, no Uruguai, nas cidades lindeiras com o Brasil, também é feriado pela causa farroupilha. Certamente nessas paradas cívicas a politicama desfilou, espero que só nas arquibancadas, pois quem candidato se atreveu ir para a avenida montado, não vamos nos esquecer do oportunista, saberemos que não é o cara que reflete o perfil do político que andamos campeando e que está fazendo falta nas assembléias, no congresso nacional e nos palácios de governos.
É sempre louvável toda a manifestação cívica, que alias anda em baixa, justamente porque a política não mais representa o conceito de seriedade, muito pelo contrário, mas infelizmente não temos outra forma de escolha a não ser essa que está ai, mais para feudo partidário do que para campo democrático.
Que bom que Semana Farroupilha antecede as eleições, para quem sabe os candidatos tomarem uma dose de civismo, e trabalharem pelo voto com a consciência da necessidade de mudança no cenário público vigente.
Então, apelo aos que de qualquer forma assumirão as cadeiras do legislativo e do executivo no Rio Grande e do Brasil que, impulsionados pela epopéia farrapa, promovam a revolução que tanto o País precisa no campo político, que naturalmente o resto se acomodará.
Tenho certeza que é esse o espírito do novo farroupilha que anda por ai, cultuando, pregando valores esquecidos pelas elites políticas, que desfrutam de suas condições para explorar o público.
Que falta nos faz um Bento, um Gomes Jardim, um Zeca Neto, um Canabarro, para sacudir a alma da nossa gente, já que os lideres de agora, não conseguem nem mesmo se sacudir, pela razão maior que é o Estado, a Nação.
A República Riograndese foi uma realidade de nove anos e não foi mais tempo, porque não havia dês do começo da revolução a vontade separatista, porque jorrava nas veias gauchas o sangue brasileiro, mas a rebeldia farrapa provou ao império que era sim possível a independência pampeana, tanto que visionários dos dois lados, comporam a honrosa Paz de Ponche Verde, que fez o Brasil mais Rio Grande, e o Rio Grande mais Brasil.

 

Para pensar: Que sirvam essas façanhas de modelo!

 

18ª. CAVALGADA FARROUPILHA

 

Com os auspícios das FARMÁCIAS ASSOCIADAS, CELULOSE RIOGRANDESE e SISTEMA TARCA DE COMUNICAÇÃO, apoiado pelas Prefeituras de São Borja e Alegrete, Exército Nacional, Maçonaria Unida do RS e Imprensa Gaúcha, aconteceu exitosamente, a 18ª. CAVALGADA FARROUPILHA, promoção do INSTITUTO CAVALEIROS FARROUPILHAS.
No dia 14 de setembro sempre inicia a Semana Farroupilha, quando o Estado todo, e localidades no Brasil e no mundo, onde há gaúcho vivendo, tem festejos farroupilhas como manda o figurino, churrasco, carreira, baile e desfile cívico, cultural, em memória aos heróis de 35, para cultuar o feito dos revolucionários, guerreiros, que perseguimos até hoje, pelos ideais de Bento Gonçalves e seus comandados.
E quando eu digo que essa festividade é em todo Estado , compreendam no sentido literal da expressão, pois já do dia 09 até 12 de setembro, os CAVALEIROS FARROUPILHAS atravessavam a cavalo, pelo interior gaúcho, quatro municípios, São Borja, Maçambará, Itaqui e Alegrete, e por onde passamos se via a chama viva da tradição, nas ruas, nas escolas, nas vilas, nos ranchos, onde homens, mulheres e crianças estavam cultuando nossas raízes.
E nas primeiras horas da tarde do dia 12, os Cavaleiros Farroupilhas desencilharam na Hípica do 6º. Regimento de Cavalaria Blindada José de Abreu, recepcionados pelo Piquete Gen. José de Abreu, cumprindo o trajeto de 183 quilômetros, da 18ª. Cavalgada Farroupilha, que criou a rota de turismo histórico JOÃO MANOEL e que dará origem a mais um filme documentário, desta feita sobre a vida desse herói da Guerra do Paraguai que salvou as famílias são-borjenses das garras paraguaias, em maio de 1865, providenciando que estas se destinassem a serra e outras para o Alegrete, por isso o evento.
Esse episódio foi que motivou o Instituto Cavaleiros Farroupilhas a homenagear o General João Manoel Mena Barreto, com sua tradicional cavalgada anual, e vejam que 30 anos antes desse ato heróico, João Manoel, jovem oficial imperial, combateu os Farroupilhas, de quem após a honrosa Paz de Ponche Verde, virou companheiro de farda.
O Rio Grande é isso ai, sempre foi e será brasileiro, defendendo nossa bandeira a qualquer custo, por isso os Farroupilhas do presente, não se importam de louvar um inimigo de ideais do passado, porque o que jamais faltou nos corações do povo gaúcho, foi o sentido de nobreza no reconhecimento de quem quer que seja, que tenha agido em defesa da vida, pela liberdade, contra a tirania.
João Manoel, peleou e morreu guerreando contra essas atitudes infames de Estigarribia e Solano Lopes, que invadiram os solos argentino e brasileiro, derramando sangue de inocentes, pela ganância e prepotência que todo ditador sempre terá.
Por isso está plenamente justificada a homenagem Farroupilha ao General João Manoel Menna Barreto, que tem agora mais uma estrela na sua história com 183 quilômetros, entre São Borja e Alegrete, como rota de turismo histórico que sai da Cruz do 2º. Regimento João Manoel, comandado pelo Tenente Coronel Gusmão, e chega na Hípica do 6º. Regimento de Cavalaria Blindada José de Abreu, comandado pelo Tenente Coronel Ramires, dois gigantes no fomento dessa cruzada, rota turística agora aberta para quem quiser vivenciar o que João Manoel fez e nós retraçamos para o Rio Grande do Sul, para o Brasil e para o mundo.
O evento encerrou-se com uma grandiosa e emocionante tertúlia no galpão da Hípica, pelos artistas cavaleiros, logo do almoço até o embarque de regresso ás 19 horas. Todos foram diplomados pelo ICF, participantes e apoiadores da cavalgada, e por iniciativa do TC Ramires se fez o lançamento da 19ª. Cavalgada, que terá a missão de levar para o Alegre os restos mortais do General José de Abreu, fundador da cidade. Será um orgulho para todos esse evento, muito mais para nós abreus que devolvermos ao pago, nosso avô.

 

Para pensar: Só quem abre estradas avança, os outros andam!

 

 

 

EXPOINTER – 2010

 

Estamos novamente em tempo de EXPOINTER, e a partir dela é que mais de trinta feiras agropastoris aconteceram até novembro no estado, exibindo e comercializando o que o campo produz.
Realmente o Rio Grande do Sul da Expointer em diante, entra em êxtase regionalista, que só terminará dia 20 de setembro no dia do gaúcho.
Ontem começou uma das maiores feiras agropastoris do mundo, que orgulha gaúchos, gaúchas e o Brasil. Pois desfilam nas pistas desse extraordinário parque Assis Brasil uma variedade de raças que enchem os olhos dos visitantes, dos técnicos, dos campeiros, da imprensa e das autoridades.
O destaque da feira são os produtos e seus expositores, peão e patrão juntos, fazendo sua parte para ganharem seus prêmios e venderem seus frutos que garantiram o sustento da estância.
A ciência caminha junto a esses homens rurais, rudes, que modernamente dispõe tecnologia de ponta para administrar seus rebanhos, tornando o negócio mais produtivo e conseqüentemente mais lucrativo.
Na expointer anualmente centenas de pessoas chegam de todos os recantos do mundo e daqui milhares de urbanos buscam o evento, uns para conhecer o que nunca viram e outros para relembrar os tempos de vida no campo, ouvir o berro e sentir o cheiro do estrume do gado que mantém na memória.
Nos palcos culturais, a arte nativa dos cantores e cantoras do pago, vão apresentando os versos dos poetas que com suas sensibilidades descrevem o valor espiritual da lida campeira que está intimamente ligado a creador de todas as coisas, pois os que vêm a expointer são os criadores que de certa forma são peões de Deus, reproduzindo rebanhos e mais rebanhos ao sustento da humanidade.
E a Expointer é sinônimo de mesa farta ao Brasil, que só tem sua balança comercial equilibrada pelo o que o meio rural exporta.
Até o dia 5 de setembro, Esteio será foco do mundo agropecuário, de onde provavelmente sairá sugestões plausíveis ao desenvolvimento do campo, como subsídio as políticas públicas que pouco tem feito por esse setor dito primário, que mais me agrada nominar de setor fundamental, porque o homem vive faltando tudo, menos sem água e pão que vem da terra, do pasto verde da pampa.

 

Para pensar: Quem crê, cria, pois o criador abençoa!

 

DIA 22 AGOSTO É O DIA DO FOLCORE

 

Então saludo os folcloristas que já se foram e os que andam por ai buscando a razão da cultura popular.
O termo folclore é um neologismo criado pelo arqueólogo Ambrose Meton, de pseudônimo - Willian Jhon Thoms, em 1846 na Inglaterra, onde os vocábulos da língua inglesa, folk (povo) e lore (saber), foram unidos passando a ter o significado de saber tradicional de um povo.
Temos duas correntes acadêmicas onde o folclore é tido, numa, como um capítulo da antropologia social e noutra, como ciência autônoma. A maioria dos estudiosos o consideram uma ciência e é, pois ciência é toda a matéria de fonte inesgotável e o folclore estuda os fatos culturais materiais e espirituais de um povo, logo é um campo fértil, porque enquanto existir humanidade, existirá essa ciência.
Um dos folcloristas mais importantes do Brasil foi Câmara Cascudo, aqui no pago tivemos Carlos Galvão Krebes e ainda temos, Paixão Cortes, Nico Fagundes e Elma Santana, que anualmente lançam livros de estudos folclóricos nos ensinando das lendas, mitos, costumes, tradições e crendices regionais gaúcha.
Segundo Von Gennep o folclore não é como se pensa, uma simples coleção de fatos disparatados e mais ou menos curiosos e divertidos, é uma ciência sintética que se ocupa especialmente dos camponeses e da vida rural e daquilo que ainda subsiste de tradicional nos meios industriais e urbanos. O folclore liga-se, assim, à economia política, a história das instituições, á do direito, á da arte, á da tecnologia, etc, sem entretanto confundir-se com estas disciplinas que estudam os fatos em si mesmos de preferência a sua reação sobre os meios nos quais evoluem.
Dos fatos culturais materiais que nos evidencia o folclore aqui, temos o chimarrão, o churrasco, o carreteiro e dos fatos espirituais temos as lendas, as danças, as quadrinhas poéticas e tantos outros motivos folclóricos encontrados, por exemplo, nas brincadeiras infantis.
O Brasil é tido como o país de maior riqueza folclórica do mundo e o Rio Grande do Sul é parte importante disso e mais, é considerado o estado da federação que da mais importância a sua cultura de raiz e deveria já ter na cadeia de ensino essa cadeira como instrumento de ensino para fomentar e melhor proteger nosso patrimônio artístico e histórico.

 

 

Pelo Dia dos Maçons!

  Confesso perante todos e de meus bem vividos 50 anos, que indignado com a falta de caráter reinante no mundo, certa vez imaginei que era tempo de existir uma sociedade que seus sócios teriam que passar por uma peneira muito fina para ingressar. Que lá se poderia conviver de alma aberta, sem armas e escolta, todos seriam verdadeiramente dispostos a executar o bem a qualquer custo, inclusive ao da sua vida. Os integrantes dessa instituição seriam confiantes num ser superior, desprendidos do materialismo desacerbado, discutiriam as ciências, as filosofias, as artes, tornando-se operários lapidadores de seu caráter, desbasta dores de conceitos brutos e indignos, conviveriam como irmãos. Deixando de lado paixões, vaidades, luxuria, brindando o mundo com beleza, harmonia e sabedoria no viver. Acho que quando pensei seriamente nisso, tinha uns 30 anos. Creio que a família deveria ser essa instituição e o é, infelizmente poucos se dão de conta disso, e todos os dias vimos famílias despencarem pela pobreza espiritual, que leva a drogadição, imoralidades, por não compreenderem que para sermos amados, temos que amar. Daí vibrando na faixa do mal, geram discordais, ódio, guerras, destruição intima e exterior. Curiosamente neste mesmo período de meus sentimentos descritos, vários amigos me convidavam para participar numa tal confraria chamada de maçonaria. Como não sabia do que se tratava, e não me eram claros nas respostas as indagações a respeito, resistia os convites. Mas passei a observar melhor a conduta dos que de alguma forma ou de outra, se apresentavam como tal. Meus amigos fiquei intrigado porque a maioria desses, não se comportavam como os nobres costumes propalados da arte real, e claro, mais tarde entendi, porque esses nunca foram da ordem e se foram não estão mais lá. O Fato é que nos dez anos seguintes, por ter recebido algumas informações pertinentes dum amigo e colega de oficio, aos 40 anos, aceitei ver de perto a tal confraria que se gineteia um bode. Mas antes de bater o martelo, fui a Uruguaiana visitar propositalmente um velho e grande amigo, que eu sabia de sua condição maçônica, e de quem tinha e tenho na mais alta consideração, e lhe fiz três perguntas. Antes o expliquei do porque da minha visita repentina, e olho no olho, sampei: Amigo tu acredita que nós somos corpo e espírito? Sim disse ele. Tua acreditas na reencarnação? Sim respondeu. Ultima pergunta: já estas com 80 anos, perto do fim terreno, então quando fores libertado do corpo físico, e se tiveres que reencarnar de novo, serias novamente maçom? Sim com toda certeza. Daí o abracei agradecido, ele emocionado eu também pela bela e longa conversa e retornei para Capital decidido aceitar a fazer parte da Ordem Maior, que é Justa e Perfeita, onde aprendi que os homens é que não são. E descobri nela a sociedade que pensara criar aos 30 anos para ter mais esperança na humanidade, por isso nesse editorial, esperançoso saúdo todos os irmãos pelo dia do Maçom que será quinta-feira, e não se esqueçam de que. “Quem poupa o mal, prejudica o bem, combatei a tirania sempre, fortalecei os ideais republicanos dos farrapos, sabendo que os homens providos de retidão, são objetos de acirrado rancor, pois com essa característica, humilham sem querer os indivíduos obtusos”. Que o grande arquiteto do universo, continue dando a nós e a toda humanidade, as maravilhas do seu reino!

Para pensar: O segredo da vida e descobrir a sintonia do bem e não mais sair!

 

O dia do artista!

 

De todos os dias festivos da ultima semana de agosto, escolho a do dia 24 para falar do artista. Imaginemos o mundo sem os artistas? É impossível! Essa gente tem um espírito diferente do comum, são seres superiores sim, porque tiveram do criador o dom da arte, e arte é estar mais perto de Deus. A inspiração artística é se ligar numa força cósmica, invisível, que só o artista sente. É estar em estado de graça. Pena que isso não elege o ser bom ou mau. Mas num geral os artistas são bons, tanto é verdade que não existe presídio com coral, orquestra, conjunto, balé, teatro, nem escola de samba, prova que o artista é do bem. A inspiração é uma capacidade de sentir uma mensagem, captar do astral o mandamento divino pela sensibilidade. Podemos dizer que todo artista é um médium, gente que tem o dom de recebe algo do mundo invisível. Quando se compões uma musica, por exemplo, e eu sou musico compositor e poeta, temos que logo, digamos da “criação” ler se for poesia e executar quando for musica a obra várias vezes para decorar. Está aí a prova de que se fosse minha a obra não precisaria decorá-la. E se essa fosse minha, então estaria adormecida dentro de mim, abrindo outra prova cabal, da existência e imortalidade do espírito ou da consciência. Mas bem, esse é outro assunto, volto ao ser artista! É muito bom ser artista, mas muito sacrificante, porque no plano terreno a vibração está muito ruim, também por causa do artista que tem o dever, de elevar essa vibração da consciência humana a um nível satisfatório de bondade, harmonizando o planeta. Assim o bom artista acaba passando por necessidades materiais, porque são poucos que dão importância a cultura. A maioria humana esta adormecida, ignorante, mal conduzida. Por isso quando vejo, ouço ou leio de artistas se ocupando com temas vulgares, invertendo valores sociais e culturais, compreendo sua necessidade, mas me entristece, porque ali ele estará servindo o mal e não ao bem que é virtuosidade. Portanto neste dia dos artistas que é hoje, aos que estiverem me escutando, peço carinhosamente que reflitam sobre este texto que é da minha inspiração, percepção, visão, sentimento, e não de minha propriedade. Que entrego a todos querendo verdadeiramente abrir seus corações, do mundo a dar valor ao artista do bem, e do artista a procurar o norte não material, que é conseqüência de qualquer labor, e não o fim. Viva o dia dos artistas!

 

Para pensar: Ser feliz e trabalhar no que se gosta o soldo é conseqüência.

51 ANOS SEM AURELIANO!

 

Uma das grandes figuras do regionalismo gaúcho se chamava Aureliano de Figueiredo Pinto, que morreu com 61 anos, no ano em que eu nasci, 1959. Aos muito cedo tive contato com sua obra pelo verso Tubiano Capincho que o Jaime gravou e muitos não se dão de conta que o verso é da autoria do grande Aureliano que bem podia ser do grande Jaime Caetano.
Esse equivoco só acontece por que os dois foram gigantes!
Aureliano de Figueiredo Pinto teve uma vida exemplar, é nome de rua aqui, em São Paulo e provavelmente em outras cidades do Brasil, nasceu em 1898, coincidência ou não, ano em que outro notável regionalista Major Cezimbra Jacques, fundou o Grêmio Gaúcho, primeira entidade brasileira de culto as tradições gaúchas.
Formou-se médico em 1931 e foi clinicar em Santiago, terra de gaiteiros e de gente campeira, com quem aprimorou seu gosto e sua arte de versejar na forma mais autentica, sendo fiel aos termos, usos e costumes gauchescos, que o transformaram notável no mundo literário brasileiro como o melhor no gênero.
Muitos literatos de ontem e de hoje devem ter se perguntado: Porque um homem culto como Aureliano dava tanta importância ao regionalismo, visto como grossura pela maioria da elite cultural riograndese?
Certamente porque Aureliano de Figueiredo Pinto, encontrou no gênero o que Tolstói proclamou: “ CANTE SUA ALDEIA QUE ESTARÁS CANTANDO O MUNDO”, ratificado por Cecília Meirelles na sentença: “NÃO HÁ NA MAIS UNIVERSAL DO QUE O REGIONAL”, assim preferiu contar em seus livros sobre esse prisma universalista, garimpando no viver gaúcho, dele e de outros tantos, sua verdade cultural, irradiadora de sabedoria de vida, desvendado a filosofia gaúcha.
Por isso estamos aqui escrevendo, seguindo a caminho desses mestres!

 

Para pensar: Seguir caminhos não significa copiar a vida dos outros!

O CICLO DAS FESTAS JUNINAS

 

O ciclo junino inicia em 13 de junho com o dia de Santo Antônio, vivemos dia 24 dia de São João e dia 29 será dia de São Pedro e São Paulo. Mesmo com o fulgor da Copa do Mundo na África do Sul, o Brasil, principalmente no nordeste, mergulha nas festividades juninas, outrora religiosas e hoje, da forma exibida pela mídia, mais popular e profana.
Há uma grande inquietação por parte dos folcloristas de como deveria se promover as festas juninas em cada estado brasileiro. Bem como a igreja deve estar preocupada com a deturpação dos festejos de seus santos, pois o povo nestes tempos venera mais a farra, do que os santos homenageados.
O governo do Brasil, gasta milhões nas festas juninas no nordeste por palanque, os políticos nordestinos, abandonam Brasília e se vão ás bases levando as verbas governamentais para festividades que lhes garantirão reeleição. Assim interpreto realmente que são todos de votos, e não devotos aos santos.
Enquanto isso aqui no pago vamos discutindo de como deveríamos festejar os santos juninos autenticamente. Eis a questão! Se, á moda caipira ou á moda gaúcha? A caipira todos nós sabemos, porque de muito os colégios, igrejas, faculdades, clubes, promovem suas festividades juninas inspiradas na moda caipira, onde todos se vestem com roupas remedadas, botinas, chapéu de palha esfapiado, pitados de carvão, bigode, cavanhaque, costeletas e sobrancelhas, a lá Jéca Tatú. As moças de saia de chita, maria chiquinha, cara pintada e coisa e tal. E para beber? quentão, caipira e cachaça. E para comer? pipoca, amendoim, batata doce, mandioca, milho, tudo o que a roça produz. E para dançar e cantar? quadrinhas em marcha. Tudo isso em forma de quermesse com fogos de artifícios, barraquinhas de divertimentos, num terreiro, pátio enfeitado com bandeirinhas, balões, fogueira, mastro, pau de sebo e como altar do casamento na roça.
E na moda gaúcha, qual seria o modelo? Creio que idêntica ao que descrevemos da festa caipira, apenas sem casamento na roça, com a diferença no vestir e na arte, reforçando a comida e a bebida. Na comida entra o churrasco de bovino, ovino e suíno, o carreteiro, a galinha crioula com arroz, cabendo sobremesa de pudim e sagu. Na bebida entra o vinho na arte entra GAITA, VIOLÃO, PANDEIRO, tocando bugiu, vaneira, milonga, rancheira. Sem dispensar os cânticos tradicionais e folclóricos de São João que se nacionalizaram e os ternos juninos desenvolvem.
Mas de onde vem essa cultura? A igreja conta que Isabel ascendeu uma fogueira para avisar a irmã que João Batista nascera. Já os antropólogos ensinam que lá em Portugal, o ciclo se realizava no solstício de verão, pós a colheita, justamente de 13 a 29 de junho, e se caracterizavam pelo fogo e a barulheira. O fogo pelo seu universal sentido purificador e a barulheira com estampidos, para afugentar os maus espíritos. No Brasil, os portugueses respeitaram o calendário romano, deslocando para o solstício do inverno a festividade, que aqui coincide com o inicio do ano agrícola. Momento oportuno de espantar maus fluidos a que se tenha uma boa colheita.
Portanto quando forem promover uma festa junina por aqui, podemos questionar qual moda promover se a moda caipira? Ou a se moda gaúcha? Mas creio que o mais importante é não perder o sentido do evento, de dar um recado ao invisível, á que nos deixem viver em prosperidade, na Europa agradecendo pelo que colheram e aqui, pedindo que se tenha uma boa safra, afastando pelo fogo e pelo barulho o azar.
Para pensar: Toda festa popular tem uma ligação divina.

 

DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES.

 

Em todos os tempos da humanidade, houve e haverá necessidade de alguém especialista em comunicação, dia 23 de maio comemora-se o Dia Internacional das Comunicações. Porém o tema me inspira não para dizer dos meio atuais da comunicação e sim daqueles que precederam esses meios.
Logicamente que todos os meios existentes devem ao homem, o ser criador que muito antes de providenciar das ferramentas que existiram e existem na comunicação, foi o próprio meio. Sim, porque era o individuo que ia e vinha levando a noticia, o comunicado, fazendo a comunicação.
Aqui na América do Sul, nos primórdios tivemos os homens corredores chamados de chasqueiros, levadores do chasque. Eram índios do Império Inca, que corriam nos senderos, caminhos da Cordilheira dos Andes - Perú, levando e trazendo comunicados verbais e depois escritos, uma espécie primitiva de comunicação, onde nitidamente o homem era o meio. Somente depois de 1500 é que entrou o cavalo na comunicação aqui, mas não nas cordilheiras e sim nas pradarias que deram origem ao ser gaúcho, quando a expressão chasque e função de chasqueiro , desceram dos Andes.
Aos que visitam Machu Pichu, vislumbram os indiozinhos descendentes diretos dos chasqueiros , que correm na mata e chegam primeiro que os ônibus de turistas, fazendo graça nas curvas por venceram a pé os veículos dos brancos, indo e vindo de Águas Calientes as ruínas dos templos Incas.
Creio que o primeiro veículo de comunicação depois do próprio homem, fora a fumaça codificada, entre os índios, logo os navegadores codificaram sinais de lanternas, os militares codificaram comunicação por meio de bandeirolas, também estudado e usado na marinha e no escotismo. Assim por diante de geração em geração, os meios foram se renovando, veio à eletricidade, o telegrafo, o telefone, o rádio, a televisão e todos meios que conhecemos.
Hoje em segundos nos comunicamos com todo o planeta, por escrita, áudio e vídeo, e aposto que se desenvolvido e codificado a forma telepática de comunicação ou mesmo da desintegração da matéria, que nos levaria instantaneamente em qualquer lugar e tempo a dar nossa mensagem, a velha carta escrita jamais deixará de existir, se manterá, fazendo elo do passado com o presente, resistindo o futuro, como o tipo que mais se semelha ao primitivo jeito de comunicação, o chasque, que é a nossa carta, entregue pelo o carteiro, moderno chasqueiro.
No dia de hoje Porto Alegre realiza e suponho que por coincidência, a sua já tradicional Maratona, justamente no Dia Internacional das Comunicações. E se não é por coincidência, parabenizo o genial mentor do evento, porque foi justamente a corrida de 42 quilômetros, do campo de batalha de Marathona na Grécia, que o herói Phelipides, correu levando a comunicação deque tinham vencido os Persas. Fato que inibiu a efetivação do macabro plano combinado antes da guerra de que, se até 24 horas do início da batalha, ninguém voltasse para Atenas avisar da vitória, era para incendiar a cidade e promover o suicido coletivo das gentes, para não dar esse privilégio ao inimigo, que tinha jurado curras as mulheres e matar seus filhos. Foi essa corrida heróica, de um soldado infante que morreu logo de ter cumprido sua missão, que deu origem a esse tão apreciado esporte olímpico a Maratona. Um belo exemplo de meio de comunicação no passado! Que no presente une nossa capital ao mundo.

 

 

 

Para pensar: A falta de comunicação correta é o grande problema humano!

21 ANOS SEM CENAIR MAICÁ

O mundo está cheio de gente má, mas muito mais de gente boa, dentre ás boas pessoas que viveram neste mundo, e aqui no nosso meio, destaco com imensa saudade, o grande CENAIR MAICA. Era um sujeito que na singeleza de sua vida, curta, mas de alto significado, tinha a razão do seu canto. Todas as obras por ele interpretadas ou de sua própria autoria, vinha carregada de fundamento político, social, de um cantor realmente preocupado com o mundo e não com o idolatrismo, pela vaidade, que a maioria dos aristas buscam. No alvorecer da musicalidade regionalista gaúcha contemporânea, na década de 70, ele já estava na estrada artística em família e hora com Noel Guarany ou com Jaime Caetano Braum, dividindo palco, granjeando público, respeito e fama. Era autêntico, amigo, dizia o que acreditava e cantava só o que defendia. E o que mais ele defendia cantando, eram os campesinos, os explorados pelo sistema capitalista que por incrível antagonismo, remunera mais o que menos produz ou melhor, os que nada produzem. Seu primeiro disco nasceu por voltas de 1975, um produto independente, como ele, sem marca ou sinal, que Cenaír com toda simpatia e dignidade, ia oferecendo um a um, nos eventos do pago e nos seus espetáculos. Apresentava-se sem pompas, com simplicidade do seu jeito, sempre de bombacha, alpargata, lenço maragato, boina negra e um pala nortenho argentino no ombro esquerdo, violão, acompanhado do bandoneon de seu parceiro correntino, Chaloy Jara. Certa feita em 1988, quando eu tinha o Bolicho da Praça em Palmeira das Missões, Cenair em novembro, de cruzada para Santa Catarina, almoçou conosco e exclamou. Como todos sabem, passei por problemas sérios de saúde, o transplante do rim foi um sucesso, agora estou louco de bom, até estou bebendo um cervejinha que me tinham proibido, e na volta desse show, farei uma última cirurgia, desta feita para corrigir minha perna e tudo voltará ao normal. Pois aquele novembro de 1988, foi a última vez que a vi, em dezembro se hospitalizou e no dia 3 de janeiro de 1989, padeceu de infecção hospitalar. Hoje estaria neste maio completando 63 anos, mas como aprendi no kardecismo que podemos desencarnar antes do tempo por falha humana, por acidente, o que logo nos remete de novo a terra para cumprir o mandado divino, desejo que Cenair tenha reencarnado aqui no Rio Grande do Sul, de preferência na fronteira, e seja um desses guris que andam por ai de viola em punho, ensaiando o cantar a terra.

Para pensar: Um cantar livre não tem preço e Cenair não tinha!

  

À UM PÁSSARO PRETO NO CEÚ  

 

Pois bem, como dissemos, hoje é dia do aniversário de Cesar Escoto Passarinho, indiscutivelmente o mais famoso cantor regionalista gaúcho dos festivais nativistas, que morreu no dia 14 de maio de 1998, em Caxias do Sul, aos 48 anos, estaria completando agora 59 anos. Eu conheci o artista em toda sua trajetória.
Quando rapaz, ele era alfaiate e atuava como cruner de conjuntos de baile da MPB,foi o mais importante puxador de escola de samba em Uruguaiana, sua família era carnavalesca, nela haviam grandes passistas, portas bandeira e mestres de bateria e ele saiu cantor. Quando estreou na musica regional gaúcha, nunca tinha usado botas e bombacha, indumentária que passou ostentar em 1973, até sua morte, com a qual foi velado e sepultado.
Que eu saiba Cesar Passarinho, nunca mais cantou MPB depois de sua rápida e gloriosa ascensão no mundo nativista gaúcho. Sempre pilchado, lenço rubro ao pescoço e de boina que fez estilo, passou por todos os festivais riograndenses, interpretando letras de diversos temas, ficando sempre nas primeiras colocações e fez show por todo o Brasil.
Sua chamada ao palco era meio caminho para classificação da musica que defenderia. Seu talento aplicava indistintamente ao tipo da obra, ultrapassava o limite profissional, era uma figura acanhada, mas vitoriosa, no palco impressionava quando começava a cantar, logo calava multidões emocionando a todos.
Casou com a mulher que quis que amasse dês de jovem, ultrapassando sem revolta os preconceitos de cor, teve um filho que é sua cópia e que até agora não sabemos se seguirá o caminho do pai.
Seu sobrenome Passarinho, certamente fora providencia divina, pois essa foi uma das aves mais sonoras do pago, copiou a singeleza e o canto dos pássaros que o tornou gigante.
No folclore gaúcho há uma música de uma dança que diz: O Anu é um passo preto, passarinho de verão, quando canta a meia noite, da uma dor no coração. Assim foi a vida de Cessar Passarinho, cantando na noite, como o Anu Pássaro Preto, só que dele o canto não dava dó, dava sol, emoção, alegria, consciência, sabedoria e arte.
Onde estiveres Pássaro Preto da pampa, saiba que aqui no Rio Grande, teu canto continua vivo, enobrecendo cada vez mais a alma gaúcha.

Para pensar: Como seres humanos nós devemos defender o direito de igualdade, sempre

O DIA DA MULHER

 

Dia 8 foi o Dia das Mulheres, de todas as cores, raças e religiões, das mulheres que trabalhão e que não trabalhão, das mulheres heroínas do passado e do novo tempo e das que jamais serão. Há pouco tempo o machismo sucumbia á figura da mulher, agora sua intensidade é fraca já é quase coisa do passado, assim elas sobre saem, estão em alta, porque justamente conquistaram esse espaço.
Historicamente somos uma sociedade preconceituosa, principalmente contra a mulher, mas nunca faltou várias delas que se levantaram contra a xucra desigualdade entre homens e mulheres.
Chegará o tempo que tudo isso irá acabar, e para mim já acabou, sou homem e nem por isso sou melhor ou pior do que qualquer mulher, porque antes de ser homem, sou gente e gente não tem sexo, logo somo iguais entre as desigualdades de raça, cor, credo e sexo.
O porque do dia? É que em 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca , ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história. Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo . Podemos dizer também que a instituição do voto feminino de Vargas, fora retirado do programa político dos Maragatos, revolucionários de 1923, que sonhavam igualdade de direitos da mulher, contrariando o machismo histórico global. Depois de 83 anos passados os Gaúchos finalmente elegeram uma mulher governadora, contrariando o estigma do machismo riograndense. Viva as mulheres, em especial a mulher gaúcha que inspira cada vez mais.

Para pensar: Como seres humanos nós devemos defender o direito de igualdade, sempre.

 

SÃO SEPÉ

 

Foi em fevereiro, dia sete que morreu Sepé Tiarajú, que virou mito e santo, sem ser canonizado. Não posso fugir da raia nesse mês sem dizer o meu conceito de Sepé Tiarajú.
Os literatos, como de costume, discordam sobre a história desse herói Sul Americano. Eu particularmente e humildemente entendo que Sepé não só defendeu um território, defendeu uma causa extraordinária da raça humana, afinal as reduções, criadas pelos padres e aceita pela sensibilidade dos índios, fora uma nação que continua, segundo Votaiere, sendo a utopia da humanidade. Pois milhares de indígenas, tidos como incivilizados, construíram do nada, uma sociedade organizada sem os ranços das ditas civilizadas sociedades modernas, de ontem e de hoje.
Os padres jesuítas, moldaram de 1638 a 1756, uma civilização, do ponto de vista moral, muito mais avançada do que a de nossos dias, eram meia dúzia e dominaram milhares de índios, tornando-se uma força ameaçadora a Espanha e Portugal, os civilizados e cultos da época, que os massacraram.
Materialmente os missioneiros desenvolveram grandes avanços, á época, construíram prédios de ousada arquitetura, fundiram o bronze, industrializaram sinos, instrumentos de trabalho agrário, instrumentos musicais, criaram uma orquestra, lapidaram madeira nobre transformando-as em belas obras de arte, desenvolveram o cultivo extensivo de erva-mate e da criação do gado, garantiram por mais de 100 anos o sustento da Nação Guarani, independente, pela agro-pecuária. Suas estância, ocuparam mais da metade do território gaúcho vigente.
Social e politicamente, eles mantiveram unido o povo pelo seu desenvolvimento espiritual, porque aprenderam produzir e sabiam repartir, eram espíritos evoluídos, pacíficos, que foram massacrados a darem espaço aos brutos invasores, e tragicamente retornaram a pátria espiritual que exemplificaram na terra. Dos líderes silvícolas, Sepé Tiarajú se destacou, falava três idiomas: guarani, português e espanhol, aprenderá pelo estudo missioneiro a pensar e racionalizar, usando força espiritual.
Sua índole não estava distante da dos demais índios, realizavam para a coletividade, o individuo tinha que estar a serviço de todos, diferente da índole dos invasores, onde todos trabalham para si, negando pela vaidade e egoísmo, a possibilidade do crescimento geral.
Atribuíram a Sepé o grito: Esta terra tem dono ou Alto lá, esta terra tem dono. Não importa como disse e se era ou não dele! Julgo que esse foi um grito maior do que o de independência, foi um grito de união, foi um grito que expressou o respeito que todos devemos ter com o tudo o que Deus nos ofereceu. No popular diríamos – cada macaco no seu galho, ou seja, respeite o meu espaço pára que o seu também seja respeitado. Em 7 de fevereiro de 1756, foi revelado mais uma vez que o homem comum, medíocre, não respeita o alheio, quer tomar para si, por vontade o que nasceu dos outros, pouco se importando com a natureza das coisas. A morte de Sepé e de seu povo, marcou não a derrota guaranítica, mas sim a evidente derrocada da civilização moderna que constrói em falsos pilares, roubando, matando, mentindo, tingindo de sangue e de sofrimento a terra. A troco de que?
O poeta Debem Osório escreveu e eu parafraseio: A vida é um vagão, nós somos o passageiro. E chegará a todos nós o dia do embarque a outras paragens, e ai é que veremos a realidade da obra divina, e o grito do índio e quando no pago dirá novamente, está terra tem dono, está terra tem dono, está terra tem dono...

 

 

 

Para pensar: Ganância nunca foi e nunca será exemplo de progresso!

 

GUARDADOR DE IDENTIDADE

 

Sábado, dia 30 de janeiro, foi o dia que nasceu em 1924, no distrito da Timbaúva, no município de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, o extraordinário, gaúcho, brasileiro, Jayme Caetano Braun que nos deixou há onze anos, no dia oito de julho de 1999. Teve seu corpo velado no lugar mais apropriado, no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini. Partiu com as homenagens de um estadista, e era!
Desde guri Jaime Caetano Braun revelará sua vocação de poeta, tinha como seu ídolo Juca Ruivo.
Foi indiscutivelmente o melhor propagador das coisas do pago, pois cantar é bem mais fácil de cativar platéia do que dizendo versos em tom de pajada.
E ele fez assim, passou sua vida descobrindo e revelando nossa cultura de forma séria, altiva, invulgar. Fez livros, discos e muitas apresentações, (dos ranchos aos palácios), nunca mudou sua forma de ser a garantir sucesso, fez estilo, escola. Cumpriu rigorosamente com o pacto que todo artista faz com Deus ao encarnar aqui: servir ao povo, elevando seu espírito, sua sensibilidade, educando pela expressão da arte.
Através do divino ato do verso, Jaime levou ás elites sua alma revolucionária, humanista, pedindo em rimas que os mandantes do mundo fossem menos cruéis com as gentes, que dirigissem o destino da humanidade fundamentado no ser e não no ter.
Por tudo isso, o dia 30 é o Dia do Pajador e sempre será, a rememorar o poeta Jayme e seus feitos, a fortalecer seu estilo artístico, a valorizar os que seguiram seu caminho, iluminando consciências cavando da terra argumentos de vida, de amor, de esperança e de vitória, nas décimas de rima alternadas que ele ensinou a compor.
Jayme tinha um orgulho muito grande de ser missioneiro, pois sabia que fora nas missões a formação do gaúcho, mas acima de tudo se honrava de ser rio-grandense, e nos seu verso intitulado Sem Diploma, temos a prova quando ele diz:
MEU TETRAVÔ FOI FRONTEIRO; MEU BISAVÔ DOMADOR; O MEU AVÔ – ALAMBRADOR; E O MEU PAI FOI CARRETEIRO; A MIM NÃO SOBROU DINHEIRO; PRA CURSAR A FACULDADE; MAS TIVE A FELICIDADE; GRAÇAS AO NOSSO SENHOR; E ME TORNEI PAJADOR; PRÁ GUARDAR A IDENTIDADE.
COMO É LINDO COLAR GRAU; NUM SALÃO DE FACULDADE; EMBORA ESSA QUALIDADE NÃO TRANSFORME O BOM EM MAU; O JAYME CAETANO BRAUN; DESSA LINHA NÃO SE AFASTA; EU CONQUISTEI UM ANEL; O DE GAÚCHO – E ME BASTA! ...

Para pensar: O importante não é ter poder, é o que se faz com ele!

  

AGROTÓXICOS

 

Dia 11 de janeiro é o dia do Controle do Agrotóxico, um vilão no desenvolvimento. Está ai, algo intrigante, pois os agrotóxicos estão presentes em todas as produções da cadeia alimentar da agricultura moderna.
Os homens antigos controlavam suas lavouras naturalmente, pois, sabiamente a natureza pôs na terra um predador para cada espécie. Na lavoura, insetos são alimento de lagarta e lagarta, e outros insetos são alimentos de passarinhos, assim a cadeia Darwiniana se desenvolve equilibrando o eco-sistema. Porém o homem insatisfeito com a produção, artificialmente com herbicidas, pesticidas e outras idas mais, resolveu antecipar-se a natureza e vai matando a bicharada que provém das lavouras para garantir produtividade, ou seja, mais alimentos para sua espécie e ou mais dinheiro para seu bolso.
Obviamente que essa ação dizima espécies e pode surgir praga dos bichos sem predadores. Há quem diga que os agrotóxicos não só mata as pragas, como mata tudo que um rio produz, e mata também o homem, porque fica impregnado nos alimentos. Sendo assim os agrotóxicos são patronos de muitas doenças cancerígenas.
O que me intriga no uso dos agrotóxicos não é a verdade de sua capacidade destrutiva, mas do porque a cada década, aumenta a longevidade humana, no meio de tanto lixo. Em 1950 o brasileiro vivia em média 50 anos, hoje vive 73, em breve chegaremos à média de 100. Se desistirmos dos agrotóxicos cairá à produção, faltara alimento, certamente aumentará a desnutrição e cairá tempo da nossa media de vida.

 

Para pensar:

 

Está certa a data do dia 11 de janeiro, Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, o que o homem precisa então criar, são remédios para as lavouras menos poluente ao ambiente e a si próprio.

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Este é o nosso primeiro contato do ano, portanto cabe ainda desejar a todos um maravilhoso 2010, é assim que pretendemos enfrenar mais essa jornada, levando ao leitor, as coisas da terra, da cultura regional gaúcha brasileira, objeto desta coluna.
Por gostar da ciência do folclore, me agrada ter visto e registro que o ano iniciou na lua cheia, que segundo a astrologia campeira é um bom presságio, pois nela habita a condição de muitos afazeres a beneficio da humanidade.
Espero que nossos ouvintes tenham tido uma boa saída e entrada de ano, como nós que acantonamos na bela cidade tapense, onde em família e muitos amigos, vibramos unissonamente com muita energia boa, na virada pra 2010, força em favor do nosso pago gaúcho, da querência Brasil e da querência maior que é nosso planeta.
Sinceramente, rogamos que esses momentos festivos globais sensibilizem os donos do mundo a dirigir-nos com mais fraternidade, que entendam definitivamente que o materialismo exacerbado não nos leva a lugar algum há mais do que as futilidades, como ao exibicionismo, luxuria, egoísmo, coisas inúteis para elevar o espírito humano.
Afinal, logo teremos que prestar contas ao Patrão Celestial das boas e das más atitudes realizadas aqui no plano terreno, daí poderá ser tarde de mais no pedir o perdão.
O ciclo natalino que iniciou no dia 25 de dezembro e que termina no dia 6 de janeiro, marcam o nascimento de Jesus e a chega dos Reis Magos, há 2009 anos em Nazaré.
Mas foi o São Júlio, nascido em Roma no ano de 280 e morto em 352, que sagrado Papa no ano 337, determinou a unificação das festividades natalinas, antes procissão medieval semi-mundana, (que já naquela época se distanciava da finalidade sagrada), ficou substituída então pela Missa do Galo, que é rezada até hoje, a partir dos primeiros minutos do dia 25 de dezembro.
Enquanto isso aqui no pago, conforme os ensinamentos do folclorista Paixão Cortes seguem as apresentações dos Ternos de Reis, visitando as casas e anunciando o nascimento do Filho de Deus.
Por tanto amigos, não percam esse espírito de renovação, de vida, de fé na suprema criação, que vibra nesse período natalino, doem e recebam amor sempre antes de qualquer presente, para que tenhamos um ano mais justo e perfeito, no fogo da força, da luz e da beleza.

 

Para pensar: Todos nascemos e morreremos, então porque perder tempo com os egoísmos se nada levaremos da riqueza material?

  

NATURALMENTE PELA VIDA

 

Conforme diz o nosso Livro-Agenda Gaúcha, que dia 04 de outubro foi o dia da Natureza, dia Mundial dos Animais e dia 5 o dia das Aves, bem, como vimos, essa semana, é muito ecológica, com os dias da Natureza, dos Animais e das Aves. Cabe então dar rédeas a esse tema tão propalado por muitos nos dias atuais, tão avisado no passado por poucos, sobre os danos que a humanidade vinha e continua causando no eco-sistema, comprometendo barbaramente a vida animal na terra. Está ai, uma coisa que me intriga muito: (Ou tudo isso que se tem divulgado sobre o dano ecológico mundial é uma grande mentira, sendo mais um sórdido jogo de interesses econômicos dos grandes, ou se é verdade que nos estamos rumando ao abismo, porque então não paramos definitivamente de comprometer mais a vida terrena). Comparo esse comportamento geral dos homens em relação a essa consciente autodestruição, com um fumante. Eu explico.... Todos nos sabemos, (e isso não é uma armadilha de interesse econômico), que o cigarro causa vários males ao ser humano, que inexoravelmente o levará ao óbito. Mas meso sabendo disso e vendo outros morrendo por isso, os que fumam, parecem que nem estão ai aos avisos, conselhos, campanhas e leis que vão surgindo para inibir o consumo do tabaco em seu próprio beneficio. Conclusão, os fumantes (únicos interessados no vicio) acham que o pior não acontecerá com ele e por certo, os humanos em geral, em relação ao planeta, devem achar que a mudança climática anunciada e que já abala os novos tempos, deve estar acontecendo na lua, em marte, mas não neste planeta. Logo todos, (a exemplo dos fumantes que sabem que se não pararem de fumar terão câncer e morrerão), estamos doentes, dementes, hipócritas, loucos, suicidas, pois se não frearmos a poluição, sabemos que desapareceremos como os dinossauros. No dia da natureza, assim convido a todos para que plantem uma árvore, para que elas em maior escala, em 10 anos, livrem nosso filhos do excesso dos gases nocivos artificiais que fabricamos e que pelo jeito, não vamos parar de fabricar. Esta na hora de voltar a ter vergonha e respeito pela terra e pela vida que Deus nos deu.

 

Para Pensar: Depois que o caus. se instala, não adianta chorar, ai que recomeçar e sofrer pelo descuido

        

Pelo dia do Cantor e da Cantora

  Saudando todos pelo dia mundial do turismo, porque afinal se tem um setor da economia que atinge todos nos é essa, porque todos um dia estamos turistas e logo, somos combustíveis dessa locomotiva fantástica que se industrializa sem chaminés. Tendo em vista que turismo não se sustenta sem cultura e que cultura também se desenvolve pelo cantor e cantora, faço esse programa homenagem às almas cantadoras, em especial, as do regionalismo brasileiro, que sustentam centenas de programas de rádio e televisão nos país, garantem literalmente com a força da goela que o pulmão carregado de vento espalha pelo ar a cultura das querências. Além dos programas na mídia, o cantor é atração dos milhares de eventos que anualmente se promove no estado, bem como o cantor é a vida de muitas e muitas letras que expressam nosso sentimento nativo, de amor a terra e as gentes, de temas sociais, de temas folclóricos, de temas do oficio rural,de temas políticos , de temas ecológicos tão bem defendidos nos palcos dos festivais regionalistas do Rio Grande e do Brasil. Desde que me conheço por gente, tenho ouvido e assistido a atuação de grandes artistas cantores, cantoras, emocionando o povo, porque souberam encarnar a mensagem escrita na sua expressão de interpretes da nossa cultura musical e poética. Destaco Rosa Maria – que deu vida aos Gaudêncio e Leontinas; Lucia Helena - vida a Coto de Vela; Oristela Alves – vida a Candinho Bicharedo; Josete Siqueira – vida a um Canto de Aurora; Marlene Pastro – vida a Anita Garibaldi; E dos cantores, vi Edson Otto – dando vida em Prece ao Minuano e Esquilador; Leopoldo Rassier - vida a Cordas de Espinhos e Sabe Moço; Cesar Passarinho - vida a Ave Maria Pampiana, Guri e Negro da Gaita; Eraci Rocha – vida a Picardia e Pilão; João Almeida – vida a Segredos do Meu Cambicho e Vozes Rurais; Dante Ledesma - vida ao Canto dos Livres; Daniel Torres – vida ao Tropeiro de Mulas; Wilson Paim – vida a Paixão Campesina, assim Eu vi e ouvi nestes últimos 40 anos, esses e tantos outros cantores e cantoras do pago, imortalizando obras do nosso mundo e sendo imortalizados por elas. Dia 27 de setembro foi o dia do Cantor e da Cantora, dia daqueles que fazem da voz a gente pensar, viver e sonhar. Parabéns e obrigado aos bem aventurados que cantam a verdadeira razão da existência. 

Para Pensar: Quem Canta seus males espanta sim, quando o tema é a música forem do bem.

 

A ORIGEM DA PALAVRA GAÚCHO

  Há muitas especulações sobre a origem da palavra GAÚCHO, mas infelizmente ninguém a decifrou definitivamente, continua o mistério, porém ser GAÚCHO, todos os pesquisadores que se interessaram pelo tema concordam que não é uma raça, é uma estirpe a partir de uma atividade sócio-econômica com características próprias, um ser miscigenado, remanescente de tribos guerreiras que habitavam a Argentina, o Uruguai e o Brasil no Rio Grande do Sul, nômades, hábeis cavaleiros, extremamente valentes, desprendidos de tudo, inclusive da vida, valorosos, leais, hospitaleiros, ocupados ora com a lida pastoril ora com a vida militar em postos que iam do soldado raso a general. No entanto somam-se, nessa resultante biológica todas as demais etnias que acamparam no cone sul americano nos dois últimos séculos, formando o gaúcho de agora que atavicamente apresenta comportamento psicológico desde a vocação agrícola do tape, à agressividade do charrua e do minuano, à paz espiritual do guarani, ao aventurismo bandeirante.
                O primeiro registro da palavra GAÚCHO na língua portuguesa foi em 1787, escrita no livro do Dr. José de Saldanha, o que prova sua existência muito antes, pois a denominação de um padrão cultural leva anos a se formar. Em 1536 foi introduzido o cavalo de hoje na América do Sul, espalhando-se a partir de 1580, tornando-se o pampa seu melhor abrigo. Coincidência ou não, foi nessa época que surgiu o gaúcho primitivo chamado de moços perdidos de Buenos Aires, logo changueadores, gaudérios, avessos a urbanidade, de culto à liberdade, refratários à lei dos homens e a qualquer modo de vida que não fosse nas imensidões dos campos, onde desenvolveram grande habilidade de domar cavalos e lidar com gado.                
Assim podemos dizer: que o cavalo e o gado vieram primeiro que o gaúcho e se esses não existissem, os homens do pampa seriam qualquer coisa menos gaúchos. A miscigenação do europeu com o índio, fundindo a cultura ibérica com a sul-americana, fez chegar até nossos dias, além do ser, o churrasco, o chimarrão, a música, os payadores, a poesia gaúcha culta e rica, tanto que ligados ou não à vida do campo temos gente compondo e fazendo poesia à maneira ou a lembrar da vida do gaúcho passado e suas bravatas.                 Marco Aurélio Campos, autor da frase que, a meu ver, retrata com pureza todo o sentido espiritual e material desse ser miscigenado e independente, escreveu: “Eu sou gaúcho e me chega pra ser feliz no universo”, não tratava de prepotência e sim de alguém definido, resolvido no mundo. Particularmente defino que para ser gaúcho modernamente não precisa ter nascido na região do Prata continentino, basta o indivíduo ter no peito um estado de espírito permanente de amor a terra e à liberdade: assim já é GAÚCHO.

Para Pensar Que Deus nos abençoe e consigamos influenciar gauchescamente a humanidade na prática do bem!              

 

REGIONALISMO – por Dorotéo Fagundes

 

Vejam quanto o setembro é decisivo na vida nacional e regional gaúcha. O grito de Independência ou morte de Dom Pedro II, as margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, refletiram o sonho de nação brasileira, de um Brasil que rompera com Portugal definitivamente, assumindo seu destino político, econômico e social. Dia 7 de setembro será o dia da Independência do Brasil, bradada, declarada sem nenhuma gota de sangue, no mesmo setembro, que no dia 20, movimentou os ânimos dos que em 1835 se insurgiram contra um império, e no dia11 de 1836 criaram a República Rio-grandense, já esses, pelearam e morrerão como bravos, para que aqui ninguém fosse escravo de ninguém. Como vemos coincidência ou não, a liberdade do Brasil das garras portuguesa e do Rio Grande, do Império Brasileiro, veio em setembro. O aflorecer dos campos também inicia em setembro. Assim podemos resumir que setembro é mês da vida. Porém é muito difícil hoje imaginar o que significa independência. Deciframos e vivemos o que seja soberania, sim, pois a temos de sobra, para especialmente escolher nossos dirigentes, pena que elegemos gente que nos torna dependente dos outros, muito mais do que já fomos de Portugal, pior, gente que nos escraviza, impondo tributos que são desperdiçados inescrupulosamente. Assim a nação soberanamente, joga pérola aos porcos todos os dias, numa passividade inacreditável. Nosso povo é capaz de se indignar com um jogador de futebol que erra um pênalti, com um treinador que escala mal o time, agride e mata um colega espectador do time adversário, vaia facilmente um artista que cantou algo que a massa não soube interpretar, mas esse mesmo povo, feroz com a falha desportista ou da conscientização musical, é capaz de ignorar solenemente os abusos e absurdos que a política promove contra os interesses da sociedade, como se a nação ludibriada não fosse a da sociedade que ele vive. Por isso cabe perguntar: Será que somos independentes mesmo? Acho que ainda não. Creio que somos soberanos para o trabalho e a Expointer é prova de que apesar de todas as crises implantadas no mundo e no país, o Rio Grande do Sul, pela força do que o campo produz, vai superando as dificuldades, garantindo o bem estar da economia globalizada, mas não tem independência de vender bem sua super produção, os grilhões do modelo político nacional e econômico mundial nos tornam prisioneiros e vamos nos contentando com as migalhas e o governo atira foguetes por que terá mais para gastar. Vamos festejar a soberania de trabalhar, sem perder a vontade da real independência.

 

 

Pelo Dia dos Maçons!

 

Confesso perante todos e de meus bem vividos 50 anos, que indignado com a falta de caráter reinante no mundo, certa vez imaginei que era tempo de existir uma sociedade que seus sócios teriam que passar por uma peneira muito fina para ingressar. Que lá se poderia conviver de alma aberta, sem armas e escolta, todos seriam verdadeiramente dispostos a executar o bem a qualquer custo, inclusive ao da sua vida. Os integrantes dessa instituição seriam confiantes num ser superior, desprendidos do materialismo desacerbado, discutiriam as ciências, as filosofias, as artes, tornando-se operários lapidadores de seu caráter, desbasta dores de conceitos brutos e indignos, conviveriam como irmãos. Deixando de lado paixões, vaidades, luxuria, brindando o mundo com beleza, harmonia e sabedoria no viver. Acho que quando pensei seriamente nisso, tinha uns 30 anos. Creio que a família deveria ser essa instituição e o é, infelizmente poucos se dão de conta disso, e todos os dias vimos famílias despencarem pela pobreza espiritual, que leva a drogadição, imoralidades, por não compreenderem que para sermos amados, temos que amar. Daí vibrando na faixa do mal, geram discordais, ódio, guerras, destruição intima e exterior. Curiosamente neste mesmo período de meus sentimentos descritos, vários amigos me convidavam para participar numa tal confraria chamada de maçonaria. Como não sabia do que se tratava, e não me eram claros nas respostas as indagações a respeito, resistia os convites. Mas passei a observar melhor a conduta dos que de alguma forma ou de outra, se apresentavam como tal. Meus amigos fiquei intrigado porque a maioria desses, não se comportavam como os nobres costumes propalados da arte real, e claro, mais tarde entendi, porque esses nunca foram da ordem e se foram não estão mais lá. O Fato é que nos dez anos seguintes, por ter recebido algumas informações pertinentes dum amigo e colega de oficio, aos 40 anos, aceitei ver de perto a tal confraria que se gineteia um bode. Mas antes de bater o martelo, fui a Uruguaiana visitar propositalmente um velho e grande amigo, que eu sabia de sua condição maçônica, e de quem tinha e tenho na mais alta consideração, e lhe fiz três perguntas. Antes o expliquei do porque da minha visita repentina, e olho no olho, sampei: Amigo tu acredita que nós somos corpo e espírito? Sim disse ele. Tua acreditas na reencarnação? Sim respondeu. Ultima pergunta: já estas com 80 anos, perto do fim terreno, então quando fores libertado do corpo físico, e se tiveres que reencarnar de novo, serias novamente maçom? Sim com toda certeza. Daí o abracei agradecido, ele emocionado eu também pela bela e longa conversa e retornei para Capital decidido aceitar a fazer parte da Ordem Maior, que é Justa e Perfeita, onde aprendi que os homens é que não são. E descobri nela a sociedade que pensara criar aos 30 anos para ter mais esperança na humanidade, por isso nesse editorial, esperançoso saúdo todos os irmãos pelo dia do Maçom que será quinta-feira, e não se esqueçam de que. “Quem poupa o mal, prejudica o bem, combatei a tirania sempre, fortalecei os ideais republicanos dos farrapos, sabendo que os homens providos de retidão, são objetos de acirrado rancor, pois com essa característica, humilham sem querer os indivíduos obtusos”. Que o grande arquiteto do universo, continue dando a nós e a toda humanidade, as maravilhas do seu reino!

Para pensar: O segredo da vida e descobrir a sintonia do bem e não mais sair!

Pelo Dia dos Pais!

 

Mas bueno, no segundo domingo de agosto, sempre será o dia dos Pais, dos que fizeram filho, mas, muito mais dos que criaram filhos. Porque fazê-los é um prazer, porém criá-los é a grande missão. E infelizmente quantos pais se obstem de sê-lo. Há tempos observo os desmandos dos pais nos filhos e o desmantelamento da família, por vários motivos, mas a obediência filial certamente não está nas posses dos pais, e aos que perseguem esse foco, pais e filhos estão na contramão da vida. O respeito dos filhos de pais ricos e pobres, acontece pela admiração do caráter do velho, por suas posições, decisões e atos nobres. Assim saúdo os pais que atingiram esse estágio, e olha que não precisa o pai ter estudo e muito menos dinheiro para ser bom pai, porque todos os pais foram e continuam sendo filhos, logo sabem como deve ser pai lembrando apenas de como foi o seu, ou, de como gostaria que ele tivesse sido! Como filho e pai, afirmo que posição social e posses não orgulham os filhos se essas foram mal conseguidas. A escassez material educa mais que a abundância mal a vida! Um bom pai tem que ser justo, amigo, capaz de repreender pela força da moral. Filho algum deve temer o pai e sim respeitá-lo, porque o Pai é uma espécie de Estado que se governa, e quando governa com verdade, ética, transparência, amor, tudo se resolve dignamente. Mas quando se governa com mentiras, falcatruas, paternalismo ideológico, o Estado vira inferno, criador de mentes insanas, revoltadas e hipócritas, filhos de futuro desastroso. Hoje é dia de todos os pais, dos bons pais serem homenageados e dos maus pais voltarem no tempo e pegar uma nova estrada, aquela que ele tem certeza que se orgulharia pelo seu pai. Historicamente o mundo é governo masculino, logo mandado pelos pais, então olhem a volta e vejam se o mundo vai bem e tirem suas conclusões, se os pais do mundo trilharam o caminho do dever ou não? Aos que trilharam meus parabéns, vocês são nossos verdadeiros heróis!

Para pensar: Um bom pai tem que ser justo, amigo, capaz de repreender pela força moral e da não física.

UM HERÓI CONTEMPORÂNEO

Felizmente o Rio Grande do Sul tem a mania de cultuar seus vultos históricos. E isso é um tanto mágico, principalmente a nós que acreditamos na vida eterna, sabemos que lembrar os antepassados e glorificá-los pelas heranças deixadas, é justo ato de gratidão. Será que isso é só porque eles já morreram? Como por outro lado é comum ouvir dizer que o gaúcho tem costume de puxar o tapete dos seus, na máxima do caranguejo que não deixa nenhum sair do samburá, pode responder positivamente minha indagação! Logo isto prova que falta modéstia suficiente no Pago a idolatrar alguém vivo, o ego não deixa. Mas Bueno, se isso é fato, me rebelo porque não penso assim. Ajo sem nenhum problema de ter um ídolo daqui e vivo. Tenho como ídolo alguém que me criei ouvindo, e depois de adulto fui conhecer e conviver. Ele já recebeu todas as honrarias da Pátria, por ser mais do que patriota, por ser 100% gaúcho, como disse o amigo Cezefredo de Gramado: “É o Rio Grande em carne e osso!” Esse meu ídolo gauchesco e brasileiro, quando guri criou um movimento que foi consagrado pela ONU o maior fenômeno sócio cultural do planeta; Ainda jovem pesquisou pioneiramente o que temos do nosso folclore; Adulto andou no mundo de bombacha, botas, chapéu quebrado na testa e lenço encarnado ao pescoço reafirmando seus ideais; Maduro escreveu livros e distribuiu milhares de exemplares graciosamente a todos que quiseram. Hoje com mais de 80 anos segue pesquisando, escrevendo e falando de suas lições a quem quiser lhe ouvir. Seu jeito, sua estampa está imortalizada no Laçador de Ca ringe como símbolo de todos nós. Por tudo isso João Carlos D'Avila Paixão Cortes é um ídolo contemporâneo que devemos amar sempre, principalmente porque ainda esta no baile da vida fez dia 12 de julho, 82 anos de história e glória, dançando muito e melhor que as gentes de agora, porque nunca perdeu o rumo. Parabéns João Carlos de Santana do Livramento, por ti e por tua causa agora o Rio Grande do Sul é todo Paixão.

Para Pensar: O corpo envelhece, mas consciência e o espírito não, por isso saibam aproveitar mais o conhecimento e a experiências de todos os Vovôs e Vovós!

 

Aos Pajadores

 

O dia do Pajador é 8 de julho porque nesse dia padeceu o papa da pajada o insubstituível Jayme Caetano Braum. E considerando que Jayme já foi homenageado na matéria da quarta semana deste ano, em janeiro, pelo dia do seu aniversário, motivo de que nesse editorial, focaremos os seus discípulos, os pajadores vivos.
Fazer verso de improviso é uma prática dos tempos mais remotos da humanidade, que felizmente o homem não desaprendeu. Cada qual, em cada época faz a sua moda. Primeiro os que contavam épicos da velha Grécia, mais tarde os trovadores do sul da França, da arte que chegou a Espanha, Portugal e de caravela veio para o Brasil, onde logo o povo adotou o estilo, fazendo no Rio Grande do Sul uma legião deles. Porém o verso de improviso na pampa americana teve nova formatação, a da pajada, feita pelo pajador. Canto improvisado em décimas com acompanhamento de milonga pampiana. Sem duvidas a primeira manifestação artística do ser Gaúcho que vivia nas Pulperias, divertindo o povo. As pulperias foram uma espécie de centro social da campanha de1700 a 1800. Na Colônia de Sacramento, que foi fundada pelo Brasil-Portugues em1680, logo tomada pelos espanhóis, até hoje tem uma Pulperia chamada La Guampada. Com certeza lá, muitos pajadores cantaram, da mesma forma que Jayme cantou na nossa Pulperia de Porto Alegre, que fundei em 1983 e funcionou até 1993. Assim no mundo moderno, o antigo canto gaúcho de pajada se mantém vivo e não poderia ser outro o dia do pajador gaúcho, do que o dia em que faleceu o maior de todos os tempos da história sul americana. Então inspirado no Jayme improviso:
Bom dia aos pajadores; Bom dia gente gaúcha; Como tiro de garrucha; Abro o peito dos amores; Pajando eu mando flores; Aos que cantam improvisado; Dizendo emocionado; O que manda o coração; Mesmo assim sem o violão; Mando um abraço cinchado.

Para pensar: Todo homem vira pajador quando aprende olhar prá dentro de si!

 

PEDRO RAIMUNDO O CATARINA MAIS GAÚCHO DO PLANETA

 

Na semana de 29 a5 de julho comemora-se dia 29 O Dia de São Pedro, santo padroeiro do RGS, dia 02 Dia do Hospital, e ainda no dia 29 marca o dia de Nascimento de Pedro Raimundo o catarinense mais gaúcho de todos os tempos e mais famoso cantor regionalista das décadas de 50 e 60. Foi justamente no dia de São Pedro no ano de 1906 em Marui SC , que nasceu o famoso Pedro Raimundo, artista que empolgou multidões pelo rádio e que inspirou Luiz Gonzaga - usar a roupa de vaqueiro nordestino em suas apresentações. Tanto um quanto o outro foram astros precursores do canto regional do Brasil. Era o Sul e o Nordeste plasmados culturalmente no Rio de Janeiro por seus talentos, ensinando o país a glorificar sua arte regional. Pedro Raimundo antes de ser ídolo nacional, viveu em Porto Alegre , foi funcionário da Carris e sempre esteve envolvido com música. Aos novos valores que surgem atropelando a tradição, bem que poderiam se espelhar em Pedro Raimundo que embora já tivesse formação jazistica, enfrenou o regionalismo autentico e fez fama, sem precisar descaracterizá-lo.

Nossa recente estada e convívio com brasileiros nos EUA – comprovamos que eles também querem consumir a arte regional pura dos pampas e que não se emocionam com os manifestos musicais eletrizantes de hoje, mesmo que de bota e bombachas, porque são exibidos sem compromisso cultural.

Pedro Raimundo esta vivo em suas obras e nas dos que não perderam a razão de cantar o pago como ele é, sem modismo, do jeito que o mundo gosta do regional gaúcho que está nos seus melhores compositores e cantores, requintado e culto. Por isso prestamos essa homenagem ao Pedro do povo que deu adeus a sua Mariana quando sentiu que algo não estava normal.

Diz o verso – “Nasci lá na cidade me casei na serra, com a minha Mariana moça lá de fora, um dia estranhei os carinhos dela disse adeus Mariana que eu já vou-me embora”. Que belo exemplo de originalidade de alguém que fala consigo e responde naturalmente seus sentidos pondo em prática a reta razão, cortando o mal pela raiz. Creio que no mundo moderno o homem há muito esqueceu de atender a voz do espírito, a intuição, por isso o mal se expande e tantos problemas surgem do nada.

 

Para pensar: Feliz daquele que originalmente se expressa e copia o rumo apontado pelo coração.

 

UMA VIDA FEITA DE PRINCÍPIOS

 

No dia 19 de junho de 1919, nasceu aqui em Porto Alegre , um sujeito chamado de Leovegildo de Freitas, que o destino fez cantor, trovador de fama inabalável até hoje, exemplo de expressão autentica que todos conhecemos como Gildo de Freitas. Tipo de alma grandiosa, com gênio de quem não levava desaforo pra casa. Tinha absoluta certeza do que queria para a humanidade. Basta analisarmos suas letras e sua turbulenta trajetória de peleias. Certamente peleava como os valentes, pois não se acovardava as provocações dos graúdos e nem da polícia. Por isso varias vezes fora preso, mal tratado e tido como metedor de pendenga. Obviamente que nunca fora essa sua vontade e nem ele era assim, mas as verdades do seu canto, muitas vezes tivera que sustentar na ponta da adaga, por ter tutano, sangue nas veias e por ser macho de agüentar o repuxo, que foi criando o mito. Verdade que Gildo não compartilhava com tiranos, defendia os humildes e se defendia do jeito que podia. Sua maneira de cantar com timbre de galo, de voz máscula, firme, ponte aguda, em versos próprios, muitos feitos na hora, logo criou uma legião de fãs que até hoje sentem a sua partida. Como todo artista de seu quilate, Gildo partiu de alma, pois sua arte esta ai, dando as velhas lições que o homem daninho nunca quer escutar. Incrível, faz 26 anos da morte física de Gildo de Freitas e suas letras e musicas, certamente são muito mais executadas hoje do que no seu tempo. E que bom isso acontecer, porque prova sua inocência das injustiças que lhe abateram na vida, por acreditar na sua filosofia campeira e querer uma sociedade justa, harmônica, de respeito e por não se calar a ninguém. Quem me dera se nossos representantes políticos tivessem 10% da coragem, da lucidez espiritual, da hombridade de Gildo de Freitas. Certamente a corja da corrupção não teria o tamanho que tem os presídios não estariam lotados, a droga não comandaria a sociedade. Porque o canto de Gildo previa o estudo, o respeito, a liberdade e a justiça. Por isso um homem do povo, semi-analfabeto pode sim ser Presidente e fazer uma revolução, desde que não perca seus princípios. Estamos no tempo exato de ouvirmos mais e cultuarmos o Grande Gildo Freitas!

Para pensar: Só quem acredita no que pensa faz história!

 

CADA TURISTA É UM AMIGO
15/06/2009

 

No dia 13 é o dia do Turista e para eles e por eles dedico nosso comentário. O turismo é o mais perfeito critério de distribuição de riqueza e o turista o maior veículo dessa distribuição, e há quem não se importa de viver na miséria para não abrir sua porta a um irmão. Há gente que depende do turista e os tratam como intrusos e ainda os exploram.
Não é de hoje que temos defendido a tese de que não há TURISMO SEM CULTURA! A esse respeito, segundo o professor da faculdade de turismo da Suíça, Dr. Kipendorff e aos nossos sentidos, temos no Rio Grande do Sul, todos os elementos necessários ao turismo, pena que pouco compreendido por nós mesmos. A cátedra do turismo ensina que o turista não anda atrás da ferramenta turística e sim de cenário natural, de gente e da cultura dos povos. Nos gabamos justamente dos cenários riograndeses, da serra ao litoral, da fronteira ao planalto. Nos exibimos pelo conceito da hospitalidade gaúcha, da beleza do gênero humano formatado no pago, definida como estirpe. Propagamos nossas artes folclóricas e regionalistas, cultuamos nossas raízes. Nos auto diplomamos de cultos perante o resto do Brasil. Portanto o que falta a sermos o estado mais visitado do País? E se amamos tanto tudo o que somos e produzimos, reconhecendo nossos valores espirituais e materiais, porque há gaúchos que desconhecem as 11 regiões turística do estado? Creio que depois de sermos gente, todos somos de alguma forma, turista! E se assim somos, sabemos como devemos tratar os turistas, bem como, entendemos o custo e beneficio do turismo. Então vamos abrir nossos corações, aos que nos visitam sem nada pedir a mais do que atenção, e que pagam por tudo o que desfrutam. Compartilhemos da nossa felicidade de sermos gaúchos com todos que aqui chegarem, e quando tivermos que viajar a descanso e laser, reflexionemos, se dedicamos aos que nos visitam a mesa importância que esperamos das gentes dos lugares que visitarmos! Saúdam, garantam e respeitem o turista que resolveu conhecer nosso pago, para que tenhamos a mesma sorte dos que vieram e vierem aqui, quando formos investir na sua terra.

Para pensar: Quem paga para nos visitar é amigo de verdade!

NÃO EXISTE NAÇÃO SEM IDIOMA

 

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, de 10 á 17 de junho comemora-se o dia da Artilharia, da Marinha Brasileira, do Correio Aéreo Nacional, de Santo Antônio, dia do Início da Insurreição Pernambucana e dia da Língua Portuguesa.
O nosso idioma originário do latim, fala-se ainda em vários cantos do planeta por onde os portugueses estiveram navegando e acamparam formando colônias. Aqui no pago, falamos esse idioma porque os gaúchos resolveram ser brasileiros, do contrário nossa língua seria a espanhola. Mas como os gaúchos daqui são açorianos miscigenados com índios, negros, bugres e até mesmo com espanhóis, imperou nosso complicado idioma de fala e escrita Português que na fronteira criou o portunhol, que no campo criou o gauchês, quase um dialeto, fala regionalista com quase sete mil palavras muito bem compiladas no dicionário de Regionalismo do Rio Grande do Sul, dos grandes gaúchos irmãos e amigos Zeno e Rui Cardoso Nunes. Nele aparece muito o arcaísmo português ainda falado pelos gaúchos, que sustenta a raiz da luza linguagem, que nos orgulha e nos conforta na possibilidade dos relacionamentos, muitos escritos, pajados, cantados, recitados da lavra de nossos autores antigos aos mais modernos que pintaram literárias aquarelas dos usos e costumes regionais gaúchos. Também dizendo de geografia e história, contribuindo fortemente pela manutenção das expressões que aqui fundiram razão, cruzaram os tempos e se manterão a lo-largo, pela autenticidade gaúcha cultuada nestas plagas e agora em vários cantos da terra, pela expansão do movimento tradicionalista e da corrente artística regionalista gaúcha, considerado pela ONU o maior fenômeno sócio cultural do planeta.
Preocupa-me o ímpeto estrangeirista nacional das elites que copiam ao povo suas modas imprimindo a perda de identidade cultural brasileira, destruindo a Nação.
Para pensar: Alto lá, esta terra tem dono! Disse Sepé, mas só será de fato se soubermos cultiva-la responsavelmente mantendo em primeiro o nosso idioma.

 

TERMINOU A LEI DE IMPRENSA
06/05/2009

 

O nosso país vai como se estivesse num lansante e mesmo com todas as avalanches de escândalos no pântano político, deslizamos economicamente bem, frente a tal crise mundial criada pelos Estados Unidos, que ninguém sabe o certo o que vai dar e quando será o final. Da fraca democracia brasileira dita por alguns, que a meu juízo é mais nova do que fraca, podemos glorificar o dia 3 de maio – Dia da Liberdade de Imprensa, com muita festa e alegria, porque mesmo com toda a força do governo federal em criar elementos para calar a voz das comunicações, literalmente essa tem botado a boca no trombone contra a corrupção de toda ordem patrocinada pelos políticos e empresários do mal. Imaginem nós brasileiros sem o que a imprensa tem feito para assegurar nossa democracia? Tão vilipendiada por aqueles que deveriam ser os primeiros a garantir? Pois chegaram lá pelo voto, mesmo que obrigatório! Na semana passada, por um vareio de votos, o Supremo Tribunal Federal garantiu a liberdade de imprensa, desqualificando o que o executivo e o Congresso Nacional queriam. Calar a Imprensa! Mas graças a Deus venceu a democracia contra as mentes ditatoriais. Pretendiam botar buçal, silenciar a voz que, por exemplo, se levantou nas diretas, que promoveu liberdade de todos os canalhas que ai estão no Congresso serem eleitos e manterem seus mandatos, mesmo que muitos em contravenção.

Parabenizamos a Justiça Brasileira pela sabia decisão do supremo tribunal e salientamos que nossa democracia está mais forte ainda, e que o pacto republicano está de pé, e se honra perdurar o Brasil está salvo, sairá do bando e o grito do índio ecoando no pago dirá novamente: “Está terra tem dono! E nós bradamos que está terra tem liberdade, que está terra sempre terá imprensa livre, para o bem de todos e a felicidade geral da nação.

Para pensar: Liberdade e libertinagem são duas coisa distintas, uma é do bem, a outra é do mal!

O dia que Branco entender, O Dia do Índio!
23/04/2009

Coincidência ou não, o dia do índio bateu no mês do dito descobrimento do Brasil, por aqueles que aqui chegaram, que foram recebidos cordialmente, humanamente, que se instalaram e de imediato se consideraram conquistadores, donos, senhores, pior, descobridores de uma terra que estava habitada. Os nossos índios, que pacificamente receberam os visitantes, gente que nem sabiam que existiam, donde vinham e o que queriam, até hoje são considerados incivilizados. Portanto cabe perguntar que civilidade tinham os invasores que sem resistência alguma, se apoderaram desta terra e escravizaram seus verdadeiros donos? Que tipo de gente era essa? A meu ver, os civilizados eram os que estavam aqui e seus descendentes que continuam aqui ainda muito mal tratados. Hoje é o dia do índio que deveriam por todos nós serem reverenciados quando passassem ou quando nós passemos por eles, pela simples razão do alto grau de humanidade contida em seus espíritos hospitaleiros, caídos em desgraças pela mão cruel do homem branco, nossos ancestrais portugueses que não tinham a luz da alma indígena e que foram lhe dizimando. Quando se chega à terra de alguém se respeita usos e costumes, e se agradece pela hospitalidade temporária ou perene como a que os índios brasileiros toleraram dos europeus. E o que receberam em troca, por entenderem que havia terra para todos? Nada! Digo mal receberam sim, algo de gosto amargo como hostilidade, ignorância, prepotências, ordens, leis e todos demais insultos que o mundo da modernidade lhes preparou. Repito que nós devíamos nos curvar quando enxergássemos um Índio, em sinal de respeito e gratidão, por nos darem Pátria em sua casa, sem nada pedir. Depois dos índios do litoral em 1500 a 1600, foi em 1700 da amargura dos índios guaranis e demais etnias que viveram e vivem aqui no Rio Grande do Sul, conhecerem pelos bandeirantes a noticia salgada de que não eram mais donos da terra. Mas o grito índio ecoando no pago bradou que esta terra tinha dono e foram na maioria assassinados pelos ditos civilizados europeus. Na seqüencia, gaúchos, mescla de índio e europeu, se levantaram sustentando o grito de Sepé, firmando que este terra tem dono, mas infelizmente não foram capazes de evitar que os nossos índios guaranis não caíssem à margem das estradas do pago, no alcoolismo e na prostituição. Hoje é o Dia do Índio e todos nós, em sinal de respeito deveria nos curvar a eles, em qualquer dia, quando passarem por ai, e acima de tudo estender-lhes a mão, honrando o lema “Liberdade, Igualdade e Humanidade, expressa na bandeira de todos os gaúchos.

Para pensar: Enquanto o homem branco não quiser aceitar que somos todos filhos do mesmo Pai, o mal continuará influindo na humanidade, retardando o bem que nos está reservado .

 

 

Pescaria de Páscoa
02/04/2009

É muito comum nesse período as famílias se retirarem das cidades para os acampamentos de páscoa. Uma bela forma de encontro e convívio social familiar, na beira de um rio, barragem ou açude, sempre melhor que tenha um mato nativo por perto que garanta sombra e água fresca. Não tem coisa melhor para se conviver do que num acampamento desses, a gurizada então se lambe para um programa dessa natureza. É realmente a natureza sendo curtida por adultos, jovens e crianças, que com os mais velhos aprendem muito coisa boa no evento. Nos preparativos a euforia toma conta de todos, cada qual apronta suas mochilas e necessidades particulares do seu jeito e estilo, como a cama, material de higiene, roupas, mas o conjunto se uniformiza pela faca e pela lanterna. Há ninguém sai para o campo sem esses apetrechos que são amigos fieis na hora da precisão. Imaginem um acampante sem faca na cintura 24 horas? Nem pensar! No campo, no mato, na beira d'água essa ferramenta é imprescindível. Bem, quando escurece então, os que não têm lanterna, sofrem e temem voltar à barraca no escuro.
No dia de um acampamento, cada um sai para um lado à busca de emoções, uns para pescar, outros para caçar e mais outros para caminhar, explorar o campo o mato. E à tardinha no retorno, com fogo de chão acesso, as gentes na volta proseiam alto e farto no conto de cada experiência, até que surja depois de uns tragos e da janta, um instrumento musical rompendo o alarido da conversa com a alegria de uma gaita ou a melancolia de um violão. Nesse momento já se escuta os grilos, sapos e se enxerga vagalumes. Se tiver lua cheia, mais encantadora fica a noite, as folhas e a água ficam prateadas e as estrelas testemunham iluminando mais a felicidade certa dos que confraternizam nativamente.

Eu não perco um bom acampamento por nada desse mundo!

Feliz Páscoa!

Para pensar: Cristo morreu e ressuscitou na Páscoa, que esta sirva para enterrar tuas amarguras e ressuscitar o esplendor da vida.

 

Morrendo de Sede Bem Perto da Fonte
27/03/09

Muitos já afirmaram que a próxima guerra mundial será pela água. É bem possível, e se isso acontecer, será também o fim do mundo, porque o arsenal nuclear existente, e, quem tem certamente não se furtará de usá-lo como ataque ou como defesa, implodirá o planeta. Isso nos põe a pensar quão incivilizado somos! Vejam que contra senso! A humanidade nos últimos cem anos deu um salto tecnológico extraordinário, literalmente saiu do chão em quase tudo. Temos das mais requintadas bicicletas aos aviões ajatos, foguetes, satélites, base espacial, automóveis que só faltam voar, engenharias fabulosas encurtam distâncias e constrói prédios gigantescos inteligentes, tudo computadorizado a nosso serviço. Por sua vez a ciência médica não ficou prá traz, prolongou a vida humana em 100% do inicio do século passado até nós. Em 1900 um sujeito com 40 anos era velho hoje é um guri que vira ancião só depois dos 80 anos. Tudo indica que se persistir nesse ritmo de evolução, e se a humanidade não for liquidada pelas guerras, os viventes de 2050, viverão 150, 200 anos. Isso também se não continuar imperando a tediosa falta de cuidado com a ecologia e principalmente, fundamentalmente com as águas. Deus é tão astuto que não nos deu a fórmula de fabricar água, a química na tabela periódica a codificou como H2O, mas nenhum químico sabe fazer água, sabe transformá-la, salgada em doce, mas fabricá-la não. E o contra senso? É exatamente isso, que tipo de bicho afinal somos que temos inteligência de ir à lua, aumentar a expectativa de vida e não conseguimos dominar a ganância, mesmo sabendo que essa nos destruirá. Dia 22 de março foi o dia mundial da água que Deus nos agraciou limpa e que pelo processo das chuvas a purifica sistematicamente, mas todos os dias os insensatos senhores do mundo a poluem cada vez mais e mais, até poluir todas as fontes da terra, sem condição de despoluí-la a tempo que morramos de sede bem perto da fonte, firmando o caos que pode ser evitado se todos nós agirmos freando a individualidade o egoísmo, denunciando e punindo severamente quem ofender a ecologia. Só assim garantiremos o futuro humano, conscientizando e sendo 100% civilizados.

Para pensar: Tente passar 24 horas sem água, desligando o registro num final de semana, sem reservas que veras e sentirás o que te digo.

A FORÇA DA INDÚSTRIA SEM CHAMINÉ
05/03/09

Sê tem uma coisa que me inquieta e entristece aqui no Brasil é do porque as pessoas preferem conhecer outras querências antes de conhecer a sua? A maioria dos brasileiros que viajam, antes foram a EUROPA, Estados Unidos, Ásia e estão pensando ir, em mais outro país antes de focar o nosso. O Instituto Cavaleiros Farroupilhas que firmou em novembro passado convenio de apoio técnico com nosso Estado pela SETUR, Secretaria Estadual de Desporto, Turismo e Lazer, há muito vem criando rotas de turismo eqüestre e sugerindo que conheçam o Rio Grande, antes de conhecer novas querências. Bem que esse exemplo podia forjar de parte do governo uma campanha na mídia com esse foco, usando por exemplo o slogan “Conheça teu pago antes de conhece outra querência!”. Reprisando o que os norte-americanos fazem há tempos. De toda população da América do Norte, apenas 5% saíram mundo a fora, mas antes fizeram turismo interno. Imaginem o quanto isso não foi benéfico a eles, então se nossa população gaúcha ativa que é de 3 milhões de pessoas resolvessem conhecer o Rio Grande o que isso não significaria de benefícios na economia interna? Bastava que cada um fizesse uma viagem de 10 dias por ano ou várias de finais de semana! Certamente se promoveria o desenvolvimento regional em médio prazo, e as crises patrocinadas pelo estrangeiro pouco nos afetaria, pela razão de que quando alguém viaja tudo se vende. Mexe em vários campos da economia, da prestação de serviço ao comércio e conseqüentemente na indústria. Mesmo que já tenhamos dado aqui alguns palpites sobre o tema, levanto essa questão agora propositalmente porque é nas férias que as pessoas se deslocam mais ou se dispões a isso. Mas como costume o tempo muda, e não é só em época de férias que se viaja! Podemos e devemos viajar quando nos der na telha. Pois viajar dezestressa, a novidade dos lugares, dos usos, das gentes, desperta no viajante uma energia saudável, uma ânsia agradável que modifica o metabolismo humano gerando alegria, vida boa que no final das contas é saúde. Por isso dou essa receita, viagem sempre que puderem, independentemente do tempo, da distância, da estação e do clima. Não se acomodem e nem procurem desculpas para não sair, pois querer é poder. Uma viagem pode até cansar o corpo mas revigora o espírito. O mundo está aos nossos pés, então caminhe em direção do mundo, em todos os lugares há coisas para ver e aprender. Alguns poderão estar agora pensando, é fácil falar quando se tem recursos para isso. Bueno, tem gente cheia de recursos que a última viagem feita, foi a de núpcias, porque não teve mais motivo para viajar. Meus amigos o motivo da viagem se inventa e se não encontrar o motivo, lembre que a própria viagem já é um motivo e vá. Ta certo, tem uns que gostariam muito de ir, mas não tem recursos. Por isso sugiro ao governo estadual, e a governadora esta nos ouvindo, que crie o Crédi-tur, que significa financiar a juro de poupança o deslocamento dentro do estado, de quem quer que seja. Com isso logo o dinheiro volta para o estado com margem redobrada, pelos impostos pagos dos que prestaram o serviço ao viajante. E mais, que esse crédito seja estendido a todos no Brasil e no mundo que quiserem conhecer o nosso estado. A vida é uma engrenagem que deve estar rodando lubrificada, encaixada entre os seres e a economia é o lubrificante, que sendo usado harmonicamente fará todos os níveis sociais felizes, e um Rio Grande maior e melhor !.

Para pensar: Investir no lugar onde se vive é uma justa forma de distribuição de renda.

A TRADIÇÃO NÃO TEM MEDO DO TEMPO!
09/01/2009

 

Para muitos no dia 2 de janeiro termina as festividades de final e início de ano, porém para os folcloristas, cantores de ternos de reis, e da gente do campo não. Pois no dia 6 é o dia dos Santos Reis, logo o ciclo natalino que inicia dia 24 de dezembro, só termina em 6 de janeiro.
No meu tempo de guri era no dia seis que receberíamos os presentes do natal. Claro a tradição manda que os presentes cheguem com os Reis Magos. Figuras interessantes e intrigantes porque ninguém sabe o certo de onde vieram, quantos eram, quem lhes avisou do nascimento e que fim deram. Há quem diga que eles não eram nem reis, nem magos e nem santos. Ganharam esse título de reis no passar dos anos quando teatrólogos passaram a representar na Europa a cena do nascimento de Jesus, vestindo-os de roupas nobres, túnicas, capas e coroas, afinal eram os vindos de muito longe para conhecer o filho de Deus. Dês de então interpretados até hoje como verdadeiros reis.
Muito bem, com o passar do tempo, por interesse meramente comercial, os presentes começaram a ser dados no dia 25, e agora o que se faz com o dia 6 de janeiro? Minha sugestão: Aqueles que por todos os motivos, não tiveram como dar presentes no dia 25, podem e devem se utilizar do dia 6 a fazê-lo. Estarão rigorosamente corretos e no tempo certo do passado que a atualidade desfigurou. Desfigurou mas criou o dia da gratidão, e que dia, porque todos nós temos o que agradecer, primeiro a Deus pela vida e depois aos demais pelas ajudas, oportunidades, cortesias, inclusive (e os mais espiritualizados sabem disso) devemos agradecer aos que nos criaram dificuldades, pois o bem é vitorioso e se fortalece no mal que os outros provocam.
Então amigos vamos glorificar mais uma vez o Natal como os cantadores de ternos que á essa hora devem estar se recolhendo de mais uma noitada gratos e com a gratidão dos visitados, como nós que acabamos de entrar em vossos ranchos, por esse jornal.

Para pensar: A tradição não envelhece, são novos costumes que a desfiguram!

 

OUVIMOS JESUS, MAS NÃO AGIMOS NO SEU LEGADO
29/12/2008!

  Figura mais popular da nova era humana que viveu entre nós 33 anos, deixando muita sabedoria. Lamento muito que nesses dois milhares de anos passados, a fama de Jesus seja maior porque foi morto crucificado e não pelo o que ele nos legou. Sua mensagem está no mundo como se não estivesse, porque a humanidade não o seguiu, embora o venere e muito lhe implore esperançosos por dias melhores. Assim de nada adianta pedir, pois seus ensinamentos não foram copiados, não foram gravados na mente e no coração de todos que continuam de geração a geração como caturritas, apenas repetindo junto dos sacerdotes o que Jesus pregou. Incrível é que as gentes vão a Igreja, mas quando saem, na dobra da esquina dos templos sua mensagem é esquecida, como se todos fossem abatidos por uma amnésia que anestesia os sagrados ensinamentos na mente do homem, que faz o mundo evoluir espiritualmente muito devagar. Jesus, filho de Maria e de José, o sexto médium de Cristo, e por isso Jesus Cristo nasceu e foi crucificado, e ficou com o estigma de salvador porque morreu por nós na cruz. Blasfêmia, para aliviar a consciência terrena os religiosos criaram um mártir, pois Jesus não morreu pra nos salvar, ele foi assassinado pela maldade humana. Mas ele era sim um salvador, porque tinha na mente a palavra de Deus, do creador, do nosso pai que mandou á terra vários espíritos evoluídos como o de Jesus para dar o seu recado, mostrar o caminho certo do homem, delatar todos os atos que nos levariam a ruína moral e material. Tanto é verdade que todos os impérios faliram por se afastarem do mandamento divino. Eis agora o último império ai caindo na desgraça! Mesmo com todos os exemplos que a historia conta e que estamos vivendo, o mundo até hoje não quis escutar Jesus, apenas nas datas religiosas finge que escutou a voz que a rigor está em nosso coração crístico, nossa consciência, escurecida por conveniências, mas que cedo ou tarde será clareada. Não tem escape e os impiedosos que cultuaram o mal sempre cairão em desgraça e arrependimento, e terão que devolver tudo do que se apropriaram indébito com Deus, com quem fizeram uma divida enorme que só o amor pode pagar. E aquele que não aprendeu amar seu próximo como a si mesmo, que fugiu da verdade da vida eterna, que não quis entender a razão do carma, penará até aprender e cultuar o significado verdadeiro do amor. Que não é dar de presente um anel de ouro e brilhante, um castelo, um carro de luxo, e sim, dar-se de presente de corpo e alma ao próximo como Jesus se presenteou a todos nós.                          

Para pensar: Deus nos fez e mandou Jesus nos trazer a luz, em troca, lhe damos à morte!  

NATAL!
16/12/2008

Buenas Amigos!

Estamos chegando perto do Natal e o ciclo natalino inicia no dia 25 de dezembro, vai até 6 de janeiro. Evidente que nesse período todos nós acabamos tendo no íntimo um sentimento maior de fraternidade que apenas devia-mos por em prática para ser feliz. Eis a questão!
Eu fico arrepiado quando vejo no clima de 30 a 40 graus centígrados do Brasil, senhores vestidos de Papai Noel, roupa do inverno do Pólo Norte de 30 a 40 graus centígrados negativos. Mas foi assim que em 1914 chegou aqui essa figura que cativa todos, mas que esteticamente nada tem há ver com nossa cultura e na verdade nada tem há ver com o verdadeiro Natal de Belém.
Logicamente que aqui no pago, antes da chegada do velho de vermelho, invenção mercantilista Norte Americana a gauchada cultuava louvando o Natal da forma real no dia 24 com ceia de véspera, reza e cânticos, como foi há 2039 anos. No dia 25 ao meio dia, sim, cordeiro gordo e festa, alegria porque nasceu Jesus de Nazaré o Rei dos Judeus e dos Cristãos.
E os presentes? Isso só acontecia no dia 6 de janeiro, dia da chegada dos Reis Magos, que ofertaram ouro, mirra e incenso a Sagrada Família de José e Maria, concebedores do espírito batizado de Jesus Cristo o filho de Deus. 
O fato é que o autêntico Natal não tem Árvore de Natal e nem Papai Noel, e sim o Presépio, conjunto de estrebaria, manjedoura, feno, fogo, animais na volta e gente. Jesus nasceu num galpão de pau a pique, barreado, de chão duro e desigual, como muitos gaúchos. Poderia ele ter nascido num palácio, sim, mas quis Deus que a semente fecundasse no seio de uma família simples, já como lição de como a vida do homem devia ser na terra, simples, honrada, com fé e harmonia, como é a vida campeira Gaúcha.    

Para pensar: Erodes mandou matar todos os meninos que nascessem nesse período natalino, temendo um ser que nem tinha nascido, e os homens ainda seguem mais o egoísmo de Erodes, do que os ensinamentos de Jesus.   

 

UM SONHO QUE SE REALIZOU
01/12/2008

 

Os Cavaleiros Farroupilhas modernos, do Instituto Cavaleiros Farroupilhas, festejaram 15 anos, e dois anos de atividade de direito do ICF. Os Cavaleiros nasceram para  rasgar campos em eventos de resgate histórico das rotas de formação social e política do Rio Grande do Sul e deram origem ao Piquete Tradicionalista Cel. Maurício Nunes de Abreu, a de seu próprio instituto, bem como das Cavalgadas Farroupilhas, da Cavalgada de Invasão Farroupilha e Resistência Imperial de São José do Norte, do projeto Esta Terra é Minha – ciclo de palestras sobre regionalismo e ecologia. Também já o Instituto Cavaleiros Farroupilhas atuou e atua em programas sociais de amparo a instituições de ensino e de famílias carentes. Esteve o ICF em missões de relacionamento de intercâmbio cultural e política, nacional e internacional. E na última Cavalgada Farroupilha, a 16ª. edição, um sonho se realizou, pois a homenagem feita ao General Honório Lemes, numa marcha de 153 quilômetros, do Alegre e Rosário do Sul, gerou um filme. É isso mesmo, um filme documentário intitulado O Leão do Caverá que foi lançado para autoridades, imprensa, patrocinadores e cavaleiros no dia 20 de novembro, ás 20;30 horas, numa reunião festiva para 150 pessoas nas dependências do Galpão Jaime Caetano Barum. Nesse evento foi assinado um convênio de colaboração técnica entre o ICF e a SETUR,  seguido da diplomação de vários cavaleiros com o Título de CAVALEIRO FARROUPILHA, com a chancela do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, pela Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer. Além dos cavaleiros foram diplomadas várias autoridades com o Título de Cavaleiro e Cavaleira Farroupilha Benemérita e instituições públicas e privadas com o Título de Instituição de Espírito Farroupilha. Repetindo o que já fora realizado no ano anterior no mesmo dia, local e hora. A comemoração contou com apoio da Caixa Federal, da SETUR, SAA, IRGA que ofereceu um fantástico carreteiro e da Vinícola Serra do Caverá do Alegrete, que produz espetacular vinho cabernet. No final foi coroado o evento com a exibição do filme documentário O Leão do Caverá, que conta a história do General Honório Lemes, enquanto os cavalarianos vão cumprindo sua marcha. O filme é apresentado pela Governadora Yeda, e conta com a participação dos depoimentos dos historiadores Alcy Cheuiche, Jorge Telles e Nico Fagundes, que publicaram livros sobre Honório e sua revolução. Há meu juízo e do seleto público que assistiu e aplaudiu o documentário no final da exibição, ficou realmente na medida o propósito do filme. Revela as boas intenções dos revolucionáriosde1923, que acabaram influenciando no plano de governo de Getúlio Vargas depois da revolução de 30, pois Honório Lemos e seus seguidores, pelearam por justiça social e política, fundamentados na celebre frase do General Honório Lemos que disse ao General Setembrino de Carvalho na reunião de assinatura de paz nas Pedras Altas em Bagé: QUEREMOS LEIS QUE GOVERNEM HOMENS E NÃO HOMENS QUE GOVERNEM LEIS. Assim com esses relatos o filme será distribuído a escolas, exibido em canais de televisão no Rio Grande e Brasil, primeiramente, depois no exterior. Pretende o Instituto Cavaleiros Farroupilhas, inscreve-lo nos festivais de cinema no mundo, para de forma cinematográfica, em tomadas autenticas, mostrar quem somos.                       

                   

Para pensar: Quem se apresenta autenticamente conquista o respeito de todos!

O TURISMO AQUI DESCOBRIU O RIO GRANDE DE BOMBACHA
13/11/2008

 

Há muito que batemos na tecla de que turismo aqui é para vender nosso regionalismo e não a EUROPA BRASILEIRA.Parece que finalmente os doutores no assunto deram à mão á palmatória e os do governo que sempre foram distante das coisas culturais gaúcha, preferindo vender outra imagem do sul do que a verdadeira imagem nossa, a de gaúcho, também.

Os paulistas da CVC há mais de dez anos estão explorando, no bom sentido da palavra, nossa cultura para encantarem seus milhares de turistas que desembarcam aqui vindos principalmente de Minas Gerais e São Paulo. Além de terem comprado o Hotel Serrano que antes alugavam, os paulistas mostram aos gaúchos que seus clientes querem ver os nativos da terra e não a EUROPA BRASILEIRA querem beber chimarrão, vinho, canha, comer churrasco, comida regional de panela, tirar leite na mangueira, assistir tertúlias com música e poesia regional gaúcha e danças folclóricas.

Com isso logicamente entender para consumir nossa música, literatura, artesanato e tudo que a Serra bem produz. No governo Antonio Britto o Secretaria de Turismo pôs no ar nacionalmente uma bela campanha publicitária dos pontos turísticos gaúchos usando de fundo musical um samba carioca.

É duro de acreditar, mas eu ouvi ninguém me contou. Gostaria de saber quantos turistas vieram aqui pelo samba. O professor Kipendorff da faculdade de turismo da Suíça, certa feita na FIERGS, afirmou que turista quer cenários naturais, cultura local, hospitalidade, comer e beber bem e depois dormir seguro dentro das suas posses. O quesito hotel foi o último citado por ele propositalmente e fundamentado cientificamente em pesquisas, logo nossas observações a esse respeito feitas antes do europeu suíço, mesmo que empiricamente estavam corretas, porque, tem coisa que não precisa ser doutor para entender, ver, sentir. Então mesmo que seja só pela questão comercial, finalmente pressinto que o governo e as elites descobriram o Rio Grande do Sul verdadeiro na sua gente, na sua cultura e passaram ter menos vergonha desse jeito gaúcho admirado pelo mundo de Santiler e de Obama, regionalismo que disfarçadamente tem admiração aqui nas altas rodas, que podem e devem curtir o mundo dos outros, mas que não são justos quando neutralizam o nosso mundo, a nossa vida, o seu mundo do ser gaúcho.

É bom que se diga que só se gosta do que se conhece! Outro dia num elevador de um tradicional prédio comercial de Porto Alegre na LeonardoTruda, um cidadão de quarenta anos talvez, me perguntou o que era o material que tinha nas mãos e para que servia? Respondi, isso se chama Mala de Garupa, utensílio que o gaúcho usa no lombo do cavalo, firmado por de baixo dos pelegos da encilha, para guardar seus pertences ou fiambre, e quando está a pé, usa no seu ombro ou no braço. Agora aqui na cidade as empresas estão fazendo de souvenir, brinde personalizado. Há muito obrigado! Disse o curioso e continuou. Está em moda tudo o que é de gaúcho, mas eu não gosto, nem posso ouvir música gaúcha, tenho pavor. Fiquei pensando, que pena, esse foi mal iniciado, não conhece e tem preconceito. Essa é a questão, as pessoas emprenhadas pelo ouvido, tornam-se preconceituosas e aqui na capital de todos os gaúchos ainda se vê essa ignorância. O normal é as pessoas quererem saber da sua história cultural e o gaúcho não é uma invenção do Paixão Cortes e sim um resgate que transformou-se em resistência e para o turismo um produto que será a cada ano mais admirado se não perder a autenticidade.

Para pensar: A originalidade de um povo é muito mais importante que qualquer moeda ou moda estrangeira!

 

O DIA NACIONAL DA CULTURA
07/11/2008

 

Dia cinco de novembro foi o Dia Nacional da Cultura. É muito bonito saber que neste país, conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, há dia para tudo. E penso que essas datas tenham sido criadas para realmente reverenciar, lembrar dos fatos que deveria ser óbvios pela lembrança natural de todos. Ledo engano, considerando que estamos num país de analfabetos, vivaldinos, espertinhos de toda a ordem, o dia disso e daquilo, passa nas nuvens pela nação. O dia nacional da cultura muito mais, porque o país come por cultura o que não é. O que deveria ser convencional, é um invencionismo dos gigolôs culturais que todos os meses, com ajuda  da mídia, lançam moda, visando o bolso e não o cérebro. Com exceção dos livros, que poucos lêem, daí as porcarias nem aparecem. Na música brasileira moderna que tem no disco escrito – musica é cultura, é um pavor, porque disco nunca foi cultura, deveria ser veiculo para tal e há décadas oferece o que há de mais insignificante de cultural. Noventa por cento da produção fonográfica brasileira é uma grande pornochanchada, letras sem profundidade, cheias de eu e você, você e eu, como se fosse poesia romântica e na verdade é uma letrinha de sexualidade apenas, instigando o povo em geral a vulgarização do relacionamento amoroso. Portanto as letras cantadas na mídia são apologias ao sexo, às drogas, a leviandade. Esta imposto e posto na mídia nacional, de norte a sul, de leste a oeste, a inversão dos valores sócio-culturais que fizeram das gerações recentes, gentes mal acabadas, sem nexo, sem conteúdo, pobre espiritualmente e infelizes. Sim, infelizes porque quando termina a noite, a barulheira e a droga, nasce o sol na cara que deve cravar no pelo dessa gente uma ressaca moral, como se estivessem acordando de um pesadelo e acordaram sim do pesadelo apenas, e agora ficaram sem rumo, porque a cultura nacional ditada pela mídia assim quis e fez. Dia cinco foi o Dia da Cultura Nacional, e que cultura?  Professores ganhando o que ganham, a maioria mais velha entregando os pontos, cansados de lutar pelo bom ensino, outros professores mais novos, frutos dessa geração inculta,  perderam a raiz, a essência, estão na era da perfumaria e vão como toco na correnteza. A historia cultural de um povo esta na arte e não na moda artística, está na história das lutas sociais e políticas, plasmada por nossos heróis que o civismo ascende quando a nação é culta e garante soberania. O regionalismo brasileiro é um bom exemplo, mas não tem preferência na mídia, a não ser aqui no Estado, as letras das músicas dessa corrente artística tem fundamento, versa de tudo com métrica, rima e com o que é muito mais importante, com mensagem virtuosa. Bem como disse o majestoso Lauro Rodrigues: “Se a honra perdura o Rio Grande está salvo, saíra do abandono e o grito do índio ecoando no pago dirá novamente, esta terra tem dono”. E a nossa terra tem dono, porque tem cultura própria.

                       

Para pensar: A originalidade de um povo é muito mais importante que qualquer moeda ou moda estrangeira!

 

É TEMPO DE FEIRAS DE LIVROS
31/10/2008

Porto Alegre e as demais cidades gaúchas que promovem feiras de livro ficam diferente nesta época, um astral de emoção, de amizade, de união e fraternidade afloram. Em todos os níveis a sociedade se solta porque é temo das feiras de livros. Os que nem lêem se alvoroçam, os que lêem vão brilhar nas compras, nas visitas as barracas como se estivessem adquirindo a mais desejada guloseima. E é, pois estarão comprando livros, seu vício, para a felicidade do autor, do editor, da feira e da nação. Há quem diz que o vendido só trocará de prateleira, duvido, se o comprador não ler, alguém um dia lerá o livro daquela safra. A movimentação econômica de uma feira beneficia a todos na cidade. Ganha o hotel, o restaurante, o bar, o transporte, a indústria livreira, a mídia e claro, o governo que não dispensa impostos. As drogas são compradas ás escondidas e nem precisa de propaganda porque já teve no cinema e na televisão, o viciado vai as compras sorrateira mente apara saciar sua vontade. Vender cultura é um sacrifício, vender droga é fácil. Assim creio que devemos lutar sim contras as drogas, mas muito mais que a população se vicie em cultura, é a única forma definida de que vício seja virtude. Na primavera sempre será no Rio Grande do Sul tempo das feiras, primeiro das feiras de gado e logo das feiras de livro que a rigor, como dizia o Brizola, podia ter o ano inteiro, diferenciada por temas. Já pesaram como seria cada feira no mês? Janeiro – feiras de livros religiosos e exotéricos; Fevereiro – feira de livro das flores e plantas; Março – feira de livros de ensino; Abril – feira de livros de ciência; Maio – feira de livro de artes; Junho – feira de livro de estória e história; Julho – feira de livros da indústria e comércio; Agosto – feira de livros folclóricos; Setembro – feiras de livro da agricultura e pecuária; Outubro – feira de livro infantil e de romances; Novembro – feira de livros de fotografia; Dezembro – feira de todos os livros. Certamente teríamos o inicio fatal de viciar o povo na leitura, evidentemente calculando bons preços que de acesso á todos. É bem verdade que nessas alturas o caro leitor deva estar pensando, esse projeto é utópico, pois é, todos os projetos um dia foram utopia, e deixaram de ser quando acreditados, executados pelo amor a humanidade.

Para pensar: Cultura é a saída para tudo, mas de nada adianta um livro na prateleira!

 

AS CRIANÇAS DE TODOS OS TEMPOS
16/10/2008

 

Naturalmente todos nós tivemos esse período na vida, infância, uns mais ricos e outros mais pobres, mas igualmente criança que souberam curtir o tempo do seu jeito. É fato que muitas crianças não tiveram tempo de sê-lo, porque o mundo adulto lhe chegou mais cedo, mas com certeza esses não perderam o direito de sonhar, de vislumbrar seus desejos serem realizados.
Eu tive uma infância pobre para os padrões capitalista, mas confesso que fui feliz, não guardo nenhum constrangimento por isso, muito antes pelo contrário, porque ser pobre não é defeito, defeito é   não ser digno. E na minha infância tanto nos bairros de arrabalde que vivi em Uruguaiana, quanto no meio rural, assisti mães e pais humildes educando seus filhos com todo carinho, amor, perseverança e atitude exemplar, que muita família dita de gente boa jamais tiveram . Mas penso que em todas as famílias e nas abastadas inclusive, há quem não deve sentir saudade da infância! É, mas eu sinto saudade da minha, e sentir saudade é um sinal muito positivo, porque só sentimos saudade do que foi bom, do contrário não temos do que ser saudoso.
 Se por um lado tive materialmente restrições quando guri, posso afirmar que minha infância foi rica, emocionante, porque nessa inquietude dos guris de interior que se contentam com o que a natureza lhe oferece é algo fabuloso, é cheio de riqueza espiritual.
 Hoje na era da infame televisão e da cibernética, qual guri passaria horas produzindo e remontando pandorgas no período dos ventos? Qual guri passaria horas e horas fabricando barcos de papel e brincando nos córregos das chuvas, viajando o mundo no imaginário e ou ainda levantando barragens, açudes e desvios os cursos de água das chuvas?  Qual guri hoje desenharia seus brinquedos e os fabricaria na precária carpintaria caseira do pátio? Qual guri de hoje jogaria com bolas de pano? Quantos guris hoje estão fazendo acampamentos de escoteiros?
Não, todos os guris de hoje querem televisão, o vídeo-game e todos os brinquedos que eles nem imaginam como se fabrica e se isso lhes fazem feliz, que bom e que pena! Mas dia 12 mais uma vez foi o Dia da Criança de todos os tempos! Não creio que a felicidade das crianças esteja só nas guloseimas e nos brinquedos, sinto que a felicidade das crianças é também saber que os adultos lhe respeitaram como crianças, que trabalharão para alimentá-los, vesti-los, educa-los principalmente e que de quando em vez, sobrando pila, o retribuirão com presentes em dias determinados, pelos seus feitos de criança.
Então amigos leitores, os convoco neste momento para que   pelo menos nesse dia abram o peito e soltem à criança que vibra dentro do seu coração. Deixem os olhos brilharem, a imaginação brotar, o sentimento voar e só depois de terem rido bastante, brincado muito com os filhos, com os netos, com os sobrinhos, voltem ao ser adulto bem de vagarinho, deixando exposto na cara um pedacinho de infância que o mundo será muito melhor. Com essa vibração de influencia sapeca, a vida adulta bem como a infantil, será mais alegre nesta cidade, neste estado e neste país que ainda não conseguiu libertar da escravidão, meninos e meninas, que todos os dias do ano envelhecem castigadas pela má sorte dos adultos esquecidas de que um dia foram criança.                      

Para pensar: Sou feliz porque tenho lembranças, seria mui pior se eu não pudesse ter tido infância. 

AVALEIROS FARROUPILHAS E O LEÃO DO CAVERÁ
09/10/2008

 

Algo muito especial está acontecendo no Instituto Cavaleiros Farroupilhas e é bom para todos os Gaúchos! Para quem não conhece essa instituição de caráter cívico, cultura, social e educacional, forjada de direito há dois anos, com sede em Eldorado do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, mas que de fato existe há quinze anos? Sua primeira missão foi em 1993, na primeira Cavalgada Farroupilha, de São Borja a Uruguaiana em homenagem ao centenário da Revolução Federalista.
Há 15 anos os Cavaleiros desfilaram no 20 de setembro em Uruguaiana e fundaram o Piquete Tradicionalista Cel. Maurício de Abreu, entidade promotora de seus eventos a quem estiveram atrelados até 2005. De 1993 até hoje os Cavaleiros Farroupilhas já andaram em mais de três mil quilômetros de campo no Rio Grande do Sul, Uruguai e no Brasil, e desde 2006 o Instituto Cavaleiros Farroupilhas já fez excursões de relacionamento cultural na EUROPA, fundando o CTG União dos Ideais em Paris, realizou debates pela mídia no programa Galpão do Nativismo da Rádio Gaúcha e Gauchesco & Brasileiro do STC produzidos diretamente da Argentina em Córdoba e Corrientes , da China em Hong Kong e dos Estados Unidos da América em Nova Jérsei , naquele país, protagonizou a volta do Brasil ao Desfile das Nações em Nova Iorque.
 Há dois anos promove, firmando como rota de turismo eqüestre, saindo de Viamão, a Cavalgada de Invasão Farroupilha e Resistência Imperial de São José do Norte. Realizou em 10 municípios gaúchos o projeto Esta Terra é Minha, ciclo de palestras sobre regionalismo e ecologia.
Em maio de 2008 a pedido do Exército Nacional, participou na coordenação e execução da Cavalgada 200 Anos de Osório que co-produziu com a TVE um documentário do evento, exibido como programa especial.
Agora em setembro de 2008, na sua 16ª. Cavalgada, os cavaleiros, por seu instituto farroupilha entram no cinema, filmando o evento que do Alegrete a Rosário do Sul, rasgou o dorso da Serra do Caverá em homenagem a Honório Lemos, Cel. Maurício de Abreu e os revolucionários de 1923, (revolta motivadora da queda do governo provincial que há 30 anos estava nas mãos de Borges de Medeiros).
 O filme documentário O LEÃO DO CAVERÁ codinome de Honório, estréia dia 3 de novembro no 1º. Festival Internacional de São Paulo, antes porém , especialmente no Galpão Crioulo do Palácio Piratini para autoridades, imprensa, patrocinadores, produtores e cavaleiros no dia 29, 30 ou 31 de outubro, apoiado pela Governadora Yeda Crusius que apresenta no filme o documentário ao mundo. A produção cinematográfica é do ICF em parceria com a MBC Vídeo. Tem direção fotográfica do experiente Arno Maciel (ex - TV Globo), vencedor do festival de cinema de Gramado na categoria documentário em 2008, a idealização e direção musical é deste colunista, modesto compositor e cantor gaúcho. A história do nosso Leão do Caverá é rica,   foi contada na película por várias pessoas em especial pelos historiadores Alcy Cheuiche , Nico Fagundes e Jorge Telles, bem como de netos e bisnetos de Honório Lemes. A trilha dos revolucionários é mostrada e foi refeita pelos Cavaleiros Farroupilhas da 16a. Cavalgada que com autenticidade visitaram locais estratégicos na Serra do Caverá , de emocionante cenário em magnífica marcha. O custo do investimento, tratando-se de cinema, foi muito econômico, não atingirá cem mil reais e foi até agora suportado pelo ICF que está captando apoiado na Secretária da Cultura Mônica Leal, primeira incentivadora do plano filmar nascido na EXPOINTER 2008. Das exibições, além dos festivais de cinema que o credenciarem e dos canais de TV que se interessarem , o ICF quer exibi-lo em todas as escolas públicas do Estado, como aula de história para alunos e professores, também como exemplo de que, quando se quer algo sendo pelo bem de todos, qualquer pessoa, física ou jurídica, pode atingir sua meta, como atingiram os Cavaleiros Farroupilhas nesse sonho que é do seu lema: “Fazendo Pátria Semeando Cultural!”.

Para pensar: O recurso material ajuda na vida, mas não resolve se não houver recurso humano com ideal !

 

SÃO PAULO VOLTOU A SER DA “GAROA”!
30/09/2008

 

São Paulo é um termômetro social do mundo, evidentemente primeiro do Brasil. Estive lá sexta e sábado (25 e 26 de setembro) e há muito não ficava para passear naquela selva de pedras, que me pareceu mais verde, mais humanizada e mais brasileira culturalmente. Lembro bem, que nas décadas de 80 e 90, quando mais vezes estive por lá, com mais tempo de passear, São Paulo era a coqueluche dos shoppings, que surgiam um a cada mês, das danceterias e discotecas, uma em cada esquina. Tudo que se via nos shoppings principalmente era escrito em inglês, nas festas o ruído americano, uma invasão brutal da norteamericanisação a toda prova. Assistir um show de artista brasileiro cantando em português era quase impossível, um bar com musica nacional, não existia mais. No final dos anos noventa em mais uma investida com tempo na grande capital, notei que as lojas e restaurantes dos shoppings estavam identificados em português. Achei isso um ótimo sinal, e sexta feira passada, parti para a noite paulista e fiquei realizado, encantado, enobrecido, de bota e bombacha, chapéu tapeado, visitei , segundo indicação dos próprios paulistas o melhor bar e restaurante da cidade – O Bar da Brahma , que fica na Ipiranga esquina São João. Um sucesso em todos os sentidos, lugar simples, quatro ambientes com música ao vivo, dos quais três com a nossa extraordinária musicalidade nacional e mais dois dos ambientes com o samba de raiz. Coisa de loco! Uma maravilha, artistas jovens mandando lenha, com muita energia e gosto, no velho samba brasileiro, sempre atualizado nos temas. Isso sem duvida é outro lindo e grande sinal que a nova geração paulista está muito próxima do regionalismo, do autêntico. São Paulo quando adere um segmento qualquer, sai de baixo! Tive noticia, mas não deu tempo para visitar que estava acontece noutro canto da cidade, uma feira caipira contando a história dessa cultura   paulista de raiz. Achei outro sinal muito positivo, investimento social no regional. Bem, dizer do sucesso que faz nossas pilchas pode soar exibimento , mas não é. A nossa pilcha encanta nas ruas, no hotel, no shopping, nos bares, atrai as pessoas que espontaneamente vem ao encontro saudar com alegria essa atitude de defesa da cultura do pago. No consulado Americano, por exemplo, onde estive para renovar meu visto, fui carinhosamente tratado por todos, pelo povo e pelas autoridades, com distinção e claro que era pelas pilchas . Viajei pilchado como sempre, mas na quinta-feira, saído de uma palestra em Canoas,   no último avião da rota, esqueci de levar uma pilcha de muda e na volta usei jeans de chapéu campeiro, que foi o suficiente a que as pessoas me saudassem na passada dizendo: E ai gaúcho como foi a Semana Farroupilha? Que bonito isso de vocês de não perderem as origens e ai por diante...
E é graças a esse espaço de jornal, rádio que dispomos, somado a força de todos os anônimos que vestem naturalmente as pilchas , que o Brasil já sabe de nós e respeita essa atitude cívica que não podemos perder jamais e nem mercantilizar, porque um ideal não se vende, simplesmente se expõe sem medo de ser feliz.            

 Para pensar: Há quem diga que nossa cultura não passou o Imbituba , que pena dos caranguejos!

AS CAUSAS DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA
24/09/2008

Buenas Amigos!

No dia 20 de setembro oficialmente encerrou a Semana Farroupilha e não podia ser outra nossa matéria se não seguir contando a minha maneira, o que aprendi com o historiador Antônio Augusto da Silva Fagundes, sobre as principais causas da revolução eclodia há 173 anos, que não foi só pela causa do charque, foi por causas sociais, econômicas, militares, políticas e maçônicas.

Das causas SOCIAIS salientamos que: O império só se preocupava em onerar a Província de São Pedro do Rio Grande. Se precisava de soldados convocava a força; Os que morriam peleando azar da família, os  mutilados azar deles que se virassem como peão patieiro quando muito ou mendigo;

Para o Rio Grande do Sul que sempre viveu em guerra podemos imaginar quantas estâncias foram dizimadas na defesa do Império, quantas tropilhas foram requisitadas, quanto gado foram abatidos, quantos homens foram mortos, quantas viúvas, órfãos e mutilados ficavam desassistidos?

Das causas ECONÔMICAS salientamos que a Província de São Pedro do Rio Grande, sempre fora estalagem do império. A corte levava quase tudo dos impostos e não devolvia nada, deixava o mínimo para sustento institucional, o exército imperial em tempo de paz, sem pedir permissão, sem consentimento ou medir conseqüências de prejuízo do estancieiro, se aboletava numa estância e a sugava sem restituição pelo sustento;

Das causas MILITARES salientamos que a maioria dos oficiais farroupilhas já tinham defendido o império em outras campanhas e esses sempre foram relegados a quinto plano, eram os primeiros chamados a qualquer sinal de invasão castelhana e nunca lembrados para receber melhores soldos, honraria e terras, além de verem seus bravos e humildes soldados que só saiam do campo de guerra depois do último tiro, voltar aos seus ranchos ao trabalho de peão sem nenhum reconhecimento;

Das causas POLITICAS salientamos que muitos filhos de estancieiros iam estudar na EUROPA e voltavam com os ideais republicanos, a corrente liberal crescia na América, a abdicação do trono por D. Pedro I e o período regencial descontrolado, colaborava para os liberais imprimirem seus ideais.

Das causas MAÇONICAS temos a adaptação da Maçonaria aos princípios republicanos na divisão dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Como de antes, muitos dos farroupilhas e chefes militares-políticos sul americanos eram maçons, a criação de lojas na Argentina, Uruguai e Brasil tornou-se campo fértil dos ideais republicanos, onde foi decisiva sua influência na plano da revolução, e Bento Gonçalves era o Venerável da loja em Porto Alegre, junto de Gomes Jardim, Boticário, David Canabarro , Domingos José de Almeida e outros. 

Agora 20 de setembro de 1835 está vivo entre nós e a mui valerosa Porto Alegre dos imperiais, curvou-se a cultura gaúcha que fez nela um dos maiores desfiles do Estado e o maior Acampamento Farroupilha de todos os tempos, definindo claramente quem foi vitorioso dessa ímpia e injusta guerra, e que sirvam nossas faças de modelo a toda terra!

Para pensar: Povo que não tem cultura acaba por ser escravo!   

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Buenas Amigos!

 

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, há lua de pesca melhor que as outras, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios, os escoteiros e Chico Pescador de Sans Soucy que respeitam a natureza. Na semana passada reverenciamos o Dia da Independência do Brasil, dia 8 Dia da Alfabetização e dia 11 Dia da Proclamação da República.
Todos concordamos , são três datas muito significantes para todos nós brasileiros que devemos nos questionar se realmente somos um país independente, se esse país trata dignamente da educação e se somos ou não uma república? Sinceramente eu não tenho certeza de que estamos gozando dessa felicidade. Acho que falta e muito para nos enquadrarmos como independentes, alfabetizados e numa república. O fato de termos rompido com Portugal não significa ter soberania, é verdade, ficamos um estado independente de Portugal, mas os grilhões das correntes do sistema mundial econômico vigente, pela falta de patriotismo dos políticos, nos tornaram muito mais dependentes, e com a forma do estado brasileiro tratar do ensino, com salários ridículos dos professores, com universidades federais que só abonado estuda, todos os dias nos distancia mais e mais da alfabetização nacional e da independência. Quanto a nossa república que desmamou a família real, criou um outro tipo de condomínio familiar que tocam os negócios do país desde que Marechal Fonseca foi presidente até hoje. Logo a república é de fachada! Luiz Ignácio de Bragança não mede esforços para fechar os olhos e ouvidos, enquanto a família real e as outras do condomínio prosperam. Ainda bem que as famílias da antiga República Rio-grandense não desanimaram e continuaram produzindo o filé minhon das cortes. A prova está nas expointers que batem recordes ano a ano, na vã esperança de que um dia a coisa mude. E vai ter que mudar, pois o povo pelo menos aqui do sul come costela gorda de gado novo, todas as semanas, nutrindo corpo e mente, pelo orgulho de ser gaúcho laçador da liberdade, produtivo, expansivo, aventureiro e pelador se precisar. As eleições municipais estão aí, logo virão as estaduais e nacionais, o melhor momento de nos independizar-mos dos que não querem que sejamos independentes, soberanos como cidadãos e como nação.

                 

Para pensar: Povo que não tem cultura acaba por ser escravo.

 

O Dia dos Artistas
05/09/2008

Buenas Amigos!


Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, há lua de pesca melhor que as outras, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios, os escoteiros e Chico Pescador de Sans Soucy que respeitam a natureza.
Na semana passada em setembro reverenciamos no dia 28 o dia avicultura, dia 29 dia nacional de combate ao fumo e nascimento de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, dia 31 dia do Nutricionista.
De todos os dias festivos da semana escolho para falar do artista. Imaginemos o mundo sem os artistas? É impossível! Essa gente tem um espírito diferente do comum, são seres superiores sim, porque tiveram do criador o dom da arte, e arte é estar mais perto de Deus. A inspiração artística é se ligar numa força cósmica, invisível, que só o artista sente. É estar em estado de graça. Pena que isso não elege o ser bom ou mau. Mas num geral os artistas são bons,   tanto é verdade que não existe presídio com coral, orquestra, conjunto, balé, teatro, nem escola de samba, prova que o artista é do bem.  A inspiração é uma capacidade de sentir uma mensagem, captar do astral o mandamento divino pela sensibilidade. Podemos dizer que todo artista é um médium, gente que tem o dom de recebe algo do mundo invisível. Quando se compõem uma música por exemplo , e eu sou músico compositor e poeta, temos que logo, digamos da “criação” ler se for poesia e executar quando for música a obra várias vezes para decorar. Ta aí prova de que se fosse minha a obra não precisaria de decora-lá . E se essa fosse minha, então estaria adormecida dentro de mim, abrindo outra prova cabal, da existência e imortalidade do espírito ou da consciência. Mas bem, esse é outro assunto, volto ao ser artista! É muito bom ser artista, mas muito sacrificante, porque no plano terreno a vibração está muito ruim, também por causa do artista que tem o dever, de elevar essa vibração da consciência humana a um nível satisfatório de bondade, harmonizando o planeta. Assim o bom artista acaba passando por necessidades materiais, porque são poucos que dão importância a cultura. A maioria humana esta adormecida, ignorante, mal conduzida.
Por isso quando vejo, ouço ou leio de artistas se ocupando com temas vulgares, invertendo valores sociais e culturais, compreendo sua necessidade, mas me entristece, porque ali ele estará servindo o mal e não ao bem que é virtuosidade. Portanto neste dia dos artistas que é hoje, aos que estiverem me escutando, peço carinhosamente que reflitam sobre este texto que é da minha inspiração, percepção, visão, sentimento, e não de minha propriedade. Que entrego a todos querendo verdadeiramente abrir seus corações, do mundo a dar valor ao artista do bem, e do artista a procurar o norte não material, que é conseqüência de qualquer labor, e não o fim. Viva o dia dos artistas!   
                 

Para pensar: Arte e artistas vieram para revolucionar pelo bem!

 

MTG num rumo Político.
21/08/2008

Buenas Amigos!

Na quinta 14 de setembro o projeto da Semana Farroupilha foi lançado com pompas no Palácio Piratini, infelizmente sem a presença da governadora que se encontrava amolada, mas que foi muito bem representada pelo Chefe da Casa Civil, de extraordinária e sincera manifestação. Falaram na solene reunião Oscar Gress , presidente do MTG que agradeceu muito a todos os incentivadores do evento mais popular do estado; Manoelito Savaris presidente do IGTF lançou o livro que versa sobre nossos símbolos, e ainda falaram a Secretária Mônica Leal, que fez justo desabafo de sua atuação na cultura que sofre pressão, por contrariar a camarilha que sempre mamou na teta da cultura e nestas alturas estão desnutridos, sedentos da mamata. Falou o secretário de Turismo que creditou ao Deputado Lara o desfile temático de Porto Alegre. Foi merecida a reunião gauchesca nos moldes palaciano porque realmente quando se fala em povo gaúcho e se promove eventos como o da Semana Farroupilha, depois da nobreza dos galpões só o Palácio Piratini merece tal distinção porque esse foi construído pelo sangue e suor dos gaúchos, podemos dizer que é nosso galpão maior. Apesar de tudo pressinto que o sentido da Semana Farroupilha esta saindo do eixo, envereda para especulação política e comercial, o que não é ruim, se for a política e as empresas investindo no MTG, e não o inverso. É fato que a movimentação regionalista gaúcha capitaneada pelo MTG foi considerada pela ONU na década de 90 o maior fenômeno sócio-cultural do planeta, por isso é cortejado! Mas também é fato que o mesmo MTG que sem querer e pedir alcançou esse status, esta fazendo de tudo para perdê-lo, e não é de agora. Acho que o presidente atual é muito bem intencionado, gosto bastante dele como pessoa, só não tenho certeza se é ele mesmo que manda chuva. A forma de aproximação do MTG a política, me parece muito como de um partido, querendo galardão em troca de apoio político. Coincidência ou não já fez de um major, coronel, assessor parlamentar na assembléia e presidente do IGTF, salvo eu esteja muito enganado, esse daria tudo a um mandato legislativo, o que é direito de qualquer cidadão, mas aí que buscar caminhos legítimos, ou seja, largar o gauchismo filiar-se num partido e ir à luta. Digo isso não por mal, mas porque gosto, entendo, estudo e divulgo o movimento tradicionalista, por existir nele, gentes de todas as classes sociais, credo, cor, partido político e níveis de intelectualidade, que o tornaram grande, (fenômeno), e pode se esvaziar, por isso e mais, se os políticos começarem a dizer, como já ouvi que foram eles que fizeram à grandeza dessa movimentação cultural, que foi e é espontânea desde 1947, patrocinada por abnegados e logo pelo ímpeto da sociedade rio-grandense que paralelamente até hoje carece de atenção política de toda ordem. Acho correta a estratégia do governo em investir na cultura desta terra que tem dono – como disse Sepé , hoje os gaúchos de sentimento nativista que fizeram o MTG crescer, porque sempre esteve distante da política.

Para pensar: A vida é uma política... mas não essa que anda ai!

CAVALEIROS FARROUPILHAS VÃO AO NORTE
23/07/2008

Buenas Amigos!

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios, os escoteiros e Chico Pescador de Sans Soucy que respeitam a natureza.
Os Cavaleiros Farroupilhas , assim denominados e reconhecidos pelo Governo do Estado , MTG e pela Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, membros do Instituto Cavaleiros Farroupilhas, entidade de caráter cívico, cultural, educacional e social, apoiada pelo Exército, Polícia, Receita e Ministério Público Federal, já bateram casco de 1993 até hoje em mais de 5 mil quilômetros de estradas em eventos nos campos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e na República Oriental do Uruguai.
O grupo viaja sempre a cavalo desenvolvendo integração entre os povos e regiões nacionais e internacionais, disseminando cultura regional por palestras, debates, tertúlias poéticas musicais que oferecem graciosamente as comunidades, resgatando história e abrindo rotas de turismo
eqüestre.
Com o objetivo de reverenciar os gaúchos, brasileiros e portugueses que tombaram em 16 de julho de 1840 em defesa de um ideal, e saudar a ARACRUZ e a Cidade pela conquista do porto inspiração e sonho farroupilha que modernamente fortalecerá a economia estadual e nossa memória por Giuseppe Garibaldi, patrono do Terminal Portuário Privado Internacional da Aracruz , o Instituto Cavaleiros Farroupilhas promoverá a 2ª. CAVALGADA DE INVASÃO FARROUPILHA E RESISTÊNCIA IMPERIAL DE SÃO JOSÉ DO NORTE de 16 a 20 de julho, partindo ás 8 horas do dia 17 da Cruz das Almas em Viamão – local onde morreu combatendo o jornalista dos farrapos Luigi   Rossetti.
Esse evento que foi idealizado por Dorotéo Fagundes e Fernando Costamilan no ano passado , pretende virar rota eqüestre de turismo histórico e já faz parte do calendário de eventos de São José do Norte.  

PROMOÇÃO – Instituto Cavaleiros Farroupilhas ( icf@tarca.com.br ou fones > (51) 3499.2439 e 3499.2473)

REALIZAÇÃO – Sistema Tarca de Comunicação

PATROCINIO – F. Andreis Cia Ltda , SULRICE Corretora de Mercadorias, DALQUIN Rações SANO- VITOSAN

APOIO – 6ª. DE do CMS, Maçonaria Unida do RGS (Lojas União e Sinceridade 103 e Menotti Garibaldi), Programas Gauchesco & Brasileiro do STC e Galpão do Nativismo da Rádio Gaúcha, Instituto Histórico e Geográfico de São José do Norte, Prefeitura Municipal, MTG e Ordem dos Cavaleiros do RGS.

Para pensar: Todo pensamento um dia se materializa!

 

NÃO EXISTE NAÇÃO SEM IDIOMA
18/07/2008

Buenas Amigos!

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios, os escoteiros e Chico Pescador de Sans Soucy que respeitam a natureza.
Nesta semana de 14 a 19 de julho comemoraremos dia 16 Dia da Invasão Farroupilha de São José do Norte, dia 18 Dia da Sagração e Coroação de Dom Pedro II, dia 19 Dia da Caridade e dia do Futebol.
A corrupção no Brasil nesses tempos vai de mal a pior! Os atos dos nossos heróis, políticos do passado e os dos políticos do presente tem qualquer coisa de descomunal diferença.
Os homens do passado – por exemplo – Bento Gonçalves em 16 de Julho de 1840 invadiu São José do Norte e com a situação controlada, para não matar inocentes, ordenou retirada; Se isso fosse hoje a mente política certamente mandaria saquear a cidade e matar quem se mexesse.
Na Revolução de 23 quando os Generais adversários, Flores da Cunha e Honório Lemes resolveram acordar o fim da peleia – Honório antes de ir ao assunto com Flores indagou? Como o Senhor quer que lhe trate de Doutor ou de General? Flores respondeu-lhe – me trate de Doutor porque General é o Senhor! Se fosse os homens de agora se perguntariam, quanto nós vamos ganhar para assinar esse tratado de paz?
No governo de Borges de Medeiros os ingleses concessionários da construção das estradas de ferro do Rio Grande do Sul, em visita ao Palácio para assinar os contratos do serviço, sinalizaram ao presidente estadual que havia já calculado no valor total da obra, vinte por cento de comissão ao chefe político pela sua assinatura. Borges então respondeu-lhes sem remorso – aumentem 20% da nossa malha férrea e estamos conversados. Se fosse os homens de agora, diriam: Pois não meu Patrão esse é número da minha conta no exterior, depositem lá o valor que depois eu assino. Os corruptos no passado ofensores das instituições governamentais eram discretamente tirados de sena ou mortos acidentalmente, no presente um juiz manda prender e um ministro manda soltar! Que homens são esses de todos partidos que covardemente se reúnem e negociam o estado, a pátria e sorriem para as câmeras? Que homens são esses me Deus? E até quando teremos que vivenciar essa calamidade moral das nossas elites? Que ao invés de discutirem as graves atitudes dos corruptos, preferem filosofar se a polícia agiu corretamente ou não cumprindo o seu dever? A ordem de prisão! Como escreveu Lauro Rodrigues – “Pobre Pátria de vinte e tantas zonas, que tem no ventre o Amazonas e agonizam de fome nas cidades. Vôos de macacos galhofeiros plageiam   o viver dos estrangeiros dês do batismo as universidades. Acorda Brasil antes que a boca de um fuzil não te permitas despertar jamais!”    

Para pensar: Que homens são esses?

       NÃO EXISTE NAÇÃO SEM IDIOMA
03/07/2008

Buenas Amigos!

O nosso idioma originário do latim, fala-se ainda em vários cantos do planeta por onde os portugueses estiveram navegando e acamparam formando colônias. Aqui no pago, falamos esse idioma porque os gaúchos resolveram ser brasileiros, do contrário nossa língua seria a espanhola. Mas como os gaúchos daqui são açorianos miscigenados com índios, negros, bugres e até mesmo com espanhóis, imperou nosso complicado idioma de fala e escrita Português que na fronteira criou o portunhol , que no campo criou o gauchês , quase um dialeto, fala regionalista com quase sete mil palavras muito bem compiladas no dicionário de Regionalismo do Rio Grande do Sul, dos grandes gaúchos irmãos e amigos Zeno e Rui Cardoso Nunes. Nele aparece muito o arcaísmo português ainda falado pelos gaúchos, que sustenta a raiz da luza linguagem, que nos orgulha e nos conforta na possibilidade dos relacionamentos, muitos escritos, pajados , cantados, recitados da lavra de nossos autores antigos aos mais modernos que pintaram literárias aquarelas dos usos e costumes regionais gaúchos. Também dizendo de geografia e história, contribuindo fortemente pela manutenção das expressões que aqui fundiram razão, cruzaram os tempos e se manterão a lo-largo , pela autenticidade gaúcha cultuada nestas plagas e agora em vários cantos da terra, pela expansão do movimento tradicionalista e da corrente artística regionalista gaúcha, considerado pela ONU o maior fenômeno sócio cultural do planeta.
Preocupa-me o ímpeto estrangeirista nacional das elites que copiam ao povo suas modas imprimindo a perda de identidade cultural brasileira, destruindo a Nação.
Para pensar: Alto lá, esta terra tem dono! Disse Sepé , mas só será de fato se soubermos cultiva-la responsavelmente mantendo em primeiro o nosso idioma.                

        

PEDRO RAIMUNDO PRECURSOR DO CANTO POPULAR GAÚCHO
27/06/2008

Buenas Amigos!

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, lembramos aos pescadores que não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza.
Nesta semana ainda comemoramos dia 29 – Dia de São Pedro, santo padroeiro do Rio Grande do Sul, que também é o dia de nascimento de Pedro Raimundo, o catarinense mais gaúcho de todos os tempos e o mais famoso cantor regionalista das décadas de 50 e 60, dia 02 marca – Dia do Hospital.
Foi justamente no dia de São Pedro no ano de 1906 em Marui SC, que nasceu o famoso Pedro Raimundo, artista que empolgou multidões pelo rádio e que inspirou Luiz Gonzaga - usar a roupa de vaqueiro nordestino em suas apresentações. Tanto um quanto o outro foram astros precursores do canto regional do Brasil. Era o Sul e o Nordeste plasmados culturalmente no Rio de Janeiro por seus talentos, ensinando o país a glorificar sua arte regional.
Pedro Raimundo antes de ser ídolo nacional, viveu em Porto Alegre, foi funcionário da Carris e sempre esteve envolvido com música. Aos novos valores que surgem atropelando a tradição, bem que poderiam se espelhar em Pedro Raimundo que embora já tivesse formação jazistica, enfrenou o regionalismo autentico e fez fama sem precisar descaracteriza-lo.
Nossa recente estada e convívio com brasileiros nos EUA – em New York e New Jersey, de 18 a 26 de junho no 34º. Desfile das Nações em New York e no 4º. Encontro Internacional da Tradição Gaúcha, comprovamos que eles também querem consumir a arte regional pura dos pampas e que não se emocionam com os manifestos musicais eletrizantes e sem mensagem de hoje, mesmo que de bota e bombachas, porque são exibidos sem compromisso cultural .  Pedro Raimundo está vivo em suas obras e nas dos que não perderam a razão de cantar o pago como ele é, sem modismos, do jeito que o mundo gosta do regional gaúcho, que está nos seus melhores compositores e cantores, requintado e culto.   
Para pensar – A natureza não se força porque causa danos ao homem e ao seu ambiente!

A VERDADE DE GILDO
18/06/2008

Buenas Amigos!

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, junho é o mês do meio ambiente e da ecologia, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza.
Neste mês ainda comemoramos dia 19 o Dia de Nascimento de Gildo de Freitas em 1919, e dia 21 dia do nascimento de Machado de Assis em 1839.

No que diz respeito ao nosso regionalismo vamos saudar o grande Gildo de Freitas, um revolucionário compositor e cantor. Trovador dos buenos , de pouco estudo, mas de uma sensibilidade que só os verdadeiros artistas têm. Daí quando se diz que alguém é de poucas luzes, logo se interpreta um sujeito que estudou pouco, errado, pois existiu e existe no mundo muitos considerados analfabetos, mas de luz interior maior do que grandes literatos, desses que vomitam cultura e não tem luz própria. São os teóricos que sustentam o poder pelo poder e não para avançar nos tempos pelo bem comum. Gildo de Freitas na sua singeleza compunha e cantava sabiamente a liberdade em analogias, por exemplo, com um passarinho preso numa gaiola. Assim Gildo arrastava multidões rurais onde acampava, a peonada cavalgava horas, dias para ouvi-lo, ao ponto dos patrões mandarem a Polícia o prenderem para que seus empregados retornassem ao trabalho. Que época em? E não faz muito! Que diacho eram esses homens que coibiam os fãs de Gildo ameaçando-os com o desemprego? Que homens eram esses que fizeram um pregador da paz, do amor e da liberdade tornar-se um fugitivo das milícias opressoras por o julgarem suposto desorientador social? Há Gildo de Freitas como foi injusto o mundo contigo por tu querer ser justo! Quantas cadeia pegaste , não pelo teu lindo canto, mas por te defender dos que não queriam que cantasses a verdade. Infelizmente até hoje a verdade não pode ser dita nem cantada, porque os poderosos não querem ouvir, para não rebentarem seus tímpanos pela suja consciência. Teus fãs, Adalberto Jardim e Lauro Simões que já mateiam contigo ai nos campos da eternidade, deixaram escrito, certamente inspirados em ti o verso a seguir.
Para Pensar: “Não há quem pegue um tufão ou ataque uma tormenta, tanto puxa que arrebenta o jugo totalitário, há de acabar o calvário e antes que clareie um dia, a justiça vai dar cria do ventre da liberdade. ”                  

        

AO CORTAR UMA ÁRVORE PLANTE DUAS!

12/06/2008

Buenas Amigos!

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, junho é o mês do meio ambiente e da ecologia, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza.
Neste mês comemora-se ainda no dia 9 o Dia de Anchieta, dia 10 o dia da Língua Portuguesa, dia 11 Dia da Marinha do Brasil, dia da Batalha Naval de Riachuelo, dia 12 dia dos Correio Aéreo Nacional, dia 13 dia de Santo Antônio e dia da Insurreição Pernambucana.
Atualmente o Rio Grande do Sul é produtor de muita fruta e a citricultura me parece ser o mais bonito de todos os labores. Porque ? Além do grande e recomendado alimento que são as frutas, temos nelas as flores que embelezam o meio ambiente e dão alimento a várias aves, e pela abelha o mel.  A fruticultura gaúcha se expande, grandes pomares por exemplo de pêssego, maça, laranja, pêra, bergamota, caqui, abacate e outras...que são anualmente tratadas e plantadas, fazendo forte o segmento que a meu ver completa sua virtude pelo significado do plantar e manter árvores em pé, nesses tempos de destruição da natureza, pela insensatez humana.
Por isso julgo esse labor de cultivar árvores o mais bonito e completo de todos – bonito por natureza, complementado pela riqueza dos alimentos e da economia que da sustento á famílias e por fim pela garantia do clima da terra que depende das árvores mais do que dos homens que as cortam insanamente.
Para pensar:   Em último caso corte uma árvore, mas plante duas!

IMPRENSA LIVRE
03/06/2008

Buenas Amigos!

No dia primeiro de junho comemoraremos o Dia da Imprensa, dia que circulou em Londres o Correio Brasiliense e no Rio de Janeiro o Diário do Rio de Janeiro, dia da morte em 1838 de Cipriano Barata, filosofo, médico, matemático e fundador do jornal - O Sentinela da Liberdade, que pode ser considerado um dos jornalistas brasileiros mais corajosos e violentos da história do Brasil. Dia 5 foi o dia da Ecologia e Dia Mundial do Meio Ambiente; dia 7 o Dia da Liberdade de Imprensa e dia da assinatura do Tratado de Tordesilia em 1494, que acordaram Portugal e Espanha dividirem todas as terras que descobrissem na linha imaginária traçada de Pólo a Pólo.
E nossa homenagem será justamente para a nossa imprensa, que bem ou mal, tem feito um trabalho magnífico na defesa da liberdade e da democracia. É xaveco dizer que temos o que merecemos, de qualquer sorte não podemos deixar de vangloriar nossa imprensa que tem em sua categoria grandes homens que publicam o que muitas vezes é vontade nacional, por isso o Brasil ainda é dos brasileiros, do contrario os maus políticos já tinham o entregado, como entregaram suas almas. Parabéns aos discípulos conscientes de Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça.
Como Cavaleiros da Paz, certa feita no século passado, estive no Uruguai, na Colônia do Sacramento, fomos de Canguçu até lá no casco, reverenciar o primeiro tropeiro do Rio Grande do Sul, Cristóvão Pereira de Abreu, que fez as cruzadas levando gado e mula, originando as estradas na serra gaúcha até Sorocaba – São Paulo.
Nessa cavalgada, tive o privilégio de descerrar uma placa em homenagem a Cristóvão Pereira nas muralhas da velha cidade, oportunidade que vi ao lado da placa que descerrei outra alusiva a Hipólito da Costa, patrono da nossa imprensa, eu não sabia que ele era nascido na Colônia do Sacramento.
Por certo como viveu ás vezes que a cidade foi nossa (portuguesa) e que finalmente ficou para os espanhóis, deve ter ali aprendido que defender o ideal da Pátria era publicar a razão do povo, mesmo contra os interesses dos governantes. De certa forma isso hoje ainda acontece, há muitos Hipólitos escrevendo a favor do povo e dos povos, e há muitos imperadores enrustidos castrando a publicações, censurando, punindo injustamente os que defendem civicamente o país por uma imprensa livre.

Para pensar: Não se pode confundir liberdade com libertinagem!

DE 1840 A 2008
21/05/2008

Buenas Amigos!

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, estamos na lua cheia, lua ótima para pescar, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza. Nesta semana comemoramos dia 23 dia internacional da comunicação social e do soldado constitucionalista, dia 24 Dia do Café.
Estávamos em São José do Norte e há quase um ano estivemos aqui com o nosso programa para vangloriar os feitos farroupilhas de 16 de julho de 1840, quando Bento e seu exército invadiram São José com a finalidade de criarem um porto que ligasse a República Riograndense ao mundo pelo Oceano Atlântico. Naquele programa o prefeito Vicente Ferrari do nosso estúdio em Porto Alegre confidenciara que estava em providencias a que a ARACRUZ investisse na cidade na construção de um porto. Logo fizemos a sugestão de que se isso fosse possível que esse porto se chamasse Giuseppe Garibaldi, justamente em reverencia ao que os farroupilhas do passado queriam e os farroupilhas do presente representados pelo Instituto Cavaleiros Farroupilhas sustentaram na cavalgada da invasão simbólica feita em julho de 2007. Aquilo que foi sonho de Bento e seus generais em 1840, sonho de Vicente Ferrari e seus comandados em 2007 tornou-se realidade pela ARACRUZ que materializará o porto e mais com o nome de Terminal Privativo Aracruz – Giuseppe Garibaldi, que no dia 17 de maio de 2008 – portanto 168 anos e um dia anos depois, funda-se a pedra fundamental desse porto que sairá pelo investimento privado em paz, sem guerra, por merecimento da terra que produz a celulose. De certa maneira roubamos de Bento e Garibaldi o feito mas , não roubamos o sonho que passou a ser de todos nós.

Para pensar: Tudo vem ao seu tempo certo.

 

AMOR DE MÃE É DIFERENTE DO AMOR DE PAI
Buenas Amigos!

Conforme nos ensina a Agenda Gaúcha, que tem as fases da lua para pescar, aviso aos pescadores, não pesquem na piracema, não usem malha fina, não joguem nada que não seja orgânico no eco sistema e nem deixem vestígios do acampamento, façam como os índios e os escoteiros que respeitam a natureza. Tivemos dia 10 o Dia Nacional da Cavalaria, data de nascimento do Marechal Osório, nome da auto estrada que os gaúchos e brasileiros infelizmente chamam de free-way (ta na hora de mudar esse conceito de espírito colonializado ). Dia 11 foi o Dia da Inauguração da Primeira Linha de Telégrafo do Brasil, dia 13, Dia da Abolição da Escravatura e dia da Imprensa Nacional. 
No segundo domingo de maio foi o Dia das Mães, tradição nos tempos modernos iniciada na cidade de Webster , Estado de Virginia, Estados Unidos, quando os amigos de Annie Jerwis , tinha como símbolo de sua vida sua recente falecida mãe Annie Reeves Jerwis . Pelo exemplo de amor de filha, os amigos de Annie , resolveram, casualmente no segundo domingo de maio, fazer uma festa para a mãe dela que foi por Annie estendida a todas as mães da cidade, logo do estado e do país. Em 1908 na Igreja Episcopal de Grafton , existe uma placa comemorativa que assinala 10 de maio de 1908 com sendo a primeira vez que foi celebrada publicamente o Dia das Mães, mas oficializada em 1914 pelo então   Presidente Woodrow Wilson. Em 1918 foi em Porto Alegre que pela ACM começou no Brasil a comemoração. Se a humanidade não tivesse se distanciado da espiritualidade, nestas alturas da vida terrena nós já teríamos evoluído ao ponto suficiente de entender o porquê somos filhos da mãe que temos ou que tivemos. Infelizmente esse segredo só será revelado quando estivermos no outro plano. O fato é que mesmo na escuridão da ignorância espiritual em que vive o homem, a mãe por todos sentidos é quem acima de todas as coisas ama verdadeiramente o filho. Amor de mãe é diferente do amor de pai! O amor de mãe perdoa é absolutamente amplo, cego, suporta qualquer deslize do filho, se necessário mente, corrompe e se corrompe por um filho. Pena que os filhos não tenham idéia do que seja isso, muitos inclusive se oportunizam, se prevalecem, abusam da certeza do perdão que o amor da mãe produz. Mas há filhos que sabem retribuir todo esse amor, não somente no dia dela, mas todos os dias. Certamente para os filhos amorosos o ano inteiro será no dia dela a vez de caprichar mais no carinho e para os filhos desamorosos , ingratos será o dia de apenas lembra que se vieram ao mundo a concertar seus deslizes de outras vidas é porque o ventre de uma mulher a concebeu. Mais do que isso, o filho depois dos nove meses, por anos foi embalado, amamentado, segurado, tratado, amparado, ensinado. Na enfermidade do filho, é ela que noites a fio ficou ali, vigiando e orando pelo bem do rebento. O segundo domingo de maio também no Brasil é o dia das mães, dia de todos os filhos agradecerem a Deus por ela e reconhecerem seu valor e retribuí-la não só com bens materiais, mas fundamentalmente com todo afeto que ela gerou por filhos e netos, expressando olho no olho - eu te amo mãe, obrigado   pela minha vida.                

Para pensar: Não basta dizer que amamos, temos que amar de fato!

  

Obs > estas matérias também estão na internet nas páginas: www.filhosdesantana.com.br;

www.chileatento.com; www.buenas.com.br; www.gboexnoticias.com.br.;     www.valdemargauderio.hpg.ig.com.br

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